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quarta-feira, 13 de agosto de 2025

Assista ao Filme Caminhos Ciganos na Mostra Cine Caos Socioambiental online

Filme estará disponível online nas próximas semanas, corra que logo vai sair do ar!

Atenção amantes do cinema Cigano,

Esta oportunidade é para quem ainda não viu o filme Caminhos Ciganos.

O filme estará disponível nas próximas semanas na 10ª edição da Mostra online CineCaos Socioambiental.

Para ver a obra, que tem 24 minutos e aborda comunidades ciganas de Brasil, Portugal, com pitadas da Festa de Santa Sara Kali, em França, basta acessar o link:

Os outros 14 filmes da mostra, que ocorreu também presencial no último dia 10 de agosto (domingo), em Cuiabá, podem ser acessados no seguinte link:

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segunda-feira, 7 de julho de 2025

13 Festival de Cinema Periferias em Portugal homenageia povos ciganos

Documentário com Charles Chaplin é um dos mais esperados desta edição

A 13.ª edição do Periferias – Festival Internacional de Cine (ma) de Marvão e/y Valencia de Alcantara terá lugar de 8 e 16 de agosto

13.ª edição do Periferias – Festival Internacional de Cine (ma) de Marvão e/y Valencia de Alcantara terá lugar de 8 e 16 de agosto. Cinema, arte e música vão encher as localidades fronteiriças situadas no meio rural da Reserva da Biosfera Tejo Internacional e do Parque Natural de Alqueva, que não possuem salas de cinema.

programação desta nova edição, anunciada a 3 de julho na Casa do Comum em Lisboa, é dedicada à riqueza cultural do povo cigano, inclui a exibição de 26 longas-metragens e documentários reconhecidos internacionalmente, além de concertos, passeios noturnos, visitas guiadas, encontros e diversas atividades educativas e de lazer, dirigidas a todos os públicos.

Antes da 13.ª edição do Festival, são realizadas uma série de extensões nas localidades de Arronches, 4 e 5 de julho, Portalegre, 11 e 12 de julho, Cáceres, 17 de julho, Piedras Albas, 25 e 26 de julho, e Alconchel, 1 e 2 de agosto, com uma ampla programação que inclui cinema, música, arte e lazer.

Nesta nova edição, o Periferias consolida-se como evento cultural transfronteiriço de referência na produção de filmes de autor focados na defesa e promoção dos Direitos Humanos, na preservação do meio ambiente e no impulso da arte cultural, com o objetivo de contribuir para uma efetiva descentralização da cultura no meio rural.

A diretora do Festival Internacional de Cinema Periferias, Paula Duque, destacou que este festival, criado em 2013, tem como objetivo promover a cultura cinematográfica e impulsionar a indústria audiovisual, dando a conhecer o valioso património histórico-cultural das aldeias e locais mais emblemáticos da fronteira entre o Alentejo e a Extremadura, transformando-os em verdadeiras salas de cinema ao ar livre.

Neste sentido, Duque sublinhou que o Periferias se define pelo seu compromisso com o território e por aproximar o cinema a zonas que tradicionalmente têm estado à margem dos grandes circuitos de exibição, concebendo arte cinematográfica como instrumento que convida à reflexão, ao pensamento e ao conhecimento.

Esta 13.ª edição de Periferias acolhe grandes títulos cinematográficos de géneros como a ficção, o documentário e a animação, provenientes de diferentes países, promovendo o diálogo e o fortalecimento dos laços entre povos vizinhos, assim como diversas ações dirigidas ao público infantil. Tudo isto, sob o signo da busca de novas oportunidades através do cinema para alcançar a justiça, a integridade e a ética social.

Este ano, o tema central gira em torno da riqueza cultural do povo cigano, com a exibição de longas-metragens, documentários e concertos musicais que têm como objetivo aproximar a história e a cultura cigana, além de reconhecer as contribuições do povo cigano à sociedade, através das artes cénicas e audiovisuais.

Merece atenção especial o documentário “Chaplin, espírito cigano”, realizado pela neta do reconhecido ator inglês, Carmen Chaplin, que é exibido na extensão de Cáceres, no âmbito  desta décima terceira edição, em colaboração com a Filmoteca de Extremadura.

Também se destacam outros títulos como a longa-metragem “A menina da cabra”, de Ana Asensio, o filme documentário “A guitarra flamenca de Yeray Cortés”, dirigido pelo artista madrileno Antón Álvarez (C. Tangana), ou a curta- metragem documental “Entrelaçadas pela interseccionalidade”, do Coletivo Cala, que recolhe os relatos, reflexões e afetos da Associação de Mulheres Ciganas de Plasencia, o Movimento de Mulheres Migrantes da Extremadura e a AMPA de Membrío.

A programação inclui ainda diferentes títulos com importantes reconhecimentos nos melhores festivais de cinema internacionais, provenientes de diferentes países como Espanha, Peru, Portugal, Brasil, México, Chile, Países Baixos, França, Roménia, Argentina, Uruguai, Cabo Verde e Suíça.

Esta 13.ª edição regressa a cenários emblemáticos das localidades fronteiriças de Marvão, Beirã, Valencia de Alcántara, Salorino, La Fontañera, Castelo de Vide, Galegos ou Portalegre, e, pela primeira vez, chegará a Alconchel e a Cáceres.

Tudo isto, com o objetivo de contribuir para uma descentralização cultural impulsionando o desenvolvimento das comunidades com as quais trabalha, assim como fomentar o acesso a uma oferta cultural relevante, priorizando a criação de novos públicos.

A 13.ª edição do Festival de Cinema Periferias arrancará em Marvão com a exibição do filme “O Último Azul“, de Gabriel Mascaro, e encerrará com uma grande gala de encerramento no Centro Cultural de Salorino onde será entregue o Prémio Tejo/Tajo ao melhor filme, após o qual será exibida a longa- metragem “Sorda”, realizada por Eva Libertad.

O festival Periferias conta com os apoios institucionais da Junta de Extremadura, das diputaciones de Badajoz e Cáceres, além da Câmara Municipal de Marvão, entre outras instituições, assim como o patrocínio de Azeites Castelo de Marvão do Lagar Museu António Picado Nunes.

Disponível em: https://www.cinema7arte.com/13-a-edicao-do-festival-periferias-com-programacao-completa-dedicada-a-riqueza-cultural-do-povo-cigano/

quarta-feira, 23 de abril de 2025

Caminhos Ciganos será exibido no Sesc São Caetano em 08 de Maio

 
Exibição do curta ocorre às 19h30 do dia 08 de maio (quinta) e contará na sequência com debate com o diretor e roteirista Aluízio de Azevedo. Foto: Karen Ferreira - Divulgação do Filme

Alô amantes da sétima arte e das culturas ciganas de São Paulo (SP), o Filme curta-metragem Caminhos Ciganos (24’, 2023) voltará a ser exibido na cidade no próximo dia 08 de maio (quinta-feira).

Desta vez, a exibição ocorrerá às 19h30 no Sesc São Caetano e será seguida de debate com o público presente e o roteirista e diretor do filme, Aluízio de Azevedo.

Gratuita, a atividade tem previsão de duração de 75 minutos e os ingressos podem ser retirados no local meia hora antes de começar (19h).

A exibição do filme ocorre marcando o dia Nacional dos Povos Ciganos, que acontece a 24 de maio no Brasil desde 2006.

Confira aqui o teaser do filme.

Com financiamento do governo do Estado, por meio do Edital Cine Motion – Audiovisual 2021 da Secretaria de Estado de Cultura, Esportes e Lazer de Mato Grosso (Secel-MT), a produção tem como codiretores Rodrigo Zaiden, que assina produção e direção de arte; e Karen Ferreira, que dirigiu a fotografia e realizou a montagem. 

Além das comunidades ciganas brasileiras e portuguesas, o curta traz a peregrinação de Santa Sara Kali, que ocorre todo ano em 24 de maio na cidade de Saintes-Maries-De-La-Mer, em França, reunindo pessoas ciganas e não ciganas do mundo todo.

Outras informações: https://www.sescsp.org.br/programacao/curta-metragem-caminhos-ciganos-bate-papo/

Sinopse

Foto: Divulgação do Filme - Karen Ferreira

Os caminhos que levam ao universo romani em três países, Brasil, Portugal e França, são apresentados numa narrativa poética e intimista, inspirada na estética do premiado cineasta cigano Tony Gatlif, diretor de “Lacho Drom” (1992) e “Gadjo Dilo” (1997). Em destaque as culturas ciganas vistas de dentro, valorizando imaginários próprios.

Minibio do Diretor Aluízio de Azevedo


Cigano da etnia Calon. Multiartista, pesquisador, ativista e produtor cultural independente (direção e roteiro de cinema, artes plásticas, poesia, fotografia e artes visuais). Formação em Comunicação Social – Jornalismo e Ciências Sociais (UFMT). Especialização em Cinema (Universidade de Cuiabá), Mestre em Educação Ambiental e Mitologias Ciganas (UFMT) e doutor em Informação, Comunicação e Saúde pela Fiocruz-RJ.

Jornalista concursado do Ministério da Saúde desde 2012. Estágio pós-doutoral no Laboratório de Comunicação e Saúde (LACES) da Fiocruz-RJ. Conselheiro Estadual de Igualdade Racial de MT representando os povos ciganos, quadriênio 2024/2028. Assessor para Ciência e Comunicação e Gestor de Projetos da Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso. Integrante do Coletivo Ciganagens e do Coletivo Ciganos, Juntos Somos Mais Fortes.


Ficha Técnica:

Este filme é dedicado ao tio Eurípedes Alves Pereira (in memorian)

Ficha Técnica

Realização: Edital Cine Motion – SECEL-MT

Pesquisa, Roteiro e Direção Geral: Aluízio de Azevedo

Codireção: Rodrigo Zaiden e Karen Ferreira

Produção Executiva e Consultoria de Roteiro: Irandi Rodrigues Silva

Coordenador de Produção: Rodrigo Zaiden

Direção de Produção: Kaiardon Produções

Produção Local Portugal: Pimênio Ferreira

Produção Local Brasil: Fernanda Alves Caiado

Direção de Fotografia: Karen Ferreira

Fotografia complementar: Rodrigo Zaiden e Aluízio de Azevedo

Montagem: Karen Ferreira, Aluízio de Azevedo e Juliana Corsino

Assistente de Montagem: Rodrigo Zaiden

Edição: Juliana Corsino

Finalização/Colorização: Isabela Padilha

Montagem de som e trilha original: Caju

Designer Gráfico e Webdesigner: André Victor

Assessoria de Comunicação e Imprensa: Aluízio de Azevedo

Produtora do Circuito de Lançamento: Francieska Dinarte

Secretária: Irandi Rodrigues Silva

Administrativo: Afra Catarse

Apoio:

Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso (AEEC-MT)

Imune

Prefeitura Municipal de Tangará da Serra

Vereador de Tangará da Serra Professor Sebastian

Vereador de Rondonópolis Dico

Agradecimentos:

Associação Nacional das Etnias Ciganas (ANEC-DF)

Associação Letras Nómadas (Portugal)

Prefeitura Municipal de Tangará da Serra

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segunda-feira, 15 de julho de 2024

10 filmes para conhecer os povos ciganos

 

Produções apresentam tradições e combatem estereótipos vinculados a essa população tradicional

By Leonardo Valle, 15 de Julho, 2024 

Filmes podem ser uma forma de combater o racismo contra o povo cigano e os inúmeros estereótipos vinculados a ele. Entre os principais, está o erro de achar que povo tradicional é uma religião, é místico ou que está vinculado a atos ilícitos.

“Um desafio é nossa representação de forma verdadeira, já que a grande mídia, por exemplo, geralmente traz notícias de ciganos quando há crimes e brigas em família”, lembra o jornalista, cineasta calón de tradição circense, Roy Rogeres Fernandes Filho.

O Brasil possui três etnias ciganas: Calon (desde 1574), Rom e Sinti (chegadas no século XIX). “O audiovisual produzido por ciganos, por exemplo, mostra que somos povos múltiplos e distintos entre si em relação a costumes, línguas e fenótipos. Em comum, porém, está nosso pleito políticas públicas básicas voltados ao nosso povo”, destaca Filho, que é membro do coletivo Ciganagens.

“Os filmes são uma ferramenta importante para a conscientização, especialmente documentário, que é um gênero utilizado por nós para apresentar conhecimento e informações das nossas culturas e tradições; para preservar memórias; contar nossas histórias, e contribuir para que outras gerações acessem esses conhecimentos”, lista Filho.

A seguir, conheça 10 filmes, documentários, séries e curtas-metragens que ajudam a conhecer melhor o povo cigano.

Latcho Drom (1993)

Traduzido como “estrada segura”, o premiado documentário francês acompanha músicos e dançarinos ciganos itinerantes enquanto viajam. Eles saem da Índia e passam pelo Egito, Turquia, Romênia, Hungria, República Tcheca, Alemanha e França, até chegarem à Espanha. É dirigido pelo diretor franco-argelino, Tony Gatlif, de etnia cigana. Classificação indicativa: Livre. 


Pavee Lackeen: A Cigana (2005)

 

O documentário acompanha Winnie, uma garota Pavee (nome atribuído aos ciganos na Irlanda) de dez anos que vive com a sua mãe e irmãos em um trailer no distrito industrial de Dublin. Sua mãe, Rose, luta para encontrar uma melhor habitação para a sua família. Classificação indicativa: 14 anos. 

 

Apenas o vento (2012)

Baseado em fatos reais, retrata uma onda de assassinatos em agrupamentos ciganos no interior da Hungria, onde os responsáveis pelos crimes ficaram impunes. Enquanto isso, a comunidade cigana local tenta levar uma vida normal. Classificação indicativa: 16 anos.  

 

Transylvania (2006)

Outro filme do cineasta de ascendência cigana Tony Gatlif,  narra a história de Zingarina, uma mulher grávida que viaja com sua amiga Marie à Transilvânia, na Romênia. Ela está à procura do homem que ama, Milan que conheceu na França, mas que partiu sem explicação. Ao reencontrá-lo, Milan a rejeita. Sua vida começa a melhorar quando ela conhece Tchangalo, um homem solitário que, assim como ela, é livre. Classificação indicativa: 16 anos. 

 

O estrangeiro louco (1997)

Dirigido por Tony Gatlif, acompanha o músico francês Stéphane, que anda pela Roménia em busca de uma cantora cigana que apenas conhece pela voz, graças a fitas cassetes que seu pai ouvia antes de morrer.  Ele chega a uma aldeia cigana, que o hospeda. Classificação indicativa: 12 anos.

 

Swing (2002)

Max, de 10 anos, torna-se fã de jazz cigano quando ouve o virtuoso guitarrista Miraldo. Essa paixão o leva à parte cigana da cidade, onde começa a ter aulas de guitarra com seu ídolo e faz amizade com Swing, uma menina da sua idade. Também dirigido pelo cineasta cigano cigana Tony Gatlif. Classificação indicativa: sem informação.

 

“Gipsy side” (2006)

Documentário  de Gát Balázs sobre rap cigano. Mario, Luiggi, Mr. Joker e outros membros do grupo Rap-Port explicam por que o rap negro compartilha origens comuns com a música roma. Os adolescentes oferecem uma aula introdutória sobre a cultura hip-hop em Budapeste. 

 

DEBAIXO DAS LONAS tudo é mais bonito! (2022)

Dirigido por Roy Rogeres Filho, o documentário aborda história da irmã do diretor, Irismá Fernandes, conhecida como “Tati, a Cigana”. Pertencente a etnia Calón, é uma artista da terceira geração de famílias ciganas e de tradição circenses do Brasil. Viveu itinerante em mais de vinte circos até fixar acampamento na comunidade Umburaninha, na Bahia. Filha primogênita, assumiu a responsabilidade de manter e repassar as tradições ciganas e circenses após seu pai ser assassinado durante um espetáculo. Foto: Bárbara Jardim/Divulgação. Pode ser assistido no YouTube.

 

É Kalon: Olhares Ciganos (2011)

Dirigido pelo cineasta cigano Aluízio Azevedo, esse documentário apresenta o cotidiano de um grupo Kalon, formado por cerca de 200 pessoas, que vivem e percorrem o Estado de Mato Grosso há mais de 80 anos. Fé, valores, conhecimentos e maneira de viver são os fios condutores da produção. Disponível no YouTube.

 

Série Diva e as Calins de MT (2021)

Série de cinco curtas-metragens dirigidos por Aluízio Azevedo sobre cinco ciganas da etnia calón moradoras do Mato Grosso. O primeiro enfoca a história de Mestre Diva, que nasceu a 25 de setembro de 1954, em uma barraca, num acampamento na cidade de Mineiros (GO). Ela viveu boa parte de sua vida trafegando pelos Estados da região Centro-oeste, até fixar residência em Rondonópolis. Os outros episódios apresentam a história de Terezinha AlvesNilva RodriguesIrandi Rodrigues e Nerana Rodrigues Pereira.

 Disponível em: https://igualize.com/10-filmes-para-conhecer-o-povo-cigano/ 

domingo, 16 de junho de 2024

Caminhos Ciganos recebe menção honrosa no Fica 2024

A codiretora Karen Ferreira recebe menção honrosa durante a premiação neste domingo (16.06) no Cine Teatro São Joaquim, na cidade de Goiás. Fotos: Lucas Diener/FICA

O Filme Caminhos Ciganos (2023, 25’) recebeu neste domingo (16.06) menção honrosa por sua participação na Mostra de Cinemas Indígenas e Povos Tradicionais do 25º Festival Internacional de Cinema Ambiental (FICA) 2024.

O anúncio dos filmes premiados nesta 25ª edição ocorreu no Cine Teatro São Joaquim, na manhã deste domingo. Veja a lista de filmes premiados.

A codiretora e diretora de fotografia, Karen Ferreira, estava presente na cerimônia de premiação e recebeu a menção honrosa representando a equipe do filme.

Além de Karen, o diretor e Calon, Aluízio de Azevedo, também assessor para Ciência e Comunicação da AEEC-MT também participou do Festival representando o Filme na Mostra. 

Confira vídeo com o discurso de abertura de Aluízio.

O júri da Mostra de Cinemas Indígenas e Povos Tradicionais foi composto por três artistas pertencentes a povos tradicionais.

São eles: a pesquisadora e professora, Isabel Casimira, rainha conga dos Guarda de Moçambique e Congo Treze de Maio de Nossa Senhora do Rosário e rainha da Federação dos Congados de Minas Gerais; a doutora Barbara Matias Kariri, indígena do Povo Kariri, artista da cena, realizadora audiovisual, escritora e curadora; e o cineasta Alberto Alvares, mestre em Cinema, indígena da etnia Guarani Nhandewa.

Realizado na Cidade de Goiás (GO) pelo Governo do Estado e a Universidade Federal de Goiás (UFG), o evento ocorreu entre 11 e 16 de junho, com o tema Tecnologia, Inovação e Mudanças Climáticas.

Esta é a primeira edição da mostra de Cinemas Indígenas e Povos Tradicionais no FICA. Contando com curadoria da artista plástica Célia Tupinambá, a janela contou com a exibição de nove filmes, sendo sete competindo.

Caminhos Ciganos também já passou pelo Cineclube Maria Grampinho, no Espaço Sertão Negro, em Goiânia (GO) e teve lançamento nacional em outubro de 2023, no SESC São Paulo, na Mostra Calon.



Assessoria para Ciência e Comunicação da AEEC-MT 

Crédito das fotos: Lucas Diener/FICA

terça-feira, 23 de abril de 2024

Caminhos Ciganos é selecionado para o FICA 2024

O curta-metragem concorrerá na Mostra de Cinema Indígena e de Povos Tradicionais do 25 Festival Internacional de Cinema Ambiental

Caminhos Ciganos (24’, 2023) foi um dos curta-metragens selecionados para participar no 25º Festival Internacional de Cinema Ambiental (FICA), com o tema “Tecnologia, Inovação e Mudanças Climáticas”.

O filme será exibido na Mostra de Cinema Indígena e de Povos Tradicionais. Novidade neste ano, a mostra é dedicada a exibição de filmes de cineastas indígenas e de comunidades tradicionais, com premiação para longas e curtas-metragens.

53 produções audiovisuais se inscreveram para a Mostra Indígena e de Povos Tradicionais. Do Brasil, de estados como Roraima, Amazonas, Bahia, São Paulo, Mato Grosso e Minas Gerais e apenas seis foram selecionados.

Dirigido por Aluízio de Azevedo e codirigido por Rodrigo Zaiden e Karen Ferreira, Caminhos Ciganos aborda e tece relações, por meio do audiovisual entre diferentes comunidades ciganas brasileiras do tronco étnico Calon e entre distintas comunidades de Brasil e Portugal.

Para saber mais, acesse o site do filme Caminhos Ciganos.

A produção é realizada por meio de seleção no edital Cine Motion 2021 da Secretaria de Estado de Cultura, Esportes e Lazer de Mato Grosso (Secel-MT), com o apoio da AEEC-MT, GIZ, Ministério Público Federal (MPF), Assembleia Social, Prefeitura Municipal de Tangará da Serra.

Para conhecer todos os filmes selecionados para as mostras competitivas, basta acessar ao link: https://fica.go.gov.br/filmes-em-competicao/

Panorama da produção cinematográfica ambiental

Neste ano, 1.078 produções foram inscritas para participação no Festival, que será realizado de 11 a 16 de junho, na cidade de Goiás (GO e vai destinar premiações que variam de R$ 5 mil a R$ 35 mil, além de troféus e menções honrosas.

As comissões responsáveis pela avaliação do material audiovisual são formadas por profissionais com notória experiência e conhecimentos na área e, em sua maioria, estão compostas por membros escolhidos a partir de chamada pública, contando também com indicações da Universidade Estadual de Goiás (UEG) e do Conselho Estadual de Cultura do Estado de Goiás.

De acordo com o site do festival, a temática foi escolhida para fazer coro com as metas da COP30, que ocorrerá em 2025, em Belém do Pará, no Brasil.

“o objetivo é trazer para os holofotes o debate sobre o papel da tecnologia na transição em direção a uma economia de baixo carbono e alinhar o festival com os debates que ocorrem rumo à COP-30, em 2025, na cidade de Belém”, diz trecho no site.

O FICA - 25 Anos de História

O primeiro festival de cinema a abordar a temática ambiental do Brasil e um dos pioneiros no mundo, completa bodas de prata no ano de 2024. Consolidado como um dos eventos mais expressivos no gênero, o festival é referência tanto no cenário nacional quanto internacional.

A cada ano, nas telas do histórico Cine Teatro São Joaquim, na cidade de Goiás, é exibido um recorte do que há de mais novo, relevante e inquietante em termos de filmes que tratam da relação entre ser humano e natureza.

O Fica é um fórum de debates ambientais de alto nível, reunindo sempre grandes pensadores e líderes internacionais para discutir o presente e o futuro do planeta e da humanidade.

Por suas sessões de cinema e debates ambientais já passaram os mais importantes nomes do cinema e do meio ambiente no Brasil e no mundo, como Arnaldo Jabor, Cacá Diegues, Eduardo Escorel, Nelson Pereira dos Santos, João Batista de Andrade, Marina Silva, Miriam Leitão, Washington Novaes, entre outros.

Imagem do filme em Saintes-Maries-De-La-Mer, França, na Festa de Santa Sara kali

O Fica é inseparável da cidade de Goiás. Foi parte importante do processo que levou ao reconhecimento da cidade como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco e segue contribuindo com a economia e a cultura da antiga capital do estado, parceira de sua realização.

Realizado pelo Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), o festival conta com a correalização da Universidade Federal de Goiás (UFG) e da Fundação de Rádio e Televisão Educativa e Cultural (Fundação RTVE).

Assessoria de Comunicação do filme Caminhos Ciganos, com informações do Site do FICA

terça-feira, 3 de outubro de 2023

Caminhos Ciganos exibido no SESC SP

Filme será projetado às 19h na Mostra Calon, programação cultural do Congresso de Estudos Ciganos da Gypsy Lore Society

Caminhos Ciganos teve sua estreia nacional no dia 05 de outubro (sexta-feira). A projeção do curta metragem ocorreu às 19h no Auditório do Sesc São Paulo. O filme integra a Mostra Calon, programação cultural do Congresso de Estudos Ciganos da Gypsy Lore Society, que ocorreu entre 03 e 06 de outubro no mesmo local.

Além de “Caminhos Ciganos”, dirigido e roteirizado por Aluízio de Azevedo e codirigido por Karen Ferreira e Rodrigo Zaiden, a mostra Calon, que exibiu nos dois dias de realização (04 e 05) outras cinco produções que abordam o universo Calon brasileiro.

Duas dessas produções, o curta-metragem Casamento Cigano Diana e Djavan (2007, 26’), dirigido por Luciana Sampaio e o longa metragem “Rio Cigano” (2013, 81’), uma direção de Julia Zakia, foram exibidos no dia 05.

Já no dia 04, quando a Mostra Calon teve início, foram projetadas outras três produções. Abrindo a programação será exibido o média-metragem “É Kalon – Olhares Ciganos” (2011, 35’), também dirigido e roteirizado por Aluízio de Azevedo.

Na sequência, o público prestigiou a exibição do curta “Adeus Calon” (2022, 20’10), dirigido por João Borges e do média-metragem “Debaixo das Lonas tudo é mais bonito!” (2022, 29’32), dirigido por Róy Rógeres.

A programação cultural do Congresso de Estudos Ciganos da Gypsy Loore conta aindou na noite do dia 03, às 19h, com apresentação de Marcelo Cigano e convidados.

O filme Caminhos Ciganos é patrocinado pela Secretaria de Estado de Cultura, Esportes e Lazer de Mato Grosso (Secel-MT), por meio do edital Cine Motion - Audiovisual 2021.

Congresso Gypsy Lore Society

O congresso é realizado pelo SESC SP em parceria com a Gypsy Lore Society, mais antiga sociedade científica que pesquisa os povos ciganos, fundada na Grã-Bretanha em 1888 com o objetivo de unir pesquisadores interessados na cultura e na história Romanis.

Reunindo participantes de 24 países, o congresso abordará temas como: Holocausto, língua romani, identidades, circo, música, literatura, racismo, escravidão, entre outros.

Acesse ao programa completo com todos os trabalhos apresentados aqui.

 Sinopse Caminhos Ciganos

Os caminhos que levam ao universo romani em três países, Brasil, Portugal e França, são apresentados numa narrativa poética e intimista, inspirada na estética do premiado cineasta cigano Tony Gatlif, diretor de “Lacho Drom” (1992) e “Gadjo Dilo” (1997). Em destaque as culturas ciganas vistas de dentro, valorizando imaginários próprios.

A viagem inicia com a família de um cineasta de etnia Calon em Mato Grosso; que corta o Brasil e atravessa o oceano Atlântico para reencontrar com sua ancestralidade, registrando cada comunidade, suas personagens e cotidianos marcantes, nuances de manifestações culturais, modos de vida e tradições romani, como também denúncias de exclusão e perseguição históricas. 

sábado, 27 de maio de 2023

Série Diva e as Calins encerra temporada com episódio Terra com Nerana Rodrigues

 

Tia Nerana Rodrigues sempre trabalhou como agricultora e é reconhecida pela amorisidade

Cada semana de maio estamos lançando um dos cinco episódios da minissérie no canal do YouTube da AEEC-MT, em comemoração ao Dia Nacional dos Ciganos

O quinto episódio desta temporada da série Diva e as Calins de MT, com a agricultora Nerana Rodrigues (Tangará da Serra) vai ao ar às 14h da próxima quarta-feira (31 de maio). O mês de maio foi escolhido para a divulgação da série por ser quando comemoramos o dia Nacional dos Ciganos (24 de maio), desde 2006.

Com o título “Terra”, o episódio encerra a temporada da série, pode ser acessado no link: https://www.youtube.com/watch?v=hm2c3L4ESaE 

Tia Nerana, como é mais conhecida, nasceu em Minas Gerais e passou boa parte da vida vivendo nas barracas e viajando nos lombos dos cavalos, pelos sertões goianos e mato-grossenses, até fixar residência, no município de Tangará da Serra.



Uma das mais respeitadas matriarcas calin em MT, tia Nerana é casada com Eurípedes Alves Pereira e reconhecida pela amorosidade, pela generosidade e as mãos boas para as plantas, fala sobre como era a vida das mulheres ciganas no passado e como atualmente, conseguem estudar e se empregam no mercado de trabalho formal.

Temporada 1 - A série começou a ser exibida em 04 de maio (quinta-feira), com o episódio 1, que conta a história de vida da raizeira e benzedeira de etnia Calon, Maria Divina Cabral, a Diva, reconhecida como Mestra da Cultura Mato-grossense.

O episódio (2) Água trouxe as narrativas da assistente social, Terezinha Alves, que atualmente é diretora de Habitação e Assistência Social da AEEC-MT, é conselheira nacional de Igualdade Racial (CNPIR-Ministério da Igualdade Racial) e integra o Comitê Estadual dos Povos e Comunidades Tradicionais de MT (CEPCT-MT).

O episódio (3) ar aborda as memórias da comerciante e viúva, Nilva Rodrigues Cunha, do município de Rondonópolis. Ela é uma exímia contadora de causos e faz questão de manter os trajes tradicionais e a língua cigana.

O episódio (4) Fogo retrata a professora Irandi Rodrigues Silva estrela o episódio e conta como aprendeu a ler escrevendo o nome no chão e depois passou 25 anos alfabetizando numa escola estadual.

Todos os episódios podem ser acessados no canal do YouTube da AEEC-MT: https://www.youtube.com/@aeecmt7993 

A série integra o projeto “Diva e as calins de Mato Grosso: Ontem, Hoje e Amanhã”, aprovado no Edital Conexão Mestres da Cultura, da lei Aldir Blanc, da Secel-MT. 

Para saber mais sobre o projeto basta acessar o link: www.galeriacalin.com.

Ineditismo e reconhecimento nacional pelo IPHAN 

Pelo ineditismo no reconhecimento e na conservação do patrimônio imaterial brasileiro e da diversidade cultural nacional, a iniciativa e seus produtos transmídias, incluindo a série, foi uma das cinco vencedoras do prêmio Rodrigo Mello Franco / 2033, concedido pelo IPHAN.



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Ficha Técnica

Realização: Lei Aldir Blanc, SECEL-MT

Apresentação: Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso (AEEC-MT)

Direção Geral: Aluízio de Azevedo

Codireção: Rodrigo Zaiden e Karen Ferreira

Roteiro e Pesquisa: Aluízio de Azevedo

Produção Executiva: Fernanda Alves Caiado e Lucélia Márcia Pereira de Lima

Assistente de Produção Executiva: Jéssika Lorraine

Produção: Kaiardon Produções

Produções locais: Nilva Rodrigues, Suiany Pereira, Rosana Cristina Alves de Matos, Audelena Dias Cabral

Direção de Fotografia: Karen Ferreira

Direção de Arte: Rodrigo Zaiden

Direção de Programação: Terezinha Alves

Edição: Juliana Corso

Montagem: Aluízio de Azevedo e Juliana Corso

Trilha Sonora Original: Aline Miklos e Arian Houschmand

Finalização e Colorização: Isabela Padilha

Assessoria de Comunicação: Aluízio de Azevedo

Lay out e Identidade Visual: Vicente Albuquerque de Maranhão

Assistente de arte e caracterização: Alisson Rangel

Som Direto e Desenho de som: Manoel Neto

Parceria musical:  projeto Kalo Chiriklo / Banda Pájaro Negro: Ramajana, Canto Del Gitano, Clavo Santo, Fantasía e Vanushka

Contabilidade: Adriana Rodrigues Angola

Texto: Assessoria para Ciência e Comunicação da AEEC-MT

Fotos: Karen Ferreira