quarta-feira, 29 de abril de 2026

Seminário debate direitos humanos dos povos ciganos no VI Encontro de Cultura Cigana de MT

Evento reúne representantes do movimento social cigano e instituições públicas para discutir políticas voltadas às comunidades ciganas. Foto: Maria Clara Aquino.

Como novidade do VI Encontro de Cultura Cigana de Mato Grosso, o I Seminário Estadual de Direitos Humanos dos Povos Ciganos de MT marca a importância de discutirmos políticas públicas voltadas aos povos ciganos no estado. Executado em parceria com o Conselho Estadual de Direitos Humanos (CEDH/MT) e o Conselho Estadual de Promoção de Igualdade Racial de Mato Grosso (CEPIR/MT), o seminário acontecerá na abertura do encontro no dia 1º de maio em Rondonópolis, às 9h.


O evento contará com a participação de representantes nacionais do movimento social cigano para os diálogos, com objetivo de analisar, discutir e propor soluções para a superação dos obstáculos estruturais, pela garantia de seus direitos.


No Brasil, povos ciganos de três etnias, Calons, Rons e Sintis, percorreram sua trajetória em várias regiões, contribuindo para a construção do país. Entretanto, seus modos de vida, linguagens, liberdade e tradições foram alvo de discriminação e preconceitos que percorreram até os dias atuais. Com idealizações errôneas sobre sua cultura, povos ciganos são vistos de forma estereotipada. Isso contribui não apenas para o racismo em sua forma mais visível, mas também para um apagamento histórico e a falta de acesso a políticas públicas que abracem a visão de mundo dos povos ciganos.


A cultura distorcida pela visão eurocêntrica no país e as políticas colonialistas no decorrer da história dos povos ciganos, prejudicaram a existência dessas comunidades. O nomadismo, que é frequentemente ligado à cultura cigana, por exemplo, foi na maioria das vezes, frutos da aplicação de leis e políticas de expulsão. Essa e outras violências ficaram obscurecidas na história do nosso país, evidenciando apenas as narrativas criadas por não-ciganos.

 

O I Seminário Estadual de Direitos Humanos dos Povos Ciganos de Mato Grosso almeja reparação histórica aos que resistem ainda hoje, acesso à educação, à saúde, à moradia digna e respeito às suas identidades culturais, considerando formas próprias de organização social e política. Apesar de já existir discussões de políticas públicas eficientes para comunidades tradicionais no Brasil, comunidades ciganas ainda são minoria no recebimento dessas iniciativas e não estão em evidência na maioria dos estudos e estatísticas nacionais.


Evento é realizado em parceria com o Conselho Estadual de Direitos Humanos de Mato Grosso (CEDH). Arte: Tami Gondo. 

Neste VI Encontro de Cultura Cigana de Mato Grosso, o Seminário receberá a conselheira nacional de Igualdade Racial, Edvalda Bispo dos Santos, a representante dos povos ciganos no Comitê Gestor criado para acompanhar o Plano Nacional de Políticas Públicas para Povos Ciganos, Lourdes Correia. Os dois órgãos são vinculados ao Ministério da Igualdade Racial, que neste ano é um dos patrocinadores principais do Encontro. Membros do Coletivo Ciganagens também participarão do evento: Roi Rógeres, Sara Macedo e Desirèe Almdeida. 

Desde 2017, o VI Encontro de Cultura Cigana de Mato Grosso, realizado pela AEEC-MT e, desde a 3ª edição (2021), em parceria com a Secel-MT, promove atividades como essa em Rondonópolis, Cuiabá e Tangará da Serra, com o objetivo de salvaguardar, valorizar, reconhecer, registrar e disseminar as culturas ciganas e seus bens imateriais. A iniciativa busca proporcionar intercâmbio cultural entre as comunidades ciganas, fortalecer as trocas intergeracionais entre crianças, jovens, adultos e anciãos, além de ampliar as discussões sobre seus direitos.

Texto: Lívia Freire
Foto: Maria Clara Aquino
Arte: Tami Gondo

VI Encontro de Cultura Cigana de Mato Grosso

Música, dança e teatro, seminário de direitos humanos, encontro de mulheres e atividades para o público infantil integram a programação do evento.
Foto: Maria Clara Aquino

O Encontro de Cultura Cigana de Mato Grosso é um projeto guarda-chuva, que ocorre ao longo do ano, de forma presencial e virtual, nos três maiores municípios com comunidades ciganas de MT (Rondonópolis, Tangará da Serra e Cuiabá).  

As programações principais do evento são concentradas no mês de maio, marcando o Dia Nacional dos Povos Ciganos (24 de maio). Em 2026, a maior etapa presencial ocorrerá entre os dias 01, 02 e 03 de maio, no município de Rondonópolis (a 220 km de Cuiabá), com a presença de 150 convidados/as ciganos de seis municípios de MT, além de seis convidados ciganos nacionais, vindos de outros Estados.

O Encontro presencial em Rondonópolis terá uma programação recheada. Algumas delas já clássicas, como o IV Encontro de Mulheres Ciganas de Mato Grosso, que conta com a oficina de medicina tradicional com a mestra da cultura mato-grossense, Maria Divina Cabral. Outra programação no local será a Mostra Calon Lachon, que promove a exibição de filmes com a temática cigana e preferencialmente produzidos por pessoas ciganas. Pensando na participação integral das mães, o evento terá uma programação especial para crianças e adolescentes, com várias oficinas, como de natação e de fotografia.

Evento será a vertente política do VI Encontro de Cultura Cigana de MT. Arte: Tami Gondo.

Uma das novidades deste ano do encontro presencial em Rondonópolis, será a realização do I Seminário Estadual de Direitos Humanos dos Povos Ciganos de Mato Grosso. O evento paralelo é executado em parceria com o Conselho Estadual de Direitos Humanos (CEDH/MT) e o Conselho Estadual de Promoção de Igualdade Racial de Mato Grosso (CEPIR/MT).

O Seminário contará com a participação de representantes nacionais do movimento social cigano, como a conselheira nacional de Igualdade Racial, Edvalda Bispo dos Santos e a representante dos povos ciganos no Comitê Gestor criado para acompanhar o Plano Nacional de Políticas Públicas para Povos Ciganos, Lourdes Correia. 

Os dois órgãos são vinculados ao Ministério da Igualdade Racial (MIR), que neste ano é um dos patrocinadores principais do Encontro, por meio de aprovação no Processo Seletivo do Edital nº 01/2025, no âmbito Secretaria de Políticas Para Quilombolas, Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana, Povos de Terreiros e Ciganos do Ministério da Igualdade Racial/PNUD BRA/24/009 – Apoio à implementação da Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental Quilombola, e fortalecimento dos povos ciganos, de matriz africana e de terreiros. 

Membros do Coletivo Ciganagens, o cigano circense, Roi Rógeres (Salvador - BA), a advogada popular, Sara Macedo (Goiânia - GO)  e Desirèe Almdeida Matos (Rio de Janeiro - RJ) também participarão do evento.

Os encontros de cultura cigana de MT ocorrem anualmente, sempre no mês de maio, entre Rondonópolis, Tangará (foto) e Cuiabá. Foto: Ju Queiroz.

Núcleo de Artes Cênicas – Tradição Cigana - Outra novidade da programação do VI Encontro de Cultura Cigana de MT neste ano, em Rondonópolis, será a participação especial das integrantes do Projeto de Formação em Teatro “Rarripe – Ciganos em Cena”. A vivência reúne 13 mulheres ciganas da comunidade de Rondonópolis. Este é o primeiro grupo de teatro cigano composto exclusivamente por atrizes ciganas do Brasil.

Os encontros do Rarripe ocorrem desde o dia 07 de fevereiro deste ano, todos os sábados, encerrando o primeiro módulo no dia 30 de abril, com pelo menos 12 encontros presenciais. Já está prevista a continuidade do curso no segundo semestre deste ano, por meio de um convênio de apoio direto da Secel/MT.

13 mulheres ciganas da comunidade de Rondonópolis estão experimentando o teatro pela primeira vez. Foto: Aluízio de Azevedo.

A vivência é composta por várias oficinas e temas relacionados às áreas técnicas do teatro e artes cênicas, como iluminação, som, cenário e figurino e de iniciação ao teatro. Ao final, será construída uma peça montada com a temática cigana para o grupo se apresentar em eventos não apenas ciganos, como também outros eventos artísticos e culturais.

As pessoas participantes do Rarripe farão algumas intervenções teatrais durante a programação do evento no município, entre os dias 01 e 02 de maio. A maioria das atrizes do grupo são mulheres com idades acima de 50 anos.“Rarripe” na língua Chibe do tronco étnico Calon pode ser traduzida como “ilusão” ou “ficção” ou “mentira”. O nome foi escolhido, para também quebrar os estereótipos e preconceitos seculares em torno das pessoas ciganas, que são grandes mentiras inventadas e que, infelizmente, ainda permeiam o senso comum e o imaginário da sociedade não-cigana.

Além disso, também já está prevista a participação do grupo de danças Tradição Cigana, que vem ensaiando desde março para apresentar de forma coletiva e com apresentações individuais.

Núcleo de artes cênicas ofertou vivência em teatro e curso de dança cigana no primeiro semestre de 2026. Foto: Aluízio de Azevedo.

Ancestralidade Viva – Do ponto de vista virtual, o principal produto é a campanha Maio Cigano, que ocorre durante os 30 dias do mês e tem como objetivo valorizar a história e cultura ciganas, bem como combater estereótipos, preconceitos e racismo contra os povos ciganos – o anticiganismo ou ciganofobia. Na campanha em 2025 (quinta edição) alcançamos a incrível marca de 50.000 views na página do Insta da AEEC/MT (https://www.instagram.com/aeecmt/). Neste ano, a meta é ultrapassar as 60 mil visualizações.

Objetivos - Já tradicional no Estado, o encontro nasceu em Cuiabá em 2017, com o nascimento da AEEC-MT e desde a 3ª edição (2021) conta com parceria fixa e anual da Secel-MT. Neste ano, parte do evento é realizado com recursos de um convênio direto da pasta e também por meio do Edital de Seleção Pública Nº 24/2024/SECEL/MT – Rede Estadual de Pontos de Cultura de Mato Grosso – Cultura Viva do Tamanho do Brasil – Fomento à Projetos Continuados de Pontos de Cultura – Edição Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura – PNAB I, Processo – Secel-PRO-2024/09183, Termo de Compromisso Cultural Nº 24/2025/01731.

Evento entrou no calendário cultural do Estado. Arte: Tami Gondo.

Trata-se da principal ação para cumprir a missão da AEEC-MT, que é justamente salvaguardar, valorizar, reconhecer, registrar e disseminar as culturas ciganas e seus bens imateriais, saberes, histórias, memórias, modos de vida e organização socioculturais, organização política, rituais e mitologias.

Um dos objetivos principais é garantir aos diversos públicos ciganos mato-grossenses o acesso a meios de fruição e aparatos de lazer e cultura. A ideia é proporcionar intercâmbio cultural entre as comunidades ciganas e facilitar intercâmbio intergeracional, entre nossas crianças, jovens, adultos e anciãos, despertando o orgulho em ser cigano nas comunidades.

Vitrine principal da AEEC, os Encontros de Cultura são produzidos por uma equipe composta em sua maioria por profissionais de origem cigana, inclusive as coordenações geral e adjunta. Garantimos que pelo menos 50% dos profissionais contratados para execução do projeto pertencem às etnias ciganas.

Outro objetivo importante é estimular o protagonismo social das pessoas ciganas, valorizando artistas e mestres da cultura, de maneira a visibilizar as manifestações culturais ciganas já existentes nas comunidades e potencializá-las financeiramente e comunicacionalmente, na sua divulgação.

Além disso, o projeto visa: construir novos e melhorados imaginários sociais acerca dos povos ciganos, a partir dos próprios olhares e vozes ciganas, com o registro e difusão de suas memórias, narrativas, iniciativas identitárias, valores e tradições, quebrando estereótipos e preconceitos e ampliando os instrumentos de combate ao racismo contra os povos ciganos, definido como anticiganismo.

Uma das principais ações do evento é a campanha Ancestralidade Viva que valoriza os anciãos e anciãs ciganas, como a Calin Olga Alves de Matos Cruz (vestido de bolinha). Foto: Jeomara Viegas.

Programação Diversificada - Os eventos agregam uma programação diversificada, com ações paralelas, como a “Mostra Calon Lachon de Audiovisual (quarta edição)”, a “Exposição Diquela” (segunda edição), a campanha de comunicação para as redes sociais “Maio Cigano” (sexta edição) e um grande encontro presencial reunindo em torno de 150 pessoas nas quatro últimas edições (2023, 2024, 2025 e 2026).

Em 2026, o grande encontro do Festival será em Rondonópolis, quando ocorrerão movimentos políticos, discussões sobre políticas públicas e oficinas de saberes ciganos, como medicina tradicional, dança cigana e língua cigana, etc. A Mostra Calon Lachon, em 2026, ocorrerá em Cuiabá e em Rondonópolis, reunindo os principais filmes e vídeos produzidos por cineastas ciganos de MT e de outros Estados. Em Rondonópolis, a mostra acontece durante três dias integrando a programação do grande encontro presencial.

Em Cuiabá, a Mostra começará no dia 05 de maio, com uma exibição no Circo Leite de Pedras, a partir de 19h, com a presença do Diretor cigano circense, Roi Rógeres Fernandes Filho. Além disso, a mostra ocorrerá em outras três datas, sempre às sextas-feiras do mês de maio: 15, 22 e 29, sempre às 19h, no Ateliê Kaiardon, localizado no Centro de Cuiabá.

Exposição ocorre pelo segundo ano consecutivo, em Cuiabá (foto de 2024) e pela primeira vez em Tangará da Serra. Foto: Maria Clara Aquino.

Aliás, o espaço também receberá a Exposição Diquela durante o mês de maio, quando nesses dias também estará aberta à visitação pública. A Abertura também ocorrerá no dia 05 de maio, a partir das 16h. Integrando a Exposição Diquela e a Mostra Calon Lachon, no mesmo dia, a partir de 18h30 acontecerá um cortejo que sairá do ateliê e irá até o Circo Leite de Pedras.

Já em Tangará da Serra, tanto a Exposição Diquela quanto a Mostra Calon Lachon, acontecerão no Centro Cultural da cidade, acolhendo trabalhos fotográficos, instalações, poesias e videoarte com a temática cigana e que, preferencialmente, sejam de autoria de pessoas ciganas. A exposição abrirá no dia 04 de maio e permanecerá aberta no município até o dia 05 de junho, quando encerra com exibição de filmes da Mostra Calon Lachon, no anfiteatro do Centro Cultural.

Texto: Aluízio de Azevedo

sábado, 11 de abril de 2026

Estudo da USP mapeará genética dos povos ciganos brasileiros

Genética das Populações Ciganas do Brasil:A História dos Ciganos recontada pela genética. Ministério da Saúde financia projeto.

Os povos ciganos brasileiros integrarão a próxima etapa do projeto de DNA do Brasil. Executada no país pela Universidade de São Paulo (USP), o projeto que iniciou em 2017 e visa realizar um mapeamento do genoma dos brasileiros, inclui suas principais diversidades e tem como meta é alcançar pelo menos 20 mil pessoas no país. O estudo conta com o financiamento do Ministério da Saúde do Brasil e o banco de dados tem gestão da USP com o órgão.

Capitaneado pelas cientistas Lygia da Veiga Pereira e Tábita Hünemeier, a pesquisa "DNA do Brasil" tem como objetivo mapear a diversidade genética do país e aprimorar a medicina personalizada baseada em genômica, quando aplicada a populações brasileiras de etnia mais plural.

Junto aos povos de etnias ciganas, os Calon, os Rom e os Sinti, a pesquisa tem como título "Desvendando a história populacional dos Ciganos americanos através da análise da diversidade de todo o genoma”.

Com essa população que está espalhada por todo o país e estão por aqui desde os primórdios da colonização portuguesa, especialmente os Calon, o projeto conta om a parceria da Davi Comas Matinez, da Universitat Pompeu Fabra (Barcelona-Espanha), que se dedica a estudar os povos ciganos da Europa, sua origem e saúde. A meta é coletar amostras de pelo menos 300 pessoas ciganas de vários estados e regiões brasileiras.

Para tratar sobre o mapeamento genético dos povos ciganos e explicar sobre o processo, Tábita Hünemeier, David Comas e outros pesquisadores do projeto realizaram nos últimos dias 08 e 09 de abril, no Hospital de Clínicas de Porto Alegre, o seminário “Genética das Populações Ciganas do Brasil – História, Diversidade e Saúde”.

O encontro, que ocorreu no Dia Internacional dos Povos Ciganos, que se comemora a todo dia 08 de abril, reuniu ativistas do movimento cigano de vários Estados Brasileiros como Mato Grosso, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Bahia. Entre eles, o gestor de projetos da Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso (AEEC-MT), Aluízio de Azevedo.

O projeto busca desvendar as origens, a ancestralidade e os processos evolutivos únicos da população Cigana. A colaboração e o conhecimento compartilhado por lideranças e representantes locais são os pilares que garantem que esta pesquisa seja realizada de forma ética, respeitosa e com impacto positivo para os povos ciganos.

O principal objetivo do evento técnico-científico foi discutir detalhes sobre como será as coletas e autorizações para realização do mapeamento genético das etnias ciganas brasileiras.

O encontro também contou com a presença de outros 10 pesquisadores do projeto e na ocasião a equipe coordenadora apresentou o histórico do projeto do genoma brasileiro, que já teve resultados e publicações bastante interessantes, além de falar sobre um histórico de como foi o mapeamento genético dos povos ciganos europeus.

A partir da pesquisa em Espanha foi confirmada uma origem comum no noroeste da Índia, cuja migração iniciou por volta do ano mil da era cristã e depois no século XIII já estavam nos Balcãs, para na sequência se espalhar por todos os países europeu, incluindo Portugal e Espanha a partir do século XV.

Pesquisadores David Comas e Tábita Hünemeier (à direita de camisa branca)coordenam o projeto

Resultados do Brasil

Maior mapeamento feito até hoje sobre o DNA de brasileiros, o projeto DNA do Brasil sequenciou o genoma de 2.700 pessoas e revelou mais de 8,7 milhões de variantes de genes humanos que ainda não eram conhecidas. O trabalho, que mostra como a história do Brasil se imprimiu na biologia de sua população, ganhou destaque na edição desta semana da Science, a revista científica mais disputada do mundo.

A pesquisa, publicada nesta quinta-feira (15) na revista Science, analisou todas as bilhões de bases de cada uma das 2,7 mil pessoas. O resultado mostrou que o DNA do brasileiro é como um mosaico por causa das ancestralidades e, por isso, o mais diverso do mundo.

Para se ter uma ideia, os pesquisadores encontraram 8,7 milhões de variações genéticas que nunca tinham sido catalogadas. Entre elas, genes associados a doenças como pressão alta, colesterol alto, obesidade, malária, hepatite, gripe, tuberculose, salmonelose e leishmaniose.

Saiba mais: https://g1.globo.com/saude/noticia/2025/05/15/pesquisa-analisa-dna-do-brasileiro-e-descobre-que-pais-tem-a-maior-diversidade-genetica-do-mundo-veja-na-sua-regiao.ghtml

Texto: Aluízio de Azevedo

Assessoria para Ciência e Comunicação da AEEC/MT

quinta-feira, 2 de abril de 2026

AEEC solicita à Secel salvaguarda da Medicina Calon em MT

 
Secretário Adjunto de Cultura de MT, Jan Moura recebe Livro As Calins do Cerrado, do organizador do livro, o gestor de projetos da AEEC/MT, Aluízio de Azevedo

O gestor de projetos da AEEC-MT, Aluízio de Azevedo, esteve na última sexta-feira (27/03) na Secretaria de Estado de Cultura de Mato Grosso (AEEC/MT), ocasião em que se reuniu com o secretário adjunto de cultura do Estado, Jan Moura e a superintendente de Desenvolvimento Criativo, Keiko Okamura.

Na ocasião, Aluízio entregou cinco edições do livro “Calins do Cerrado – Medicina e Sabedorias Ciganas”, publicado em 2025 pela Editora Entrelinhas, por meio do Edital Viver Cultura e com proposição da vice-presidente da AEEC-MT, Jessika Lorrayne Alves Cabral Lima Leme.

Além de Jan e Keiko, também foram presenteados o secretário de Estado de Cultura, David Moura e a Assessoria de Imprensa da Secel/MT, representada pelas maravilhosas Cida Rodrigues e Andéa Haddad, parceiros de primeira hora dos povos ciganos de MT.

Durante o encontro com o Secretário Jan Moura, ficou acertado que o Estado será um grande parceiro para registrar a medicina tradicional cigana (um dos itens principais do livro) como patrimônio cultural e imaterial de Mato Grosso.

Aguardem que vem novidades boas por aí!

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Aluízio de Azevedo e superintendente Keiko Okamura