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sábado, 28 de fevereiro de 2026

Artista da AEEC integra exposição Frestas Trienal de Artes do Sesc Sorocaba

O Assessor para Ciência e Comunicação da AEEC-MT, Aluízio de Azevedo, é um dos 80 artistas convidados que integram a Frestas Trienal de Artes – Do Caminho um Rezo.

A vernissage de abertura da exposição, que é realizada pelo Sesc Sorocaba e ocorre por toda a unidade, ocorreu no último dia 27 de fevereiro (sexta-feira), com a participação de Aluízio.

Com curadoria de Naine Terena, Khadyg Fares e Luciara Ribeiro, a exposição reúne mais de 80 artistas e coletivos culturais nacionais e internacionais, que representam a diversidade étnica e regional brasileira, como indígenas, quilombolas, ciganos, LGBTs, povos tradicionais, entre outros periféricos.

Aluízio de Azevedo conta com cinco obras na exposição:

1 – João e Maria

2 – Bandeira Cigana Revisitada

3 – O Diplomata

4 – Totem de Mim LGBTQIAP Cigane

5 – Sem Título

Friestas abriu ao neste sábado (28/02) e prossegue até o mês de agosto. 

Os horários de visitação ocorrem de terças a sextas entre 9h e 21h30, aos sábados, de 10h às 20h e domingos e feriados, entre 10h e 18h30.

Saiba mais sobre Frestas do Caminho ao Rezo 

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segunda-feira, 11 de agosto de 2025

Filme Caminhos Ciganos volta ao circuito paulista em Agosto

Produção será exibida no dia 28/08, às 18h, no Lab_Arte da USP e dia 29/08, às 19h, na Doc Hub, por meio de uma parceria com a Associação Paulista de Cineastas (APACI).

O Filme Caminhos Ciganos (2024, 241’) volta de novo ao circuito paulista. Desta vez o audiovisual será exibido em dois locais na cidade.

No dia 28 de agosto será exibido às 18h, no Lab_Arte,  da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (Feusp).

A sessão também contará com a exibição do Media-metragem, Presente Cigano, de Gabriela Hess.

Após a sessão haverá uma mesa de debate sobre Igualdade Racial e os Riscos da Apropriação Cultural, mediada pela professora dra. Sabrina Paixão Brésio, da USP.

Já no dia 29 de agosto, a exibição de Caminhos Ciganos ocorrerá às 19h na Doc Hub, também em conjunto com o média Presente Cigano.

Da mesma forma, a exibição será seguida de debate com o mesmo tema. A Doc Hub está localizada à Rua Professor Frontino Guimarães, 302, Vila Mariana.

A programação com a temática cigana no dia 29 começa pela manhã, quando o diretor de Caminhos Ciganos, o pesquisador e Assessor para Ciência e Comunicação da AEEC-MT, Aluízio de Azevedo, participará da banca de defesa de mestrado de Gabriela Hess.

A banca tem início às 11h30 na Escola Superior de Arte Célia Helena. A dissertação tem o título “Nomadismo Interior” e orientação das professoras Gabriela Freire Alcofra e Luciana Gabanini.

 

sexta-feira, 23 de maio de 2025

Ancestralidade Viva: Wanderley da Rocha

 
Wanderley da Rocha é presidente da Associação Nacional das Etnias Ciganas (Anec-DF), proponente do projeto de lei que cria o Estatuto dos Povos Ciganos e atualmente tramita na câmara dos deputados

Wanderley da Rocha é cigano de etnia Calon, nascido em 22 de fevereiro de 1966, na cidade de Maceió, Alagoas.

Reconhecido por sua liderança e forte compromisso com os valores e tradições do seu povo, é uma figura respeitada dentro e fora da comunidade cigana.

Pai dedicado de Rosalina, Daiane, Tatiane, Tânia, Sara e Débora, tem uma família extensa e orgulhosa, com 17 netos e 5 bisnetos, sendo inspiração e referência para as novas gerações.

Líder do acampamento Nova Canaã, em Brasília, é um líder nato, desde os tempos em que ainda vivia itinerante, nos lombos dos cavalos, viajando entre vários Estados.

Seu exemplo de fé, sabedoria e resistência marca a trajetória de sua família e fortalece a identidade cultural do povo cigano Calon no Brasil.

Fundador e atual presidente da Associação Nacional das Etnias Ciganas (ANEC/DF), foi articulador e proponente do projeto de Lei que Cria o Estatuto dos Povos Ciganos no Senado Federal, de autoria do Senador Paulo Paim.

Wanderley é dono de uma oratória brilhante e apesar do pouco estudo formal, tem uma sabedoria inata do povo Calon e é mestre nas tradições ciganas, como a Chibe e o “Lage no Mui”.

Viva Wanderley! Viva a Ancestralidade Calon!

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sexta-feira, 7 de março de 2025

Descubra 11 filmes para conhecer melhor os povos ciganos

 

Produções apresentam tradições e costumes desse povo tradicional sem estereótipos. Foto: Juvenil Rodrigues Cunha, da comunidade Calon de Tangará da Serra (MT) - filme É Kalon - Olhares Ciganos (2011).

Por Leonardo Valle, Para o Portal da Claro

Ainda são poucos os filmes, séries e documentários sobre o povo cigano no cinema comercial, como analisa o artista e cineasta de origem cigana calón Aluízio de Azevedo.

“Quando aparecem, são com personagens atravessados por estereótipos. Como a fetichização de mulheres ciganas que leem a sorte como bruxas ou em um papel sensual. Ou como na série britânica Peaky Blinders (2013), em que os ciganos são retratados como parte de uma organização criminosa, como ladrões ou trapaceiros. Há ainda o estereótipo do cigano sujo, com piolho etc.”, analisa.

Em contrapartida, a produção de filmes realizados por diretores de ascendência cigana tem apresentado outras narrativas, como o argelino Tony Gatlif.

“A extensa filmografia de Gatlif apresenta a diversidade e as tradições do povo cigano com um olhar intimista e extremamente poético que só uma pessoa de dentro, que conhece a cultura, conseguiria transmitir”, destaca Azevedo.

Evitando generalizações

No Brasil, os principais grupos ciganos são os Rom, Sinti e Calon. Há ainda subgrupos, como Kalderash, Lovara e Matchuara (Rom) e Manouche (Sinti). E, mesmo dentro de um mesmo grupo, as tradições familiares podem variar.

Por esse motivo, ao assistir a um filme, documentário ou série sobre o povo cigano, Azevedo alerta para tomar cuidado com generalizações.

“Por exemplo, ao assistir ao reality show estadunidense Meu Grande Casamento Cigano (2012), é preciso ter em mente que se trata de uma família, de uma etnia, de um país e de uma classe social, que não representa toda a diversidade de ciganos no mundo”, contextualiza.  

“No Brasil, por exemplo, há uma grande parte da população cigana que não acessa nem saneamento básico, que é uma realidade de exclusão social diferente da que será vista neste produto, no qual as famílias retratadas são ricas”, compara.

A seguir, confira 11 filmes para conhecer o povo cigano.

Latcho Drom (1993)

O premiado filme de Tony Gatlif acompanha músicos e dançarinos ciganos itinerantes enquanto viajam pela Europa e partes da Ásia. “Ele conta a história dos povos ciganos por meio da música”, resume Azevedo,

DEBAIXO DAS LONAS tudo é mais bonito! (2022)

Dirigido pelo cineasta cigano calón Roy Rogeres Filho, o documentário aborda as tradições do povo cigano circense ao contar a história de Irisma Fernandes, irmã do diretor. Ela viveu itinerante, passando por mais de 20 circos. Após o assassinato de seu pai durante uma apresentação, ela assumiu a responsabilidade de transmitir as tradições ciganas e circenses para seus irmãos, filhos e netos.

Meu grande casamento cigano (2012)

Reality show com seis temporadas no qual ciganos dos Estados Unidos mostram seus costumes, trabalhos e casamentos.

OLHO A’DENTRO (2013)

Curta-metragem documental de Camila Camila que fala de cultura cigana por meio do olhar feminino. Filmado na comunidade cigana do município de Santo Antônio de Jesus, na Bahia.

Diva e as Calins de MT (2021)

Mestra da cultura mato-grossense, Maria Divina Cabral, a Diva

Cinco ciganas da etnia calón moradoras do Mato Grosso são retratadas em episódios específicos nesta série-documentário de Aluízio Azevedo. O público pode conhecer Mestre DivaTerezinha AlvesNilva RodriguesIrandi Rodrigues e Nerana Rodrigues Pereira.

O estrangeiro louco (1997)

Dirigido pelo cineasta cigano Tony Gatlif, conta a história de um jovem francês que viaja para a Romênia em busca de uma cantora cigana que ele ouviu em uma fita cassete e se envolve com a comunidade local.

O Tempo dos Ciganos (1988)

Filme do cineasta sérvio Emir Kusturica que mistura realismo mágico, música e crítica social.  Nele, um jovem cigano com poderes telecinéticos se envolve com o crime em busca de uma vida melhor.

É Kalon: Olhares Ciganos (2011)

Dirigido por Aluízio Azevedo, o documentário retrata a vida de um grupo calón, que percorre o Mato Grosso há mais de 80 anos.

Transylvania (2006)

No filme de Tony Gatlif, uma mulher grávida viaja com sua amiga Marie para a Romênia, em busca de seu namorado, que a rejeita. Em sua jornada, ela interage com a comunidade cigana.

Rio cigano (2013)

Da diretora Julia Zakia, conta a história de Kaia, uma jovem cigana que viaja por diferentes mundos para resgatar sua amiga de infância. O filme, inspirado nas tradições da narrativa oral cigana, aborda questões contemporâneas, como vaidade e laços de amizade.

Terra de ciganos (2024)

O documentário de Naki Sidik percorreu dez mil quilômetros e gravou comunidades ciganas rom, sinti e calon dos estados de Minas Gerais, Paraíba, Alagoas, Bahia, Rio Grande do Norte e São Paulo.

Disponível em: https://www.institutoclaro.org.br/cidadania/nossas-novidades/reportagens/descubra-11-filmes-para-conhecer-melhor-o-povo-cigano/

sexta-feira, 10 de maio de 2024

Oficina de Chibe: Reavivando a Língua Calon

 

Exclusivo para comunidade cigana, evento reuniu 50 pessoas em Tangará da Serra para fomentar a conservação do Romanó-Kaló, mais conhecida no Brasil como Chibe

O último dia 11 de maio (sábado) foi uma data muito especial para a comunidade cigana que reside no município de Tangará da Serra (localizado a 240 km de Cuiabá). Na ocasião, cerca de 50 pessoas pertencentes ao tronco étnico Calon participaram da Oficina de Chibe: Reavivando a Língua Calon.


Realizado pela Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso (AEEC-MT), o evento é uma das atividades que integram a programação do IV Encontro de Cultura Cigna de Mato Grosso. Exclusiva para pessoas ciganas, a oficina foi um dos projetos selecionados na categoria Povos Ciganos do Edital Viver Cultura 2022, da Secretaria de Estado de Cultura, Esportes e Lazer de Mato Grosso (Secel-MT).


Denominada “Romanon” ou “Romanó-kaló”, a Chibe, como é mais conhecida entre os ciganos do tronco étnico Calon, é um dos principais traços culturais deste tronco étnico cigano. Ela serve tanto como demarcador cultural de autoidentidade e forma de reconhecimento entre as etnias distintas (as outras duas são os Rom e os Sinti), pois cada qual tem sua língua própria; quanto como uma forma de proteção e segurança frente às pessoas não-ciganas.


De acordo com a coordenadora geral do projeto, Adriana Rodrigues, a oficina é uma iniciativa inédita no Brasil e visou promover e fortalecer as lideranças ciganas anciãs, incluídas no projeto como mestres da cultura cigana, por manterem a língua romanó-kaló, com isso fortalecendo também os saberes tradicionais Calons, garantindo a conservação desta forma única de conceber e representar o mundo.


Adriana coordenou a organização da Oficina de Chibe


“A oficina mirou na valorização da identidade e cultura ciganas, nossos modos de ver e viver a vida, junto aos jovens de todos os gêneros, despertando o orgulho e a autoestima Calon. Promovemos um encontro e um intercâmbio intergeracional entre jovens e os mais velhos e mais velhas ciganas, após um período pandêmico que obrigou às medidas do isolamento social”, destaca Adriana.


Conceito e programação 


A diretora de programação da oficina de Chibe, Aldi Rodrigues, explicou que além de uma programação diversificada, que incluiu materiais didáticos e pedagógicos criados exclusivamente para a oficina, pensando a lógica de pensamento da Chibe e da identidade cultural Calon. O encontro contou com dinâmicas, que valorizam os modos de vida ciganos, saberes, práticas, memórias, narrativas e mitologias próprias.


A Diretora de programação Aldi Rodrigues

“Acreditamos que o retorno à ancestralidade é um componente importante para a formação humana, especialmente, para crianças, adolescentes e jovens. Conhecer o passado é importante para situar-nos no mundo de hoje e pensar um imaginário com possibilidades de futuro que incluam socialmente as pessoas ciganas, nos reconhecendo plenamente, de maneira a desconstruir as visões estereotipadas e racistas”, pondera Aldi.


A parte conceitual da oficina foi toda construída em conjunto com os participantes, respeitando o direito de autorrepresentação. A exclusividade desta ação de valorização da Chibe somente ao público cigano, por exemplo, respeita a regra e o desejo dos anciãos Calon de que não pode ser ensinada aos não ciganos.


Conforme explica a coordenadora pedagógica do projeto, Eunice Alves, a iniciativa para a realização da oficina “surgiu através da constatação que a grande maioria dos adultos e Jovens da comunidade não ter conhecimento da Chibe.  Havendo assim a necessidade de preservação”. 



A pedagoga Eunice Rodrigues coordenou a execução pedagógica do evento


Segundo Eunice, a oficina é uma estratégia pedagógica que teve o objetivo de trazer conceitos básicos. “Comunidades tradicionais possuem uma identidade linguística própria e essa oficina é o início para o resgate e preservação da Chibe. Sabemos que a língua é um elemento fundamental na manutenção da identidade da nossa comunidade”. “A expectativa é que crianças aprendam a língua dos nossos ancestrais com seus pais e avós, que sintam orgulho, que elas mantenham sua identidade linguística através da transmissão oral preservando sua cultura”, analisa.


Para Eunice, o constante ataque às identidades e culturas ciganas, que passam por estratégias como padronização cultural ou estereotipação, foram fatores que influenciaram na desvalorização do ser cigano e suas características culturais. Assim, “a oficina cumpriu uma dupla função, a valorização das lideranças anciãs e seus saberes, bem como a renovação da Chibe entre a geração mais jovem”. 


Na opinião da produtora do evento, Simone Carla Rodrigues Oliveira, a realização da oficina é importante “para não deixar a nossa cultura morrer, porque com tanto preconceito que há entre os povos, que a gente meio que vai deixando de viver a nossa vida de cigano e vivendo a vida das pessoas não-ciganas e a gente esquece um pouco de falar a nossa língua. No tempo dos nossos pais, a Chibe era mais usada, já no nosso não é tão usado, então, para não deixá-la esquecida no passado, para que os meus filhos e netos possam aprender”.

Simone Carla Rodrigues produziu a Oficina de Chibe

“Os resultados que eu queria, é que as pessoas não ciganas nos veem com outros olhos, porque o povo cigano só é visto com olho ruim. Se a gente for pegar filmes, novelas, sempre mostram a gente como bandidos, que roubam, gostaria que a nossa oficina mostrasse para a população que nós não somos ruins, não somos ladrões, pelo contrário, que nós somos trabalhadores, temos profissões e somos honestos”, conclui Simone.


Equipe Cigana


A oficina teve uma equipe de coordenação e a maioria dos cargos de execução do projeto é composta por profissionais de origem Calon. Além de Adriana, Aldi, Eunice e Simone, integram a equipe o Assessor para Ciência e Comunicação da AEEC-MT, Aluízio de Azevedo e o Diretor de Arte e Cultura da instituição, Rodrigo Zaiden.


A oficina contou com a participação especial de 15 anciãs e anciãos ciganos que residem em Tangará da Serra, incluindo Estroécio Rodrigues Cunha, mais conhecido como os tios Anésio, Alvone, Luzia, Nerana, Maria, Leida, Toesse, Orceni, Daniel, Egídio, Irandi, Aluízio, Coraci, Cida, Olga e Terezinha que comandaram as atividades. 


IV Encontro de Cultura Cigana de MT


Uma realização da AEEC-MT, o evento integra uma série de programações paralelas, tendo em vista marcar as comemorações do Dia Nacional dos Povos Ciganos, que se comemora a 24 de maio. Além da Oficina de Chibe, o II Encontro de Mulheres Ciganas de MT e o lançamento da minissérie Luzia e As Calins do Cerrado, que ocorrem em Cuiabá no dia 25 de maio, também integram o IV Encontro. Além disso, a AEEC-MT iniciou em 01 de maio uma campanha virtual de valorização dos povos ciganos e em breve lançará nas ruas de Cuiabá a Exposição Diquela, com lambes trazendo fotografias e artes envolvendo comunidades ciganas.



Aluízio de Azevedo, Assessor de Comunicação

Fotos: Ju Queiroz e Arquivos AEEC-MT


Ficha Técnica


Realização - Secretaria de Estado de Cultura, Esportes e Lazer de MT (Secel-MT)

Proponente - Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso (AEEC-MT)

Coordenação Geral – Adriana Rodrigues Angola e Aluízio de Azevedo

Coordenação Pedagógica – Eunice Alves

Direção de Programação – Aldi Rodrigues

Direção de Produção – Simone Carla Rodrigues Oliveira

Direção de Arte – Rodrigo Zaiden

Consultoria Pedagógica e Assessoria de Comunicação e imprensa – Aluízio de Azevedo

Produção Executiva – Adriana Rodrigues Angola, Fernanda Caiado e Rosana Cruz

Identidade Visual e layout – Tamii e Rodrigo Zaiden

Designer Gráfico – Rodrigo Zaiden e Tamii

Videomaker – João Aquino


Anciãos Ciganos em Tangará da Serra Mestres da Chibe

Adevair Rodrigues Cunha

Aluízio Azevedo Silva

Alvone Rodrigues Cunha

Anésio Divino Rodrigues Cunha

Coraci Rodrigues Cunha de Carvalho

Daniel Carlos Angola

Egídio Luiz Teston

Estroécio Rodrigues Cunha

Irandi Rodrigues Silva

Leida Alves Cunha

Luzia Laceni de Jesus, RG 550 267 

Maria Aparecida Alves Rodrigues

Maria Barbosa Cunha

Orceni Rodrigues Angola

Venelci Rodrigues de Souza

Venerana Cunha Pereira


Outras Informações: (65) 99911-3473

Aluízio de Azevedo, Assessor para Ciência e Comunicação da AEEC-MT









terça-feira, 29 de agosto de 2023

III Encontro de Cultura Cigana de Mato Grosso 2023

AEEC-MT completa seis anos de fundação e prepara comemoração em Rondonópolis, Tangará da Serra e Cuiabá

A Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso (AEEC-MT) completa no próximo dia 17 de outubro seis anos de fundação. Para comemorar a data, a diretoria da organização realiza uma série de eventos que ocorrem em Rondonópolis, cidade com maior concentração de pessoas ciganas no Estado, cerca de 200.

As atividades integram o projeto III Encontro de Cultura Cigana de Mato Grosso 2023 e ocorrem entre os dias 04, 05 e 06 de setembro.  A programação na cidade começa nos dias 04 e 05 de setembro com a realização da oficicina da Plataforma de Territórios Tradicionais  - segmento Povos Ciganos.

A plataforma é um projeto do Ministério Público Federal (MPF) executado em parceria com o Conselho Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais (CNPCT), a Rede de PCTs e a empresa de cooperação alemã GIZ Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit.

Na noite do dia 05 de setembro, às 19h30, a comunidade cigana de Rondonópolis e convidados poderão conferir a exibição do Filme Caminhos Ciganos, seguido de confraternização.

Dirigido pelo cineasta cigano, Aluízio de Azevedo e patrocinado pela Secretaria de Estado de Cultura, Esportes e Lazer de Mato Grosso (Secel-MT), a obra transita por comunidades ciganas de Brasil, Portugal e França, incluindo lideranças romani de Tangará da Serra, Cuiabá e Rondonópolis.

Já em 06 de setembro, a AEEC-MT realizará a sua Assembleia Geral Ordinária, a ocorrer no Acampamento Kalon instalado na cidade. Na ocasião, a diretoria atual fará uma prestação de contas do último mandato. Também haverá o ingresso de novos membros, assim como as eleições para a nova diretoria.

A última etapa do Encontro de Cultura Cigana de MT 2023 ocorrerá no dia 09 de setembro, com o lançamento do Filme Caminhos Ciganos na Praça da Mandioca, em Cuiabá. Na programação da Capital, haverá também uma confraternização com os participantes da exibição.

Este é o terceiro grande encontro de cultura cigana realizado pela AEEC-MT. O primeiro ocorreu em 2017, quando houve a fundação da associação. O segundo em 2021, ocorreu de forma online, quando foi eleita a atual diretoria. 

Saiba mais sobre as ações da AEEC-MT acompanhando nossos canais nas redes.

Assessoria para Ciência e Comunicação da AEEC-MT

Para mais informações: (65) 99911-3473 e aeecmt@gmail.com

sexta-feira, 30 de junho de 2023

É kalon Olhares Ciganos alcança 100 mil acessos

O filme media mestragem, É Kalon – Olhares Ciganos (2011, 35'), bateu os 100 mil acessos no YouTube.

Primeiro registro audiovisual que traz a comunidade cigana mato-grossense, o trabalho é patrocinado pelo Fundo Estadual de Cultura de MT, via Secretaria de Estado de Cultura.

Dirigido por Aluízio de Azevedo e com produção de Irandi Rodrigues Silva, a obra contou com a consultoria de Glória Albuês e Cícero Garcia.



Sinopse:

A saga dos ciganos, considerados um das nações mais exóticas do mundo, devido ao misterioso universo cultural, é tocada nesta obra o ao mostrar a vida e o cotidiano de um grupo Kalon, formado por cerca de 200 pessoas, que vivem e percorrem o Estado de Mato Grosso há mais de 80 anos. Fé, valores, conhecimentos e maneira de viver são os fios condutores do vídeo, aspectos enfocados pelos próprios membros do grupo. O objetivo foi mostrar como enxergam as passagens da vida em seus rituais, além de contos e mitos, mesclando-os com as interpretações e vivências da vida cotidiana atual, que se faz mestiça.

Ficha Técnica

Ano: 2010/2011

Direção, Roteiro e pesquisa: Aluízio de Azevedo Silva Júnior

Produção Executiva: Irandi Rodrigues Silva

Produção: Aluízio de Azevedo Silva

Direção de Arte: Duflair M. Barradas

Direção de Fotografia: Duflair M. Barradas e Odenir

Consultoria de Arte e edição: Glória Albuês e Cícero Garcia

Edição e Montagem: Gisela M. Barradas e Aluízio de Azevedo Silva Júnior


sábado, 24 de junho de 2023

AEEC-MT é aprovada no programa Move MT da Oi Futuro e Secel

Projeto é para criação de núcleo de artes cênicas do Grupo de Danças Tradição Cigana de Rondonópolis 

A Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso (AEEC-MT) foi uma das 20 instituições/projetos aprovadas na 2ª edição do Projeto de Aceleração de Negócios Criativos, de Inovação e/ou Impacto Sociocultural de Mato Grosso – MOVE_MT 2. 

Desenvolvido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esportes e Lazer de Mato Grosso (Secel-MT), em parceria com a Oi Futuro, nesta segunda edição o Programa ofertará mentoria para a AEEC-MT com o objetivo de implementação do Núcleo de Artes Cênicas Tradição Cigana, em Rondonópolis. 


Duas representantes do grupo de Danças Tradição Ciganas e o Diretor de Arte e Cultura da AEEC-MT participarão das mentorias oferecidas pela Oi Futuro. A ideia é que durante a mentoria, a organização consiga melhorar em ao menos três aspectos: 

1) Formação em gestão e produção cultural, especialmente na captação de recursos e prestação de contas dos quadros da associação, para que consigam alçar voos mais altos, como a busca por acesso a recursos, eventos e outras atividades próprias das culturas e populações tradicionais dos povos ciganos; 

2) Mentoria para a institucionalização e profissionalização do grupo de Danças Tradição Cigana, por meio da implementação de um projeto que visa a criação de um núcleo de Artes Cênicas voltado para as pessoas integrantes do grupo;

3) Possibilidade de financiamento para que este núcleo possa desenvolver atividades como oficinas de introdução às artes cênicas, teatro e dança, figurino e corte e costura, bem como outras funções e processos básicos para a montagem de um espetáculo de dança que passará a compor o repertório do grupo; confecção de indumentárias apropriadas para as danças desenvolvidas; recursos para aluguel de um espaço e transporte dos participantes para as atividades presenciais do curso. 


As atividades do projeto terão como referência primária as indumentárias tradicionais, inserindo o toque da moda, enriquecerá a parte estrutural do grupo, que passará a contar com um figurino pensado para suas apresentações. 

Ao participar de toda a mentoria, que durará seis meses, começando a partir de setembro de 2023, as cinco melhores iniciativas, das 20 selecionadas pelo Move-MT, após passar por uma banca realizada pela Oi Futuro, receberão um prêmio no valor de R$ 70.000,00 cada. Todas as 20 iniciativas, incluindo a AEEC-MT, receberá pela participação na mentoria e defesa do projeto, no terceiro mês de sua execução, um valor simbólico de R$ 2.860,00. 

O resultado pode ser conferido no site da Move_MT: https://oifuturo.org.br/editais/move_mt/ 

 Texto: Assessoria para Ciência e Comunicação da AEEC-MT

quarta-feira, 24 de maio de 2023

24 de Maio Dia Nacional dos Ciganos

Lu Ynaiah, cigana de etnia Rom Kalderash, comenta sobre o dia nacional dos ciganos


O dia 24 de Maio foi instituído como Dia Nacional do Cigano em 25 de Maio de 2006 pelo então Presidente Luiz Inácio Lula Da Silva. Em 2013, ocorreu o Brasil Cigano quando se discutiu Políticas de atendimento à População Cigana, mas quais foram as mudanças concretas desde então?

No Brasil afora, nos deparamos com situações discriminatórias dirigidas aos ciganos. Vários municípios da União têm a política de que os ciganos são bem-vindos, desde que, não seja em suas cidades; são considerados "gatunos", enganadores, etc.

É cantado em verso e prosa o quão bela é a cultura cigana. Obviamente, desde que atendam aos estereótipos e a imagem social que lhes foi atribuída: povo pacífico, com suas roupas coloridas, com seus violinos, ao redor da fogueira com suas belas mulheres a executar passos de dança.

Há que se saber que muitos ciganos se dedicam as artes da música e da dança como sobrevivência, assim como ao circo e outras modalidades artísticas. Mas nem todos os ciganos são profissionais da arte.

Muitos dedicam-se ao comércio, a fabricação de utensílios, muitos hoje estão "bem adaptados" a sociedade e passam desapercebido aos olhos dos não-ciganos. Porém, muitos existem, persistem, resistem e continuam a divulgar a cultura.

Também temos ciganos que sobrevivem em acampamentos e, neste caso, são os mais vulneráveis a discriminação, descaso, falta de políticas sociais; que vivem nas barracas muitas vezes sem saber se terão alguma comida no prato no dia seguinte.

Há que se valorizar todos esses que divulgam a Cultura; mas não podemos esquecer de forma alguma do segmento mais sofrido e temos o dever de seguir adiante buscando a garantia dos direitos básicos enquanto cidadãos brasileiros.

Infelizmente, além de todas essas dificuldades temos que lidar com a distorção e apropriação cultural. Neste Dia Nacional do Cigano deixarei meu abraço aos irmãos que: existem, insistem, persistem e resistem!

Texto: Lu Ynaiah

Foto: Arquivo Lu Ynaiah

terça-feira, 23 de maio de 2023

Entrevista Assessor para Ciência da AEEC-MT para Rádio Estrela FM

A reportagem foi ao ar nesta terça-feira (24 de maio)

Confira a entrevista exclusiva que o Assessor para Ciência e Comunicação da AEEC-MT, Aluízio de Azevedo, concedeu para a repórter Ana Paula Ziglio, do programa Rádio News, apresentado pelo jornalista Bruno Giannini, na Rádio Estrela FM (94,5 FM).

O programa, que teve como foco a presença dos povos ciganos no Brasil, pode ser conferido na íntegra no site da emissora, no link: www.estrelafm.net

Na entrevista, o cigano e pesquisador de etnia Calon, fala sobre vários assuntos relativos ao universo Romani.

Entre eles, as pautas e demandas dos povos Ciganos no século XXI e ressalta as diferenças étnicas entre os três principais grupos, os Calon, os Rom e os Sinti.

Na pauta, Aluízio, que também é jornalista, alerta para importância da visibilidade e da autorrepresentação para a quebra de preconceitos, estereótipos, discriminações; bem como o combate ao racismo estrutural que atinge essas populações.

Assessoria para Ciência e Comunicação da AEEC-MT