Mostrando postagens com marcador Povos e Comunidades Tradicionais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Povos e Comunidades Tradicionais. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 4 de agosto de 2026

Inscrições para formação de lideranças quilombolas e ciganas entram na reta final

Iniciativa oferece 70 vagas com bolsas mensais de mil reais. Foto: Walisson Braga

Publicado em 03/08/2026 17h44

Terminam, na próxima quinta-feira (6) as inscrições para dois cursos de aperfeiçoamento voltados à formação de lideranças quilombolas e ciganas. Juntos, os editais oferecem 70 vagas com bolsas mensais de mil reais para os participantes.

A iniciativa tem o objetivo de capacitar lideranças para atuar na gestão territorial, no controle social e na execução de políticas públicas de igualdade racial.

>> Acesse o edital

Capacitações – O Curso de Participação e Controle Social para Lideranças Ciganas é voltado a integrantes de povos e comunidades ciganas com atuação em organizações, associações, coletivos, grupos familiares ou acampamentos. A formação de caráter extensionista oferece 30 vagas com carga horária de 180 horas e duração de até dez meses.

Já o Curso de Aperfeiçoamento em Gestão Territorial e Ambiental Quilombola, vinculado à Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental Quilombola (PNGTAQ), disponibiliza 40 vagas para lideranças quilombolas e agentes comunitários indicados por suas organizações representativas. Com carga horária de 220 horas, o curso será desenvolvido ao longo de seis meses em regime de alternância, combinando atividades presenciais na universidade com ações desenvolvidas nos territórios.

Disponível em: https://www.gov.br/igualdaderacial/pt-br/assuntos/noticias/inscricoes-para-cursos-de-formacao-de-liderancas-quilombolas-e-cigana-entram-na-reta-final

quinta-feira, 12 de março de 2026

AEEC participa da 27a reunião do Conselho de Povos e Comunidades Tradicionais de MT

 
AEEC-MT representa os povos ciganos no Conselho

A presidente da AEEC-MT, Rosana Cristina Alves de Matos Cruz, participou nesta quarta e quinta (11 e 12 de março) da vigésima sétima reunião ordinária do Conselho Estadual de Povos e Comunidades Tradicionais de Mato Grosso (CEPCT-MT). 

Esta é a segunda reunião do conselho neste ano e a segunda em que Rosana, que é conselheira estadual do CEPCT-MT, participa representando os povos ciganos.

O encontro ocorreu no Hotel Mato Grosso Palace, no Centro de Cuiabá e contou com a presença de conselheiros representantes de vários segmentos da sociedade civil, como quilombolas, povos de terreiro, povos indígenas, reitireiros do Araguaia, ribeirinhos e pescadores, pantaneiros, entre outros.

A presidente da AEEC-MT, Rosana Cristina Alves de Matos Cruz, representa os povos ciganos no CEPCT/MT e participou da reunião.

A reunião contou com pautas importantes como: comendas de Honraria CEPCT, Informes sobre Editais de cultura que incluem PCTs, com a representante da Secel-MT, Keiko Okamura,  aplicação do protocolo contra o racismo e discussão do plano de engajemento dos PCTS junto ao programa REM.

Durante a reunião foi também retomada a discussão para realização da reuniões itinerantes do CEPCT/MT e Avaliação e encaminhamento do documento “Pedido de Providências” encaminhado pelos povos Pescadores da região de Cáceres.

#povosciganos #pcts #cepctmt #povostradicionais #matogrosso

Assessoria para Ciência e Comunicação da AEEC-MT



quarta-feira, 28 de maio de 2025

Vice Presidente da AEEC participa de oficina preparatória para COP30

Jéssika durante oficina voltada para a relação entre os Povos Tradicionais e as questões climáticas 

A vice-presidente da AEEC-MT, Jéssika Lorraynbe Cabral Lima Leme, participou nos últimos dias 27 e 28 de maio, da II Oficina Sobre Povos Tradicionais de Mato Grosso e Clima.

O evento ocorreu no hotel fazenda Mato Grosso, reunindo povos ciganos, quilombolas, de matriz africana, pantaneiros, indígenas, pescadores, entre outros segmentos.

Organizada pelo @ICV, a oficina tem como objetivo preparar representantes dos povos e comunidades tradicionais (PCTs) de Mato Grosso para a COP30, que ocorrerá em novembro, em Belém do Pará, no Brasil e é a maior conferência que debate as questões climáticas do mundo.

Jéssika é representante dos povos ciganos e da AEEC-MT no Conselho Estadual de Povos e Comunidades Tradicionais de MT (CEPCT/MT).

Durante a reunião ficou acordado que os PCTs de MT trabalharão seis eixos principais na COP30.

São eles: 1) territórios vivos, soberania popular e alimentar; 2) Reparação histórica, combate ao racismo ambiental; 3) transição justa, popular e inclusiva; 4) contra as opressões, pela democracia e pelo internacionalismo dos povos; 5) cidades justas e periferias urbanas vivas; e 6) Feminismo popular e resistências das mulheres nos territórios.

#povosciganos #ciganos #ciganas #cop30 #mt #pcts #povostradicionais #meioambiente #clima #natureza #Brasil #Calon #Rom #Sinti #Romah #Gypsy #gitanos

sexta-feira, 2 de maio de 2025

Conheça leis que garantem os direitos dos Ciganos no Brasil

Política nacional de saúde e Plano Nacional de Políticas Públicas para povos ciganos integram normativas que garantem os direitos dos Calon, Rom e Sinti

Durante séculos o Brasil somente praticou políticas violentas e de exclusão contra as pessoas ciganas. Foram executadas as mais diversas perseguições, com leis que proibiam as pessoas ciganas de falarem suas línguas, praticarem suas tradições e costumes. Construiu-se um imaginário preconceituoso e estereotipado e invisibilizou-se na história oficial as contribuições ciganas à sociedade brasileira.

Apesar disso, os povos ciganos resistiram e hoje estão vivendo em todos os estados brasileiros, a maior parte em situação de exclusão e desigualdades sociais, efeitos do anticiganismo – o racismo estrutural contra os povos ciganos. A situação, só foi mudar a partir da redemocratização do país, quando pode emergir um movimento social cigano no Brasil e a partir daí começaram a surgir as primeiras políticas públicas afirmativas em prol dos Calon, dos Rom e dos Sinti.

Entre essas políticas, destaca-se o Decreto Presidencial nº 12.128 de 01 de agosto de 2024, que “Institui o Plano Nacional de Políticas para Povos Ciganos”. O decreto é a última normativa publicada pelo estado brasileiro buscando a reparação história, o reconhecimento e a garantia de direitos às pessoas pertencentes as três etnias ciganas.

Mas também há outras importantes, a exemplo do Decreto 6.040 de 2007 que nos reconheceu como povos tradicionais brasileiros, a Portaria 4348 de 2018 do Ministério da Saúde que criou a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Povo Cigano/Romani.

Conheça abaixo as principais políticas que amparam e reconhecem os direitos dos povos Ciganos

Constituição Federal de 1988

A primeira grande e maior lei que nos ampara é a Constituição Federal de 1988, que em seu artigo 215: “O Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais”.

No inciso primeiro do mesmo artigo não cita propriamente os povos ciganos, mas informa que o estado deverá proteger os grupos participantes do processo civilizatório nacional, prevendo a valorização, proteção e salvaguarda das diversidades étnicas e culturais, além de prever a garantia do estabelecimento de datas nacionais, que foi o que subsidiou aquela que viria a ser a primeira normativa pró-cigana do Brasil, o que veremos a seguir.

Há outros artigos da CF que também amparam como o Art. 5 "Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade", sem distinção de raça ou etnia, cor, credo, orientação sexual, idade... 

Ministério Público Federal protege pessoas ciganas

A Lei Complementar 75/1993 - atribuiu ao MPF a proteção e a defesa dos interesses das minorias étnicas. Em 1994 o órgão cria a Câmara de Coordenação e Revisão dos Direitos das Comunidades Indígenas e Minorias e inclui as comunidades ciganas. A sexta câmara do MPF é a titular que defende os direitos dos povos ciganos. Qualquer denúncia de violação dos direitos humanos e violências contra os povos ciganos devem ser denunciados ao MPF, inclusive racismo, preconceito, discriminação e exclusão social.

Dia Nacional dos Ciganos: 24 de maio

Somente em 2006, no governo do ex e atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi criada a primeira política afirmativa reconhecendo e valorizando os povos ciganos para a cultura e a sociedade nacionais.

Neste ano, graças a atuação de alguns pioneiros ativistas do movimento cigano brasileiro, como os saudosos Mirian Stanescon (Rommi do Rio de Janeiro - RJ), Mio Vacite (Rom do Rio de Janeiro - RJ) e Claudio Iovanovich (Rom de Curitiba - PR), foi criado o Dia Nacional dos Ciganos, comemorado a 24 de maio, em homenagem ao dia de Santa Sara Kali, a padroeira dos ciganos.

De etnia Rom, Mirian Stanescon foi uma das pioneiras do ativismo cigano no Brasil. Mirian na foto com Santa Sara Kali e o presidente Lula. Dia Nacional foi escolhido em homenagem à Santa.

Ciganos Reconhecidos como Povos Tradicionais

No ano seguinte, em 2007, fomos reconhecidos pelo governo federal, por meio do Decreto Presidencial 6.040, como povos tradicionais brasileiros, ao lado de indígenas e quilombolas, portanto, com direitos garantidos, inclusive de salvaguarda do patrimônio cultural e imaterial, por meio de políticas afirmativas e reparatórias específicas.

Portaria dispensa ciganos de apresentar comprovante de endereço para atendimentos no SUS

Em 2011, o Ministério da Saúde publicou a Portaria 940, que regula o Cartão Nacional do SUS e em seu artigo 23, dispensa as pessoas ciganas em situação de itinerância de apresentar comprovante de endereço para serem atendidos nos serviços do sistema. Assim, é possível exigir que o atendimento ocorra em função da especificidade cultural das pessoas ciganas que têm a itinerância como um modo de vida e trabalho, mesmo, muitas vezes tendo fixado residência, continua as itinerâncias.

Recomendação do MPF regulariza inviolabilidade do lar nas barracas ciganas

Em 2013, o Ministério Público Federal, Procuradoria da República do Estado de Minas Gerais (MPF/MG), publicou a Recomendação nº 81, de 01 de agosto de 2013, abordando a questão da inviolabilidade dos domicílios das comunidades ciganas, especialmente suas tendas.

Nesse entendimento, as policias são obrigadas a reconhecer e a respeitar as tendas ciganas como verdadeiros lares, portanto, só podem ter acesso ao local com ordem judicial, como em qualquer outra habitação brasileira. Caso haja esse tipo de intimidação, é cabível denúncia ao MPF e os policiais podem ser processados. O MPF disponibiliza um link com formulário online para denúncia: https://contecomagente.mpf.mp.br/

Resolução do Conanda garante direitos às crianças e adolescentes ciganas

Em 10 de março de 2016, foi publicada a Resolução nº 181 do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente - parâmetros para interpretação dos direitos e adequação dos serviços relacionados ao atendimento da Crianças e dos Adolescentes pertencentes a Povos e Comunidades Tradicionais no Brasil.

Resolução 03 de 16 de maio de 2012 do Conselho Nacional de Educação,

Em 2012, mais especificamente no dia 16, o Conselho Nacional de Educação publicou a Resolução 03, que prevê o atendimento de pessoas ciganas itinerantes nas escolas públicas brasileiras. A resolução diz que as escolas devem se adaptar para atender à diversidade do estilo de vida itinerante de muitos grupos ciganos e inclusive em casos que não tenho comprovação escolar ou de transferência escolar.

Plano Nacional de Segurança Alimentar – 2017 traz metas para povos tradicionais

O Plano Nacional de Segurança Alimentar trouxe metas exclusivas para povos tradicionais, incluindo os povos ciganos. Muitas comunidades ciganas estão abaixo da linha da pobreza, vivendo em exclusão e miséria e são beneficiárias de programas como Cad único, Bolsa Família e recebimento de cestas básicas, entre outros.

Durante a pandemia, essa situação se agravou, devido a impossibilidade do trabalho com as vendas por conta do isolamento social e essa situação ainda tem reflexos negativos nos dias de hoje, aprofundando exclusão.

Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Povo Cigano/Romani garante direitos no SUS

Em 28 de dezembro de 2018, o Ministério da Saúde publicou a portaria 4348 criando a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Povo Cigano/Romani. O Art. 3º da portaria estabelece que a política “tem como objetivo geral promover a saúde integral do Povo Cigano/Romani, respeitando suas práticas, saberes e medicinas tradicionais, priorizando a redução e o combate à ciganofobia ou romafobia”.

A política estabelece responsabilidades para a União, os Estados e Municípios para fortalecer o atendimento das pessoas ciganas no SUS, inclusive, com a aplicação de recursos financeiros, como em seu Art. 2º, eixo VI “garantia da implementação da Política Nacional de Saúde Bucal para o Povo Cigano/Romani, com mais investimentos financeiros e de pessoal nos estados e municípios e propiciar a ampliação e implantação de Centros de Especialidades Odontológicas – CEO”.

Ministra do MIR, Anielle Franco, durante lançamento do Plano Nacional de Política para Povos Ciganos

Plano Nacional de Políticas Públicas para Ciganos

A última política afirmativa publicada pelo governo federal em prol dos Calon, dos Rom e dos Sinti, foi o Decreto presidencial nº 12.128 de 01 de agosto de 2024 - Plano Nacional de Políticas para Povos Ciganos e a Portaria do Ministério da Igualdade Racial (MIR) 194 de 04/11/2024, que Aprova ações e compromissos estratégicos do Plano Nacional de Políticas para Povos Ciganos para o período 2024 a 2027 e institui o seu Comitê Gestor.

As eleições do Comitê Gestor ocorreram e já temos 12 representantes/ativistas representando os povos ciganos no órgão, sendo seis homens e seis mulheres, garantida a representação das três etnias: Calon, Rom e Sinti.

Apesar de inúmeros avanços, o Plano e a portaria ainda são muito restritos (apenas quatro páginas tem o plano e a portaria 12 metas), com muitas ações que atendem demandas específicas e pontuais de algumas comunidades, mas poucas ações que alcancem a totalidade das necessidades e demandas necessárias.

Mas é um avanço e o documento reafirma aos Estados e Municípios a importância da inclusão social dos povos ciganos e o combate aos preconceitos e racismo seculares, além, é claro de valorizar e reconhecer as identidades, memórias, histórias, tradições, saberes e modos de vida das pessoas ciganas e suas construções e contribuições históricas à nação brasileira, uma vez que foram omitidas na história oficial.

Assessoria para Ciência e Comunicação da AEEC-MT 

sábado, 11 de janeiro de 2025

MPU publica edital com 152 vagas com cotas para Povos Tradicionais e Ciganos

 
Seleção vai preencher oportunidades para o cargo de Analista e Técnico. O processo seletivo está sendo organizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Por Redação g1 — São Paulo - 08/01/2025

O Ministério Público da União (MPU) divulgou, nesta quarta-feira (8), o edital com as regras para o novo concurso público. Estão sendo ofertadas 152 vagas, com remuneração inicial de até R$ 13,9 mil.

As oportunidades são de nível superior, para os cargos de Analista e Técnico em diferentes áreas. O processo seletivo está sendo organizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

A remuneração inicial para o cargo de Técnico é de R$ 8.529,65. Para Analista, de R$ 13.994,78. A jornada de trabalho dos aprovados é de 40 horas semanais. Do total de vagas a serem preenchidas, estão reservadas:

  • 20% para negros (pretos e pardos);
  • 10% aos candidatos com deficiência;
  • 10% para minorias étnico-raciais (população indígena, quilombolas, ciganos, povos/comunidades tradicionais).

Para o cargo de Analista, as oportunidades são para graduados em direito, biblioteconomia, comunicação social, desenvolvimento de sistemas, enfermagem, antropologia, arquitetura, biologia, contabilidade, economia, engenharia, entre outros.

Já para o Técnico, as funções se restringem às áreas de administração, enfermagem e polícia institucional.

O processo seletivo tem concorrência regional, isso significa que os candidatos precisarão informar o estado que estão concorrendo, conforme consta no ANEXO VII do edital.

A distribuição ficou da seguinte forma:

  • Analista de Direito: 1 vaga em cada capital do país e 30 para o Distrito Federal;
  • Analista Especializado: 1 vaga para o Distrito Federal em cada especialidade;
  • Técnico de Administração: 1 vaga em cada capital do país e 30 para o Distrito Federal;
  • Técnico de Enfermagem: 1 vaga para o Distrito Federal;
  • Técnico Polícia Institucional: 1 vaga para Acre, Amapá, Amazonas, Distrito Federal, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

As inscrições deverão ser feitas via internet, no período das 16h do dia 13 de janeiro até as 16h do dia 27 de fevereiro.

Os interessados devem acessar o site da Fundação Getulio Vargas (FGV). A taxa de inscrição varia conforme o cargo:

  • Analista: R$ 120;
  • Técnico: R$ 95.

Candidatos doadores de medula óssea em entidades reconhecidas pelo Ministério da Saúde e inscritos no CadÚnico podem solicitar isenção da taxa.

O processo seletivo terá as seguintes etapas:

  1. Prova Objetiva para todos os cargos, de caráter eliminatório e classificatório;
  2. Prova Discursiva, exceto para o cargo de Técnico do MPU/Polícia Institucional, de caráter eliminatório e classificatório;
  3. Teste de Aptidão Física apenas para o cargo de Técnico do MPU/Polícia Institucional, de caráter eliminatório;
  4. Avaliação Médica apenas para o cargo de Técnico do MPU/Polícia Institucional, de caráter eliminatório;
  5. Programa de Formação Profissional apenas para o cargo de Técnico do MPU/Polícia Institucional, de caráter eliminatório e classificatório;
  6. Procedimento de Heteroidentificação e Avaliação Biopsicossocial para aqueles que concorrerem, respectivamente, à reserva de vagas para candidatos negros/minorias étnico-raciais e para candidatos com deficiência.

As provas estão previstas para 4 de maio, em todas as capitais do país. Os participantes realizarão avaliações objetivas e discursivas, em turnos diferentes, de acordo com o cargo concorrido.

O prazo de validade do concurso é de dois anos, contados da data da publicação da homologação do resultado final, podendo ser prorrogado uma única vez, por igual período.

Quem tiver dúvidas, poderá ter informações referentes ao concurso por meio do telefone 0800-283-4628 ou do e-mail concursompu2025@fgv.br.

O participante deverá manter atualizados o endereço, e-mail e os contatos telefônicos com a FGV, enquanto estiver participando do concurso, até a data de divulgação do resultado final.

Cronograma do concurso 📆

  • Inscrições: 13 de janeiro até 27 de fevereiro
  • Solicitação para isenção da taxa de inscrição: 13 de janeiro até 15 de janeiro
  • Data limite de pagamento das inscrições: 28 de fevereiro
  • Aplicação das provas: 04 de maio

Disponível em: https://g1.globo.com/trabalho-e-carreira/concursos/noticia/2025/01/08/mpu-publica-edital-veja-como-participar.ghtml

domingo, 29 de dezembro de 2024

Feliz Ano Novo com justiça social e igualdade racial

Que em 2025, sigamos a nos fortalecer em prol do reconhecimento e salvaguarda das culturas, histórias, memórias, saberes e fazeres dos povos ciganos.

Ao nascer do novo ano continuemos a dar passos largos para superar todos os tipos de desigualdades sociais, étnicas, culturais e de gênero (machismo e LGBTfobia), além das barreiras do racismo estrutural, dos estereótipos, dos preconceitos e discriminações.

E assim também possamos caminhar para um futuro melhor, respeitando e conservando a natureza, os bichos, plantas e todos os seres vivos dessa terra mãe prezada que nos oportuniza o viver.

São os votos da Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso!

#anonovo #2025 #povosciganos #ciganos #gypsy #gitanos #Calon #Rom #Sinti #Romah #aeecmt #adeus2024 #ciganas #gitanas #mt #brasil #mundo

quinta-feira, 12 de dezembro de 2024

MIR realizará campanha de valorização das histórias e culturas dos povos ciganos

 

Ministra do MIR, Anielle Franco e presidente Lula

O governo federal, por meio do Ministério da Igualdade Racial (MIR), está produzindo uma campanha de comunicação de valorização da história e da cultura dos povos ciganos e de combate ao racismo histórico contra as pessoas pertencentes às etnias Calon, Rom e Sinti ou um de seus subgrupos.

Como título “Campanha Nacional de Promoção dos Direitos, Informação e Valorização das Histórias e das Culturas dos Povos Ciganos no Brasil”, a ação será formulada em parceria (Termo de Execução Descentralizado – TED) com a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB).

Está prevista a criação de um conjunto de cards para redes sociais, que incluem vídeos e fotos com lideranças ciganas. Além disso, será publicada uma cartilha com o Plano Nacional de Políticas Públicas para Povos Ciganos, publicado pelo MIR no último dia 02 de agosto.

Outra ação prevista será a realização de podcasts que contam as origens, as histórias, memórias, culturas e tradições dos povos ciganos. Ao final todas as peças e material serão disponibilizados num site criado específico também para a campanha.

Para desenvolver a campanha, que será publicada nas redes sociais e portal do MIR, foram transferidos para a UFRB um valor total de R$ 335.870,00. Para desenvolver a campanha a UFRB montou um grupo de pesquisa e trabalho composto por lideranças e profissionais ciganos para desenvolver a ação.

 

quarta-feira, 11 de dezembro de 2024

Governo lança programa para proteger pessoas LGBTQIA+ PCTs e inclui Povos Ciganos

Bem Viver+ se alinha com a expressão utilizada por povos originários

Agência Brasil, Publicado em 11/12/2024 - Rio de Janeiro

O governo federal lançou o Programa Bem Viver+ para enfrentar a violência e promover os direitos das pessoas LGBTQIA+ de áreas rurais e comunidades tradicionais.

portaria que instituiu o programa foi publicada nesta quarta-feira (11) no Diário Oficial da União (DOU), e assinada pelos ministérios dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), dos Povos Indígenas (MPI) e da Igualdade Racial (MIR). 

O programa integra a Estratégia Nacional de Enfrentamento à Violência contra Pessoas LGBTQIA+, instituída pelo MDHC.

O público-alvo do programa são pessoas LBGTQIA+ camponeses, agricultores familiares, assentados, ribeirinhos, caiçaras, extrativistas, pescadores, indígenas, quilombolas e ciganos que vivem em situações de violência de direitos humanos devido a sua identidade de gênero e orientação sexual.

“Em respeito aos povos indígenas e originários, queremos preservar os modos de vida, a solidariedade e a ciência que quilombolas, camponeses, agricultores familiares, assentados, ribeirinhos, caiçaras, extrativistas, pescadores, ciganas, entre tantas pessoas, têm a nos ensinar. Acredito, e é importante dizer, que temos muito menos a ensinar e mais a aprender com eles, nossos primeiros habitantes”, disse a ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, durante solenidade do Dia Internacional dos Direitos Humanos.

Bem Viver

Segundo o MDHC, o programa se alinha com a expressão utilizada por povos originários e estudiosos do tema. Bem Viver se refere aos modos de vida baseados em relações de solidariedade entre as pessoas, a natureza e o meio ambiente. Representa, ainda segundo o ministério, uma oportunidade de desenvolver, de forma coletiva, novas formas de organização e convivência no mundo. O Bem Viver+ busca transformar os territórios em espaços livres de LGBTQIAfobia.

Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2024-12/governo-lanca-programa-para-proteger-pessoas-lgbtqia-em-areas-rurais

quinta-feira, 28 de novembro de 2024

UEMG abre inscrições para o Vestibular 2025: reserva de vagas para ciganos

 

São mais de 8000 vagas para cursos presenciais de graduação de bacharelado e licenciatura, nas categorias de ampla concorrência, reserva de vagas e inclusão regional.

Vagas específicas para negros, indígenas, quilombolas, ciganos e outros egressos de escola pública que não se enquadrem na Inclusão Regional.

Por g1 Centro-Oeste de Minas — Divinópolis

27/11/2024 09h55  Atualizado há um dia

A Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) abre ao meio-dia desta quarta-feira (27) as inscrições para o Vestibular 2025.

Ao todo, são 4.811 vagas disponíveis, das quais 846 delas são para os campi de AbaetéCláudio e Divinópolis.

No Centro-Oeste de MG, as oportunidades são para cursos presenciais de graduação de bacharelado e licenciatura, nas categorias de ampla concorrência, reserva de vagas e inclusão regional. Veja mais abaixo os cursos disponíveis para as cidades da região.

Os interessados em concorrer a uma das vagas precisam se inscrever pelo site vestibular.uemg.br. O valor da taxa de inscrição é de R$ 40, que deve ser paga até o dia 27 de dezembro. Poderão solicitar a isenção do pagamento os candidatos de baixa renda ou que sejam egressos de escola pública.

Reserva de vagas e inclusão regional

Os candidatos interessados no Vestibular UEMG 2025 poderão disputar vagas em três categorias: reserva de vagas, inclusão regional e ampla concorrência.

O sistema de reserva de vagas, conhecido como Procan, é destinado a pessoas com deficiência e a candidatos que comprovem carência financeira e sejam egressos de escolas públicas.

Dentro dessa categoria, há subcategorias específicas para negros, indígenas, quilombolas, ciganos e outros egressos de escola pública que não se enquadrem na Inclusão Regional.

A categoria de Inclusão Regional oferece vagas para candidatos que tenham cursado todo o Ensino Médio em escolas públicas das redes federal, estadual ou municipal e que comprovem residência em Minas Gerais.

Os candidatos que não se qualificarem nas categorias anteriores poderão pagar a taxa de inscrição e participar da seleção pela ampla concorrência.

Detalhes sobre o cronograma, distribuição de vagas e documentos necessários estão disponíveis no edital. Em caso de dúvidas, os candidatos podem entrar em contato pelo telefone 0800 299 3232 ou pelo e-mail vestibularuemg@msconcursos.com.br.

Disponível em: https://g1.globo.com/mg/centro-oeste/noticia/2024/11/27/uemg-abre-inscricoes-para-o-vestibular-2025-com-mais-de-800-vagas-para-divinopolis-claudio-e-abaete.ghtml

quinta-feira, 12 de setembro de 2024

Com apoio do Estado ciganos, quilombolas e indígenas ingressam na universidade

10 estudantes de etnias ciganas Calon e Rom foram aprovados no processo seletivo, entre eles, a Calin de Rondonópolis, Andressa Rodrigues. Estudantes receberão bolsas integrais para realizar seus cursos de nível superior na instituição.

DA AEN

O Governo do Estado celebrou o ingresso no ensino superior de 60 candidatos quilombolas, indígenas e ciganos. Eles participaram, nesta quinta-feira (9), da 1ª Calourada da Diversidade, do Centro Universitário Internacional (Uninter), que oferta bolsas para este público, por meio de parceria com a Secretaria de Estado da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa, permitindo o ingresso na universidade.

O evento marcou, também, o início do Programa de Cotas da instituição, destinado a esses povos. Após as provas online, foram destinadas 50 bolsas para quilombolas e indígenas, e 20 bolsas, sendo 10 de graduação e 10 para a Educação de Jovens e Adultos (EJA), para a comunidade cigana das etnias Rom, Calon e Sinti.

A ação é em parceria com a Semipi, com a Associação de Preservação da Cultura Cigana (Apreci), a Confederação Brasileira Cigana e Coletivo das Mulheres Ciganas do Brasil (Comcib).

REPRESENTATIVIDADE – Lideranças quilombolas, indígenas e ciganas celebraram a possibilidade de mudanças nas suas realidades. Kretã Kaingang, cacique da Terra Indígena Tupã Nhe e Kretã e um dos fundadores da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil/Sul, disse que presenciou um momento diferente e especial. “Essa oportunidade de acesso marca um novo modelo de educação superior no Brasil para nós, povos indígenas, que é a EaD. A expectativa é que a cada ano os nossos jovens possam buscar cursos como esse e que não desistam”, relatou.

“O acolhimento por meio dessas bolsas de estudo ofertadas vem celebrar essa e muitas outras vitórias que virão, até mesmo para que o povo cigano consiga ocupar, realmente, o seu espaço de fala”, observou Nardi Casanova, cigana Calon e secretária-executiva nacional da Confederação Brasileira Cigana.

Para Benedito Florindo de Freitas Junior, quilombola de Adrianópolis, é um marco significativo para as comunidades tradicionais do Paraná. “A iniciativa é um passo crucial para a formação e melhoria da vida dos quilombolas, permitindo que eles próprios possam contar suas histórias e desenvolver projetos, como ter professores e profissionais na comunidade”, ressaltou. “A expectativa é que facilite a integração e a evolução dentro da sociedade globalizada, possibilitando a contribuição da cultura quilombola no contexto acadêmico”, disse.

DIVERSIDADE NA UNIVERSIDADE – O ingresso no ensino superior é um importante passo para realização dos sonhos dos alunos e a vontade de mudar o ambiente que os cercam. Aline de Souza de Castro, quilombola da comunidade Varzeão, no município de Doutor Ulysses, foi aprovada em Engenharia Agronômica e falou das expectativas.

“Escolhi esse curso porque na nossa região existe muita produção de poncã, pinus, etc. A parte de agricultura é muito forte e é necessário um profissional nessa área. Estão montando uma cooperativa na nossa comunidade, que atenderá em torno de 40 famílias que vivem lá”, explicou. “Tenho certeza que com a minha formação poderei contribuir de forma significativa”.

Para Lucas Stefanovich, cigano da etnia Rom, de Curitiba, aprovado em Tecnologia em Marketing, o curso vai proporcionar as ferramentas e o conhecimento necessários para fazer a diferença tanto na vida dele quanto na comunidade. “Ter uma graduação é algo que eu sempre vi como essencial, então essa oportunidade realmente expandiu meus horizontes. Essa conquista não é só pessoal, mas é um passo importante para devolver para a comunidade o aprendizado e o sucesso que a gente tanto quer obter”, ressaltou.

A secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa, Leandre Dal Ponte, celebrou o projeto. “É uma parceria pioneira entre o Governo do Estado e a Uninter, para implementar políticas públicas que visam transformar a vida das pessoas, especialmente das comunidades tradicionais do Paraná. A iniciativa cria oportunidades de acesso ao ensino superior para aqueles que historicamente tiveram menos possibilidades”, reforçou.

Leandre disse que o governador Ratinho JUnior estabeleceu uma Secretaria de Estado para apoiar essa política, e que a colaboração com a instituição de ensino é um passo crucial para potencializar e dar continuidade a esses esforços. “A expectativa é que essa parceria sirva de modelo para outras instituições e ajude a quitar uma dívida histórica com essas comunidades”, completou.

O pró-reitor da Uninter, Rodrigo Berté, destacou que esse processo seletivo é a evolução de uma parceria iniciada há dois anos entre a instituição e comunidades indígenas, que começou com um projeto de internacionalização envolvendo indígenas do Canadá e levou à identificação da necessidade de formar professores indígenas.

“A iniciativa expandiu para incluir quilombolas e ciganos, com a criação de um edital de bolsas de estudo integral para essas comunidades. A instituição enfatiza a importância de um olhar social e inclusivo, buscando democratizar o acesso ao ensino superior e apoiar a diversidade. A parceria com o Estado é positiva e está alinhada com o compromisso da Uninter com a inclusão e a socialização do conhecimento”, afirmou.

Disponível em: https://p1news.com.br/destaque/com-apoio-do-estado-ciganos-quilombolas-e-indigenas-ingressam-na-universidade/

quarta-feira, 14 de agosto de 2024

Culturas Tradicionais são incluídas na tipicidade da Lei Rouanet: categoria ciganos inserida

Mudança faz parte das estratégias do MinC para ampliar o fomento à cultura no Brasil

O Ministério da Cultura (MinC) incluiu a categoria Culturas Populares e Tradicionais na plataforma de cadastro e acompanhamento dos projetos culturais financiados com recursos da Lei Rouanet, o Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura (Salic). Na prática, os proponentes dessas manifestações culturais poderão cadastrar suas ações com maior precisão e identificar seu lugar em uma das principais ferramentas de fomento à cultura do Brasil.

Dentro da tipicidade Culturas Populares e Tradicionais, estão incluídas as seguintes tipologias: Andirobeiras; Apanhadores de Sempre-Vivas; Caatingueiros; Caiçaras; Castanheiras; Catadores de Mangaba; Ciganos; Cipozeiros; Extrativistas; Faxinalenses; Fundo e Fecho de Pasto; Geraizeiros; Ilhéus; Indígenas; Isqueiros; Morroquianos; Pantaneiros; Pescadores Artesanais; Piaçaveiros; Pomeranos; Povos de Terreiro; Quebradeiras de Coco Babaçu; Quilombolas; Retireiros; Seringueiros; Vazanteiros; e Veredeiros.

A alteração no nome permitirá ao MinC mapear todas as iniciativas de culturas populares e tradicionais registradas no Salic. As informações coletadas também serão utilizadas para a implementação da Política Nacional das Culturas Tradicionais e Populares. “Mestras, mestres, grupos, coletivos, instituições culturais, festividades das culturas tradicionais e populares de todo Brasil já podem se ver como parte da política pública de cultura. Essas mudanças são importantes para trazer maior visibilidade e compreensão da diversidade e riqueza das culturas tradicionais e populares presentes em nosso país”, avaliou Tião Soares, diretor de Culturas Populares e Tradicionais do MinC.

Desde 2023, a ministra da Cultura, Margareth Menezes tem promovido ações para ampliar o alcance da Rouanet. Uma das alterações foi a inclusão, no ano passado, de novas tipicidades que sejam mais conectadas com a realidade da produção cultural brasileira. Uma das categorias criadas foi a de Povos e Comunidades Tradicionais, que agora passa a se chamar Culturas Populares e Tradicionais, um conceito mais amplo e inclusivo. Essas iniciativas abrangem diversas comunidades, como indígenas, quilombolas, povos de terreiros, ciganos, caiçaras, castanheiras e ribeirinhos.

A mudança foi resultado de uma articulação entre a Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural (SCDC) e a Secretaria de Economia Criativa e Fomento Cultural (Sefic), ambas do Ministério da Cultura. "A inclusão dessa categoria significa o reconhecimento da importância cultural desses segmentos, contribui para o mapeamento dos grupos e principalmente para garantir a promoção dessas manifestações tão essenciais para a nossa identidade e diversidade cultural”, explica Márcia Rollemberg, secretária de Cidadania e Diversidade Cultural do MinC.

O secretário da Sefic, Henilton Menezes, destaca que, desde a inclusão do tema no Salic, no ano passado, já foram cadastrados 80 projetos nessa categoria, somando R$ 37,6 milhões (R$ 37.613.181,08) a serem captados. “Estamos constantemente implementando avanços no nosso sistema com objetivo de adequá-lo às dinâmicas da produção cultural brasileira, em toda sua diversidade”, aponta Henilton. “As alterações nos permitirão enxergar, com mais precisão, as formas que as demandas são apresentadas ao Ministério, o que promoverá uma maior possibilidade de atendimento".

Tipologias

Dentro da tipicidade Culturas Populares e Tradicionais, estão incluídas as seguintes tipologias: Andirobeiras; Apanhadores de Sempre-Vivas; Caatingueiros; Caiçaras; Castanheiras; Catadores de Mangaba; Ciganos; Cipozeiros; Extrativistas; Faxinalenses; Fundo e Fecho de Pasto; Geraizeiros; Ilhéus; Indígenas; Isqueiros; Morroquianos; Pantaneiros; Pescadores Artesanais; Piaçaveiros; Pomeranos; Povos de Terreiro; Quebradeiras de Coco Babaçu; Quilombolas; Retireiros; Seringueiros; Vazanteiros; e Veredeiros.

Henilton Menezes lembra que a lista poderá ser alterada para incluir outros segmentos que ainda não se sintam contemplados nessas definições. "O objetivo é que a Lei Rouanet represente toda a população brasileira, de todas as regiões e origens, por isso estamos em constante escuta da sociedade", acrescenta.

Definição

As Culturas Populares e Tradicionais englobam o conjunto de criações, expressas por um indivíduo ou grupos, que têm como referência as tradições, a preservação do legado cultural e o reconhecimento da identidade cultural e social das comunidades. Elas podem se utilizar de variadas linguagens artísticas, como o teatro, a música, a dança e as artes plásticas.

Entre as manifestações que têm origens nas tradições culturais estão, por exemplo, Folias de Reis, Congadas, Moçambiques, Fandango, Frevo, Afoxé, Maracatu, Capoeira, Jongo, Lambada, Xaxado, Catira, Ciranda, Maculelê, Forró, Cavalhada, Quadrilhas Juninas, Artesanato e Pinturas Corporais Indígenas. "Essas tradições são fundamentais para a cultura brasileira e merecem proteção e valorização", reforça Márcia Rollemberg.

Disponível em: https://www.gov.br/cultura/pt-br/assuntos/noticias/culturas-tradicionais-e-populares-tipicidade-e-incluida-no-sistema-da-lei-rouanet

terça-feira, 13 de agosto de 2024

Estado da Paraíba lança prêmio para povos ciganos, indígenas e quilombolas

Inscrições já estão abertas

Publicado: 13/08/2024 10h03, última modificação: 13/08/2024 10h06

Por Ascom Governo PB

Representantes dos povos indígenas, quilombolas e ciganos que habitam a Paraíba já podem se inscrever, a partir desta terça-feira (13), em um dos prêmios que estimulam as produções artísticas e culturais dessas comunidades. As inscrições para os prêmios Paraíba Indígena, Paraíba Quilombola e Paraíba Cigana seguem até às 18h do dia 30 de agosto e contemplam investimentos de R$ 2,4 milhões de recursos provenientes da Lei Aldir Blanc (Pnab) de Fomento à Cultura.

Os editais foram lançados, nessa segunda-feira (12), pelo Governo da Paraíba, por meio da Secretaria de Estado da Cultura da Paraíba (Secult-PB) e da Secretaria de Estado da Mulher e da Diversidade Humana. O lançamento realizado na Fundação Casa de José Américo, em João Pessoa, contou com a presença de indígenas Tabajara e Potiguara, de quilombolas de diversas comunidades paraibanas e de ciganos vindos principalmente do município de Sousa, no Sertão. Eles destacaram o trabalho de escuta e de diálogo que foi fortalecido ao longo dos últimos meses.

Esse ponto foi ressaltado por Pedro Santos, secretário de Estado da Cultura da Paraíba, que se disse feliz com o processo conjunto entre poder público e povos originários e tradicionais. “Nós dialogamos muito com os grupos étnicos da Paraíba e fizemos editais em consonância com o que eles almejavam. Esse é movimento que torna a Paraíba mais plural, mas democrática”, observou.

O secretário explicou ainda que os três editais foram pensados para serem premiações que vão contemplar as vivências de cada um em suas respectivas comunidades. “Não é sobre projetos, é sobre o reconhecimento de suas trajetórias enquanto indígenas, quilombolas e ciganos”, completou.

A gerente operacional de Mecanismos de Fomento da Secult-PB, Sofia Roque, explicou que nesses pouco mais de 15 dias de inscrições uma série de atividades para esclarecer dúvidas vai ser realizada para facilitar o acesso das populações às premiações. “A equipe da Secult-PB está à disposição para facilitar o acesso aos editais”, reforçou.

Sobre essa questão, Rejane Nóbrega, representante do Ministério da Cultura na Paraíba, salientou justamente a ação relevante da Secretaria em dar “subsídios para as pessoas que querem se inscrever”, enfatizando que “é preciso essa assistência estrutural”. Já Lídia Moura, secretária de Estado da Mulher e da Diversidade Humana, lembrou que os três editais estão em consonância com os esforços do Governo da Paraíba com o Plano de Igualdade Racial, que foi idealizado durante a gestão do governador João Azevêdo. “Com esses três prêmios, que se voltam para as populações indígenas, quilombolas e ciganas, estamos garantindo a efetividade desse plano”, comemorou.

Representando os povos Tabajara da Paraíba, o cacique Ednaldo dos Santos lembrou toda a história de luta dos indígenas no Brasil e salientou o processo de resistência que foi vivido ao longo dos séculos.

“Arrancaram os nossos cocares, nossos artefatos, mas não levaram a nossa alma. Muitos se foram, mas deixaram nossa memória oral. E sobrevivemos para estarmos hoje aqui”, declarou o cacique Tabajara.

Ele fez questão de lembrar também do processo de diálogo com a Secult-PB. “Quando a gente disse que a demanda da gente era diferente daquela que a Secretaria estava apresentando, eles nos ouviram”.

Já em nome dos povos Potiguara, quem falou foi a pajé Fátima, que enfatizou as artes produzidas pelos indígenas, ressaltando em especial o artesanato, que é parte da própria identidade indígena. Em tom descontraído, ela sentenciou: “Eu tenho um amor imenso pelo meu artesanato”.

Rayana Rodrigues dos Santos liderança do quilombo Guruji 1, na cidade de Conde, falou em nome de todas as comunidades quilombolas reconhecidas e em processo de reconhecimento na Paraíba e foi mais uma a destacar o diálogo com o poder público. “São editais para o povo. Foi gratificante termos sido escutados”.

Por fim, Maria Vanda de Oliveira, a Juma, falou pelos povos ciganos que habitam a Paraíba há tantas décadas, formando aquela que é a maior comunidade cigana da América Latina. “Nós somos um povo rico na dança, na cultura, nas artes. Historicamente fomos esquecidos, mas agora estamos sendo ouvidos”, resumiu.

Regras dos editais - Para cada um dos prêmios (Indígena, Quilombola e Cigano), vão ser investidos R$ 800 mil divididos em duas categorias. No perfil individual, vão ser 20 cotas de R$ 5 mil cada. Já no perfil coletivo, vão ser 35 cotas de R$ 20 mil cada. Cada um dos três prêmios possui editais e trâmites específicos e independentes, mas todos são regidos por regras semelhantes.

Para participar, os proponentes têm que comprovar que fazem parte do grupo étnico do qual se declaram parte através de documentação assinada por dois líderes da respectiva comunidade. É preciso também ter mais de 18 anos e ter atuação cultural de, no mínimo, dois anos na Paraíba.

Para o perfil individual, estão aptos para se inscrever artistas e agentes culturais que se identificam e são identificados como indígena, cigano ou quilombola. Já para perfil coletivo, são elegíveis organizações e grupos de cultura formados por pessoas que se identificam e são identificados como pertencentes a uma dessas comunidades. Nos três casos, as inscrições acontecem pela Plataforma Prosas e as seleções serão divididas em duas etapas: uma análise documental e uma análise de objetivo.

Na análise documental, de caráter eliminatório, será analisado se o proponente atende às condições indicadas nos respectivos editais. Já na análise de objeto, analistas independentes, de fora da Paraíba, vão verificar questões como atuação no segmento artístico, residência comprovada em território do grupo étnico do edital, participação em projetos, iniciativas e atividades de promoção e difusão do grupo étnico, apresentação em festivais e reconhecimento de seu trabalho por parte de sua comunidade étnica. Serão atribuídas notas de 0 a 10 e essa etapa é eliminatória e classificatória.

Disponível em: https://paraiba.pb.gov.br/noticias/governo-do-estado-lanca-premios-para-os-povos-indigenas-quilombolas-e-ciganos-da-paraiba-inscricoes-ja-estao-abertas

sexta-feira, 2 de agosto de 2024

Veja alguns Vídeos relacionados ao Holocausto Cigano

Acampamento de Ciganos Romani na Eslovênia

A Alemanha e seus aliados do Eixo invadiram a Iugoslávia em abril de 1941. Os alemães provavelmente fizeram este filme após ocuparem o sul da Eslovênia, logo em seguida ao armistício italiano em 1943. O filme foi encontrado nos arquivos da Ustasa (partido dos croatas fascistas) após a Segunda Guerra Mundial; ele mostra as terríveis condições de vida que os ciganos Romanis tiveram que enfrentar no norte da Iugoslávia ocupada pelos nazistas. Veja o vídeo em: https://encyclopedia.ushmm.org/content/pt-br/film/romani-gypsy-campsite-in-slovenia

 

Acampamento Cigano Romani perto de Berlim

Este filme mostra um acampamento de ciganos Romani perto de Berlim, na Alemanha, já no último ano da República de Weimar. Embora os romanis já enfrentassem perseguição na Alemanha antes da ascensão dos nazistas ao poder em 1933, os nazistas os consideravam inimigos raciais que deveriam ser identificados e mortos. Dezenas de milhares de romanis foram assassinados pelas Einsatzgruppen (unidades móveis de extermínio) no leste europeu ou então deportados para campos de extermínio na área da Polônia ocupada pelos alemães. Veja o vídeo em: https://encyclopedia.ushmm.org/content/pt-br/film/romani-gypsy-campsite-near-berlin

 

Crianças ciganas usadas em estudos raciais

Eva Justin era a assistente do Dr. Robert Ritter, o "especialista" em ciganos do Terceiro Reich. Ela estudava estas crianças como parte da sua dissertação sobre as características raciais daquele gruypo étnico. As crianças ficavam confinadas em St. Josefspflege, um orfanato Católico em Mulfingen, na Alemanha. Eva completou seus "estudos" logo após o final desta filmagem. As crianças foram deportadas para Auschwitz-Birkenau onde a maioria foi assassinada.

https://encyclopedia.ushmm.org/content/pt-br/film/romani-gypsy-children-used-in-racial-studies

 

Ciganos Romanis na Romênia

Cerca de um milhão de ciganos da etnia Romani viviam na Europa antes da Segunda Guerra Mundial. Sua maior comunidade – cerca de 300.000 pessoas – encontrava-se na Romênia. Este filme mostra uma comunidade romani em Moreni, uma pequena cidade a noroeste de Bucareste. Muitos romanis mantinham um estilo de vida nômade, e frequentemente trabalhavam como pequenos comerciantes, artesãos, vendedores, músicos ou eram obreiros temporários.

https://encyclopedia.ushmm.org/content/pt-br/film/roma-gypsies-in-romania

 

Ciganos trabalhando como escravizados

A foto mostra ciganos efetuando trabalho escravo para a construção de um campo de internação, provavelmente em Jasenovac, na Croácia, enquanto são policiados por fascistas croatas, membros da Ustase, e soldados alemães. A Ustase, foi aliada da Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial, e também teve seu próprio programa de extermínio, assassinando aproximadamente 50.000 ciganos na Iugoslávia.

https://encyclopedia.ushmm.org/content/pt-br/film/romani-gypsy-men-at-forced-labor

Material disponível em: https://www.ushmm.org/pt-BR