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quarta-feira, 15 de julho de 2026

Blog da AEEC ultrapassa 200 mil acessos

 


Neste último mês de junho, o blog da Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso (AEEC-MT), que pode ser acessado no link https://aeecmt.blogspot.com/ , ultrapassou no último mês de junho os mais de 200 mil acessos.

Estamos em festa por esse marco, pois a rede social tem sido um dos principais canais de divulgação e registro das ações e atividades da AEEC-MT.

Criado em 2017, o Blog passou a ter movimentos contínuos a partir de 2020, ano em que a AEEC-MT conseguiu sua regularização jurídica com CNPJ.

Desde então, temos ampliado ano a ano o número de postagens, que incluem não apenas as atividades e ações e projetos e demandas de interesses da comunidade cigana de MT, como também é um portal para divulgação e difusão da cultura cigana no Brasil.

Nossa produção é diferenciada, pois sempre traz uma visão de dentro, com foco nos interesses dos povos ciganos, desmistificando preconceitos e estereótipos e combatendo o racismo estrutural e a invisibilidade social, que ainda afetam nossas entidades, comunidades e movimento social.

Vida longa ao Blog da AEEC-MT!

quarta-feira, 3 de junho de 2026

Ancestralidade Viva: Maria Lucia Rodrigues Cunha - O tempo que a gente É!

Maria Lucia com os filhos Simone e Uilton. Foto de arquivo.

Sétima e última filha de Alda Alves Cunha e Ranulfo Rodrigues Cunha, Maria Lucia Rodrigues Cunha Nasceu em 01 de setembro de 1966 em Poxoreu, no sul de Mato Grosso.

Sempre muito orgulhosa em ser cigana, Lúcia como era mais conhecida na família, viveu parte da infância na vida tradicional cigana, de barraca, até que os pais e o seu grupo se mudou e fixou residência no município de Tangará da Serra, então ainda Distrito de Barra do Bugres, no ano de 1972.

No local, conheceu seu marido, Clarito Pereira, com quem teve três filhos, Uilton, Simone e Zezinho (in memorian), além de sete netos:

Kaiky Batista Rodrigues, kayo Eduardo Batista Oliveira, Vitor Hugo Rodrigues Borges, Joaquim Henrique Rodrigues Borges, Kauan Eduardo Fagundes oliveira, Maria Eduarda Fagundes oliveira e Anna Maria Rodrigues Brito.

Lucia e as irmãs Irandi, Nilva, Zilma e Orceni. Foto de Arquivo.

Versada na chibe, a língua dos Calon, Maria Lúcia era muito prendada na cozinha, com um tempero único que herdou da mãe Alda. Carinhosa e amorosa, herdou dos tios o traço da negociação e era uma verdadeira gambireira, de carros, de móveis, imóveis e o que aparecesse em suas mãos.

Sempre estava presente nas reuniões de família, sendo uma das primeiras a chegar e uma das últimas a sair. Tinha uma voz mansa, suave e sempre num tom baixo, que encantava qualquer um que a ouvia e raramente saia do sério ou ficava brava. Foi uma irmã e uma filha muito presente na vida dos pais e dos seis irmãos, especialmente, do mais novo, Ranulfinho.

Um dos seus lazeres favoritos era jogar baralho (truco, pife, bisca e qualquer outro jogo), além de dominó e fazer a fé num bingo. Também adorava pescar e sempre que podia estava na beira de um rio e da natureza. Outra paixão era a música sertaneja, com cantores como Amado Batista, Gino e Geno e Roberta Miranda.

Maria Lúcia faleceu no dia 19 de fevereiro de 2023, em decorrência da complicação de um câncer de pulmão e não tivemos tempo de fazer uma homenagem a ela enquanto viva, então, a AEEC-MT encerra a campanha Ancestralidade Viva – O tempo que a Gente É! Deste ano com uma homenagem póstuma à Lucia, com algumas fotos da família, cedidas pelos filhos Simone e Uilton.

Também postamos um vídeo com ela pescando, uma das coisas que mais gostava de fazer.

Viva Maria Lucia Rodrigues Cunha – Ancestralidade Viva!

TEXTO: ALUÍZIO DE AZEVEDO

terça-feira, 2 de junho de 2026

Ancestralidade Viva: Orceni Rodrigues Angola - O Tempo que a gente É!

Orceni Rodrigues Angola tem 65 anos e nasceu em 22/05/1961, em Guiratinga, Mato Grosso. De família cigana, passou a infância acompanhando os pais em mudanças e viagens a cavalo pelo interior. Em determinado período, a família viveu em Rio Verde, onde os pais trabalhavam na produção de arroz e milho. Enquanto os pais e a irmã mais velha trabalhavam na lavoura, Orceni ajudava nos afazeres domésticos ao lado da irmã caçula.

Mais tarde, o pai vendeu as terras que possuía e a família se mudou para Tangará da Serra. Após a mudança, ele comprou um ônibus e passou a trabalhar com transporte de passageiros. Foi nesse período que Orceni iniciou os estudos, mas não concluiu a formação escolar porque se casou jovem com Daniel.

Do casamento nasceram três filhos: Fernando, Aldinéia e Adriana. Ao longo dos anos, a família também cresceu com a chegada dos netos Maria Clara, Isabela, Vitória e Samuel. Para contribuir com a renda da casa, Orceni trabalhou em serviços domésticos e na venda de produtos como cosméticos e enxovais, enquanto o marido trabalhava em fazendas da região.



Ela afirma que sempre soube de sua origem cigana, pois os pais falavam sobre isso dentro de casa. No entanto, durante muitos anos evitou comentar sua identidade por receio do preconceito. Era comum que os ciganos fossem alvo de críticas e julgamentos. Com o passar do tempo, passou a falar mais abertamente sobre suas origens: “Hoje temos mais liberdade para falar sobre quem somos e mostrar nossa história”.

Com sua mãe, aprendeu a preparar doces, requeijão e diversos pratos tradicionais. Até hoje participa do preparo de alimentos em eventos da comunidade cigana, contribuindo com receitas transmitidas entre gerações, como o arroz com carne seca e pequi, mandioca, frango e diversos doces. Quem prova, derrama elogios a ela.

Ao recordar a infância, também menciona as viagens realizadas com os pais, avós e tios. Andavam a cavalo e ao se instalar, sua mãe preparava uma pequena fogueira para cozinhar nas barracas, enquanto seu pai fazia negócios. Ela e sua irmã Nilva carregavam os pertences, com tempo para também brincar e correr. São memórias que guarda com amor.

Foram tempos difíceis, mas também tempos de muitas boas lembranças para Orceni. Hoje ela olha para trás com gratidão por tudo o que viveu e por toda a história que sua família construiu.

No Ancestralidade Viva de hoje, conheça a história de Orceni Rodrigues!

TEXTO: LÍVIA FREIRE

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Ancestralidade Viva: Olga Alves de Matos - O tempo que a gente É!

Olga é um baluarte da cultura cigana em Cuiabá. Foto: Jeomara Viegas.

Olga Alves Pereira de Matos é filha de um cigano e de uma não cigana e viveu os primeiros anos da infância acompanhando a rotina itinerante da família. Naquele período, seu pai trabalhava com a compra, venda e troca de animais, levando a família por diferentes regiões até se estabelecerem em Mato Grosso. Criada em Guiratinga, mais tarde mudou-se para Cuiabá aos 18 anos, cidade onde vive até hoje,.

Ao lado das irmãs, trabalhou como empregada doméstica e, posteriormente, encontrou no bordado uma nova profissão após realizar um curso na área. Passou a atuar em uma fábrica de uniformes, atividade que considera uma etapa importante de sua vida.

Foi também na igreja que encontrou outro dos grandes pilares de sua história. Membro da Assembleia de Deus desde a infância, conheceu seu esposo, Adonias José de Matos, no coral da congregação. Os dois se aproximaram por meio das atividades da igreja e construíram uma união duradoura, formando uma família com os filhos Rosana e Raul.

Olga durante o VI Encontro de Cultura Cigana de MT, em Rondonópolis. Foto: Tami Lage

Olga descreve sua vida como abençoada. Recorda com carinho o esforço dos pais para garantir o sustento da família e destaca o cuidado do marido ao longo dos anos. Para ela, a convivência familiar sempre foi uma das suas maiores riquezas.

Entre as lembranças mais difíceis está a perda do neto Renato Vitor, falecido aos 18 anos em um acidente de moto. Mesmo diante da dor, encontrou na fé a força para seguir em frente. Segundo ela, foi Deus quem lhe deu paz nos momentos mais difíceis e a ajudou a transformar a angústia em esperança.

De sua herança cigana, guarda principalmente o valor da união familiar. Embora muitas tradições tenham se transformado ao longo das gerações, ela acredita que o amor entre os parentes e o gosto por reunir a família permanecem. Por isso, considera importantes os Encontros de Cultura Cigana, que ajudam a combater preconceitos ainda existentes.

Irandi, Olga, Coraci, Luzia e Cida: matriarcas da comunidade Calon de MT. Foto: Tami Lage

Quem convive com Olga logo percebe uma de suas características mais marcantes: a tranquilidade. Ela se define como uma pessoa de fácil convivência, que evita conflitos e prefere refletir antes de responder. Essa postura, segundo ela, acompanha sua vida desde a infância e é algo de que se orgulha.

Hoje, mesmo convivendo com o Parkinson, que afetou sua voz e parte de sua rotina, Olga segue participando da vida da igreja, acompanhando os encontros da comunidade e valorizando os momentos ao lado da família. Com gratidão, resume sua caminhada de forma simples: uma vida guiada pela fé, pelo amor e pela certeza de que foi cuidada por Deus em todos os momentos.

TEXTO: LÍVIA FREIRE

domingo, 31 de maio de 2026

Ancestralidade Viva: Francisca e Francisco Pereira - O Tempo que a gente É!

Francisco de Assis Santos nasceu em Bambuí, Minas Gerais, no dia 18 de outubro de 1953. Ainda jovem, aos 17 anos, deixou sua terra natal e veio para Mato Grosso, estado onde construiu sua vida e permanece até hoje. Trabalhador dedicado, iniciou sua carreira na zona rural. Mais tarde, mudou-se para a cidade, onde trabalhou por 23 anos na empresa Comercial Rio Negro.

Foi em Mato Grosso, na região de Guiratinga e Beira Rio, que Francisco conheceu Francisca Pereira dos Santos, nascida em 16 de outubro de 1956, em Guiratinga, Mato Grosso.

Filha de José Alves Pereira e Isaura Cabral, Francisca cresceu vivendo a tradição cigana ao lado de sua família. Até os 15 anos, viveu viajando com os pais, acompanhando a rotina cigana, até que seu pai comprou um sítio e a família passou a viver no interior.

Ela relembra que, por conta das dificuldades da época e da vida itinerante, não teve oportunidade de estudar, mas aprendeu desde cedo o valor do trabalho e da união familiar.

Foi nesse contexto que Francisco encontrou Francisca. Depois do casamento, passaram a viver em Rondonópolis, onde construíram a família. Casados há mais de 42 anos, Francisco e Francisca tiveram dois filhos, Antony e João Miguel. Ambos se formaram e deram ao casal seis netos, entre eles José Arthur, que também segue com os estudos.

Francisco afirma que, depois de mais de 43 anos convivendo junto da família cigana, também se considera cigano: “Eu já me considero cigano também e queria aproveitar para dizer que amo todos eles. É uma família muito boa, que me ajudou muito quando adoeci”.

Francisca também demonstra com convicção o amor por suas origens: “Eu amo ser cigana, eu tenho orgulho de ser cigana e eu amo a minha tradição cigana!”. Em seu relato, ela relembra com carinho a experiência de participar da peça de teatro “Dai Purim”, atuando pela primeira vez como atriz no grupo Rarripe, durante o VI Encontro de Cultura Cigana.

TEXTO: LÍVIA FREIRE

Ancestralidade Viva: Estroécio Rodrigues Cunha - O Tempo que a gente É!

Mais conhecido na família como tio Toesse, viveu a vida itinerante na juventude e depois como negociante fazendo gambira. Foto: Tami Lage

Estroécio Rodrigues Cunha nasceu em Jataí, no dia 28 de agosto de 1955. Cigano, relembra seus tempos com a família nas andanças entre Goiás e Mato Grosso, considera que teve uma infância muito boa. 

Em 1975, mudou-se para Tangará da Serra. Depois viveu em Juscimeira, em 1979, e, no ano seguinte, se casou com sua esposa, com quem construiu uma união de 46 anos. Juntos, moraram em Rondonópolis por 35 anos e formaram uma grande família.

Estroécio é pai de quatro filhos, André, Jonathan, Adriana e Italo, além de avô de quatro netos e bisavô de três bisnetos. Hoje, vive em Tangará da Serra novamente, há 11 anos.

Grande parte de sua história profissional foi construída através dos negócios. Trabalhou fazendo gambira: comprando, vendendo e trocando mercadorias. Também trabalhou na roça em alguns períodos da vida. “Eu criei minha família só no negócio”, relembra.

Além disso, Tio Toesse, como Estroécio é mais conhecido na família, é o principal falante hoje da língua Chibe, do tronco étnico Calon, nas comunidades ciganas de Mato Grosso, sendo um dos principais oficineiros em projetos de oficina de chibe realizados pela AEEC-MT.

Estroécio demonstra gratidão pelo projeto Encontro de Cultura Cigana realizado pela AEEC-MT:

“Esse evento é uma bênção de Deus. Meu sobrinho é caprichoso com nós. Ele acha que nós, ciganos, merecemos. Ele é abençoado por Deus. E a família dele também: a mãe, o pai, a irmã. A sobrinhada que eu tenho é muito inteligente, graças a Deus.”

TEXTO: LÍVIA FREIRE

Ancestralidade Viva: Cida Alves - O tempo que a gente É!

Aparecida Alves, durante a Assembleia Geral Ordinária da AEEC-MT que ocorreu em 01 de maio. Foto: Tami Lage.

Aparecida Alves nasceu no ano de 1956, em Jatai-GO. Filha de pai cigano e mãe não cigana, passou a infância em barracas, viajando em tropas até cerca dos 10 anos de idade, quando seu pai decidiu deixar a vida itinerante e se estabelecer como morador.

Começou a trabalhar muito cedo como empregada doméstica, profissão que exerceu durante grande parte da vida, assim como algumas de suas irmãs. Teve três filhos, um deles, infelizmente, partiu cedo, aos seis anos de idade.

Mais tarde, encontrou um companheiro com quem viveu por dezoito anos. Durante esse relacionamento, criou também uma filha do coração, Delícia, por quem guarda enorme carinho e consideração. Ao longo da vida, trabalhou em diferentes áreas: além do trabalho doméstico, teve uma mercearia, vendeu roupas e roupas de cama e também trabalhou em escritório de empresa. 

Mãe, avó e bisavó, considera a família uma das maiores bênçãos de sua vida. Há mais de uma década dedica grande parte do seu tempo ao cuidado de seu neto.

Aparecida afirma que sempre carregou consigo os ensinamentos do pai: ser honesta, trabalhadora e manter a união familiar. Também guarda lembranças afetivas da infância nas barracas, das noites ao redor da fogueira e da mãe lendo romances para a família ouvir antes de dormir.

Acredita que, apesar do preconceito histórico enfrentado pelos ciganos, atualmente existe um reconhecimento maior da cultura e das lutas de seu povo. Os encontros culturais da AEEC-MT, segundo ela, são um dos fatores que têm fortalecido o sentimento de união e pertencimento.

Viva Cida! Viva os povos ciganos!

TEXTO: LÍVIA FREIRE

Ancestralidade Viva: Terezinha Alves - O Tempo que a gente É!

Foto: Karen Ferreira.

Terezinha Alves nasceu no dia 07 de outubro de 1961, em Guiratinga-MT. Passou a infância em fazendas da região, onde cresceu ao lado dos pais e das seis irmãs, em um ambiente de fartura, com muita água e plantações cultivadas por eles. Em família, viviam de forma muito unida, iam juntos à igreja, cantavam hinos e liam a Bíblia.

Ela e as irmãs não frequentavam a escola, mas um vizinho contratou uma professora que as alfabetizou. Durante a infância, a família se mudou diversas vezes entre áreas rurais e a cidade de Guiratinga, onde pôde estudar até a 3ª série. Mas seus estudos foram interrompidos pelas mudanças e, aos 12 anos, foi para Cuiabá para trabalhar como babá e empregada doméstica.

Aos 22 anos, retomou os estudos com incentivo do marido na época, hoje seu ex-marido e amigo. Concluiu o supletivo, se formou técnica em Contabilidade e ingressou no curso de Serviço Social, tornando-se a primeira mulher cigana de que se tem registro a concluir o ensino superior no Brasil.

Foto de Arquivo de Terezinha Alves.

Após a formação, participou de conselhos de direitos, chegando à presidência do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Cuiabá. Posteriormente fundou a Arca Assessoria e Consultoria Social, empresa com a qual trabalhou durante 23 anos desenvolvendo projetos de habitação e infraestrutura em municípios de Mato Grosso. Também realizou especializações e concluiu um mestrado em Educação Superior na Argentina. Depois de encerrar as atividades da empresa, passou a atuar como mediadora no Tribunal de Justiça, função que exerce atualmente.

Mãe de duas filhas, Fernanda e Taiza, e avó de três netos, Rafaela, Arthur e Valentina, Terezinha construiu sua vida acreditando na educação e incentivou todos ao seu redor a seguirem esse caminho. Viajou muito, foi pioneira em muitos de seus feitos e dá grande valor à liberdade, ao amor e à união, heranças de sua origem cigana.

TEXTO: LÍVIA FREIRE

sábado, 30 de maio de 2026

Ancestralidade Viva: Leila Cabral Nunes - O Tempo que a gente É!

Leila Cabral Nunes, conhecida como Tia Leila, nasceu em 31 de agosto de 1961, em Alto Garças (MT), onde seu pai, José Alves Pereira, era fazendeiro. Filha de José e Isaura Cabral Pereira, passou os primeiros anos de vida acompanhando a família pelas mudanças.

Após a venda da fazenda em Alto Garças, a família mudou-se para Guiratinga, onde Leila foi criada até os quatro anos de idade. Mais tarde, seguiram para Rondonópolis, acompanhando o pai, que continuou trabalhando com fazendas na região. 

Foi nesse período, já na região de Juscimeira, que conheceu seu namorado, com quem mais tarde se casou. Dessa união nasceram seus dois filhos, Albericle e Dayane, que ela considera os presentes mais preciosos que Deus lhe deu.

Com o passar dos anos, a família cresceu com a chegada dos netos Adryan, Ryan, Myrian e Davi. Infelizmente, seu filho Albericle se foi cedo, faleceu aos 39 anos, vítima da COVID-19. Hoje está guardado com amor na memória de Leila e de seus familiares.

Leila vive em Rondonópolis há tantos anos que nem consegue calcular. Ao longo da vida trabalhou muito, construiu sua família e acompanhou a vida dos filhos, entre eles Dayane, que se tornou enfermeira. Hoje, é casada com um professor de Educação Física, onde vivem juntos na cidade.

Aos 64 anos, Tia Leila é feliz com a vida que leva: “Tô aqui, velhinha já, com a graça de Deus, vivendo minha vidinha de cigana. Adoro ser cigana! É minha vida ser cigana!". Uma mulher orgulhosa de suas origens e de tudo o que construiu.

TEXTO: LIVIA FREIRE

FOTOS: TAMI LAGE

sexta-feira, 29 de maio de 2026

Projeto da Escola Maria Fragelli com povos ciganos é selecionado pela DRE de Rondonópolis

O projeto “Caminhos e Vozes dos Povos Ciganos”, realizado pelo grêmio estudantil da Escola Estadual de Tempo Integral Maria de Lourdes Ribeiro Fragelli, de Guiratinga, para comemorar o mês comemorativo à História e Cultura dos Povos Ciganos, foi um dos três selecionados na etapa regional do processo lançado pela Diretoria Regional de Educação (DRE) de Rondonópolis e que visa a certificação do selo “Tereza de Benguela”. A DRE é um órgão da Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (SEDUC/MT).

O resultado foi anunciado nesta sexta-feira (30/05) pela DRE e, seguindo estritamente as diretrizes do documento Orientativo da instituição, o vídeo da Escola Maria Fragelli (e de outras duas escolas selecionadas: Escola Estadual Major Otávio Pitaluga e Escola Sagrado Coração de Jesus) foi publicado na página oficial da DRE e pode ser acessado no seguinte link: https://www.instagram.com/reels/DY7VENOx_IO/

De acordo com o comunicado da DRE, os avaliadores ficaram “profundamente impressionados com o engajamento, a criatividade e a sensibilidade demonstrada pelos nossos adolescentes/jovens na construção de cada material.  Parabenizamos cada estudante envolvido!”

O vídeo mostra como foi a programação da escola no último dia 19 de maio (terça-feira) em comemoração ao Dia Nacional dos Povos Ciganos (24 de Maio) e que contou com a parceria da Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso (AEEC-MT).

Realizada pelo grêmio estudantil União Jovem, o projeto Caminhos e Vozes dos Povos Ciganos, ocorreu no período da manhã e contou com a participação especial do grupo de Danças Tradição Cigana, de Rondonópolis. Integrando a rede estadual de ensino, o projeto foi coordenado pelos professores Joaquim Vilela Neto e Selma Ribeiro, esta última também cigana de etnia Calon e integrante da AEEC-MT.

A programação contou com apresentações de dança do Tradição Cigana e a presença do diretor da escola, das coordenadoras Clarice Terezinha Dallabrida e Neuracy trindade Santana, além do ator Ataíde Arcoverde, que é natural e morador de Guiratinga.

Além da participação do grupo de danças Tradição Cigana, o evento contou com um cine-debate que exibiu o filme “Caminhos Ciganos” e dois episódios da websérie “Diva e As Calins de Mato Grosso”: episódio 1 Mestra Diva e episódio água Terezinha Alves. Falando em nome da AEEC-MT, Nilva Rodrigues, que é coordenadora de mulheres da instituição reforçou algumas questões centrais acerca da cultura, das tradições, da identidade do tronco étnico Calon, bem como destacou o combate ao preconceito e ao racismo.

De acordo com Selma Ribeiro, o público do projeto são os alunos do ensino fundamental II e ensino médio. Segundo ela, o objetivo geral do projeto é proporcionar aos alunos o contato com a história, tradições e lutas dos povos ciganos, destacando sua presença em Mato Grosso.

Além disso, o projeto teve como objetivos compreender a trajetória nômade e a fixação das comunidades em MT; valorizar o papel da mulher cigana (Calin) na preservação da cultura e na conquista de espaços acadêmicos e políticosç; e estimular o pensamento crítico sobre os direitos das comunidades tradicionais.

“O Dia Nacional do Povo Cigano (24 de maio) é uma oportunidade para desconstruir estereótipos e combater o preconceito histórico contra as etnias ciganas. Ao focar em figuras locais, como Mestra Diva e Terezinha Alves, o projeto humaniza a história, conectando o conteúdo acadêmico à realidade do estado de Mato Grosso e promovendo a educação para a diversidade e igualdade racial”, explica Selma.

Ancestralidade Viva: Alaor e Hélia - O Tempo que a gente É!

Tio Rei e tia Hélia são casados há mais de 56 anos e vivem em Rondonópolis.

Alaor, carinhosamente conhecido como “Tio Rei”, e Hélia formam um dos casais mais antigos e queridos de Rondonópolis. Lideranças anciãs da comunidade cigana Calon e queridos por todos, tiveram a construção de uma vida inteira dedicada à família e ao trabalho. 

Nascido em 13 de janeiro de 1947, Alaor veio ao mundo em Patos de Minas, Minas Gerais. Filho de José Alves Pereira e Isaura Cabral, cresceu entre as mudanças da família até chegar em Mato Grosso ainda pequeno. Seu pai trabalhava em empreitas e fazia todo tipo de serviço para sustentar a família, carregando consigo a força do trabalho que também marcou a vida de Alaor.

A família passou por Alto Garças e Guiratinga, até se estabelecer em Rondonópolis, cidade onde grande parte dos parentes ciganos vindos de Minas Gerais também construíram suas vidas. 

Foi em Guiratinga que Alaor conheceu Hélia Marcel Pereira, nascida em 28 de março de 1948, em Minas Gerais, na região de Dianópolis. Os dois são primos, se casaram ainda jovens e seguem juntos há 56 anos, construindo uma história de muita parceria.

Depois do casamento, vieram para Rondonópolis, onde vivem há décadas. Somente na casa onde residem atualmente já são 28 anos de memórias construídas. Juntos, tiveram dois filhos, Fábio e Neide, e também os netos Joyce e Gean.

Ao lembrar da própria história, Alaor resume com orgulho aquilo que é característica marcante do casal: “Somos ciganos, somos trabalhador e lutador”. Alaor e Hélia seguem sendo símbolos da memória, da resistência e da presença da cultura cigana Calon em Mato Grosso. Viva Alaor e Hélia!

#MaioCigano #AncestralidadeViva

TEXTO: LÍVIA FREIRE

quarta-feira, 27 de maio de 2026

Ancestralidade Viva: Nerana Cunha Pereira - O Tempo que a Gente É!

Nerana Cunha Pereira é a segunda homenageada do Ancestralidade Viva #MaioCigano. Nasceu em 2 de novembro de 1952, em Patos de Minas-MG. Apesar de ter vindo embora ainda muito pequena, nos braços da mãe, carrega consigo o orgulho de suas origens ciganas e a memória afetiva da família.

Casada com Euripes Alves Pereira, construiu sua vida entre Cuiabá e Tangará da Serra. Diferente de muitas narrativas associadas ao povo cigano, conta que viajou pouco. Seu pai possuía terras e, depois do casamento, ela e o marido passaram a viver próximos da família, criando raízes sem abandonar a identidade Calon.

Ao longo da vida, trabalhou como vendedora, comercializando enxovais e outros produtos. Sempre reforça, porém, que acima de qualquer ocupação, o que nunca abandonou foi o orgulho de ser cigana. “Nunca neguei”, afirma, dizendo que gosta de sua origem. 

A família aparece como o maior valor em sua vida. Nerana teve três filhos, já falecidos, e fala deles com amor. Hoje, encontra continuidade nos cinco netos e nos dois bisnetos, Laura e Benjamin. 

Nerana é também uma guardiã da língua chibe. Ela conta que ensinou os filhos a falarem e que continua ensinando os netos e bisnetos, porque acredita que a tradição não pode desaparecer. Para ela, preservar a língua chibe é também preservar a identidade cigana.

Sua história é marcada pela saudade das pessoas queridas que perdeu ao longo da vida, mas também pela firmeza com que sustenta sua memória e pertencimento. Ao falar de si, Nerana ressalta: é cigana, sente orgulho disso e deseja que as próximas gerações continuem carregando essa herança.

TEXTO: LIVIA FREIRE
FOTOS: MARIA CLARA AQUINO E KAREN FERREIRA



quinta-feira, 21 de maio de 2026

Ancestralidade Viva: Maria Auxiliadora Alves de Anicézio - O Tempo que a Gente é!

 

Moradora de Cuiabá, Dora é um dos esteios da comunidade Calon no município. Foto: Jeomara Viegas

A primeira homenageada da campanha Ancestralidade Viva: o tempo que a gente é, neste #MaioCigano, é dona Auxiliadora Alves de Anicézio, ou simplesmente Dora, como é chamada carinhosamente por toda família.

Filha de mãe gadjin (mulher não-cigana em Chibe, a língua dos Calon) e pai cigano Calon, Dora nasceu em Roraima e viveu uma infância itinerante, viajando a cavalo por diferentes cidades até chegar em Mato Grosso.

Em Guiratinga, construiu sua vida ao lado do marido, Arcelino Avelino, com quem está há mais de cinquenta anos. Juntos tiveram quatro filhos: Eliezer, guardado com amor em sua memória, além de Eliane, Edézio e Edilson, dos quais fala com muito orgulho. A família cresceu com netos e bisnetos, sendo unida e presente em sua vida.

Mesmo tendo sido semianalfabeta durante grande parte da vida, Dora concluiu os estudos e com 35 anos, formou-se em Biblioteconomia e se dedicou ao trabalho até se aposentar!

Hoje, em Cuiabá, mantém uma rotina dedicada à família, à igreja e à convivência com a comunidade. Para ela, o povo cigano é alegre, acolhedor e unido, acostumado a repartir o que possui. Ela também valoriza  e ressalta a força das mulheres ciganas.

A campanha Ancestralidade Viva integra o projeto guarda-chuva "Maio Cigano - VI Encontro de Cultura Cigana de MT", realizado pela AEEC-MT, por meio de patrocínio da Secretaria de Estado de Cultura, Esportes e Lazer de Mato Grosso (Secel/MT) e o Ministério da Igualdade Racial (MIR) / PNUD.

Conheça mais sobre a história da Dora assistindo ao vídeo da campanha no Insta da AEEC-MT: https://www.instagram.com/p/DYedVzWyWT2/

Viva, Dora! Viva a Ancestralidade Viva: o tempo que a gente é!


quinta-feira, 14 de maio de 2026

Cuiabá e Tangará recebem produções fotográficas e audiovisuais sobre a cultura cigana

 
Com entrada gratuita, a programação ocorre às sextas-feiras de maio (15, 22 e 29), das 16h às 21h, no Ateliê Kaiardon, em Cuiabá, e no Centro Cultural Pedro Alberto Tayano, em Tangará. Foto: Tami Lage

Por Andréa Haddad/Amanda Zanata* | Secel/MT - 14 de Maio de 2026 às 17:39

Produções fotográficas e audiovisuais da cultiva cigana são apresentadas na Mostra Calon Lachon e na Exposição Diquela, no Centro de Cuiabá, durante o VI Encontro de Cultura Cigana de Mato Grosso, contemplado pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), no edital Pontos de Cultura – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab). Com entrada gratuita, a programação ocorre às sextas-feiras de maio (15, 22 e 29), das 16h às 21h, no Ateliê Kaiardon.

A programação reúne a Mostra Calon Lachon, com exibição de curtas e longas-metragens produzidos por povos ciganos, além da Exposição Diquela, formada por registros fotográficos de comunidades ciganas do Brasil, especialmente ligadas ao tronco étnico Calon.

Foto: Tami Lage.

Esta é a quarta edição do projeto, que surgiu para registrar, por meio de vídeos, fotografias, áudios e documentos escritos, histórias e tradições das comunidades ciganas, contadas por elas mesmas, além de ampliar a circulação das produções audiovisuais.

Já a Exposição Diquela apresenta obras produzidas pelas fotógrafas Karen Ferreira, Maria Clara Aquino e Ju Queiroz. As imagens retratam elementos culturais e o cotidiano de comunidades ciganas brasileiras, especialmente do povo Calon. O nome da exposição vem da língua Chibe e pode ser traduzido como “Veja”.

“A escolha por este nome para representar a exposição se deu justamente para que quem não é cigano ‘veja’ que existem pessoas e comunidades ciganas circulando e vivendo em Mato Grosso há quase 100 anos”, explica o curador da exposição, Aluízio de Azevedo.

Além de Cuiabá, a Exposição Diquela também pode ser visitada em Tangará da Serra, no Centro Cultural Pedro Alberto Tayano, das 8h às 17h.

Jaque Roque prestigiou a abertura da exposição Diquela, no último dia 05 de maio. Foto: Tami Lage.

Confira abaixo todos os detalhes da programação completa:

EXPOSIÇÃO DIQUELA - CUIABÁ

Quando: Dias 15, 22 e 29 (sextas).

Onde: Ateliê Kaiardon (Centro de Cuiabá, Rua Engenheiro Ricardo Franco, 427)

Horário: 16h às 21h

EXPOSIÇÃO DIQUELA - TANGARÁ DA SERRA

Onde: Centro Cultural Pedro Alberto Tayano

Horário comercial: 08h às 17h

PROGRAMAÇÃO MOSTRA CALON LACHON – CUIABÁ

15 de maio (sexta-feira)

19h30 – Exibição do curta Tarabatara (2007, 23’), direção de Júlia Zakia

19h50 – Exibição do curta Adeus Calon (2022, 20’), direção de João Borges

20h10 - Exibição dos primeiros cortes dos episódios da série Calon Lachon (2026, 26’), direção de Aluízio de Azevedo

22 de maio (sexta-feira)

19h30 – Exibição do longa Rio Cigano (2012, 1h19), direção de Júlia Zakia

29 de maio (sexta-feira)

19h30 – Exibição do curta Fernanda (2025, 12’), direção de Rodrigo Zaiden e Aluízio de Azevedo

19h45 – Exibição do curta Luzia (2025, 12’), direção de Rodrigo Zaiden e Aluízio de Azevedo

20h – Exibição do curta Encontros e Cultura Cigana (2025, 14’), direção de Maria Clara Aquino

*Sob supervisão de Andréa Haddad

Disponível emhttps://www.secel.mt.gov.br/w/cuiab%C3%A1-e-tangar%C3%A1-da-serra-recebem-produ%C3%A7%C3%B5es-fotogr%C3%A1ficas-e-audiovisuais-sobre-a-cultura-cigana 

AEEC-MT apresenta várias fotos de arquivo. Foto: Tami Lage

terça-feira, 12 de maio de 2026

Mostra Calon Lachon e Exposição Diquela apresentam produções artísticas sobre a cultura cigana

Exibições gratuitas de produções audiovisuais ciganas e exposição fotográfica da comunidade Calon 

Fotografias e filmes sobre a cultura cigana movimentam o Ateliê Kaiardon, em Cuiabá, durante o VI Encontro de Cultura Cigana de Mato Grosso, evento anual da AEEC-MT criado para dar visibilidade às narrativas dos povos ciganos no estado. A programação gratuita apresenta a Mostra Calon Lachon, com exibição de curtas e longas-metragens ciganos, e a Exposição Diquela, com fotografias de comunidades ciganas, abertas ao público nas sextas-feiras de maio (15, 22 e 29), das 16h às 21h, no espaço localizado na Rua Engenheiro Ricardo Franco, 427, no centro da cidade. 

Esta é a 4ª edição do projeto Calon Lachon, que significa “Cigano Bom” na língua Romanó-Caló. Nasceu com o objetivo de registrar (vídeos, áudio, fotos, documentos escritos) a história e as tradições das comunidades ciganas contadas por elas mesmas e difundir os resultados audiovisuais. Durante os anos de execução, o projeto tem contribuído para o combate à invisibilização e ao anticiganismo, ao mesmo tempo que incentiva o olhar artístico e a presença de povos ciganos no cinema regional e nacional. 

Na Exposição Diquela, as obras foram produzidas por três fotógrafas: Karen Ferreira, Maria Clara Aquino e Ju Queiroz. Elas trazem a diversidade brasileira, além de elementos culturais marcantes dessa cultura, especialmente vinculada ao tronco étnico Calon. A palavra Diquela na língua da etnia Calon chamada Chibe, pode ser traduzida como “Veja”. 

“A escolha por este nome para representar a exposição se deu justamente para que quem não é cigano ‘veja’ que existem pessoas e comunidades ciganas circulando e vivendo em Mato Grosso há quase 100 anos”, explica o curador da exposição, Aluízio de Azevedo. 

A exposição também acontece em Tangará da Serra, no Centro Cultural Pedro Alberto Tayano, aberta das 08h às 17h. 

A Mostra Calon Lachon e a Exposição Diquela são alguns dos programas do VI Encontro de Cultura Cigana de Mato Grosso, principal ação da AEEC-MT, que desde 2017 trabalha para a valorização das culturas ciganas no estado, especialmente em Cuiabá, Tangará da Serra e Rondonópolis. A programação reúne diversas atividades culturais, formativas e políticas. O evento é realizado pela Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso (AEEC-MT), em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel/MT) e o Ministério da Igualdade Racial (MIR), com financiamento por meio da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). O projeto também conta com convênio direto da Secel/MT.

A iniciativa tem parceria com o Conselho Estadual de Direitos Humanos (CEDH/MT) e a Secretaria de Estado de Trabalho, Assistência Social e Cidadania (SETASC/MT), além do apoio do Conselho Estadual de Igualdade Racial (CEPIR/MT), da Prefeitura de Tangará da Serra e do Instituto Cultural das Etnias Ciganas em Mato Grosso.

EXPOSIÇÃO DIQUELA - CUIABÁ

Quando: Dias 15, 22 e 29 (sextas).

Onde: Ateliê Kaiardon (Centro de Cuiabá, Rua Engenheiro Ricardo Franco, 427)

Horário: 16h às 21h

EXPOSIÇÃO DIQUELA - TANGARÁ DA SERRA

Onde: Centro Cultural Pedro Alberto Tayano

Horário comercial: 08h às 17h

PROGRAMAÇÃO MOSTRA CALON LACHON – CUIABÁ

15 de maio (sexta-feira)
19h30 – Exibição do curta Tarabatara (2007, 23’), direção de Júlia Zakia
19h50 – Exibição do curta Adeus Calon (2022, 20’), direção de João Borges

20h10 - Exibição dos primeiros cortes dos episódios da série Calon Lachon (2026, 26’), direção de Aluízio de Azevedo

22 de maio (sexta-feira)
19h30 – Exibição do longa Rio Cigano (2012, 1h19), direção de Júlia Zakia

29 de maio (sexta-feira)
19h30 – Exibição do curta Fernanda (2025, 12’), direção de Rodrigo Zaiden e Aluízio de Azevedo
19h45 – Exibição do curta Luzia (2025, 12’), direção de Rodrigo Zaiden e Aluízio de Azevedo
20h – Exibição do curta Encontros e Cultura Cigana (2025, 14’), direção de Maria Clara Aquino


Texto: Lívia Freire
Fotos: Tami Lage