sexta-feira, 22 de maio de 2026

Câmara dos Deputados debate criação do Estatuto dos Povos Ciganos no próximo dia 26 de maio

Audiência será interativa; envie suas perguntas. Elza Fiúza / Agência Brasil

Fonte: Agência Câmara de Notícias

A Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados promove na terça-feira (26) audiência pública para discutir o Projeto de Lei 1387/22, do Senado, que cria o Estatuto dos Povos Ciganos.

A reunião será realizada às 17 horas, em plenário a ser definido.

O debate atende a pedido do deputado Luiz Couto (PT-PB). Segundo ele, o projeto reconhece, valoriza e protege direitos dos povos ciganos no Brasil.

"Apesar da presença histórica no país, essa população ainda enfrenta invisibilidade institucional, discriminação, preconceito e dificuldade de acesso a direitos fundamentais, como educação, saúde, moradia, trabalho e participação em políticas públicas", afirma.

O parlamentar acrescenta que a criação do Estatuto dos Povos Ciganos é uma medida necessária para enfrentar desigualdades históricas e fortalecer a proteção legal dessas comunidades, respeitando suas especificidades culturais e modos de vida.

Da Redação – MO

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Disponível em: https://www.camara.leg.br/noticias/1274966-comissao-debate-criacao-do-estatuto-dos-povos-ciganos-participe/

quinta-feira, 21 de maio de 2026

Projeto desenvolve Roteiro de montagem e primeiros cortes de série com ciganos de Brasil e Portugal

Financiado pela Secel-MT, roteiro conta com três episódios inéditos, incluindo participantes de comunidades de Mato Grosso como Tangará da Serra e Cuiabá

Ocorre nesta sexta-feira (22/05), em Cuiabá, às 19h30, no Ateliê Kaiardon, mais uma exibição do pré-lançamento do projeto Calon Lachon – roteiro de série documental. Realizado pelo multi-artista de etnia Calon, Aluízio de Azevedo, o projeto constitui-se em um roteiro de montagem de uma série documental em três episódios com a temática dos povos ciganos de Brasil e de Portugal, especialmente, do tronco Calon, maioria das comunidades ciganas nos dois países.

A exibição e o pré-lançamento do roteiro de montagem da série, que tem como título “Calon Lachon” na língua Chibe significa “Bom Cigano” ou “Cigano Bom”, ocorrerá por meio de parceria com a Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso (AEEC-MT), em comemoração ao Dia Nacional dos Ciganos (24 de maio). Na última sexta (15/05), os episódios também foram exibidos no mesmo local.

Patrocinado por meio de seleção no Edital de seleção pública 04/2023/Secel/MT – Cinemotion Edital de Desenvolvimento de Roteiro – Edição Lei Paulo Gustavo da Secretaria de Estado de Cultura, Esportes e Lazer de Mato Grosso (Secel/MT), a serie Calon Lachon já está em adiantado processo de pós-produção e agora procura novos recursos para ser finalizada e comercializada no circuito de exibição.

Diretor e roteirista da série, Aluízio de Azevedo. Foto: Karen Ferreira

“Diferente de outros projetos de roteiros que ainda vão ser produzidos, o projeto se destaca por ser um roteiro de montagem, executado a partir de materiais que já foram captados, durante os mais de 10 anos de pesquisa que venho desenvolvendo com os povos ciganos”, explica Aluízio, reforçando que boa parte desse material, que soma mais de uma centena de horas de gravação e inclui 40 entrevistas com pessoas ciganas de Brasil e de Portugal, foi gravado em 2017, ano em que imergiu em comunidades brasileiras e portuguesas para o seu trabalho de campo de doutorado e cuja metodologia fílmica orientou todo o processo de produção e captação fílmica.

Esse material ficou guardado durante esse período e, quando em 2023, surgiu o edital para desenvolvimento de roteiro para produção de uma série audiovisual, Aluízio de Azevedo, aproveitou a oportunidade e propôs o desenvolvimento de roteiro de montagem de uma série. Assim, ao invés de apenas um roteiro de produção, o roteiro de montagem escrito a partirdo projeto e com a consultoria dos quatro consultores de roteiro, vem acompanhado com um primeiro corte de montagem dos três episódios da série. 

O projeto para desenvolvimento do roteiro de montagem da Calon Lachon ocorreu durante todo o ano de 2025 e contou com a participação de quatro consultores: Rodrigo Zaiden, Karen Ferreira, Diego Baraldi e Irandi Rodrigues Silva. Esta última, consultora de cultura cigana da comunidade Calon de Tangará da Serra e uma das personagens centrais da série. Já Zaiden e Karen também estiveram presentes no processo de captação fílmica do material captado em 2017 e são codiretores da série.

O tema principal da série é o universo cigano, narrado e autorrepresentado pelas próprias pessoas ciganas. Por meio de uma escuta aprofundada, a obra revela transformações culturais, identidades múltiplas e distintas formas de integração/exclusão, mostrando suas relações, contradições e resistências. A serie aborda esse universo a partir de uma perspectiva dinâmica e intimista, cuja linha condutora são as viagens e vozes das pessoas encontradas pelo caminho, que apresentam seus mundos de dentro para fora. 

Segundo Rodrigo Zaiden, o que está em foco são os encontros e a conexão das pessoas ciganas, que apesar dos séculos e os milhares de quilômetros que as separam, se reconhecem enquanto pertencentes ao tronco Calon, que mantém tradições, “r-existindo” à modernidade/colonialidade, sem perder o time da atualidade.

Abordamos o tema de forma inédita, revelando nuances, manifestações culturais, memórias e identidades culturais de maneira única e dentro de uma perspectiva própria que rompe com imaginários estereotipados e visões racistas históricas que insistem em permanecer contra os povos ciganos”, pondera o codiretor e consultor de roteiro de montagem.

SERVIÇO:

O que: lançamento do roteiro de montagem da série Calon Lachon

Quando: 15 de maio e 22 de maio (sexta-feira)

Onde: Ateliê Kaiardon, Rua Eng. Ricardo Franco, 427, Centro de Cuiabá

Horário: 19h30

Sinopses dos Episódios

Episódio 1 - Jalemos Situque

"Jalemos Situque" (Vamos embora) estabelece o território brasileiro como ponto de partida. Através de um intercâmbio audiovisual entre comunidades de Mato Grosso e o acampamento Nova Canaã, o episódio desvela os marcadores culturais específicos do Calon no Brasil. A música de raiz e a cultura das “gambiras” (negociações) surgem como elementos de resiliência, enquanto a narrativa aborda a transição do nomadismo secular para a fixação territorial e os impactos ambientais no Cerrado. O episódio destaca a memória dos antepassados, a preservação da tradição oral e a importância da união política para a conquista de direitos públicos específicos.

Episódio 2 – “Chiba Calin”

Em "Chiba Calin" (Fala Cigana) a lente expande-se para as comunidades ciganas portuguesas. O episódio cria um espaço de "recados" e olhares recíprocos, unindo líderes brasileiros, com Wanderley da Rocha, em Nova Canaã, a figuras como Adérito Montes, em Lisboa. Passando por cenários que vão das margens do Tejo ao Bairro das Pedreiras, em Beja, documentamos um contraste gritante: a preservação orgulhosa da língua e das tradições familiares em face de uma exclusão extrema. O cotidiano de crianças que brincam entre trailers e a denúncia da falta de água encanada e habitação digna revelam que os desafios do racismo atravessam fronteiras nacionais, exigindo uma luta coletiva que conecte a Europa ao Brasil.

Episódio 3 – “Fé em Duvele”

O episódio final, "Fé em Duvele" (Deus), tece a tapeçaria espiritual desses povos que, embora muitas vezes forçados, estão em constante movimento. A peregrinação a Saintes-Maries-de-la-Mer em honra a Santa Sara Kali fornece a espinha dorsal rítmica e visual, simbolizando uma reunião da diáspora cigana. Esta devoção tradicional é colocada em tensão dialética com a crescente influência evangélica entre os Calon, manifestada em cultos domésticos em Cuiabá e celebrações rítmicas na Igreja Filadélfia, em Portugal. A obra investiga como o sagrado se molda a novos ritos, desde a rumba gospel até as pregações das Testemunhas de Jeová no Distrito Federal, mas sem deixar de manter alguns de seus fundamentos centrais, como a liberdade interior e a paz de espírito.

FICHA TÉCNICA

- Realização: Edital de seleção pública 04/2023/Secel/MT – Cinemotion Edital de Desenvolvimento de Roteiro – Edição Lei Paulo Gustavo da Secretaria de Estado de Cultura, Esportes e Lazer de Mato Grosso (Secel/MT)

- Proponente: Aluízio de Azevedo Silva Júnior

- Codireção: Rodrigo Zaiden e Karen Ferreira

- Pesquisa, Roteiro e Direção: Aluízio de Azevedo Silva Júnior

- Consultoria de Roteiro de Cultura Cigana: Irandi Rodrigues Silva

- Consultoria de Roteiro: Rodrigo Zaiden, Karen Ferreira e Diego Baraldi

- Direção de Produção: Rodrigo Zaiden

- Direção de Fotografia: Karen Ferreira

- Imagens complementares: Aluízio de Azevedo e Rodrigo Zaiden

- Montagem e edição dos primeiros cortes dos episódios: Aluízio de Azevedo

- Produção Local Mato Grosso: Fernanda Caiado

- Produção Local Portugal: Pimènio Ferreira

- Designer Gráfico e Direção de Arte: Rodrigo Zaiden

- Assessoria de Comunicação e Imprensa: Aluízio de Azevedo

Ancestralidade Viva: Maria Auxiliadora Alves de Anicézio - O Tempo que a Gente é!

 

Moradora de Cuiabá, Dora é um dos esteios da comunidade Calon no município. Foto: Jeomara Viegas

A primeira homenageada da campanha Ancestralidade Viva: o tempo que a gente é, neste #MaioCigano, é dona Auxiliadora Alves de Anicézio, ou simplesmente Dora, como é chamada carinhosamente por toda família.

Filha de mãe gadjin (mulher não-cigana em Chibe, a língua dos Calon) e pai cigano Calon, Dora nasceu em Roraima e viveu uma infância itinerante, viajando a cavalo por diferentes cidades até chegar em Mato Grosso.

Em Guiratinga, construiu sua vida ao lado do marido, Arcelino Avelino, com quem está há mais de cinquenta anos. Juntos tiveram quatro filhos: Eliezer, guardado com amor em sua memória, além de Eliane, Edézio e Edilson, dos quais fala com muito orgulho. A família cresceu com netos e bisnetos, sendo unida e presente em sua vida.

Mesmo tendo sido semianalfabeta durante grande parte da vida, Dora concluiu os estudos e com 35 anos, formou-se em Biblioteconomia e se dedicou ao trabalho até se aposentar!

Hoje, em Cuiabá, mantém uma rotina dedicada à família, à igreja e à convivência com a comunidade. Para ela, o povo cigano é alegre, acolhedor e unido, acostumado a repartir o que possui. Ela também valoriza  e ressalta a força das mulheres ciganas.

A campanha Ancestralidade Viva integra o projeto guarda-chuva "Maio Cigano - VI Encontro de Cultura Cigana de MT", realizado pela AEEC-MT, por meio de patrocínio da Secretaria de Estado de Cultura, Esportes e Lazer de Mato Grosso (Secel/MT) e o Ministério da Igualdade Racial (MIR) / PNUD.

Conheça mais sobre a história da Dora assistindo ao vídeo da campanha no Insta da AEEC-MT: https://www.instagram.com/p/DYedVzWyWT2/

Viva, Dora! Viva a Ancestralidade Viva: o tempo que a gente é!


quarta-feira, 20 de maio de 2026

AEEC solicita apoio à Secretaria Municipal de Cultura de Rondonópolis

 

Dayana e Nilva da AEEC-MT realizam reunião com secretário Jeth Wilson e coordenador de povos tradicionais da prefeitura de Rondonópolis, Djalma Santos

A Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso (AEEC-MT) esteve reunida no último dia 12 de maio com o secretário adjunto de Cultura da prefeitura de Rondonópolis, Jeth Wilson e com o coordenador de povos tradicionais da pasta, Djalma Santos.

Nilva Rodrigues Cunha e Dayane Cabral, da comunidade local, levaram ao secretário um ofício solicitando apoio para o fortalecimento de ações culturais que a AEEC-MT vem desenvolvendo no município, a exemplo do Grupo de Danças Tradição Cigana e da vivência em Teatro Rarripe – Ciganas em Cena.

“Entre as demandas, solicitamos a contratação do professor de teatro, Ricardo Almeida, para continuar a realizar formações do Rarripe – Ciganas em Cena nos meses de julho, agosto, setembro, outubro e novembro. Também pedimos a contratação de um/a professor/a de danças ciganas para continuar as formações do grupo de Danças Tradição Cigana, duas vezes por semana, nos meses de julho, agosto, setembro, outubro e novembro e recursos para construção de figurinos do grupo”, explica Nilva.

“Outra demanda solicitada à prefeitura de Rondonópolis, foi a reforma e cedência, por meio de termo de comodato, o salão comunitário do Cidade Alta para administração da AEEC-MT, onde poderíamos desenvolver, além dessas duas atividades, outras formações, como aulas de instrumentos musicais, aulas de dança circular, aulas de corte e costura, entre outras, atendendo, além da comunidade cigana, outras pessoas do bairro e das imediações”, complemanta Dayana.

Além disso, durante a visita, a AEEC-MT solicitou ao secretário Jeth Wilson a inclusão dos povos ciganos, por meio da AEEC-MT, no Conselho Municipal de Cultura, bem como criar ações e cotas específicas para o seguimento povos ciganos nos editais lançados pela prefeitura para a área da cultura.

Na ocasião, o secretário Jeth Wilton garantiu ouvir os pleitos da comunidade. “Estamos recebendo aqui na nossa scretaria hoje representantes da comunidade cigana em Rondonópolis, onde podemos ouvir um pouquinho da demanda e entender a realidade dessa comunidade tão tradicional e conhecida no Brasil e que inclusive é patrimônio da Unesco. Com certeza, nós estreitamos os laços e vem parceiras boas por aí”, concluiu.

domingo, 17 de maio de 2026

Projeto Lacho Drom celebra dia nacional dos povos ciganos com monólogo de Taty Iovanovitch

Projeto Latcho Drom conta com peça protagonizada por Tatiane Iovanovitch e palestras que buscam valorizar e ressignificar a cultura cigana em homenagem ao maio cigano. Foto: Assessoria.

No dia 24 de maio é celebrado o Dia Nacional dos Povos Ciganos. Instituída há cerca de 20 anos, a data busca valorizar a cultura de um povo que faz parte da história do Brasil, mas que ainda hoje enfrenta invisibilidade, preconceitos e estigmas sociais. E para quebrar esses paradigmas, Curitiba recebe o projeto Latcho Drom, que na língua romani significa boa jornada e que, por meio de ações culturais trará a Curitiba uma série de atividades culturais gratuitas de 19 de maio a 4 de junho.

Na programação, o público poderá conferir um espetáculo solo protagonizado pela atriz Tatiane Iovanovitch, filha de um dos principais ativistas da causa cigana e um dos nomes mais representativos da cultura no Paraná, Cláudio Domingos Iovanovitch, falecido em março de 2025.

O espetáculo Paramitcha Calipe – dos Jazigos aos Berços, que tem dramaturgia coletiva, direção de Neiva Camargo e concepção cênica de Pedro Almeida, propõe um olhar íntimo, político e sensível sobre a realidade das mulheres ciganas no Brasil.

A peça, que será apresentada em duas temporadas, revisita memórias pessoais, experiências de violência, pertencimento e identidade para discutir os desafios enfrentados dentro e fora da comunidade cigana.

A montagem nasce do legado de Cláudio Domingos Iovanovitch, que idealizou inicialmente o projeto. Filha única do ativista, Tatiane decidiu levar a proposta adiante como forma de preservar a memória do pai e ampliar o debate sobre invisibilidade e representatividade dos povos ciganos. 

“Nós, povos ciganos, falamos pouco sobre nós mesmos. E o projeto e o espetáculo propõem justamente isso: uma perspectiva cigana sobre o nosso povo e a nossa cultura”, afirma a atriz.

Muito além do imaginário popular

Além do monólogo, o projeto traz também palestras com nomes da cultura cigana das mais diferentes áreas, com pesquisadores, artistas e ativistas da cultura cigana, como é o caso da palestra com o cigano da etnia Calon Aluízio de Azevedo Silva Júnior, que é doutor em Comunicação e Saúde dos Povos Ciganos de Brasil e Portugal pela Fiocruz. “Queremos ampliar esse debate e mostrar o quanto os povos ciganos contribuíram para a formação do povo brasileiro”, afirma Tatiane.

Ainda, o jornalista e artista Roy Rogeres Fernandes Filho, que pesquisa a participação da cultura cigana na arte circense brasileira e a ativista Hayanne Iovanovicth, idealizadora do projeto Museu Cigano Virtual Romano, estarão presentes na programação, que está distribuída em Santa Felicidade e no Memorial de Curitiba.

Mais do que reforçar imagens folclorizadas normalmente associadas aos povos ciganos, o projeto aposta na reflexão. “Estamos falando de uma programação muito longe daquele imaginário popular, ou seja, o público não vai encontrar dança e música o tempo inteiro. O monólogo, por exemplo, é sobre escuta, memória, silenciamento e realidade, e os debates querem trazer conhecimento ao público”, explica Tatiane.

A proposta é ampliar o diálogo com o público sobre identidade, preconceito e apagamento cultural. “A gente espera que o público venha com o coração aberto para entender um pouco mais dessa cultura”, finaliza.

Serviço:

PROGRAMAÇÃO do Pojeto Latcho Drom

Datas:

👉🏼19 a  21 de maio às 21h

Apresentações do espetáculo Paramitcha Calipe – dos Jazigos aos Berços, por Tatiane Iovanovitchi no Teatro do Espaço da Criança em Santa Felicidade

Rua Domingos Strapasson, 620

👉🏼1 a 4 de junho

Palestras sobre a cultura cigana no Teatro do Memorial de Curitiba

R. Dr. Claudino dos Santos, 79 - São Francisco

👉🏼30 de maio a 4 de junho às 21h

Apresentações do Espetáculo Paramitcha Calipe – dos Jazigos aos Berços por Tatiane Iovanovitchi no Teatro do Memorial de Curitiba.

Rua Doutor Claudino dos Santos, 79 - São Francisco, Curitiba - PR

🎫INGRESSOS GRATUITOS e disponíveis em: https://www.sympla.com.br/evento/paramitcha-calipe-dos-jazigos-aos-bercos/3424871?share_id=copiarlink

Saiba mais:https://www.instagram.com/paramitchacalipe?igsh=MWh6czNubzcxZmZpbA==

Campanha Ancestralidade Viva promove visibilidade e celebra cultura e história dos povos ciganos

Iniciativa da AEEC-MT utiliza as redes sociais para homenagear pessoas ciganas, buscando combater o anticiganismo por meio de informações fidedignas. Tia Dora, na foto é a primeira homenageada da campanha. Foto: Jeomara Viegas.

Nesta segunda-feira (18 de maio), a Associação de Etnias Ciganas de Mato Grosso (AEEC-MT) inicia mais uma edição do projeto Ancestralidade Viva, este ano com o tema “O tempo que a gente é!” A ação, que faz parte da programação do projeto VI Encontro de Cultura Cigana de Mato Grosso, já é tradicional no evento pela valorização da história e da cultura cigana e ocupará as redes sociais da associação (@aeecmt) até o fim do mês de maio, em celebração ao Festival Maio Cigano, que marca o Dia Nacional dos Povos Ciganos (24).

Em 2026, a campanha homenageia 13 lideranças vivas e duas lideranças in memorian, todas de Mato Grosso, das cidades de Rondonópolis, Cuiabá e Tangará da Serra. A primeira delas é Maria Auxiliadora Alves de Anicézio, moradora de Cuiabá (foto acima).

Em 2025, as publicações focaram na valorização e reconhecimento da ancestralidade dos povos ciganos da etnia Calon e Rom, com homenagens a 12 lideranças vivas e 4 lideranças “in memorian”, que fizeram e fazem história na cultura cigana mato-grossense.

No ano passado, a campanha ultrapassou a marca de 50 mil visualizações no Insta da AEEC-MT (@aeecmt). A importância do engajamento, neste caso, está principalmente na ampliação da visibilidade junto a pessoas não-ciganas, que é o principal objetivo da ação.

A campanha “Ancestralidade Viva” procura cumprir um papel social: o combate ao anticiganismo (ou ciganofobia). Através de conteúdos que recordam e homenageiam lideranças e mestres da cultura cigana, as publicações levam o público a conhecer suas histórias e, consequentemente, as tradições ciganas, que por muito tempo, sofreram discriminações e preconceitos. Ao promover visibilidade às vozes e rostos de pessoas ciganas, a campanha ressalta todo o legado dos homenageados.

A campanha existe desde 2022 e em sua primeira edição teve o nome “Quem conhece não tem preconceito”, que ao longo do mês exibiu fotos de mais de 40 mulheres ciganas da exposição multimídia Calin (hiperlink). A cada edição, o projeto adota uma temática e uma estratégia de mobilização virtual. Exemplo disso é o documentário divulgado em 2023 Caminhos Ciganos, dirigido e roteirizado por Aluízio de Azevedo, um dos criadores da iniciativa.

“A ideia do Ancestralidade Viva é valorizar  as pessoas ciganas que são ciganas e que passaram por muitas experiências, que viveram muito tempo no nomadismo, que sofreram várias questões e que resistiram. Os mais velhos são lideranças nas suas comunidades, são o nosso poço de sabedoria, são os que detêm as práticas, histórias, memórias, enfim, a riqueza de vida, dos nossos modos de viver, dos nossos sistemas de ação, de organização social, da língua cigana. É muito rico esse movimento que a gente faz de reconhecimento dos nossos ancestrais que estão vivos”, ressalta Aluízio.

O VI Encontro de Cultura Cigana de Mato Grosso é realizado pela AEEC-MT, em parceria com a Secel-MT e com o Ministério da Igualdade Racial (MIR), em prol da preservação das tradições e bens imateriais ciganos. Com atividades presenciais em Cuiabá, Rondonópolis e Tangará da Serra, a iniciativa promove intercâmbio entre comunidades, estimula a troca de saberes entre diferentes gerações e fomenta a voz dos povos ciganos na luta por seus direitos.

Texto: Lívia Freire

Fotos e vídeos: Jeomara Viegas e Maria Clara Aquino

Artes: Tami Lage

 

quinta-feira, 14 de maio de 2026

Cuiabá e Tangará recebem produções fotográficas e audiovisuais sobre a cultura cigana

 
Com entrada gratuita, a programação ocorre às sextas-feiras de maio (15, 22 e 29), das 16h às 21h, no Ateliê Kaiardon, em Cuiabá, e no Centro Cultural Pedro Alberto Tayano, em Tangará. Foto: Tami Lage

Por Andréa Haddad/Amanda Zanata* | Secel/MT - 14 de Maio de 2026 às 17:39

Produções fotográficas e audiovisuais da cultiva cigana são apresentadas na Mostra Calon Lachon e na Exposição Diquela, no Centro de Cuiabá, durante o VI Encontro de Cultura Cigana de Mato Grosso, contemplado pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), no edital Pontos de Cultura – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab). Com entrada gratuita, a programação ocorre às sextas-feiras de maio (15, 22 e 29), das 16h às 21h, no Ateliê Kaiardon.

A programação reúne a Mostra Calon Lachon, com exibição de curtas e longas-metragens produzidos por povos ciganos, além da Exposição Diquela, formada por registros fotográficos de comunidades ciganas do Brasil, especialmente ligadas ao tronco étnico Calon.

Foto: Tami Lage.

Esta é a quarta edição do projeto, que surgiu para registrar, por meio de vídeos, fotografias, áudios e documentos escritos, histórias e tradições das comunidades ciganas, contadas por elas mesmas, além de ampliar a circulação das produções audiovisuais.

Já a Exposição Diquela apresenta obras produzidas pelas fotógrafas Karen Ferreira, Maria Clara Aquino e Ju Queiroz. As imagens retratam elementos culturais e o cotidiano de comunidades ciganas brasileiras, especialmente do povo Calon. O nome da exposição vem da língua Chibe e pode ser traduzido como “Veja”.

“A escolha por este nome para representar a exposição se deu justamente para que quem não é cigano ‘veja’ que existem pessoas e comunidades ciganas circulando e vivendo em Mato Grosso há quase 100 anos”, explica o curador da exposição, Aluízio de Azevedo.

Além de Cuiabá, a Exposição Diquela também pode ser visitada em Tangará da Serra, no Centro Cultural Pedro Alberto Tayano, das 8h às 17h.

Jaque Roque prestigiou a abertura da exposição Diquela, no último dia 05 de maio. Foto: Tami Lage.

Confira abaixo todos os detalhes da programação completa:

EXPOSIÇÃO DIQUELA - CUIABÁ

Quando: Dias 15, 22 e 29 (sextas).

Onde: Ateliê Kaiardon (Centro de Cuiabá, Rua Engenheiro Ricardo Franco, 427)

Horário: 16h às 21h

EXPOSIÇÃO DIQUELA - TANGARÁ DA SERRA

Onde: Centro Cultural Pedro Alberto Tayano

Horário comercial: 08h às 17h

PROGRAMAÇÃO MOSTRA CALON LACHON – CUIABÁ

15 de maio (sexta-feira)

19h30 – Exibição do curta Tarabatara (2007, 23’), direção de Júlia Zakia

19h50 – Exibição do curta Adeus Calon (2022, 20’), direção de João Borges

20h10 - Exibição dos primeiros cortes dos episódios da série Calon Lachon (2026, 26’), direção de Aluízio de Azevedo

22 de maio (sexta-feira)

19h30 – Exibição do longa Rio Cigano (2012, 1h19), direção de Júlia Zakia

29 de maio (sexta-feira)

19h30 – Exibição do curta Fernanda (2025, 12’), direção de Rodrigo Zaiden e Aluízio de Azevedo

19h45 – Exibição do curta Luzia (2025, 12’), direção de Rodrigo Zaiden e Aluízio de Azevedo

20h – Exibição do curta Encontros e Cultura Cigana (2025, 14’), direção de Maria Clara Aquino

*Sob supervisão de Andréa Haddad

Disponível emhttps://www.secel.mt.gov.br/w/cuiab%C3%A1-e-tangar%C3%A1-da-serra-recebem-produ%C3%A7%C3%B5es-fotogr%C3%A1ficas-e-audiovisuais-sobre-a-cultura-cigana 

AEEC-MT apresenta várias fotos de arquivo. Foto: Tami Lage

terça-feira, 12 de maio de 2026

Mostra Calon Lachon e Exposição Diquela apresentam produções artísticas sobre a cultura cigana

Exibições gratuitas de produções audiovisuais ciganas e exposição fotográfica da comunidade Calon 

Fotografias e filmes sobre a cultura cigana movimentam o Ateliê Kaiardon, em Cuiabá, durante o VI Encontro de Cultura Cigana de Mato Grosso, evento anual da AEEC-MT criado para dar visibilidade às narrativas dos povos ciganos no estado. A programação gratuita apresenta a Mostra Calon Lachon, com exibição de curtas e longas-metragens ciganos, e a Exposição Diquela, com fotografias de comunidades ciganas, abertas ao público nas sextas-feiras de maio (15, 22 e 29), das 16h às 21h, no espaço localizado na Rua Engenheiro Ricardo Franco, 427, no centro da cidade. 

Esta é a 4ª edição do projeto Calon Lachon, que significa “Cigano Bom” na língua Romanó-Caló. Nasceu com o objetivo de registrar (vídeos, áudio, fotos, documentos escritos) a história e as tradições das comunidades ciganas contadas por elas mesmas e difundir os resultados audiovisuais. Durante os anos de execução, o projeto tem contribuído para o combate à invisibilização e ao anticiganismo, ao mesmo tempo que incentiva o olhar artístico e a presença de povos ciganos no cinema regional e nacional. 

Na Exposição Diquela, as obras foram produzidas por três fotógrafas: Karen Ferreira, Maria Clara Aquino e Ju Queiroz. Elas trazem a diversidade brasileira, além de elementos culturais marcantes dessa cultura, especialmente vinculada ao tronco étnico Calon. A palavra Diquela na língua da etnia Calon chamada Chibe, pode ser traduzida como “Veja”. 

“A escolha por este nome para representar a exposição se deu justamente para que quem não é cigano ‘veja’ que existem pessoas e comunidades ciganas circulando e vivendo em Mato Grosso há quase 100 anos”, explica o curador da exposição, Aluízio de Azevedo. 

A exposição também acontece em Tangará da Serra, no Centro Cultural Pedro Alberto Tayano, aberta das 08h às 17h. 

A Mostra Calon Lachon e a Exposição Diquela são alguns dos programas do VI Encontro de Cultura Cigana de Mato Grosso, principal ação da AEEC-MT, que desde 2017 trabalha para a valorização das culturas ciganas no estado, especialmente em Cuiabá, Tangará da Serra e Rondonópolis. A programação reúne diversas atividades culturais, formativas e políticas. O evento é realizado pela Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso (AEEC-MT), em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel/MT) e o Ministério da Igualdade Racial (MIR), com financiamento por meio da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). O projeto também conta com convênio direto da Secel/MT.

A iniciativa tem parceria com o Conselho Estadual de Direitos Humanos (CEDH/MT) e a Secretaria de Estado de Trabalho, Assistência Social e Cidadania (SETASC/MT), além do apoio do Conselho Estadual de Igualdade Racial (CEPIR/MT), da Prefeitura de Tangará da Serra e do Instituto Cultural das Etnias Ciganas em Mato Grosso.

EXPOSIÇÃO DIQUELA - CUIABÁ

Quando: Dias 15, 22 e 29 (sextas).

Onde: Ateliê Kaiardon (Centro de Cuiabá, Rua Engenheiro Ricardo Franco, 427)

Horário: 16h às 21h

EXPOSIÇÃO DIQUELA - TANGARÁ DA SERRA

Onde: Centro Cultural Pedro Alberto Tayano

Horário comercial: 08h às 17h

PROGRAMAÇÃO MOSTRA CALON LACHON – CUIABÁ

15 de maio (sexta-feira)
19h30 – Exibição do curta Tarabatara (2007, 23’), direção de Júlia Zakia
19h50 – Exibição do curta Adeus Calon (2022, 20’), direção de João Borges

20h10 - Exibição dos primeiros cortes dos episódios da série Calon Lachon (2026, 26’), direção de Aluízio de Azevedo

22 de maio (sexta-feira)
19h30 – Exibição do longa Rio Cigano (2012, 1h19), direção de Júlia Zakia

29 de maio (sexta-feira)
19h30 – Exibição do curta Fernanda (2025, 12’), direção de Rodrigo Zaiden e Aluízio de Azevedo
19h45 – Exibição do curta Luzia (2025, 12’), direção de Rodrigo Zaiden e Aluízio de Azevedo
20h – Exibição do curta Encontros e Cultura Cigana (2025, 14’), direção de Maria Clara Aquino


Texto: Lívia Freire
Fotos: Tami Lage


sexta-feira, 8 de maio de 2026

Projeto Rarripe leva vivência em teatro para comunidade Calon de Rondonópolis

Projeto fortalece o núcleo de artes cênicas da AEEC/MT, que também é composto pelo grupo de danças Tradição Cigana. Foto: Tami Lage.

O projeto “Rarripe – Ciganos em Cena” é uma vivência que leva formação em teatro para mulheres ciganas da comunidade de Rondonópolis, em Mato Grosso. Promovido pela Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso (AEEC-MT), em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura, Esportes e Lazer de Mato Grosso (Secel/MT), trata-se do primeiro grupo de teatro cigano composto exclusivamente por atrizes ciganas do Brasil.

O projeto teve início no dia 07 de fevereiro deste ano, com a participação de 13 pessoas. Desde então, os encontros ocorreram todos os sábados, no início na casa da liderança cigana Francisca Alves Santos, a tia Chica e a maior parte deles no Salão Comunitário do Jardim Iguassu. O primeiro módulo da vivência encerrou concomitante aos dias de realização do VI Encontro de Cultura Cigana de Mato Grosso, que ocorre em Rondonópolis (01, 02 e 03 de maio), quando o grupo o grupo fez uma participação especial apresentando os resultados do curso, com algumas intervenções teatrais no dia 01 de maio.

Composto por várias oficinas e temas relacionados às áreas técnicas do teatro e artes cênicas, como iluminação, som, cenário e figurino e de iniciação ao teatro, a ideia do curso é ter uma peça montada com a temática cigana para o grupo se apresentar em outros eventos artísticos e culturais.

A maioria das atrizes do grupo são mulheres com idades acima de 50 anos, mas o curso conta também com jovens como Amanda Pinheiro, que participou desde a primeira aula. Amanda destacou os benefícios do curso de teatro para o desenvolvimento corporal e criativo. “O curso é muito interessante. A gente não está muito acostumado a se movimentar, e o teatro acaba estimulando a criatividade e a concentração, além de fazer bem para o corpo e a mente”, afirmou.

Rarripe é uma ação vinculada ao convênio realizado pela AEEC-MT em parceria com a Secel/MT, para realização do “V Encontro de Cultura Cigana de MT”, cuja coordenação geral é de Rosana Cristina Alves de Matos Cruz e com coordenação pedagógica de Aluízio de Azevedo. Já a coordenação pedagógica do curso é executada pelo diretor de cultura da AEEC-MT, Rodrigo Zaiden e pelo teatrólogo e artista plástico, Tami Gondo Lage. A direção de atores foi realizada pelo professor de teatro, Ricardo Almeida.

Zaiden explica que começou a vislumbrar esse projeto em 2017, quando assistiu uma peça encenada por mulheres ciganas que não eram atrizes profissionais, em Portugal. “Aquilo me abriu um novo olhar sobre as possibilidades do teatro e pensei em levar essa experiência para Mato Grosso. Partimos de um grupo de dança já existente, até chegar ao teatro. Hoje, é muito emocionante ver a transformação dessas pessoas, tanto no corpo quanto na forma de se expressar, pensar e se relacionar. Mais do que preparar para apresentações, o teatro proporciona uma vivência profunda consigo mesmo, estimulando a criatividade, a reflexão e o convívio”.

Para o teatrólogo Tami Lage, o fato das 13 participantes serem mulheres mais velhas, torna o projeto ainda mais fascinante. “Temos trabalhado a dramaturgia a partir das vivências delas, criando uma conexão muito rica entre técnica e experiência de vida. O engajamento tem sido até maior do que esperávamos, o que torna essa jornada ainda mais especial, já que tudo é novo para elas — desde a leitura de texto até a compreensão da cena e da atuação. É um processo de descoberta, e esse desenvolvimento tem sido muito significativo”, destacou.

As integrantes do projeto também já participaram de oficinas com o pesquisador e doutorando cigano circense em Artes Cênicas (PPGAC/UFBA), Roy Rogeres Fernandes, com o título “Os laços inexoráveis entre os Povos Ciganos e o Circo-Teatro”; e com a doutoranda, Priscila Lima Freitas, com o tema “Iluminação no Teatro”.

Rarripe - na língua Chibe, do tronco étnico Calon, pode ser traduzida como “ilusão”, “ficção” ou “mentira”. O nome foi escolhido para quebrar os estereótipos e preconceitos seculares em torno das pessoas ciganas, que são grandes mentiras inventadas e que, infelizmente, ainda permeiam no senso comum e no imaginário da sociedade não-cigana.

O curso de teatro é integrado ao grupo de Danças Tradição Cigana. A maioria das pessoas participa das duas atividades. Os ensaios são voltados ao aperfeiçoamento e formação das artes cênicas no geral.  O Grupo de Danças Tradição Cigana nasceu pelo desejo da própria comunidade cigana de Rondonópolis, há cerca de 15 anos e realiza apresentações principalmente durante os eventos da AEEC-MT.

Ficha Técnica

Realização: Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso (AEEC/MT) e Secretaria de Estado de Cultura, Esportes e Lazer de Mato Grosso (Secel/MT)

Coordenação Geral: Aluízio de Azevedo Silva Júnior

Coordenação Pedagógica e Projeto Pedagógico: Rodrigo Zaiden e Tami Gondo Laje

Produção Executiva: Rosana Cristina Alves de Matos Cruz e Fernanda Freitas Caiado

Direção de Produção: Kaiardon Produções

Professor de Teatro: Ricardo Almeida

Oficinas Complementares: Roi Rógeres e Priscila Lima Freitas

Figurino: Linscker Marim

Mulheres em Cena:

Ana Carolina Pereira Cabral

Audelena Dias Cabral

Amanda Alves Pinheiro

Cleide Alves Cabral

Dayane Cabral Vitorino Santos

Elidia Alves Cabral

Francisca Pereira Dos Santos

Leila Cabral Nunes

Maria Divina Cabral

Miryan Cabral Farias

Nilva Rodrigues Cunha

Normeci Rodrigues Cabral Pinheiro

Silvia Marques Cabral