segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Artista de MT transforma herança cigana em arte reconhecida no mundo

 

Exposição organizada pela ONU reúne e reconhece artistas minoritários de vários países.

Helena Werneck - Especial para o GD - redacao@gazetadigital

O artista cigano mato-grossense Aluízio de Azevedo, 46, tem seu trabalho reconhecido internacionalmente com mostra em Genebra, na Suíça. Autodidata nas artes plásticas, ele teve obras selecionadas para a exposição “Arts, Minorités & Droits Humains” (Artes, Minorias e Direitos Humanos), na Organização das Nações Unidas (ONU), que foi aberta ao público no dia 31 de julho e segue exposta até o fim de agosto.

Nascido em Tangará da Serra e radicado em Cuiabá, o pintor, cineasta, jornalista, escritor e pesquisador transformou as raízes ciganas, a infância vivida na zona rural e a paixão pela arte em uma trajetória reconhecida dentro e fora do Brasil.

A arte entrou na vida de Aluízio antes mesmo da alfabetização. Ainda criança, aos três ou quatro anos, ele insistia para que os pais lessem contos e histórias ilustradas. Entre livros como Branca de Neve e Chapeuzinho Vermelho, nasceu um encantamento pelas imagens que, décadas mais tarde, atravessaria pinturas, filmes, poemas, contos, crônicas e pesquisas acadêmicas.

"Eu chorava para os meus pais lerem histórias para mim. Meu pai tinha uma coleção de livros dos clássicos da literatura. Eu ficava vendo aqueles desenhos, achava aquilo incrível e isso me inspirou muito", recorda.

O interesse pelo desenho ganhou força durante os primeiros anos escolares. Já a dedicação efetiva à pintura começou por volta dos 23 ou 24 anos. Aos 26, ele passou a encarar a produção artística de maneira mais profissional. A formação, no entanto, aconteceu principalmente pela experimentação, pela leitura e pela observação.

"Eu sempre fui muito autodidata. Nunca fiz nenhum curso. Já li muito sobre arte, adoro ler sobre história da arte e conheço os movimentos artísticos europeus. Alguns me inspiram muito, assim como a arte regional", revela.

Uma das pessoas decisivas nesse processo de aprofundamento e profissionalização foi a artista plástica Eliana Mara. A convivência com a pintora mostrou que aquilo que ainda ocupava o espaço de passatempo poderia se transformar em profissão.

"Ela me incentivou muito e me inspirou demais a começar de uma forma mais profissional, e não ser somente um hobby", conta.

Embora a pintura ocupe lugar central em sua trajetória, Aluízio se define como um multiartista. Além das artes visuais, atua na literatura, no cinema, na pesquisa acadêmica e no jornalismo.

"Eu pinto, desenho, faço poemas, contos e crônicas, escrevo, faço cinema, sou especialista em cinema, trabalho com roteiros e já fiz algumas consultorias para o teatro. Gosto muito de todas as artes", detalha

O jornalismo acabou se tornando a profissão responsável por garantir estabilidade financeira, mas ele admite que gostaria de viver exclusivamente da produção artística. "Se eu pudesse, seria só artista. Porém, é muito difícil se manter no mercado artístico e na indústria cultural, principalmente para os artistas independentes".

Educação abre portas 

A história de Aluízio começou em uma comunidade rural de Tangará da Serra, onde passou a infância sem energia elétrica e água encanada. A rotina era sustentada pela agricultura de subsistência e um rádio a pilha era praticamente o único contato com o mundo exterior.

"A gente vivia da subsistência daquela comunidade rural. Plantava, mas não tinha nada de luxo. A única tecnologia era um radinho", relembra o artista.

O caminho entre aquela realidade e a atuação profissional nas artes foi construído principalmente por meio da educação. Seus pais voltaram a estudar já adultos e se tornaram professores, mudança que transformou a realidade da família.

"Meus pais conseguiram romper essa bolha econômica e social. Estudaram depois de adultos. Minha mãe virou professora e meu pai também. Eu fiz graduação, mestrado, especialização em cinema, doutorado e pós-doutorado. A educação e a ciência foram abrindo portas e lugares que ajudaram a construir a minha trajetória como artista."

Arte como resistência

Tela Bandeira Cigana Revisitada é uma das obras que estão na exposição.

Sua produção artística também dialoga diretamente com a identidade cigana e com a luta contra o preconceito.

"Sair desse lugar de exclusão social, ainda mais sendo cigano e trabalhando essas questões, é muito desafiador. Existe um racismo estrutural muito forte, preconceito e um imaginário social que a gente precisa quebrar", pontua o jornalista.

Para Aluízio, artista vai muito além de produzir belas imagens.

"Ser artista, para mim, é ser alguém visionário, que consegue olhar à frente do seu tempo, fazer leituras e críticas sociais, culturais, econômicas e políticas. O artista consegue transcender a mera realidade."

Carreira e trajetória

Um dos marcos de sua carreira foi o lançamento do documentário Calon: Olhares Ciganos, em 2012, obra que ampliou sua atuação no audiovisual. A carreira também o levou a Brasília, onde trabalha como servidor concursado do Ministério da Saúde, e ao Rio de Janeiro, onde realizou doutorado e pós-doutorado na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), antes de retornar a Mato Grosso.

O reconhecimento internacional veio em 2023, quando teve trabalhos selecionados para uma mostra promovida pelo Escritório de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, voltada a artistas pertencentes a grupos minorizados.

"Ter o meu trabalho reconhecido internacionalmente é uma maravilha, é uma consagração. É também uma forma de divulgar, estar em uma galeria internacional, conhecer outros artistas e fazer trocas culturais."

Mato Grosso é cultura

Ao falar sobre a produção cultural mato-grossense, Aluízio afirma que o Estado possui artistas capazes de ocupar qualquer circuito nacional ou internacional, mas ainda enfrenta dificuldades relacionadas ao financiamento e à valorização da cultura.

"Os artistas regionais, cuiabanos e de Mato Grosso são artistas de primeira linha. Não perdem em nada para produções nacionais e internacionais", garante.

Aluízio Indica

Questionado sobre quais artistas recomenda ao leitor conhecer, ele cita três nomes que considera fundamentais para compreender a arte produzida em Mato Grosso.

João Sebastião Costa (1949–2016) foi pintor, desenhista, professor e um dos maiores representantes das artes plásticas mato-grossenses. Conhecido pelas pinturas que retratam a fauna, a cultura popular e, especialmente, a onça-pintada, tornou-se uma referência para diferentes gerações de artistas. "O Sebastião Costa me toca muito. Trabalhei com ele em uma exposição em homenagem à Maria Taquara. Ele me inspira demais."

Gervane de Paula (1961–) é um dos principais nomes da arte contemporânea brasileira produzida em Mato Grosso. Pintor, escultor e curador, leva para suas obras temas ligados ao Pantanal, ao Cerrado, às questões sociais e à identidade regional. "Gervane de Paula é muito maravilhoso."

Adir Sodré (1962–2020) foi um dos artistas mais importantes da chamada geração contemporânea das artes plásticas mato-grossenses. Suas pinturas, marcadas por cores vibrantes e forte crítica social, tornaram-se referência nacional e ajudaram a consolidar Mato Grosso no circuito artístico brasileiro. "O Adir Sodré me inspira muito. É um artista incrível."

"A gente não perde nada para o circuito nacional. O que temos é menos dinheiro, menos reconhecimento e menos incentivo financeiro", conclui.

Exposição

Exposição abriu em 30 de julho e permanece até 30 de agosto no Lago Quai Wilson.

A exposição internacional “Arts, Minorités & Droits Humains” (Artes, Minorias e Direitos Humanos) é pública e apresenta o trabalho de 30 artistas pertencentes a grupos minoritários e oriundos de diversos países.

Todos os 30 artistas convidados, incluindo Aluízio de Azevedo, que também é ativista e Conselheiro Estadual de Promoção de Igualdade Racial de Mato Grosso (CNPIR/MT), foram vencedores de uma das cinco edições do prêmio para artistas minoritários, que também é organizado pelo Escritório de Direitos Humanos da ONU. O artista cigano brasileiro recebeu menção honrosa no prêmio em 2023.

A exposição estará disponível aos visitantes do lago a partir do dia 31 de julho e seguirá aberta até o dia 31 de agosto de 2026. 

A organização do evento programou visitas guiadas nos dias 02 (15h às 16h, horário local/) e 04 de agosto (18h à 19h, horário local).

Disponível em: https://www.gazetadigital.com.br/editorias/cidades/artista-transforma-heranca-cigana-em-arte-reconhecida-no-mundo/854686

sábado, 1 de agosto de 2026

Holocausto cigano será tema de debate na CDH na terça

Da Agência Senado | 31/07/2026, 10h38

A Comissão de Direitos Humanos (CDH) vai debater na terça-feira (4), às 14h, a memória do holocausto cigano (também conhecido como holocausto romani). O enfrentamento ao anticiganismo e ao antissemitismo, as perseguições étnicas e a necessidade de preservação da memória histórica das vítimas do nazismo também estão na pauta do debate.

A audiência pública foi requerida pela presidente da comissão, senadora Damares Alves (Republicanos-DF). Segundo a parlamentar, estima-se que entre 220 mil e 500 mil ciganos tenham sido mortos pelo regime nazista e seus aliados durante a 2ª Guerra Mundial.

Damares ressalta que, apesar da magnitude da tragédia, a memória das vítimas ciganas permaneceu por décadas à margem do debate público e dos esforços de memorialização.

“No Brasil, o debate sobre o holocausto cigano ainda é incipiente, e o enfrentamento ao anticiganismo (forma específica de racismo e perseguição étnica contra os povos ciganos) permanece como um desafio estrutural para as políticas públicas de direitos humanos, igualdade racial e memória histórica”, justifica a senadora.

Participam da audiência pública:

  • Aline Miklos, gerente de Advocacy, Assuntos Governamentais e Litígio Estratégico do Instituto Vladimir Herzog;
  • Carlos Reiss, coordenador-geral do Museu do Holocausto de Curitiba;
  • Igor Shimura, cientista social, professor universitário e presidente do Instituto PluriBrasil;
  • Hayanne Iovanovitchi, fundadora do Coletivo de Mulheres Ciganas do Brasil, idealizadora do Museu Virtual de Memórias da Imigração Cigana em Curitiba e coordenadora da Política de Povos e Comunidades Tradicionais da Secretaria de Estado da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná;
  • Marcos Toyansk, coordenador do Grupo de Estudos Ciganos do Laboratório de Estudos sobre Etnicidade, Racismo e Discriminação (USP);
  • Representante do Coletivo Cigano Juntos Somos Mais Fortes.

Como participar

O evento será interativo: qualquer pessoa pode enviar perguntas e comentários pelo telefone da Ouvidoria do Senado (0800 061 2211) ou pelo Portal e‑Cidadania. As mensagens podem ser lidas e respondidas pelos senadores e debatedores ao vivo. O Senado oferece uma declaração de participação, que pode ser usada como atividade complementar em curso universitário, por exemplo. Pelo Portal e‑Cidadania também é possível opinar sobre projetos e até sugerir novas leis.

Fonte: Agência Senado

Disponível em: https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2026/07/31/holocausto-cigano-sera-tema-de-debate-na-cdh-na-terca

 

terça-feira, 28 de julho de 2026

Artista Cigano de MT participa de Exposição Artes Minorias e Direitos Humanos da ONU

 
Exposição será no Lago de Genebra, Suíça, entre 31 de julho e 31 de agosto

O multiartista cigano de etnia Calon de Mato Grosso, Aluízio de Azevedo, é um dos 30 artistas convidados a integrar a exposição internacional “Arts, Minorités & Droits Humains” (Artes, Minorias e Direitos Humanos), uma exposição pública que apresenta o trabalho de 30 artistas pertencentes a grupos minoritários e oriundos de diversos países.

Todos os 30 artistas convidados, incluindo Aluízio de Azevedo, que também é ativista e Conselheiro Estadual de Promoção de Igualdade Racial de Mato Grosso (CNPIR/MT), foram vencedores de uma das cinco edições do prêmio para artistas minoritários, que também é organizado pelo Escritório de Direitos Humanos da ONU. O artista cigano brasileiro recebeu menção honrosa no prêmio em 2023.

Realizada pelo Escritório de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), a vernissage de abertura do evento ocorrerá às 18h (horário local) dia 03 de agosto (segunda-feira), a beira do Lago Wilson (Quae Wilson), em Genebra (Suiça).

A exposição estará disponível aos visitantes do lago a partir do dia 31 de julho e seguirá aberta até o dia 31 de agosto de 2026.

A organização do evento programou visitas guiadas nos dias 02 (15h às 16h, horário local) e 04 de agosto (18h à 19h, horário local).

sexta-feira, 17 de julho de 2026

AEEC e sua presidenta e tesoureira recebem comenda do Conselho de Povos e Comunidades Tradicionais de MT

 

Premiação reconheceu personalidades e instituições que colaboram com a luta dos povos tradicoinais em MT. Foto: Aluízio de Azevedo.

A Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso (AEEC-MT), a presidente da instituição, Rosana Cristina Alves de Matos Cruz, a sua tesoureira, Fernanda de Freitas Alves Caiado, receberam nesta sexta (17.07) uma comenda com medalha de honra ao mérito e diploma de reconhecimento público.

A honraria foi concedida pelo Conselho Estadual de Povos e Comunidades Tradicionais de Mato Grosso (CEPCT-MT), durante cerimônia que ocorreu no auditório da Secretaria de Planejamento e Gestão (SEPLAG/MT).

A presidente da AEEC-MT, Rosana Cristina, recebeu a honraria, por ser Conselheira do CEPCT/MT representando os povos ciganos.

A presidente da AEEC-MT, Rosana Cristina recebe a medalha de honra ao mérito e o diploma de reconhecimento público do CEPCT/MT. Foto: Aluízio de Azevedo

A AEEC-MT e Fernanda Caiado foram escolhidas por meio de inscrição no edital de Chamamento Público nº 01/2026 para a concessão da comenda “Expoentes dos Povos e Comunidades Tradicionais de Mato Grosso”.

Já Fernanda recebeu a medalha e diploma de reconhecimento público. Foto: Magnalia Silva Souza

Representando a AEEC-MT, subiu ao palco para receber a comenda e a medalha, a diretora de Assistência Social e Habitação, Terezinha Alves.

Na ocasião também foram agraciadas dezenas de outras instituições e personalidades e lideranças de povos e comunidades tradicionais de Mato Grosso, além de aliados como pesquisadores, conselheiros representando órgãos do Estado e personalidades públicas que contribuem para as lutas dos povos e comunidades tradicionais de MT.

Lideranças e instituições representantes dos PCTs em MT agraciados com a comenda do CEPC/MT. Foto: Magnalia Silva Souza

O CEPCT-MT criou a comendas para reconhecer lideranças, iniciativas e instituições que atuam na defesa e valorização dos povos e comunidades tradicionais no estado.

Entre as homenagens está a comenda “Conselheiro dos Povos e Comunidades de Mato Grosso”, destinada a integrantes do conselho ou entidades que tenham demonstrado compromisso com as atividades do colegiado e com a defesa dos direitos dessas populações. A honraria reconhece contribuições consideradas relevantes para o fortalecimento dos povos e comunidades tradicionais no estado. 

A premiação tem caráter honorífico e busca reconhecer iniciativas, projetos ou trajetórias que contribuam para fortalecer essas comunidades em Mato Grosso. 

As comendas foram concedidas em seis categorias de reconhecimento: impacto social e direitos humanos, saberes e culturas ancestrais, desenvolvimento sustentável e meio ambiente, economia solidária e geração de renda, inovação e tecnologias sociais e juventude.

 

quarta-feira, 15 de julho de 2026

Blog da AEEC ultrapassa 200 mil acessos

 


Neste último mês de junho, o blog da Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso (AEEC-MT), que pode ser acessado no link https://aeecmt.blogspot.com/ , ultrapassou no último mês de junho os mais de 200 mil acessos.

Estamos em festa por esse marco, pois a rede social tem sido um dos principais canais de divulgação e registro das ações e atividades da AEEC-MT.

Criado em 2017, o Blog passou a ter movimentos contínuos a partir de 2020, ano em que a AEEC-MT conseguiu sua regularização jurídica com CNPJ.

Desde então, temos ampliado ano a ano o número de postagens, que incluem não apenas as atividades e ações e projetos e demandas de interesses da comunidade cigana de MT, como também é um portal para divulgação e difusão da cultura cigana no Brasil.

Nossa produção é diferenciada, pois sempre traz uma visão de dentro, com foco nos interesses dos povos ciganos, desmistificando preconceitos e estereótipos e combatendo o racismo estrutural e a invisibilidade social, que ainda afetam nossas entidades, comunidades e movimento social.

Vida longa ao Blog da AEEC-MT!

Prefeitura de Ubaíra BA abre processo seletivo com 81 vagas e cotas para ciganos

Processo seletivo simplificado oferece 81 vagas e cadastro reserva em Saúde, Infraestrutura, Ação Social, Administração e Educação.

Autor: Redação Folha Dirigida - Publicado em:13/07/2026 às 14:54

A Prefeitura de Ubaíra, no Vale do Jiquiriçá BA, publicou o Edital nº 001/2026 do Processo Seletivo Simplificado, com vagas imediatas e formação de cadastro de reserva para níveis fundamental, médio/técnico e superior. As oportunidades abrangem as secretarias de Saúde, Infraestrutura, Ação Social, Administração e Educação. A seleção será realizada por prova de títulos.

As Inscrições estão abertas entre 13 a 23 de julho de 2026 (até 23h59), no site da organizadora Planejar Concursos. As taxas são de R$ 50 (nível superior), R$ 40 (nível médio/técnico) e R$ 30 (nível fundamental). A prova inclui etapa única de títulos, com pontuação mínima de 30 pontos para classificação. Os Salários vão até R$ 5.130,63; jornadas de 20 a 40 horas semanais.

Há Cotas de 5% para PcD e de 30% para PPICQ (pretos, pardos, indígenas, ciganos ou quilombolas). O resultado final está previsto para 17 de agosto de 2026.

Os cargos são variados e para distintas Secretarias Municipais, como de Saúde, de Infra estrutura, de ação social, de administração, de Educação.

Todos os comunicados oficiais, incluindo listas, recursos e resultados, serão publicados no site da organizadora e no mural da Sede Administrativa Municipal.

Requisitos gerais

  • Nacionalidade brasileira ou portuguesa; estrangeiros devem comprovar regularidade no país.
  • Idade mínima de 18 anos na data da contratação.
  • Escolaridade e, quando exigido, registro no respectivo conselho profissional.
  • Aptidão física e mental para o exercício do cargo.

Validade - O processo seletivo terá validade de 2 anos a partir da homologação, podendo ser prorrogado por igual período.

Sobre Ubaíra

Localizada no Vale do Jiquiriçá, Ubaíra integra um importante corredor de municípios do interior baiano com forte presença da agricultura familiar e do comércio regional. A rede municipal de saúde e educação está em expansão, o que explica a diversidade de funções abertas no processo seletivo.

Onde encontrar o edital e como acompanhar

Edital nº 001/2026: disponível no site oficial da Prefeitura de Ubaíra e no portal da organizadora. Organização: Planejar Concursos (inscrições e publicações oficiais).
Recomenda-se acompanhar diariamente os canais oficiais durante o período de inscrições e de análise de títulos.

Disponível em: https://folha.qconcursos.com/n/prefeitura-de-ubaira-ba-abre-processo-seletivo-com-81-vagas-imediatas

 

Inscrições abertas pra II Prêmio de Literatura Infantojuvenil Quilombola e Cigana

Edital permanece com inscrições abertas até o dia 03 de agosto de 2026. Foto: Maria Clara Aquino - AEEC-MT.

O Projeto “Fortalecimento Diversidade, Cultura e Território (FDCulT) para Quilombolas, Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana, Povos de Terreiros e Ciganos”, resultante da parceria celebrada entre o Ministério da Igualdade Racial (MIR) e a Universidade Federal de Goiás (UFG), torna público o Edital do II Prêmio de Literatura Infantojuvenil Quilombola e Cigana.

Atenção autores e autoras quilombolas e ciganas de todo o Brasil! Inscrições abertas para o II Prêmio Nacional de Literatura Infantojuvenil Quilombola e Cigana, iniciativa realizada pelo Ministério da Igualdade Racial (MIR), em parceria com a Universidade Federal de Goiás (UFG) por meio do Projeto FDCulT - Fortalecimento Diversidade, Cultura e Território para Quilombolas, Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana, Povos de Terreiros e Ciganos.

As inscrições estão abertas de 22 de junho a 3 de agosto de 2026 e devem ser realizadas exclusivamente por meio de formulário eletrônico disponibilizado neste site.

O prêmio tem como objetivo reconhecer, valorizar e fortalecer a produção literária infantojuvenil quilombola e cigana, contribuindo para a revitalização da cultura, da memória, da oralidade e dos saberes de povos quilombolas e ciganos.

A iniciativa busca incentivar um diálogo qualificado com temas como ancestralidade, memória e oralidades; cultura e tradição; gênero e geração; diversidade e desigualdade; direitos humanos; território e territorialidade; meio ambiente; diversidade linguística; tecnologias ancestrais e contemporâneas; combate à violência; e, saberes e fazeres quilombolas e ciganos.

1. EDITAL Nº 02/2026 - II PRÊMIO NACIONAL DE LITERATURA INFANTOJUVENIL QUILOMBOLA E CIGANA

2. ANEXO I DO EDITAL Nº 02/2026 - DECLARAÇÃO DE PERTENCIMENTO CIGANO  

3. ANEXO II DO EDITAL Nº 02/2026 - DECLARAÇÃO DE PERTENCIMENTO QUILOMBOLA 

4. ANEXO III DO EDITAL Nº 02/2026 - DECLARAÇÃO DE LIDERANÇA CONFIRMANDO PERTENCIMENTO CIGANO

5. ANEXO IV DO EDITAL Nº 02/2026 - DECLARAÇÃO DE LIDERANÇA CONFIRMANDO PERTENCIMENTO QUILOMBOLA

6. ANEXO V DO EDITAL Nº 02/2026 - RECURSO ADMINISTRATIVO CONTRA INABILITAÇÃO

7. ANEXO VI DO EDITAL Nº 02/2026 - RECURSO ADMINISTRATIVO CONTRA DESCLASSIFICAÇÃO, PONTUAÇÃO OU JULGAMENTO DE MÉRITO

8. FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO NO EDITAL Nº 02/2026   

Disponível em: https://rosaparks.fcs.ufg.br/n/202085-edital-n-02-2026-edital-do-ii-premio-de-literatura-infantojuvenil-quilombola-e-cigana 

Cursos com bolsas de mil reais para lideranças quilombolas e ciganas recebem inscrições até 6 de agosto

Formações oferecem bolsas mensais de mil reais e contam com certificação da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) para os concluintes. Foto: MIR

Publicado em 13/07/2026 17h40 Atualizado em 13/07/2026 19h33

Estão abertas as inscrições para dois cursos de aperfeiçoamento voltados à formação de lideranças quilombolas e ciganas. Ao todo, são 70 vagas, com bolsas mensais de mil reais para os participantes selecionados. As iniciativas capacitam lideranças para atuar na gestão territorial, no controle social e na execução de políticas públicas de igualdade racial. 

As formações são destinadas a participantes de todo território nacional e contam com certificação da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) para os concluintes. 

O Curso de Participação e Controle Social para Lideranças Ciganas é voltado a integrantes de povos e comunidades ciganas com atuação em organizações, associações, coletivos, grupos familiares ou acampamentos. 

A formação de caráter extensionista oferece 30 vagas com carga horária de 180 horas e duração de até dez meses. 

>> Acesse o edital 

Já o Curso de Aperfeiçoamento em Gestão Territorial e Ambiental Quilombola, vinculado à Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental Quilombola (PNGTAQ), disponibiliza 40 vagas para lideranças quilombolas e agentes comunitários indicados por suas organizações representativas.

 Também podem participar técnicos locais e agentes públicos que atuam em territórios quilombolas, desde que contribuam para a aplicação dos instrumentos da política. Com carga horária de 220 horas, o curso será desenvolvido ao longo de seis meses em regime de alternância, combinando atividades presenciais na universidade com ações desenvolvidas nos territórios. 

>> Acesse o edital 

As inscrições para os dois processos seletivos estão abertas até 6 de agosto de 2026 e devem ser feitas exclusivamente por meio do formulário eletrônico indicado nos respectivos editais. 

Disponível em: https://www.gov.br/igualdaderacial/pt-br/assuntos/noticias/cursos-de-aperfeicoamento-para-liderancas-quilombolas-e-ciganas-recebem-inscricoes-ate-6-de-agosto

terça-feira, 14 de julho de 2026

Nota de Pesar Pedro Augusto Pereira de Farias Esteves Cunha

Pedro era jogador do time Brasiliense e estava de férias em MT.

Com profundo pesar e consternação, a diretoria da Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso (AEEC-MT) comunica o falecimento de Pedro Augusto Pereira de Farias Esteves Cunha, no último sábado (12.07), devido a um acidente de carro na BR que liga os municípios de Diamantino a Nova Mutum.

Natural de Rondonópolis, Pedro nasceu em 13/01/2004, é filho de Cleiton Esteves Cunha (in memorian) e Eliane Pereira de Farias e neto de duas das maiores lideranças ciganas Calon do município, Lourival Rodrigues Cunha (in memorian) e Zildinete Lopes Esteves.

Pedro atuava como jogador de base do time de futebol Brasiliense há mais de 3 anos morava em Brasília e estava em Mato Grosso passando férias. Ele realizou sua última viagem nessa terra indo para Nova Mutum com a namorada, Natty que era DJ e de quem era produtor. Ela também faleceu na tragédia.

A AEEC-MT presta sua homenagem a Pedro e deseja os sentimentos e os pesares a toda família enlutada!

segunda-feira, 13 de julho de 2026

Prefeitura de Tangará da Serra cria vaga específica para povos ciganos no PNAB

Menino da comunidade cigana durante a realização do evento Oficina de Chibe: Reavivando a língua Calon, em Tangará, em maio de 2024. Foto: João Aquino.

A prefeitura de Tangará da Serra (MT), por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, criou, de maneira inédita entre os municípios mato-grossenses, uma vaga específica para povos ciganos em edital da Política Nacional Aldir Blanc de fomento a cultura (PNAB).

A categoria foi incluída no edital de chamamento público Nº 001/2026 – “Cidade das Artes”, na categoria “Circulação de Espetáculos (bandas, grupos e coletivos culturais)”, que prevê financiar projetos de até R$ 32.190,70.

Para inclusão da categoria houve um diálogo recíproco entre a Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso (AEEC-MT) e a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, por meio da equipe do Centro Cultural Municipal.

Tangará da Serra possui a terceira maior comunidade cigana fixa de Mato Grosso, com mais de 100 pessoas, residindo em diversos bairros, além de ser rota de acampamento e pouso de grupos ciganos itinerantes.

A categoria inclui projetos que executem ações artísticas e culturais em áreas da música (shows, concertos ou outros formatos), do teatro (teatro infanto juvenil, teatro musical, teatro documental, teatro performático, projetos sociais que utilizam predominantemente a linguagem do teatro) e da dança (dança contemporânea, danças urbanas, danças populares e tradicionais, dança moderna, dança clássica, projetos sociais que utilizam predominantemente a linguagem da dança) relacionados a grupos com, no mínimo, 3 (três) integrantes.

O projeto deve contemplar no mínimo de 2 (duas) apresentações gratuitas a serem realizadas obrigatoriamente em áreas periféricas, urbanas e rurais, bem como em áreas de povos e comunidades tradicionais em cumprimento com o inciso II do art. 7º da Lei nº 14.399/22.

As inscrições começaram no dia 29 de junho e permaneceram abertas até o dia 13 de julho. O edital e o formulário de inscrição, assim como os demais anexos, foram disponibilizados no site da prefeitura, que pode ser acessado no seguinte link: https://site.tangaradaserra.mt.gov.br/sigecs/editais/abff6c66-1c9c-46d8-8f67-d88d0cae5cf6

Para concorrer como pessoa cigana, é necessário preencher uma autodeclaração de pertencimento étnico e também incluir um vídeo com orientações específicas dadas pelo edital.

O resultado final do edital ocorrerá no dia 28 de agosto e será divulgado por meio do site da prefeitura.