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quarta-feira, 2 de abril de 2025

Curitiba ganha museu virtual que resgata a memória dos povos ciganos

Acervo Museu: 

Redação Bem Paraná com assessoria 01/04/2025 às 09:51

Curitiba ganha um novo museu no dia 8 de abril, o Dia Internacional dos Povos Ciganos. Nesta data será inaugurado o primeiro Museu Virtual de Memórias da Imigração Cigana na capital, o Museu Romanô Curitiba. O projeto, pioneiro no Brasil quando o assunto é registro dessa cultura, foi idealizado pela cigana Hayanne Iovanovitchi, neta de Cláudio Iovanovitchi, que faleceu na última semana, no dia 28 de março. Cláudio era um grande nome na luta pela preservação dos povos ciganos, representante da Associação de Preservação da Cultura Cigana (APRECI) e o Museu era um grande sonho. 

“Esse museu foi construído pelas mãos do meu avô, em cada detalhe, cada história e cada lembrança. Dois dias antes de ele falecer inesperadamente, ele fez a aprovação final do projeto, e ele estava animado com o lançamento. Agora, estamos lutando para que ainda mais a cultura cigana e, sobretudo a trajetória dele, seja valorizada”, lamenta a neta e executora do Museu, Hayanne.

O projeto, que vinha sendo pensado há mais de um ano, foi viabilizado por meio da Lei de Incentivo à Cultura da Fundação Cultural de Curitiba (FCC) e tem curadoria de Neiva Camargo Iovanovitchi e conta com o patrocínio da PESA-Cat – Paraná Equipamentos S.A.

O Museu Virtual de Memórias da Imigração Cigana em Curitiba, que teve um investimento de cerca de R$ 80 mil, surge como uma iniciativa inovadora para registrar e preservar a história da comunidade cigana no estado, que tradicionalmente se baseia na oralidade e que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Brasil chega a quase 1 milhão de pessoas.

“A nossa história, quando registrada, foi muitas vezes contada por não ciganos, carregada de estereótipos e fantasias. Com o Museu, finalmente temos a chance de narrar nossa trajetória com nossa própria voz, sem distorções. Era esse o desejo do meu avô, trazer protagonismo para os povos ciganos e, sobretudo, entender que o povo de Curitiba também é formado por essas culturas”, afirma Hayanne.

O acervo, disponibilizado de forma 100% online, é estimado em cerca de 180 peças e reúne documentos históricos, fotografias, vídeos e relatos exclusivos, incluindo materiais inéditos sobre a chegada dos ciganos da etnia Rom ao Paraná. A curadoria foi conduzida com base na pesquisa de Cláudio, neto de Duchan Iovanovitch – cigano que chegou da Iugoslávia em terras paranaenses em 1926.

Por muitos anos, Cláudio conservou e resgatou a história da família a partir de documentos herdados de seus avós. “A vida do meu avô foi dedicada em valorizar o nosso povo, e apesar da tristeza, temos certeza que será um momento inclusive, de celebrar a sua vida”, diz Hayanne. O Museu Virtual contará com recursos de acessibilidade e registros audiovisuais para proporcionar uma experiência inclusiva e interativa.

A inauguração oficial acontecerá no dia 08 de abril no Museu Paranaense, a partir das 19h, em um evento aberto ao público e que contará com uma roda de conversa sobre o processo de criação do museu e exposição de algumas peças físicas do acervo. A cerimônia, que seria conduzida por Cláudio, terá a participação da antropóloga do Museu Paranaense Josi Spenassatto, da proponente do projeto Hay Iovanovitchi, além de autoridades convidadas do governo estadual e federal. “Para nós, povos ciganos, vai ser um momento de homenagear meu avô e o legado que ele deixou. Ainda, vai ser um momento de fortalecer ainda mais a necessidade de valorizar a cultura cigana”, celebra Hayanne. 

O projeto busca ampliar o conhecimento sobre a cultura cigana e combater preconceitos por meio da preservação da memória e do acesso à informação verídica. Além do público em geral, o museu pretende engajar pesquisadores, estudantes, professores e agentes públicos que trabalham com os direitos dos povos ciganos. “Nossa ideia é mostrar ao público uma nova perspectiva dos povos ciganos e das nossas histórias. Tenho certeza que o Museu Romanô trará uma contribuição significativa para a cultura do estado”, finaliza a idealizadora do projeto.

Sobre Hayanne Iovanovitchi
Cigana de etnia Rom, Hayanne Iovanovitchi é trineta de Duchan Iovanovitch e pertence à quinta geração da Família Iovanovitchi em Curitiba. Bacharel em Direito, atriz e produtora cultural, é idealizadora do Coletivo de Mulheres Ciganas do Brasil e membro do Coletivo Ciganagens.

Sobre Cláudio Iovanovitchi (in memoriam)

Cláudio Iovanovitchi era importante liderança cigana Rom, fundador da Associação de Preservação da Cultura Cigana no Paraná (APRECI/PR) e defensor incansável da valorização das tradições ciganas. Cláudio também integrava o Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR) e atuava como vice-presidente do Sindicato dos Produtores Culturais do Estado do Paraná. Natural de Ponta Grossa e residente em Curitiba desde a década de 1970, Cláudio desenvolveu uma forte relação com o teatro e a pesquisa histórica. Deixa um legado importante para a preservação e difusão da cultura cigana no Brasil.

Serviço:
Evento de lançamento do Museu Romanô de Curitiba
Data: 08/04/2025
Horário: 19h
Local: Museu Paranaense – R. Kellers, 289 – São Francisco, Curitiba – PR

https://www.museuromanocuritiba.com/

Disponível em: https://www.bemparana.com.br/noticias/parana/curitiba-ganha-museu-virtual-que-resgata-a-memoria-do-povo-cigano/ 

sexta-feira, 28 de março de 2025

Nota de Pesar Cláudio Domingos Iovanovitchi

 

A comunidade cigana está em luto, Cláudio Domingos Iovanovitchi grande homem, marido, pai, avô e ativista cigano, fez sua última viagem, sua partida representa o encerramento de uma geração de ativistas.

Sua história de vida se confunde com a do movimento cigano no Brasil: foi um dos primeiros a se levantar e reivindicar os direitos do povos ciganos.

Produtor cultural cigano num país de invisibilização da história e cultura cigana, enfrentou desafios para que a voz dos povos ciganos fosse ouvida.

Até o último dia aqui na terra compartilhava os sonhos ,o anseio do reconhecimento e respeito a sua cultura.

Agradecemos por ter dedicado toda uma vida a causa cigana, sentiremos sua falta!

Vá ...a carroça está pronta, descanse em paz, nobre amigo e companheiro de luta.

Vai se o homem fica o legado
...

COLETIVO CIGANOS JUNTOS SOMOS MAIS FORTES.

quinta-feira, 13 de março de 2025

Vem aí o Museu Virtual de Memórias da Imigração cigana em Curitiba

 
Evento de lançamento ocorrerá marcando o dia Internacional dos Povos Ciganos, de forma presencial e por meio de live

No próximo dia 08 de Abril, Dia Internacional dos Povos Ciganos, ocorrerá o lançamento do site do Museu Virtual de Memórias da Imigração Cigana em Curitiba.

A cerimônia de lançamento será realizada a partir de 19 horas, no Museu Paranaense @museuparanaense. 

Ao mesmo tempo, será realizada uma live no IG do Museu Virtal @museuromano. O Museu é um projeto cultural aprovado no Edital Mecenato susbidiado 2021, da Fundação Cultural de Curitiba.

O evento contará com uma mesa de conversas, ministrada pelo pesquisador e ativista Rom, @claudio.iovanovitchi; pela idealizadora do projeto cultural, @hay.iovanovitchi; e mediada pela antropóloga do Museu Paranaense, @josispenassatto .

A programação do lançamento conta ainda com a exposição física das peças que compõe o acervo do Museu Virtual e conta parte da história Curitibana.

De acordo com Hayanne Iovanovitchi, a iniciativa é interessante, pois nasce da própria comunidade cigana de Curitiba. “Por sermos um povo de tradição oral, ínfimo ainda é o registro de nossa história nesse país, os registros que existem são de dentro da academia e em sua maioria vindos de pesquisas realizadas por não ciganos”, comenta.

Idealizadora do projeto, Hayanne no dia da defesa de seu TCC no curso de Direito, que trabalhou também o tema dos povos ciganos

De etnia Rom-Kalderashita, para Hay, é justamente “nisso que está o problema”. A nossa tradição é oral, e por muitos anos não foi escrita por nós mesmos”.

“Diante dessa problemática de memorialização e registro escrito das histórias que escutamos dos nossos mais velhos, tendo acesso aos documentos da família que ficaram com o meu avô, decidimos usar a tecnologia ao nosso favor para conectar os ciganos e não ciganos de todo o mundo à nossa história. Asim nasceu a ideia de criação do Museu Virtual de Memórias da Imigração Cigana em Curitiba”, conclui Hay.

Para acessar o insta do Museu: https://www.instagram.com/museuvirtualromano 


terça-feira, 24 de setembro de 2024

Ciganos do Paraná discutem luta e inclusão em seminário pioneiro

Evento realizado pela Secretaria da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa reuniu representantes das etnias Rom e Calon para discutir políticas para esses povos. Objetivo é avançar no processo de inclusão.

Paraná realiza Seminário voltado aos Povos Ciganos e Direitos Humanos. Foto: Robson Mafra/SEMIPI

Lideranças ciganas, das etnias Rom e Calon, participaram nesta segunda-feira (23) do encontro promovido pelo Governo do Estado para discutir políticas de promoção da igualdade étnico-racial para essa população. Os ciganos puderam expor suas necessidades e luta em busca de mais espaço e oportunidades.

Foi o 1º Seminário dos Povos Ciganos e Direitos Humanos, realizado pela Secretaria da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa (Semipi), por meio de sua Diretoria de Igualdade Racial, Povos e Comunidades Tradicionais. Participaram do evento gestores públicos, pessoas engajadas ou comprometidas com a luta pelos povos e comunidades tradicionais, além de estudantes e sociedade em geral.

A atuação histórica de órgãos na garantia de direitos aos povos ciganos e “História, Cultura e Invisibilidade: Povos Ciganos e suas lutas em busca de reconhecimento” foram os principais temas do seminário.

O evento aconteceu no Dia Estadual do Cigano, celebrado em dia 23 de setembro, data instituída pela lei número 12873/2000.

O presidente da Associação de Preservação da Cultura Cigana do Paraná, Claudio Iovanovitchi, cigano Rom, comentou que desde a criação da Associação, há 29 anos, o Paraná tem estado à frente em relação à pauta dos povos ciganos. “Hoje, minha geração consegue perceber a inclusão cigana. E isso tem sido motivo de felicidade”, disse. Segundo ele, os ciganos, de uma forma geral, ainda lutam para ampliar o acesso das crianças à educação, saúde, cultura.

A secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa, Leandre Dal Ponte, disse que o seminário marca um momento importante para os povos ciganos no Paraná. Ela definiu o evento como um grande passo nessa pauta do Estado. “Sabemos que os ciganos ainda são vítimas de preconceito, discriminação e, principalmente, da ignorância. Estamos aqui para ouvir sobre suas reais necessidades e tenho certeza de que o Governo do Estado, somado às representações do governo federal, tem muito a fazer e a conquistar em prol desses povos”, destacou.

A representante do Ministério da Igualdade Racial, Dara Batista dos Santos, também enalteceu o evento. “O estatuto é muito importante para nós ciganos. Ele garante os nossos direitos e nos tira da invisibilidade. Os povos ciganos têm muito a oferecer e nos falta oportunidade. Por isso, precisamos, juntos, correr atrás e lutar pelo nosso espaço”, ressaltou.

REPRESENTATIVIDADE – A representante da Confederação Brasileira Cigana, Nardi Casanova, cigana Calon, pediu mais respeito e reconhecimento. “Precisamos ser respeitados como uma etnia, como um povo tradicional, além de uma notoriedade cultural, social, econômica, além da contribuição histórica que o povo cigano dá há mais de 500 anos. O progresso somos todos nós, que nos reunimos em eventos como esse de hoje para discutir política para o nosso povo, para que deixemos de ser invisíveis”, declarou.

PRESENÇAS – Além de representantes de ciganos das etnias Rom e Calom, também estiveram presentes a diretora acadêmica do UniBrasil, Marcia Maria Coelho; do Ministério Público Federal, Luciano Mariz Maia; do Ministério da Saúde, Karoline Martins Moreira; do Escritório Nacional do Ministério da Cultura, Loa Campos; da Defensoria Pública do Estado, Camille Vieira da Costa; o presidente do Conselho Estadual de Povos e Comunidades Tradicionais do Paraná, Gustavo Mussi; a presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher, Ivanete Xavier; o representante do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR), Marcos Gattas; a diretora de Política para Mulheres da Semipi, Mariana Neris.

Disponível em: https://www.aen.pr.gov.br/Noticia/Ciganos-do-Parana-discutem-luta-e-inclusao-em-seminario-pioneiro-promovido-pelo-Estado

sábado, 14 de setembro de 2024

Dia dos Ciganos no PR: Seminário debate Direitos e cidadania

 

Podem participar do evento gestores, conselheiras e conselheiros, pessoas engajadas e/ou comprometidas com a luta pelos povos e comunidades tradicionais, estudantes, graduandos, doutorandos e sociedade em geral.

O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa (Semipi), promoverá no dia 23 de setembro, das 8h às 17 horas, no Centro Universitário UniBrasil, o 1º Seminário dos Povos Ciganos e Direitos Humanos. 

O objetivo é discutir a presença e a importância de políticas de promoção da igualdade étnico-racial e os povos ciganos.

O Assessor para Ciência e Comunicação da AEEC-MT é um dos palestrantes convidados do evento.

A secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa, Leandre Dal Ponte, destacou a importância em colaborar com a construção e o fortalecimento das estratégias voltadas a esses povos.

“Além disso, buscamos aumentar os esforços para a implementação do acesso aos direitos fundamentais considerando as especificidades dos povos ciganos dentro da diversidade das etnias Rom e Calon, reconhecendo a participação dos Povos Ciganos na formação da sociedade paranaense”, afirmou.

Podem participar do evento gestores, conselheiras e conselheiros, pessoas engajadas e/ou comprometidas com a luta pelos povos e comunidades tradicionais, estudantes, graduandos, doutorandos e sociedade em geral. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas neste link. Ao final do Seminário, será emitido certificado de participação.

A programação do evento conta com uma palestra de Aluízio de Azevedo sobre “Povos Ciganos e o acesso a direitos fundamentais” e rodadas de discussão. A mesa 1 discutirá a atuação histórica de órgãos na garantia de direitos aos Povos Ciganos e a mesa 2 abordará a temática “História, Cultura e Invisibilidade: Povos Ciganos e suas lutas em busca de reconhecimento”.

O Dia Estadual dos Povos Ciganos, celebrado em 23 de setembro no Paraná, tem uma profunda simbologia para a comunidade cigana. Esse dia homenageia Cláudio Domingos Iovanovitchi Júnior, uma criança que faleceu aos 10 anos em 1999.

Serviço:

Data: 23 de setembro, segunda-feira

Horário: das 8h às 17 horas

Local: UniBrasil – Rua Konrad Adenauer, 442 – Curitiba/PR

Disponível em: https://www.aen.pr.gov.br/Noticia/Parana-promove-1o-Seminario-dos-Povos-Ciganos-e-Direitos-Humanos-no-dia-23-de-setembro

quinta-feira, 12 de setembro de 2024

Com apoio do Estado ciganos, quilombolas e indígenas ingressam na universidade

10 estudantes de etnias ciganas Calon e Rom foram aprovados no processo seletivo, entre eles, a Calin de Rondonópolis, Andressa Rodrigues. Estudantes receberão bolsas integrais para realizar seus cursos de nível superior na instituição.

DA AEN

O Governo do Estado celebrou o ingresso no ensino superior de 60 candidatos quilombolas, indígenas e ciganos. Eles participaram, nesta quinta-feira (9), da 1ª Calourada da Diversidade, do Centro Universitário Internacional (Uninter), que oferta bolsas para este público, por meio de parceria com a Secretaria de Estado da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa, permitindo o ingresso na universidade.

O evento marcou, também, o início do Programa de Cotas da instituição, destinado a esses povos. Após as provas online, foram destinadas 50 bolsas para quilombolas e indígenas, e 20 bolsas, sendo 10 de graduação e 10 para a Educação de Jovens e Adultos (EJA), para a comunidade cigana das etnias Rom, Calon e Sinti.

A ação é em parceria com a Semipi, com a Associação de Preservação da Cultura Cigana (Apreci), a Confederação Brasileira Cigana e Coletivo das Mulheres Ciganas do Brasil (Comcib).

REPRESENTATIVIDADE – Lideranças quilombolas, indígenas e ciganas celebraram a possibilidade de mudanças nas suas realidades. Kretã Kaingang, cacique da Terra Indígena Tupã Nhe e Kretã e um dos fundadores da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil/Sul, disse que presenciou um momento diferente e especial. “Essa oportunidade de acesso marca um novo modelo de educação superior no Brasil para nós, povos indígenas, que é a EaD. A expectativa é que a cada ano os nossos jovens possam buscar cursos como esse e que não desistam”, relatou.

“O acolhimento por meio dessas bolsas de estudo ofertadas vem celebrar essa e muitas outras vitórias que virão, até mesmo para que o povo cigano consiga ocupar, realmente, o seu espaço de fala”, observou Nardi Casanova, cigana Calon e secretária-executiva nacional da Confederação Brasileira Cigana.

Para Benedito Florindo de Freitas Junior, quilombola de Adrianópolis, é um marco significativo para as comunidades tradicionais do Paraná. “A iniciativa é um passo crucial para a formação e melhoria da vida dos quilombolas, permitindo que eles próprios possam contar suas histórias e desenvolver projetos, como ter professores e profissionais na comunidade”, ressaltou. “A expectativa é que facilite a integração e a evolução dentro da sociedade globalizada, possibilitando a contribuição da cultura quilombola no contexto acadêmico”, disse.

DIVERSIDADE NA UNIVERSIDADE – O ingresso no ensino superior é um importante passo para realização dos sonhos dos alunos e a vontade de mudar o ambiente que os cercam. Aline de Souza de Castro, quilombola da comunidade Varzeão, no município de Doutor Ulysses, foi aprovada em Engenharia Agronômica e falou das expectativas.

“Escolhi esse curso porque na nossa região existe muita produção de poncã, pinus, etc. A parte de agricultura é muito forte e é necessário um profissional nessa área. Estão montando uma cooperativa na nossa comunidade, que atenderá em torno de 40 famílias que vivem lá”, explicou. “Tenho certeza que com a minha formação poderei contribuir de forma significativa”.

Para Lucas Stefanovich, cigano da etnia Rom, de Curitiba, aprovado em Tecnologia em Marketing, o curso vai proporcionar as ferramentas e o conhecimento necessários para fazer a diferença tanto na vida dele quanto na comunidade. “Ter uma graduação é algo que eu sempre vi como essencial, então essa oportunidade realmente expandiu meus horizontes. Essa conquista não é só pessoal, mas é um passo importante para devolver para a comunidade o aprendizado e o sucesso que a gente tanto quer obter”, ressaltou.

A secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa, Leandre Dal Ponte, celebrou o projeto. “É uma parceria pioneira entre o Governo do Estado e a Uninter, para implementar políticas públicas que visam transformar a vida das pessoas, especialmente das comunidades tradicionais do Paraná. A iniciativa cria oportunidades de acesso ao ensino superior para aqueles que historicamente tiveram menos possibilidades”, reforçou.

Leandre disse que o governador Ratinho JUnior estabeleceu uma Secretaria de Estado para apoiar essa política, e que a colaboração com a instituição de ensino é um passo crucial para potencializar e dar continuidade a esses esforços. “A expectativa é que essa parceria sirva de modelo para outras instituições e ajude a quitar uma dívida histórica com essas comunidades”, completou.

O pró-reitor da Uninter, Rodrigo Berté, destacou que esse processo seletivo é a evolução de uma parceria iniciada há dois anos entre a instituição e comunidades indígenas, que começou com um projeto de internacionalização envolvendo indígenas do Canadá e levou à identificação da necessidade de formar professores indígenas.

“A iniciativa expandiu para incluir quilombolas e ciganos, com a criação de um edital de bolsas de estudo integral para essas comunidades. A instituição enfatiza a importância de um olhar social e inclusivo, buscando democratizar o acesso ao ensino superior e apoiar a diversidade. A parceria com o Estado é positiva e está alinhada com o compromisso da Uninter com a inclusão e a socialização do conhecimento”, afirmou.

Disponível em: https://p1news.com.br/destaque/com-apoio-do-estado-ciganos-quilombolas-e-indigenas-ingressam-na-universidade/

quarta-feira, 22 de setembro de 2021

Dia do Cigano no Paraná: Vozes Ciganas, Trajetórias e suas Realidades

Evento ocorre às 19h (de Brasília)

 A Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso (AEEC-MT) é parceira para a realização da live em comemoração ao "Dia do Cigano no Paraná", uma realização do Conselho Municipal de Políticas Étnico Raciais (COMPER) de Curitiba (PR).

O evento ocorrerá nesta quinta-feira (23.09), às 19h horário de Brasília no canal do Facebook do Conselho Municipal @comperconselhomunicipal e a mediação será realizada pela membro do conselho e representante da Confederação Cigana do Brasil, Nardi Casanova.

Entre os convidados do evento, estão, o assessor para ciência e comunicação da AEEC-MT, Aluízio de Azevedo, que falará sobre a saúde cigana no Brasil e o presidente da Associação Nacional das Etnias Ciganas (ANEC), Wanderley da Rocha, bem como sua secretária, Daiane da Rocha Bian.

Assessoria para Ciência e Comunicação da AEEC-MT.