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quarta-feira, 13 de agosto de 2025

Assista ao Filme Caminhos Ciganos na Mostra Cine Caos Socioambiental online

Filme estará disponível online nas próximas semanas, corra que logo vai sair do ar!

Atenção amantes do cinema Cigano,

Esta oportunidade é para quem ainda não viu o filme Caminhos Ciganos.

O filme estará disponível nas próximas semanas na 10ª edição da Mostra online CineCaos Socioambiental.

Para ver a obra, que tem 24 minutos e aborda comunidades ciganas de Brasil, Portugal, com pitadas da Festa de Santa Sara Kali, em França, basta acessar o link:

Os outros 14 filmes da mostra, que ocorreu também presencial no último dia 10 de agosto (domingo), em Cuiabá, podem ser acessados no seguinte link:

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segunda-feira, 11 de agosto de 2025

Filme Caminhos Ciganos volta ao circuito paulista em Agosto

Produção será exibida no dia 28/08, às 18h, no Lab_Arte da USP e dia 29/08, às 19h, na Doc Hub, por meio de uma parceria com a Associação Paulista de Cineastas (APACI).

O Filme Caminhos Ciganos (2024, 241’) volta de novo ao circuito paulista. Desta vez o audiovisual será exibido em dois locais na cidade.

No dia 28 de agosto será exibido às 18h, no Lab_Arte,  da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (Feusp).

A sessão também contará com a exibição do Media-metragem, Presente Cigano, de Gabriela Hess.

Após a sessão haverá uma mesa de debate sobre Igualdade Racial e os Riscos da Apropriação Cultural, mediada pela professora dra. Sabrina Paixão Brésio, da USP.

Já no dia 29 de agosto, a exibição de Caminhos Ciganos ocorrerá às 19h na Doc Hub, também em conjunto com o média Presente Cigano.

Da mesma forma, a exibição será seguida de debate com o mesmo tema. A Doc Hub está localizada à Rua Professor Frontino Guimarães, 302, Vila Mariana.

A programação com a temática cigana no dia 29 começa pela manhã, quando o diretor de Caminhos Ciganos, o pesquisador e Assessor para Ciência e Comunicação da AEEC-MT, Aluízio de Azevedo, participará da banca de defesa de mestrado de Gabriela Hess.

A banca tem início às 11h30 na Escola Superior de Arte Célia Helena. A dissertação tem o título “Nomadismo Interior” e orientação das professoras Gabriela Freire Alcofra e Luciana Gabanini.

 

terça-feira, 5 de agosto de 2025

Filme Caminhos Ciganos é selecionado para X Mostra Cine Caos

Evento ocorre de forma presencial em Cuiabá no dia 10 de Agosto com a temática socioambiental. Obras também poderão ser acessadas no site da Mostra.

O filme Caminhos Ciganos (2023/2024) foi selecionado para a 10ª Mostra Cine Caos Socioambiental 2025.

A Mostra ocorre no dia 10 de agosto, a partir de 15h, na Casa Borges, localizada no Jardim Imperial, em Cuiabá.

Além de Caminhos Ciganos, o evento traz outras 14 obras de curtas metragens brasileiros que propõe um mergulho nas complexas relações entre a sociedade e o ambiente.

A mostra também pode ser acessada de forma online, no site da Mostra Cine Caos: https://cinecaos.com.br/ 

O objetivo de provocar reflexões urgentes sobre as crises ecológicas que afetam nosso planeta, a curadoria irá selecionar curtas-metragens nacionais com até 30'.

Será uma programação gratuita, com sessões destinadas ao público em geral. Classificação livre.

A mostra busca fomentar o pensamento crítico e inspirar ações coletivas em defesa do ambiente, destacando temas como desmatamento, mudanças climáticas, povos tradicionais e justiça climática dentre outros temas relevantes da área, além dos temas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

O Cine Caos Ambiental convida a pensar o cinema como ferramenta de transformação e resistência.

Será uma programação gratuita, com sessões destinadas ao público em geral e a escolas da capital mato-grossense.

A mostra busca fomentar o pensamento crítico e inspirar ações coletivas em defesa do ambiente, destacando temas como desmatamento, mudanças climáticas, povos tradicionais e justiça climática dentre outros temas relevantes da área, além dos temas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

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segunda-feira, 7 de julho de 2025

13 Festival de Cinema Periferias em Portugal homenageia povos ciganos

Documentário com Charles Chaplin é um dos mais esperados desta edição

A 13.ª edição do Periferias – Festival Internacional de Cine (ma) de Marvão e/y Valencia de Alcantara terá lugar de 8 e 16 de agosto

13.ª edição do Periferias – Festival Internacional de Cine (ma) de Marvão e/y Valencia de Alcantara terá lugar de 8 e 16 de agosto. Cinema, arte e música vão encher as localidades fronteiriças situadas no meio rural da Reserva da Biosfera Tejo Internacional e do Parque Natural de Alqueva, que não possuem salas de cinema.

programação desta nova edição, anunciada a 3 de julho na Casa do Comum em Lisboa, é dedicada à riqueza cultural do povo cigano, inclui a exibição de 26 longas-metragens e documentários reconhecidos internacionalmente, além de concertos, passeios noturnos, visitas guiadas, encontros e diversas atividades educativas e de lazer, dirigidas a todos os públicos.

Antes da 13.ª edição do Festival, são realizadas uma série de extensões nas localidades de Arronches, 4 e 5 de julho, Portalegre, 11 e 12 de julho, Cáceres, 17 de julho, Piedras Albas, 25 e 26 de julho, e Alconchel, 1 e 2 de agosto, com uma ampla programação que inclui cinema, música, arte e lazer.

Nesta nova edição, o Periferias consolida-se como evento cultural transfronteiriço de referência na produção de filmes de autor focados na defesa e promoção dos Direitos Humanos, na preservação do meio ambiente e no impulso da arte cultural, com o objetivo de contribuir para uma efetiva descentralização da cultura no meio rural.

A diretora do Festival Internacional de Cinema Periferias, Paula Duque, destacou que este festival, criado em 2013, tem como objetivo promover a cultura cinematográfica e impulsionar a indústria audiovisual, dando a conhecer o valioso património histórico-cultural das aldeias e locais mais emblemáticos da fronteira entre o Alentejo e a Extremadura, transformando-os em verdadeiras salas de cinema ao ar livre.

Neste sentido, Duque sublinhou que o Periferias se define pelo seu compromisso com o território e por aproximar o cinema a zonas que tradicionalmente têm estado à margem dos grandes circuitos de exibição, concebendo arte cinematográfica como instrumento que convida à reflexão, ao pensamento e ao conhecimento.

Esta 13.ª edição de Periferias acolhe grandes títulos cinematográficos de géneros como a ficção, o documentário e a animação, provenientes de diferentes países, promovendo o diálogo e o fortalecimento dos laços entre povos vizinhos, assim como diversas ações dirigidas ao público infantil. Tudo isto, sob o signo da busca de novas oportunidades através do cinema para alcançar a justiça, a integridade e a ética social.

Este ano, o tema central gira em torno da riqueza cultural do povo cigano, com a exibição de longas-metragens, documentários e concertos musicais que têm como objetivo aproximar a história e a cultura cigana, além de reconhecer as contribuições do povo cigano à sociedade, através das artes cénicas e audiovisuais.

Merece atenção especial o documentário “Chaplin, espírito cigano”, realizado pela neta do reconhecido ator inglês, Carmen Chaplin, que é exibido na extensão de Cáceres, no âmbito  desta décima terceira edição, em colaboração com a Filmoteca de Extremadura.

Também se destacam outros títulos como a longa-metragem “A menina da cabra”, de Ana Asensio, o filme documentário “A guitarra flamenca de Yeray Cortés”, dirigido pelo artista madrileno Antón Álvarez (C. Tangana), ou a curta- metragem documental “Entrelaçadas pela interseccionalidade”, do Coletivo Cala, que recolhe os relatos, reflexões e afetos da Associação de Mulheres Ciganas de Plasencia, o Movimento de Mulheres Migrantes da Extremadura e a AMPA de Membrío.

A programação inclui ainda diferentes títulos com importantes reconhecimentos nos melhores festivais de cinema internacionais, provenientes de diferentes países como Espanha, Peru, Portugal, Brasil, México, Chile, Países Baixos, França, Roménia, Argentina, Uruguai, Cabo Verde e Suíça.

Esta 13.ª edição regressa a cenários emblemáticos das localidades fronteiriças de Marvão, Beirã, Valencia de Alcántara, Salorino, La Fontañera, Castelo de Vide, Galegos ou Portalegre, e, pela primeira vez, chegará a Alconchel e a Cáceres.

Tudo isto, com o objetivo de contribuir para uma descentralização cultural impulsionando o desenvolvimento das comunidades com as quais trabalha, assim como fomentar o acesso a uma oferta cultural relevante, priorizando a criação de novos públicos.

A 13.ª edição do Festival de Cinema Periferias arrancará em Marvão com a exibição do filme “O Último Azul“, de Gabriel Mascaro, e encerrará com uma grande gala de encerramento no Centro Cultural de Salorino onde será entregue o Prémio Tejo/Tajo ao melhor filme, após o qual será exibida a longa- metragem “Sorda”, realizada por Eva Libertad.

O festival Periferias conta com os apoios institucionais da Junta de Extremadura, das diputaciones de Badajoz e Cáceres, além da Câmara Municipal de Marvão, entre outras instituições, assim como o patrocínio de Azeites Castelo de Marvão do Lagar Museu António Picado Nunes.

Disponível em: https://www.cinema7arte.com/13-a-edicao-do-festival-periferias-com-programacao-completa-dedicada-a-riqueza-cultural-do-povo-cigano/

quarta-feira, 23 de abril de 2025

Caminhos Ciganos será exibido no Sesc São Caetano em 08 de Maio

 
Exibição do curta ocorre às 19h30 do dia 08 de maio (quinta) e contará na sequência com debate com o diretor e roteirista Aluízio de Azevedo. Foto: Karen Ferreira - Divulgação do Filme

Alô amantes da sétima arte e das culturas ciganas de São Paulo (SP), o Filme curta-metragem Caminhos Ciganos (24’, 2023) voltará a ser exibido na cidade no próximo dia 08 de maio (quinta-feira).

Desta vez, a exibição ocorrerá às 19h30 no Sesc São Caetano e será seguida de debate com o público presente e o roteirista e diretor do filme, Aluízio de Azevedo.

Gratuita, a atividade tem previsão de duração de 75 minutos e os ingressos podem ser retirados no local meia hora antes de começar (19h).

A exibição do filme ocorre marcando o dia Nacional dos Povos Ciganos, que acontece a 24 de maio no Brasil desde 2006.

Confira aqui o teaser do filme.

Com financiamento do governo do Estado, por meio do Edital Cine Motion – Audiovisual 2021 da Secretaria de Estado de Cultura, Esportes e Lazer de Mato Grosso (Secel-MT), a produção tem como codiretores Rodrigo Zaiden, que assina produção e direção de arte; e Karen Ferreira, que dirigiu a fotografia e realizou a montagem. 

Além das comunidades ciganas brasileiras e portuguesas, o curta traz a peregrinação de Santa Sara Kali, que ocorre todo ano em 24 de maio na cidade de Saintes-Maries-De-La-Mer, em França, reunindo pessoas ciganas e não ciganas do mundo todo.

Outras informações: https://www.sescsp.org.br/programacao/curta-metragem-caminhos-ciganos-bate-papo/

Sinopse

Foto: Divulgação do Filme - Karen Ferreira

Os caminhos que levam ao universo romani em três países, Brasil, Portugal e França, são apresentados numa narrativa poética e intimista, inspirada na estética do premiado cineasta cigano Tony Gatlif, diretor de “Lacho Drom” (1992) e “Gadjo Dilo” (1997). Em destaque as culturas ciganas vistas de dentro, valorizando imaginários próprios.

Minibio do Diretor Aluízio de Azevedo


Cigano da etnia Calon. Multiartista, pesquisador, ativista e produtor cultural independente (direção e roteiro de cinema, artes plásticas, poesia, fotografia e artes visuais). Formação em Comunicação Social – Jornalismo e Ciências Sociais (UFMT). Especialização em Cinema (Universidade de Cuiabá), Mestre em Educação Ambiental e Mitologias Ciganas (UFMT) e doutor em Informação, Comunicação e Saúde pela Fiocruz-RJ.

Jornalista concursado do Ministério da Saúde desde 2012. Estágio pós-doutoral no Laboratório de Comunicação e Saúde (LACES) da Fiocruz-RJ. Conselheiro Estadual de Igualdade Racial de MT representando os povos ciganos, quadriênio 2024/2028. Assessor para Ciência e Comunicação e Gestor de Projetos da Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso. Integrante do Coletivo Ciganagens e do Coletivo Ciganos, Juntos Somos Mais Fortes.


Ficha Técnica:

Este filme é dedicado ao tio Eurípedes Alves Pereira (in memorian)

Ficha Técnica

Realização: Edital Cine Motion – SECEL-MT

Pesquisa, Roteiro e Direção Geral: Aluízio de Azevedo

Codireção: Rodrigo Zaiden e Karen Ferreira

Produção Executiva e Consultoria de Roteiro: Irandi Rodrigues Silva

Coordenador de Produção: Rodrigo Zaiden

Direção de Produção: Kaiardon Produções

Produção Local Portugal: Pimênio Ferreira

Produção Local Brasil: Fernanda Alves Caiado

Direção de Fotografia: Karen Ferreira

Fotografia complementar: Rodrigo Zaiden e Aluízio de Azevedo

Montagem: Karen Ferreira, Aluízio de Azevedo e Juliana Corsino

Assistente de Montagem: Rodrigo Zaiden

Edição: Juliana Corsino

Finalização/Colorização: Isabela Padilha

Montagem de som e trilha original: Caju

Designer Gráfico e Webdesigner: André Victor

Assessoria de Comunicação e Imprensa: Aluízio de Azevedo

Produtora do Circuito de Lançamento: Francieska Dinarte

Secretária: Irandi Rodrigues Silva

Administrativo: Afra Catarse

Apoio:

Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso (AEEC-MT)

Imune

Prefeitura Municipal de Tangará da Serra

Vereador de Tangará da Serra Professor Sebastian

Vereador de Rondonópolis Dico

Agradecimentos:

Associação Nacional das Etnias Ciganas (ANEC-DF)

Associação Letras Nómadas (Portugal)

Prefeitura Municipal de Tangará da Serra

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sexta-feira, 7 de março de 2025

Descubra 11 filmes para conhecer melhor os povos ciganos

 

Produções apresentam tradições e costumes desse povo tradicional sem estereótipos. Foto: Juvenil Rodrigues Cunha, da comunidade Calon de Tangará da Serra (MT) - filme É Kalon - Olhares Ciganos (2011).

Por Leonardo Valle, Para o Portal da Claro

Ainda são poucos os filmes, séries e documentários sobre o povo cigano no cinema comercial, como analisa o artista e cineasta de origem cigana calón Aluízio de Azevedo.

“Quando aparecem, são com personagens atravessados por estereótipos. Como a fetichização de mulheres ciganas que leem a sorte como bruxas ou em um papel sensual. Ou como na série britânica Peaky Blinders (2013), em que os ciganos são retratados como parte de uma organização criminosa, como ladrões ou trapaceiros. Há ainda o estereótipo do cigano sujo, com piolho etc.”, analisa.

Em contrapartida, a produção de filmes realizados por diretores de ascendência cigana tem apresentado outras narrativas, como o argelino Tony Gatlif.

“A extensa filmografia de Gatlif apresenta a diversidade e as tradições do povo cigano com um olhar intimista e extremamente poético que só uma pessoa de dentro, que conhece a cultura, conseguiria transmitir”, destaca Azevedo.

Evitando generalizações

No Brasil, os principais grupos ciganos são os Rom, Sinti e Calon. Há ainda subgrupos, como Kalderash, Lovara e Matchuara (Rom) e Manouche (Sinti). E, mesmo dentro de um mesmo grupo, as tradições familiares podem variar.

Por esse motivo, ao assistir a um filme, documentário ou série sobre o povo cigano, Azevedo alerta para tomar cuidado com generalizações.

“Por exemplo, ao assistir ao reality show estadunidense Meu Grande Casamento Cigano (2012), é preciso ter em mente que se trata de uma família, de uma etnia, de um país e de uma classe social, que não representa toda a diversidade de ciganos no mundo”, contextualiza.  

“No Brasil, por exemplo, há uma grande parte da população cigana que não acessa nem saneamento básico, que é uma realidade de exclusão social diferente da que será vista neste produto, no qual as famílias retratadas são ricas”, compara.

A seguir, confira 11 filmes para conhecer o povo cigano.

Latcho Drom (1993)

O premiado filme de Tony Gatlif acompanha músicos e dançarinos ciganos itinerantes enquanto viajam pela Europa e partes da Ásia. “Ele conta a história dos povos ciganos por meio da música”, resume Azevedo,

DEBAIXO DAS LONAS tudo é mais bonito! (2022)

Dirigido pelo cineasta cigano calón Roy Rogeres Filho, o documentário aborda as tradições do povo cigano circense ao contar a história de Irisma Fernandes, irmã do diretor. Ela viveu itinerante, passando por mais de 20 circos. Após o assassinato de seu pai durante uma apresentação, ela assumiu a responsabilidade de transmitir as tradições ciganas e circenses para seus irmãos, filhos e netos.

Meu grande casamento cigano (2012)

Reality show com seis temporadas no qual ciganos dos Estados Unidos mostram seus costumes, trabalhos e casamentos.

OLHO A’DENTRO (2013)

Curta-metragem documental de Camila Camila que fala de cultura cigana por meio do olhar feminino. Filmado na comunidade cigana do município de Santo Antônio de Jesus, na Bahia.

Diva e as Calins de MT (2021)

Mestra da cultura mato-grossense, Maria Divina Cabral, a Diva

Cinco ciganas da etnia calón moradoras do Mato Grosso são retratadas em episódios específicos nesta série-documentário de Aluízio Azevedo. O público pode conhecer Mestre DivaTerezinha AlvesNilva RodriguesIrandi Rodrigues e Nerana Rodrigues Pereira.

O estrangeiro louco (1997)

Dirigido pelo cineasta cigano Tony Gatlif, conta a história de um jovem francês que viaja para a Romênia em busca de uma cantora cigana que ele ouviu em uma fita cassete e se envolve com a comunidade local.

O Tempo dos Ciganos (1988)

Filme do cineasta sérvio Emir Kusturica que mistura realismo mágico, música e crítica social.  Nele, um jovem cigano com poderes telecinéticos se envolve com o crime em busca de uma vida melhor.

É Kalon: Olhares Ciganos (2011)

Dirigido por Aluízio Azevedo, o documentário retrata a vida de um grupo calón, que percorre o Mato Grosso há mais de 80 anos.

Transylvania (2006)

No filme de Tony Gatlif, uma mulher grávida viaja com sua amiga Marie para a Romênia, em busca de seu namorado, que a rejeita. Em sua jornada, ela interage com a comunidade cigana.

Rio cigano (2013)

Da diretora Julia Zakia, conta a história de Kaia, uma jovem cigana que viaja por diferentes mundos para resgatar sua amiga de infância. O filme, inspirado nas tradições da narrativa oral cigana, aborda questões contemporâneas, como vaidade e laços de amizade.

Terra de ciganos (2024)

O documentário de Naki Sidik percorreu dez mil quilômetros e gravou comunidades ciganas rom, sinti e calon dos estados de Minas Gerais, Paraíba, Alagoas, Bahia, Rio Grande do Norte e São Paulo.

Disponível em: https://www.institutoclaro.org.br/cidadania/nossas-novidades/reportagens/descubra-11-filmes-para-conhecer-melhor-o-povo-cigano/

sexta-feira, 25 de outubro de 2024

Filme Ciganenses aborda culturas cigana e circense

Patrocinada pela Funarte, obra mostra a tradição artística da família Fernandes, com foco na palhaçaria

Reportagem / Entrevista Especial, por Aluízio de Azevedo

Fotos: Barbara Jardim

Quem já foi criança um dia, sabe que um dos maiores desejos das pequenas é ir embora com o circo. Artes, artistas, palhaços, mágicos, picadeiros, lonas e muita luz e brilho do circo, uma das mais antigas formas de organização artística do mundo, fascinam e fazem a felicidade também de adultos e idosos, tornando os nossos dias mais alegres e menos enfadonhos.

Leia aqui entrevista completa com o diretor do filme, Roy Rogeres

Pois foi essa rica experiência de conviver com um circo que vivenciei durante cinco dias do mês de agosto (22 a 26), quando acompanhei as gravações do projeto “Ciganenses”. A produção é dirigida e roteirizada pelo multiartista de etnia cigana Calon, Roy Rogeres Fernandes Filho. Roy foi essa criança que nasceu e cresceu no circo da sua própria família, iniciando na arte da palhaçaria muito cedo.

Acesse a página de Cinagenses no Insta e acompanhe as novidades da produção

A família Fernandes é uma das precursoras do circo no país e hoje uma das maiores dinastias circenses, contando com mais de 10 circos, entre eles o Circo do Palhaço Futuca, o qual participei das gravações e pude conhecer o seu líder, Daniel Fernandes e toda a comunidade itinerante que o acompanha, durante sua estadia na cidade de Gravatá, em Pernambuco (PE).

Produção enfatiza a relação histórica e o entrelaçamento entre os ciganos de etnia Calon e as artes circenses desde os tempos coloniais

A gravação no circo do Palhaço Futuca, também uma das personagens principais da obra, foi a segunda etapa das captações. A primeira etapa ocorreu entre os dias 08 e 12 de agosto junto ao Circo Holiday, na cidade Valença do Piauí, no Piauí (PI), sendo este um dos primeiros circos da família Fernandes. Antes tiveram o Circo Chibiu, Circo Uberlândia, o Arte Palácio e depois foram formando-se e resultando nos demais.

As despesas para minha participação no evento e de outras duas pessoas ciganas da equipe, o design gráfico, Danillo Kalon e a social media, Sara Macedo, foram efetuadas pela Coordenação de Acesso e Equidade (Caeq) da Secretaria de Atenção Primária à Saúde (SAPS) do Ministério da Saúde (MS), que atua na pauta da saúde circense e cigana no órgão.

Equipe do Filme Ciganenses entrevista o palhaço de etnia Calon, Chapolin Colorado, do circo do Palhaço Futuca, que também é do mesmo grupo étnico

Re-existência e pioneirismo dos ciganos circenses

Não é por acaso, que tanto os povos ciganos, quanto os trabalhadores circenses, convergem na Coordenação das políticas de equidade do MS e do SUS. Além desse imaginário fantástico e romantizado do circo, há outros bem reais e negativos, que caminham lado a lado. Em tempos de globalização, streamings e redes sociais, essas comunidades - empresas enfrentam diversos problemas para manterem a cultura circense, levando alegria aos rincões mais distantes, onde as produções culturais não chegam.

Como bem destacou Roy Rogeres, que também é pesquisador do tema e um dos principais defensores da pauta circense e cigana no país, são resiliência e re-existência. “Importante destacar que os governos, as cidades, tenham olhares mais sensíveis e acolhedores para os povos circenses e ciganos, que enfrentam essa dupla perseguição e preconceito, mesmo querendo levar aquilo que há de melhor para as pessoas, que é a cultura, a alegria, as artes, a ludicidade. Esperamos conseguir contribuir, ainda que minimamente, para mostrar o quanto o circo é grandioso e rico, mas, ao mesmo tempo, atravessa e passa por desafios inúmeros para se manter em pé”.

Neste sentido, cultura, cinema, artes e culturas circenses e ciganas e saúde, se conjugam no filme Ciganenses para “projetar luz para a cultura do circo promovida por ciganos”. Na avaliação do diretor, “infelizmente a literatura não tem dado conta e não deu conta até aqui de explicitar essa relação diretamente entrelaçada entre os ciganos e o circo”.

Trabalhadores levantando a lona do Circo: Trabalho braçal para levar a leveda das artes circenses.

“Defendo que nós fomos os precursores do circo no Brasil desde a colonização, uma vez que a gente já fazia circo e arte durante o período colonial, nas praças coloniais. Não tem como a gente falar de circo com justiça social, sem falar da contribuição dos ciganos para as artes circenses no país”, enfatiza.

Outro objetivo principal da obra é registrar e documentar a história e a memória da família Fernandes, de origem cigana Calon, que lidera em torno de 10 circos no Brasil, que vêm resistindo ao longo de décadas.

“Apresentaremos no filme a cultura do circo no Brasil promovida pela resiliência e resistência da família Fernandes que conta hoje com todos esses circos e especialmente a tradição da palhaçaria, que na nossa família é o grande forte. No meio circense, nossos palhaços são respeitados. São inspirações para palhaços no Brasil inteiro, então, queremos mostrar a dupla cultura cigana e circense, especialmente a tradição da palhaçaria”, revela Roy.

A relação entre o circo e os povos ciganos não ocorre apenas no Brasil. Mas o ineditismo na obra produzida por Roy, é justamente mostrar que entre a etnia Calon as artes circenses também estão profundamente entrelaçadas. “Na América do Sul e em outros países têm muitos circos feitos por pessoas ciganas, a grande parte feita por etnias Rom e outras, mas os Calon também estão nesta vanguarda e é isso que a gente quer demarcar o espaço dos ciganos da etnia Calon nos circos do Brasil, enquanto fundadores e mantenedores desta tradição”.

A dinastia de Maria Cigana e João Cartomante

Artistas do Circo do Palhaço Futuca, durante sua temporada na cidade de Gravatá

Segundo Roy, os Fernandes começaram a fazer circo de 1940, 1950 pra cá. Primeiro com a apresentação de cinema em praças públicas, com projeções fílmicas, e a labuta com animais e nessas praças, passando o chapéu antigamente, até ter o circo como conhecemos hoje em formato de lona.

“Em nossa família, o circo começou com a dona Maria Cigana, minha bisavó, junto como meu bisavô, o João Cartomante, que era caixeiro viajante e trabalhava com artes. A partir da perseguição e injusta morte dele, que é hoje um beato na cidade de Cocal (PI), D. Maria Cigana se envereda pelo lado do circo, com suas filhas e filhos, especialmente a mais velha, Josefa Fernandes, conhecendo um pouco mais das artes, pois já eram bons cantores, completos artistas, dançarinos. É muito talento e resistência, é muita resiliência”, relata o multiartista Calon.

A película, que tem previsão para estrear no segundo semestre do ano que vem, mostra também as dificuldades para manutenção da tradição circense nos dias de hoje

Entre as personagens principais do filme estão vários palhaços que pertencem à Família Fernandes. Entre eles, “o Palhaço Sapatão, que primeiramente era o Tio Rogério que fazia, depois passou para o irmão dele, o tio Cícero e agora é o Kenny Hollyman quem faz, o filho do Cícero; o palhaço Futuca, que é o Daniel, o palhaço Pipoquinha/Chapolin, o Wanderson; e o Beto Chameguinho, que hoje trabalha no Parque Beto Carreiro World. O Palhaço Chameguinho é um dos grandes nomes do circo nacional, uma das principais referências, tendo sido eleito em diversos concursos e páginas especializadas, o melhor palhaço do Brasil, por diversas vezes”, explica Roy, acrescentando que:

“Nós temos também a intenção de gravar com o palhaço Safadinho, que tá hoje em São Paulo e pertence à família e alguns outros, para além, claro, daquelas que conviveram e que desde então estão juntos fazendo o circo acontecer, suas esposas, as mães, como a tia Edna e a tia Lina, que são mulheres que dedicaram mais de 40 anos as artes do circo, além da nossa matriarca, a tia Iracilda, que mora em Barreiras, uma grande artista, com muita memória”.

A arte da palhaçaria é a especialidade da família Fernandes

Financiamentos e Apoios - O projeto Ciganenses foi aprovado no Edital Retomadas na categoria Circo da Funarte, com previsão de finalização até dezembro de 2025. “Para além disso, nós resolvemos que é muito importante buscar financiamento para finalização do filme, o que demanda um custo maior. Agora terminadas as gravações primeiras, a gente vai em busca de apoio para novas gravações e a finalização fílmica. Tivemos o apoio do Ministério da Saúde e do Ministério da Igualdade Racial para participação de pessoas que moram em Estados distantes, como o palhaço Beto Chameguinho e dos membros do Coletivo Ciganagens, o Aluízio, a Sara e o Danilo pudessem participar presencialmente, o que foi de suma importância”, conclui o diretor.

Saúde Cigana e Saúde Circense – As comunidades e trabalhadores circenses, assim como os povos ciganos, são acolhidos no Sistema Único de Saúde (SUS), a partir das políticas de equidade. A Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Povo Cigano/Romani (Portaria do Ministério da Saúde 4348 de 28/12/2018) ampara os povos ciganos e determina o atendimento diferenciado as pessoas das etnias ciganas presentes atualmente no Brasil. São elas os troncos étnicos Calon, Rom e Sinti e seus subgrupos.

Também no âmbito do SUS, a Portaria do MS 940 de 2011, que dispensa circenses, trabalhadores de parques e itinerantes e povos ciganos de apresentar comprovação de endereço para serem atendidos nos serviços do SUS. Atualmente tanto a pauta da saúde cigana, quanto da saúde circense, está sob os cuidados da Caeq/Saps/MS. Saiba mais no link: https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saps/equidade-em-saude .

Ficha técnica

- Patrocínio: Funarte / Edital Retomadas – Categoria Circo

- Direção Geral: Roy Rogeres Fernandes Filho

- Fotografia e Montagem: Letícia Ribeiro

- Som Direto: Ronne Portela

- Stil e fotografia: Bárbara Jardim

- Supervisão de montagem e pesquisa e colaboração imagens: Aluízio de Azevedo

- Coordenação de Produção: Luanna Marylack

- Produção: Mariana Passos

- Assistente de Produção: Carla Lumena

- Redes sociais: Sara Macêdo

- Artes/designer: Danillo Kalon

- Condução e Assistência: Valney Transportes e Turismo

- Assistência de produção e direção: Irisma Fernandes

- Chefe de cozinha: Kleber Luis Souza Júnior

- Apoios: Ministério da Saúde e Ministério da Igualdade Racial



quinta-feira, 10 de outubro de 2024

Exposição Artes, Minorias e Direitos Humanos em Genebra terá obras de artista da AEEC-MT

A vernissage acontecerá na quarta-feira, 6 de novembro, às 18:00.

Artes visuais

A arte é um meio poderoso para aumentar a conscientização social sobre direitos humanos e justiça, e para abrir a discussão sobre questões sociais urgentes em escala global. Os 22 artistas apresentados nesta exposição agem, cada um à sua maneira, como defensores dos direitos humanos.

Desde 2022, o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (OHCHR) e seus parceiros Minority Rights Group International (MRG) e Freemuse organizam o Concurso Internacional de Arte para Artistas Minoritários, em parceria com a Cidade de Genebra. O concurso visa apoiar artistas minoritários comprometidos com a defesa dos direitos humanos ao redor do mundo. 

Organizada como parte do Centenário da Ecolint, esta exposição destacará as jornadas, o comprometimento e as obras de arte dos 22 laureados das edições de 2022, 2023 e 2024 do concurso. 

Os artistas cujas obras serão expostas são: Zahra Hassan Marwan, Abdullah, Jean Philippe Moiseau, Mawa Rannahr, Naser Moradi, Amin Taasha, Babatunde “Tribe” Akande, Bianca Batlle Nguema, Mehdi Rajabian, Karthoum Dembele, Aluízio de Azevedo Silva Júnior, Tufan Chakma, Andrew Wong, Elahe Zivardar, Bianca Broxton, Joel Pérez Hernández, Francis Estrada, Laowu Kuang, Jayatu Chakma, André Fernandes, Maganda Shakul e Chuu Wai.

O Assessor para Ciência e Comunicação da AEEC-MT, Aluízio de Azevedo, foi um dos laureados do Concurso Internacional de Arte para Artistas Minoritários no ano de 2023

Vindo de diferentes países e com origens minoritárias diversas, os artistas participantes desta exposição se distinguem por seu comprometimento artístico, sua interpretação altamente pessoal de experiências íntimas e coletivas, e sua representação de temas ligados às suas identidades e direitos como minorias nacionais, linguísticas, religiosas ou étnicas.

Eles usam uma variedade de mídias artísticas, incluindo fotografia, escultura, desenho, pintura, arte digital, música e criação de documentários, para explorar temas que são vivenciados na vida cotidiana de muitas comunidades minoritárias ao redor do mundo, particularmente em relação à apatridia, discriminação múltipla e interseccional, e o papel da memória no presente.

A exposição é gratuita e está disponível em inglês e francês.

Créditos da imagem: Zahra Hassan Marwan

Disponível em: https://www.ecolint-cda.ch/en/our-events/arts-minorities-and-human-rights

terça-feira, 24 de setembro de 2024

Documentário musical explora a luta pela preservação das tradições ciganas no Brasil

 

“Terra de Ciganos”, de Naji Sidki, acompanha a busca pela preservação das tradições ciganas em meio à integração à sociedade brasileira. Road movie musical cigano, o documentário acompanha famílias de músicos ciganos, suas artes, adversidades e tradições. Produzido pela Veríssimo Produções e distribuído pela Pandora Filmes, o longa estreia dia 26 de setembro nos cinemas.

O filme, que teve sua estreia na competição nacional do 16° Festival Internacional do Documentário Musical (In Edit), retrata o povo cigano em uma viagem pelas diversas paisagens do Brasil, buscando os poucos remanescentes da comunidade que ainda moram em barracas e mantém sua língua e modo de vida tradicional. Através de músicos ciganos, o longa faz uma viagem por essa cultura enigmática e resiliente.

O Brasil é o país que abriga a terceira maior população cigana do mundo, com cerca de 800 mil pessoas. Também conhecidos como “povo de etnia cigana”, têm uma presença histórica que remonta ao período colonial, quando chegaram como parte das correntes migratórias forçadas e voluntárias.

Compondo uma população diversa e complexa, o povo cigano abrange diferentes grupos, como os Rom, Sinti e Calon. Esses grupos, embora possuam tradições culturais e linguísticas distintas, compartilham a experiência comum de uma história de migração e adaptação.

“Terra de Ciganos” é uma verdadeira imersão na cultura cigana, especialmente através da música, uma forma de expressão que conecta o passado e o presente dessa cultura única, destacando a resiliência e a enigmática cultura cigana, preservada ao longo dos séculos, mesmo em face da integração à sociedade moderna. Através das histórias de músicos ciganos, “Terra de Ciganos” oferece um olhar profundo sobre como essa comunidade mantém suas tradições vivas, desde a língua até os modos de vida tradicionais.

Disponível em: https://revistadecinema.com.br/2024/09/documentario-musical-explora-a-luta-pela-preservacao-das-tradicoes-ciganas-no-brasil/

sexta-feira, 2 de agosto de 2024

Veja alguns Vídeos relacionados ao Holocausto Cigano

Acampamento de Ciganos Romani na Eslovênia

A Alemanha e seus aliados do Eixo invadiram a Iugoslávia em abril de 1941. Os alemães provavelmente fizeram este filme após ocuparem o sul da Eslovênia, logo em seguida ao armistício italiano em 1943. O filme foi encontrado nos arquivos da Ustasa (partido dos croatas fascistas) após a Segunda Guerra Mundial; ele mostra as terríveis condições de vida que os ciganos Romanis tiveram que enfrentar no norte da Iugoslávia ocupada pelos nazistas. Veja o vídeo em: https://encyclopedia.ushmm.org/content/pt-br/film/romani-gypsy-campsite-in-slovenia

 

Acampamento Cigano Romani perto de Berlim

Este filme mostra um acampamento de ciganos Romani perto de Berlim, na Alemanha, já no último ano da República de Weimar. Embora os romanis já enfrentassem perseguição na Alemanha antes da ascensão dos nazistas ao poder em 1933, os nazistas os consideravam inimigos raciais que deveriam ser identificados e mortos. Dezenas de milhares de romanis foram assassinados pelas Einsatzgruppen (unidades móveis de extermínio) no leste europeu ou então deportados para campos de extermínio na área da Polônia ocupada pelos alemães. Veja o vídeo em: https://encyclopedia.ushmm.org/content/pt-br/film/romani-gypsy-campsite-near-berlin

 

Crianças ciganas usadas em estudos raciais

Eva Justin era a assistente do Dr. Robert Ritter, o "especialista" em ciganos do Terceiro Reich. Ela estudava estas crianças como parte da sua dissertação sobre as características raciais daquele gruypo étnico. As crianças ficavam confinadas em St. Josefspflege, um orfanato Católico em Mulfingen, na Alemanha. Eva completou seus "estudos" logo após o final desta filmagem. As crianças foram deportadas para Auschwitz-Birkenau onde a maioria foi assassinada.

https://encyclopedia.ushmm.org/content/pt-br/film/romani-gypsy-children-used-in-racial-studies

 

Ciganos Romanis na Romênia

Cerca de um milhão de ciganos da etnia Romani viviam na Europa antes da Segunda Guerra Mundial. Sua maior comunidade – cerca de 300.000 pessoas – encontrava-se na Romênia. Este filme mostra uma comunidade romani em Moreni, uma pequena cidade a noroeste de Bucareste. Muitos romanis mantinham um estilo de vida nômade, e frequentemente trabalhavam como pequenos comerciantes, artesãos, vendedores, músicos ou eram obreiros temporários.

https://encyclopedia.ushmm.org/content/pt-br/film/roma-gypsies-in-romania

 

Ciganos trabalhando como escravizados

A foto mostra ciganos efetuando trabalho escravo para a construção de um campo de internação, provavelmente em Jasenovac, na Croácia, enquanto são policiados por fascistas croatas, membros da Ustase, e soldados alemães. A Ustase, foi aliada da Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial, e também teve seu próprio programa de extermínio, assassinando aproximadamente 50.000 ciganos na Iugoslávia.

https://encyclopedia.ushmm.org/content/pt-br/film/romani-gypsy-men-at-forced-labor

Material disponível em: https://www.ushmm.org/pt-BR