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terça-feira, 14 de outubro de 2025

UEMG abre inscrições de cursos EAD com cotas para ciganos e saiba como se inscrever

No total serão ofertadas 350 vagas para três cursos da instituição

Por Ana Magalhães13/10/2025 às 18h16

A Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg) publicou, nesta segunda-feira (13), o edital do Vestibular Uemg/EaD 2026. Ao todo, são oferecidas 350 vagas em três cursos da instituição, oferecidos na modalidade Ensino à Distância (EaD).

O processo contempla os cursos de Tecnologia em Gestão Pública Municipal, Tecnologia em Gestão Sustentável do Turismo e Bacharelado em Biblioteconomia.

Oferecida pela Unidade Acadêmica de Ibirité, o curso de Gestão Pública Municipal oferece 100 vagas distribuídas nos polos presenciais das cidades de Conselho Lafaiete, Durandé, Ibirité, Jaboticatubas e Três Marias, cada um com 20 vagas.

Já Gestão Sustentável do Turismo, oferecido pela Unidade Acadêmica de Carangola, também conta com 100 vagas. Serão 20vagas nos polos presenciais de Belo Horizonte, Cambuí, Carangola, Rio Pardo de Minas e São João del-Rei.

Para o curso de Biblioteconomia são oferecidas 150 vagas, oferecidas pela Unidade Acadêmica de Divinópolis e distribuídas entre os polos de apoio de Divinópolis, Ibirité, Poços de Caldas, Sabará e Salinas, com 30 vagas em cada um.

Como vai funcionar?

A seleção será feita de forma simplificada, por meio da avaliação curricular do Ensino Médio, de caráter classificatório e eliminatório, levando em conta as notas dos estudantes em Língua Portuguesa e Matemática.

O edital de seleção terá vagas pela Ampla concorrência, pelo Programa de Seleção de Reserva de Vagas da u(Procan), e pela Inclusão Regional. As informações sobre os critérios de cada categoria, incluindo documentação e cronogramas, podem ser conferidas neste link.

A taxa de inscrição deve ser paga até o dia 12 de dezembro. Os candidatos em condição de baixa renda ou egressos de escola pública podem solicitar a isenção entre os dias 10 e 24 de novembro.

Reserva de vagas

Das 350 vagas oferecidas, 50% serão destinadas a alunos optantes pela reserva de vagas, sendo 50% destinadas ao Procan e 5% à Inclusão Regional. Seis categorias são destinadas ao Procon:  24% para candidatos negros; 3% para quilombolas; 3% para indígenas; 2% para ciganos; 13% para quem cursou todo o ensino médio em escolas públicas; e 5% para pessoas com deficiência.

Exceto a última, todas as categorias exigem que o candidato tenha completado integralmente o ensino médio em escola pública e comprovem renda familiar bruta per capita de até um salário mínimo e meio. Também está prevista a reserva de vagas pela Inclusão Regional, destinada a quem reside em Minas Gerais e tenha cursado integralmente o ensino médio em instituições públicas sediadas no estado.

Com informações da Agência Minas

Disponível em: https://bhaz.com.br/noticias/minas-gerais/uemg-inscricoes-vestibular-cursos-ead-2026/

 

 

quarta-feira, 27 de agosto de 2025

UFGD abre inscrições para o Mestrado de Física com cotas para ciganos

 

A taxa de inscrição é de R$ 85,00 e o procedimento deve ser realizado exclusivamente on-line, pelo site da SBF: https://www1.fisica.org.br/mnpef/sistema.

A UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) está com inscrições abertas, de 25 de agosto a 24 de setembro de 2025, para o processo seletivo do Mestrado Nacional Profissional em Ensino de Física (MNPEF) – Turma 2026. O polo da UFGD oferece 9 vagas para ingresso no curso, que integra uma rede nacional coordenada pela Sociedade Brasileira de Física (SBF).

O MNPEF é um programa de pós-graduação stricto sensu, voltado exclusivamente a professores em exercício na Educação Básica que atuam no ensino de Física ou Ciências no nível fundamental e possuam diploma de graduação em Física (Licenciatura ou Bacharelado) ou áreas afins, além de estudantes em fase de conclusão desses cursos.

Do total de vagas oferecidas, 30% são reservadas para ações afirmativas, contemplando candidatos autodeclarados negros, quilombolas, ciganos, indígenas, pessoas trans e pessoas com deficiência. Os demais 70% destinam-se à ampla concorrência.

A taxa de inscrição é de R$ 85,00 e o procedimento deve ser realizado exclusivamente on-line, pelo site da SBF: https://www1.fisica.org.br/mnpef/sistema.

O processo seletivo será composto por duas etapas, variando de acordo com o grupo de inscrição. No Grupo 1 (ampla concorrência), os candidatos realizarão uma prova escrita nacional, às 13h (horário de Brasília) de 19 de outubro e, posteriormente, a defesa de memorial. Já o Grupo 2 é voltado a docentes com pelo menos 15 anos de atuação em sala de aula, que serão avaliados por análise de currículo e defesa de memorial.

De acordo com o cronograma, a divulgação do resultado final será em 10 de dezembro e a matrícula para os aprovados acontecerá de 01 a 28 de fevereiro. As atividades acadêmicas terão início no primeiro semestre de 2026, com aulas presenciais na Faculdade de Ciências Exatas e Tecnologia (FACET/UFGD), localizada na Unidade 2, na Cidade Universitária.

Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail: profisicaufgd@ufgd.edu.br ou na página do programa: https://www.ufgd.edu.br/pos-graduacao/mestrado-ensino-fisica/index .

Disponível em: https://www.douradosnews.com.br/dourados/ufgd-abre-inscricoes-para-o-mestrado-profissional-em-ensino-de-fisica/1263701/

quinta-feira, 14 de agosto de 2025

Comissão de DH da Câmara aprova garantia de inviolabilidade de tenda cigana

 

Projeto de lei segue em análise na Câmara dos Deputados. Chico Alencar: comunidade cigana merece uma norma específica

Fonte: Agência Câmara de Notícias

A Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 7774/14, da deputada Erika Kokay (PT-DF), que proíbe a violação de tendas ciganas. Segundo o texto, qualquer indivíduo que entrar nas tendas sem autorização do proprietário, ainda que seja policial, terá a mesma punição prevista no Código Penal para invasão de domicílio.

A pena prevista é detenção de um a três meses, ou multa. Em caso de uso de violência, a pena é ampliada para detenção de seis meses a dois anos, além da pena correspondente à violência. O Código Penal considera “casa” qualquer compartimento habitado, aposento ocupado de habitação coletiva e compartimento não aberto ao público, onde alguém exerce profissão ou atividade.

O relator, deputado Chico Alencar (Psol-RJ), recomendou a aprovação do projeto. Ele disse que a proteção do domicílio é crucial em qualquer política de promoção dos direitos humanos. Seres humanos, afirmou, precisam de um espaço íntimo protegido para se constituírem como sujeitos de direitos.

“A comunidade cigana enfrenta problemas específicos no que diz respeito à proteção do domicílio e merece, por isso, norma também específica”, defendeu Chico Alencar.

Próximos passos
O projeto será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ser votado pelo Plenário da Câmara. Para virar lei, a medida precisa ser aprovada pelos deputados e pelos senadores.

Reportagem – Noéli Nobre

Edição – Roberto Seabra

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Disponível em: https://www.camara.leg.br/noticias/1188150-comissao-aprova-garantia-de-inviolabilidade-de-tenda-cigana/

quinta-feira, 3 de julho de 2025

Inscrições para cursos EAD da UNEB com cotas para ciganos encerra hoje

Inscrições estão abertas até esta quinta-feira (3 de julho) em 12 cursos

Rodolpho Bohrer·2 de julho de 2025

A Universidade do Estado da Bahia (UNEB), por meio da Unidade Acadêmica de Educação a Distância (Unead), está com inscrições abertas até esta quinta-feira (3 de julho) para 2.296 vagas distribuídas em 12 cursos de graduação na modalidade a distância, com ingresso no segundo semestre deste ano.

De acordo com o edital, os cursos estão organizados em duas categorias: três tecnológicos e nove licenciaturas. Entre os cursos tecnológicos, estão disponíveis as graduações em Gestão Ambiental, Gestão Comercial com Ênfase em Afroempreendedorismo e Gestão de Turismo. Já no campo das licenciaturas, os interessados podem optar por Ciências da Computação, Educação Física, Educação Inclusiva, Geografia, História, Letras – Português, Letras – Inglês, Matemática e Pedagogia.

As inscrições devem ser feitas exclusivamente pelo site inscricao.uneb.br/pseunead2025, onde também está disponível o edital completo. Toda a documentação exigida precisa ser anexada eletronicamente no momento da inscrição. A seleção ocorrerá por meio da análise do desempenho do candidato no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) ou, em alternativa, por meio da média geral do histórico escolar do ensino médio.

Política afirmativa

Das vagas disponíveis, 40% são reservadas para candidatos autodeclarados pretos ou pardos. Há ainda a previsão de vagas para diversos grupos sociais: 5% para indígenas, 5% para quilombolas, 5% para ciganos, 5% para pessoas com deficiência, transtorno do espectro autista ou altas habilidades/superdotação, e 5% para pessoas trans, travestis e não binárias.

Para concorrer às vagas reservadas, os candidatos devem atender a uma série de critérios cumulativos, como ter cursado integralmente o 2º ciclo do Ensino Fundamental e o Ensino Médio em escola pública, possuir renda familiar bruta mensal de até quatro salários mínimos, não possuir diploma de curso superior e se autodeclarar conforme o pertencimento étnico-racial ou identidade de gênero conforme descrito no edital.

Disponível em: https://maisminas.org/universidade-publica-oferece-mais-de-duas-mil-vagas/

 

sexta-feira, 2 de maio de 2025

Conheça leis que garantem os direitos dos Ciganos no Brasil

Política nacional de saúde e Plano Nacional de Políticas Públicas para povos ciganos integram normativas que garantem os direitos dos Calon, Rom e Sinti

Durante séculos o Brasil somente praticou políticas violentas e de exclusão contra as pessoas ciganas. Foram executadas as mais diversas perseguições, com leis que proibiam as pessoas ciganas de falarem suas línguas, praticarem suas tradições e costumes. Construiu-se um imaginário preconceituoso e estereotipado e invisibilizou-se na história oficial as contribuições ciganas à sociedade brasileira.

Apesar disso, os povos ciganos resistiram e hoje estão vivendo em todos os estados brasileiros, a maior parte em situação de exclusão e desigualdades sociais, efeitos do anticiganismo – o racismo estrutural contra os povos ciganos. A situação, só foi mudar a partir da redemocratização do país, quando pode emergir um movimento social cigano no Brasil e a partir daí começaram a surgir as primeiras políticas públicas afirmativas em prol dos Calon, dos Rom e dos Sinti.

Entre essas políticas, destaca-se o Decreto Presidencial nº 12.128 de 01 de agosto de 2024, que “Institui o Plano Nacional de Políticas para Povos Ciganos”. O decreto é a última normativa publicada pelo estado brasileiro buscando a reparação história, o reconhecimento e a garantia de direitos às pessoas pertencentes as três etnias ciganas.

Mas também há outras importantes, a exemplo do Decreto 6.040 de 2007 que nos reconheceu como povos tradicionais brasileiros, a Portaria 4348 de 2018 do Ministério da Saúde que criou a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Povo Cigano/Romani.

Conheça abaixo as principais políticas que amparam e reconhecem os direitos dos povos Ciganos

Constituição Federal de 1988

A primeira grande e maior lei que nos ampara é a Constituição Federal de 1988, que em seu artigo 215: “O Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais”.

No inciso primeiro do mesmo artigo não cita propriamente os povos ciganos, mas informa que o estado deverá proteger os grupos participantes do processo civilizatório nacional, prevendo a valorização, proteção e salvaguarda das diversidades étnicas e culturais, além de prever a garantia do estabelecimento de datas nacionais, que foi o que subsidiou aquela que viria a ser a primeira normativa pró-cigana do Brasil, o que veremos a seguir.

Há outros artigos da CF que também amparam como o Art. 5 "Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade", sem distinção de raça ou etnia, cor, credo, orientação sexual, idade... 

Ministério Público Federal protege pessoas ciganas

A Lei Complementar 75/1993 - atribuiu ao MPF a proteção e a defesa dos interesses das minorias étnicas. Em 1994 o órgão cria a Câmara de Coordenação e Revisão dos Direitos das Comunidades Indígenas e Minorias e inclui as comunidades ciganas. A sexta câmara do MPF é a titular que defende os direitos dos povos ciganos. Qualquer denúncia de violação dos direitos humanos e violências contra os povos ciganos devem ser denunciados ao MPF, inclusive racismo, preconceito, discriminação e exclusão social.

Dia Nacional dos Ciganos: 24 de maio

Somente em 2006, no governo do ex e atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi criada a primeira política afirmativa reconhecendo e valorizando os povos ciganos para a cultura e a sociedade nacionais.

Neste ano, graças a atuação de alguns pioneiros ativistas do movimento cigano brasileiro, como os saudosos Mirian Stanescon (Rommi do Rio de Janeiro - RJ), Mio Vacite (Rom do Rio de Janeiro - RJ) e Claudio Iovanovich (Rom de Curitiba - PR), foi criado o Dia Nacional dos Ciganos, comemorado a 24 de maio, em homenagem ao dia de Santa Sara Kali, a padroeira dos ciganos.

De etnia Rom, Mirian Stanescon foi uma das pioneiras do ativismo cigano no Brasil. Mirian na foto com Santa Sara Kali e o presidente Lula. Dia Nacional foi escolhido em homenagem à Santa.

Ciganos Reconhecidos como Povos Tradicionais

No ano seguinte, em 2007, fomos reconhecidos pelo governo federal, por meio do Decreto Presidencial 6.040, como povos tradicionais brasileiros, ao lado de indígenas e quilombolas, portanto, com direitos garantidos, inclusive de salvaguarda do patrimônio cultural e imaterial, por meio de políticas afirmativas e reparatórias específicas.

Portaria dispensa ciganos de apresentar comprovante de endereço para atendimentos no SUS

Em 2011, o Ministério da Saúde publicou a Portaria 940, que regula o Cartão Nacional do SUS e em seu artigo 23, dispensa as pessoas ciganas em situação de itinerância de apresentar comprovante de endereço para serem atendidos nos serviços do sistema. Assim, é possível exigir que o atendimento ocorra em função da especificidade cultural das pessoas ciganas que têm a itinerância como um modo de vida e trabalho, mesmo, muitas vezes tendo fixado residência, continua as itinerâncias.

Recomendação do MPF regulariza inviolabilidade do lar nas barracas ciganas

Em 2013, o Ministério Público Federal, Procuradoria da República do Estado de Minas Gerais (MPF/MG), publicou a Recomendação nº 81, de 01 de agosto de 2013, abordando a questão da inviolabilidade dos domicílios das comunidades ciganas, especialmente suas tendas.

Nesse entendimento, as policias são obrigadas a reconhecer e a respeitar as tendas ciganas como verdadeiros lares, portanto, só podem ter acesso ao local com ordem judicial, como em qualquer outra habitação brasileira. Caso haja esse tipo de intimidação, é cabível denúncia ao MPF e os policiais podem ser processados. O MPF disponibiliza um link com formulário online para denúncia: https://contecomagente.mpf.mp.br/

Resolução do Conanda garante direitos às crianças e adolescentes ciganas

Em 10 de março de 2016, foi publicada a Resolução nº 181 do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente - parâmetros para interpretação dos direitos e adequação dos serviços relacionados ao atendimento da Crianças e dos Adolescentes pertencentes a Povos e Comunidades Tradicionais no Brasil.

Resolução 03 de 16 de maio de 2012 do Conselho Nacional de Educação,

Em 2012, mais especificamente no dia 16, o Conselho Nacional de Educação publicou a Resolução 03, que prevê o atendimento de pessoas ciganas itinerantes nas escolas públicas brasileiras. A resolução diz que as escolas devem se adaptar para atender à diversidade do estilo de vida itinerante de muitos grupos ciganos e inclusive em casos que não tenho comprovação escolar ou de transferência escolar.

Plano Nacional de Segurança Alimentar – 2017 traz metas para povos tradicionais

O Plano Nacional de Segurança Alimentar trouxe metas exclusivas para povos tradicionais, incluindo os povos ciganos. Muitas comunidades ciganas estão abaixo da linha da pobreza, vivendo em exclusão e miséria e são beneficiárias de programas como Cad único, Bolsa Família e recebimento de cestas básicas, entre outros.

Durante a pandemia, essa situação se agravou, devido a impossibilidade do trabalho com as vendas por conta do isolamento social e essa situação ainda tem reflexos negativos nos dias de hoje, aprofundando exclusão.

Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Povo Cigano/Romani garante direitos no SUS

Em 28 de dezembro de 2018, o Ministério da Saúde publicou a portaria 4348 criando a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Povo Cigano/Romani. O Art. 3º da portaria estabelece que a política “tem como objetivo geral promover a saúde integral do Povo Cigano/Romani, respeitando suas práticas, saberes e medicinas tradicionais, priorizando a redução e o combate à ciganofobia ou romafobia”.

A política estabelece responsabilidades para a União, os Estados e Municípios para fortalecer o atendimento das pessoas ciganas no SUS, inclusive, com a aplicação de recursos financeiros, como em seu Art. 2º, eixo VI “garantia da implementação da Política Nacional de Saúde Bucal para o Povo Cigano/Romani, com mais investimentos financeiros e de pessoal nos estados e municípios e propiciar a ampliação e implantação de Centros de Especialidades Odontológicas – CEO”.

Ministra do MIR, Anielle Franco, durante lançamento do Plano Nacional de Política para Povos Ciganos

Plano Nacional de Políticas Públicas para Ciganos

A última política afirmativa publicada pelo governo federal em prol dos Calon, dos Rom e dos Sinti, foi o Decreto presidencial nº 12.128 de 01 de agosto de 2024 - Plano Nacional de Políticas para Povos Ciganos e a Portaria do Ministério da Igualdade Racial (MIR) 194 de 04/11/2024, que Aprova ações e compromissos estratégicos do Plano Nacional de Políticas para Povos Ciganos para o período 2024 a 2027 e institui o seu Comitê Gestor.

As eleições do Comitê Gestor ocorreram e já temos 12 representantes/ativistas representando os povos ciganos no órgão, sendo seis homens e seis mulheres, garantida a representação das três etnias: Calon, Rom e Sinti.

Apesar de inúmeros avanços, o Plano e a portaria ainda são muito restritos (apenas quatro páginas tem o plano e a portaria 12 metas), com muitas ações que atendem demandas específicas e pontuais de algumas comunidades, mas poucas ações que alcancem a totalidade das necessidades e demandas necessárias.

Mas é um avanço e o documento reafirma aos Estados e Municípios a importância da inclusão social dos povos ciganos e o combate aos preconceitos e racismo seculares, além, é claro de valorizar e reconhecer as identidades, memórias, histórias, tradições, saberes e modos de vida das pessoas ciganas e suas construções e contribuições históricas à nação brasileira, uma vez que foram omitidas na história oficial.

Assessoria para Ciência e Comunicação da AEEC-MT 

domingo, 4 de agosto de 2024

MIR prevê 6,8 milhões entre 2024 e 2027 para implementar plano nacional dos povos ciganos

O Plano será implementado a partir de ações previstas para os anos de 2024 à 2027

O Ministério da Igualdade Racial lançou nesta sexta-feira (02), em Brasília, o Plano Nacional de Políticas para Povos Ciganos. Para implementá-lo, o órgão prevê apenas R$ 6,8 milhões para serem gastos entre 2024 e 2027.

Esse recurso será utilizado para efetivar algumas ações como: mapear e visibilizar territórios, rotas e famílias em todo o Brasil, promover uma campanha nacional de valorização da história e cultura, realizar prêmios literários e formar gestores e servidores públicos sobre os direitos dos povos ciganos.

Instituído por decreto presidencial nº 12.128 de 01 de agosto de 2024, o texto destaca que o plano visa combater o preconceito e a discriminação étnico-racial contra os povos ciganos, bem como ampliar o acesso destes a serviços públicos e direitos sociais.    

Construído com a participação de 10 ministérios, o Plano Nacional de Políticas para Povos Ciganos está estruturado em dois eixos: Direitos sociais e cidadania, e Inclusão produtiva, econômica e cultural. 

Cada eixo possui metas específicas e ações transversais, que envolvem o reconhecimento da territorialidade própria dos povos ciganos, o direito à cidade, à educação, saúde, documentação civil básica, segurança e soberania alimentar, trabalho, emprego e renda e valorização da cultura.  

A cerimônia de lançamento do Plano, contou com a presença de lideranças ciganas das cinco regiões do país.  

Ministra Anielle Franco discursa durante lançamento do plano em Brasília no último dia 02 de agosto.

Força Cigana do Brasil – Emocionada, a representante cigana da etnia Sinti, Rosecler Winter, salienta que o lançamento é um marco muito importante para a comunidade cigana, independente da etnia e a força tarefa realizada pelo Ministério da Igualdade Racial no apoio emergencial a toda população gaúcha. “Nós esperamos que esse Plano seja próspero e aproveitamos para agradecer ao MIR toda ajuda enviada aos povos ciganos atingidos pelas enchentes no Rio Grande do Sul”, ressalta.   

Já o representante cigano da etnia Rom, Claudio Lovanovich, destacou o compromisso do governo com a elaboração de uma política e de marcos normativos dos povos ciganos. “Lula é o primeiro presidente que fez história para o povo cigano. Nossa história de lutas foi válida, juntos somos mais fortes”, conclui.  

Wanderley da Rocha, liderança dos povos Calon, parabenizou a construção do decreto e destacou a ampliação da presença de crianças, jovens e adultos ciganos nas instituições de ensino, em todos os níveis de escolaridade. “O plano é maravilhoso. É um direito nosso e dever do Estado, o reconhecimento do povo cigano como parcela da população brasileira”, finaliza. 

Leia aqui o DECRETO Nº 12.128, DE 1º DE AGOSTO DE 2024 na íntegra. 

Com Informações da Ascom MIR

Disponível em: https://www.gov.br/igualdaderacial/pt-br/assuntos/copy2_of_noticias/lancamento-de-decreto-e-de-plano-nacional-garantem-direitos-dos-povos-ciganos-no-brasil

quarta-feira, 24 de julho de 2024

Pessoas ciganas terão 2% da reserva de vagas no vestibular 2025 da UEMG

Universidade é uma das pioneiras no Brasil na implementação de políticas afirmativas para povos ciganos

23 de julho de 2024

BELO HORIZONTE – A Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg) vai destinar 75% das vagas em cursos em 2025 por meio do vestibular, que contempla as categorias do Programa de Reserva de Vagas (Procan), de inclusão regional e da ampla concorrência. Os outros 25% serão destinados ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu).

De acordo com a Resolução nº 631/2024, aprovada pelo Conselho Universitário da Uemg, o Vestibular 2025 prevê 50% de vagas pelo Procan, 20% para inclusão regional e 5% para ampla concorrência.

Atualmente, o programa reserva vagas no Vestibular para candidatos com deficiência (5% das vagas) e de outras cinco categorias que devem, simultaneamente, terem cursado escola pública e comprovarem baixa renda: negros (24%), egressos de escola pública (13%), quilombolas (3%), indígenas (3%) e ciganos (2%).

A expectativa é que o edital do Vestibular 2025 seja anunciado até o final deste ano, após a escolha da empresa responsável pela organização.
A categoria será escolhida pelo candidato no momento da inscrição. Cada uma possui critérios próprios e exigem comprovações específicas, que serão detalhados no edital do Vestibular a ser publicado.

A resolução também define critérios para remanejamento das vagas eventualmente não preenchidas entre as categorias do Procan.

O Programa de Reserva de Vagas da Uemg foi instituído em 2004, atendendo à Lei Estadual nº 15.259, com o objetivo de democratizar o acesso ao ensino superior.

A modalidade Inclusão regional foi criada em adição ao Procan, com a proposta de fortalecer o ingresso ao ensino superior gratuito das comunidades dos municípios nos quais a Uemg possui oferta de cursos presenciais.

Para ter direito a concorrer nessa categoria, os candidatos precisarão comprovar, ao mesmo tempo, residirem no estado de Minas Gerais e terem cursado o ensino médio em instituições de ensino da rede pública municipal, estadual ou federal.

Disponível em: https://clicfolha.com.br/uemg-define-75-das-vagas-para-vestibular-e-25-pelo-sisu/

terça-feira, 16 de julho de 2024

Movimento Cigano se reúne com Ministério da Saúde para discutir política nacional


Encontro ocorreu online entre Assessoria de Saúde Cigana da Caeq/Saps/MS e o Coletivo Ciganos, Juntos Somos Mais Fortes

O Coletivo Ciganos, Juntos Somos Mais Fortes se reuniu no último dia 11 de julho (quinta-feira) com a Coordenação-Geral de Acesso e Equidade (Caeq) da Secretaria de Atenção Primária à Saúde (Saps) do Ministério da Saúde (MS). A roda de diálogo com o coletivo, que é composto por cerca de 30 associações, coletivos ou lideranças de comunidades ciganas e famílias extensas, ocorreu de forma online, com a participação de 20 pessoas.

Entre elas, a coordenadora da Caeq, Lilian Gonçalves e os três técnicos que compõem a equipe da Assessoria de Saúde Cigana da Coordenação-geral, Rafaela Barros, Aluízio de Azevedo e Taciana Silva Negreiros.

Representando os povos ciganos estavam presentes a conselheira do Conselho Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, Maura Piemonte, do sul de Minas Gerais e o conselheiro nacional de Igualdade Racial, Marcos Gattas, de Mato Grosso. Também participaram da reunião, Claudio Ivanovitch, da Associação de Preservação da Cultura Cigana no Paraná e do Estado outras quatro lideranças: Aparecida, Tati e Hayanne Ivanovicht, do Coletivo de Mulheres Ciganas (COMCIB) e Nardi Casanova, secretária executiva da Confederação Cigana do Brasil.

Representando a Roda Cigana Rede Humanitária, participou da reunião sua coordenadora Lu Ynaiah e representando o Coletivo Ciganagens estiveram presentes os integrantes Desirèe Mattos, Sara Macedo e Danillo Kalon.  José Eudo e Janete Soares, ambos da Associação de Preservação de Cultura Cigana do Estado do Ceará, também participaram.

De Mato Grosso, participou Rosana Cristina Matos Cruz, presidente da Associação Estadual das Etnias Ciganas de MT (AEEC-MT) e representando as associações de Sousa e demais comunidades da Paraíba como Campina Grande e João Pessoa, Francisco Bozzano. Ainda da Paraíba participaram da reunião: Suênia Soares, de Sousa, maior comunidade cigana da América Latina e Maria Jane, essa última da Associação Cigana de Condado (Ascocic).

Esta foi a primeira reunião da atual gestão do MS e o movimento cigano brasileiro, com o objetivo de aproximar o diálogo com os coletivos e lideranças ciganas, ouvir as demandas e necessidades de saúde destas populações, bem como construir em conjunto a implementação da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Povo Cigano/Romani (Portaria 4348 de 28/12/2018).

Aproximação - Durante a reunião, a coordenadora da CAEQ/SAPS/MS, Lilian Gonçalves, destacou o esforço que o Ministério vem fazendo em recompor o diálogo junto aos movimentos sociais, especialmente para a reconstrução das políticas de equidade em saúde, incluindo a política de saúde cigana, a mais nova política de equidade criada no âmbito do MS, em 2018. Para tanto, o MS planeja a realização de mapeamento social com informações sobre a saúde dos povos ciganos, a partir de indicadores, dados e sistemas de informação disponíveis no SUS e em diálogo com o movimento social cigano.

“Essa política foi institucionalizada, mas nunca foi implementada. Então, a gente está com o desafio de implementar a política e de organizar os movimentos sociais populares dos povos ciganos para construir efetivamente a implementação dessa política e se achar necessário até mesmo revisá-la. Mas temos uma visão no MS que talvez revisar uma política que recentemente foi implementada, talvez atrapalhe o processo de implementação”, ponderou Lilian.

A coordenadora-geral de acesso e equidade, informou ainda o desejo do órgão em institucionalizar a participação social dos povos ciganos na implementação da política, incluindo a criação de um plano de ação. Ela pontuou que um dos objetivos da roda de diálogo foi justamente promover um fluxo de comunicação entre o movimento e o Ministério da Saúde.

 “O que a gente está querendo é implementar o comitê dessa política, que nunca foi instituído. Para isso, a gente precisa mobilizar os movimentos dos povos ciganos, trazer essa representatividade para dentro do Ministério da Saúde e implementar essa política em acordo com as necessidades dos povos ciganos. A ideia é que hoje a gente faça uma primeira conversa com os movimentos e acolher um pouco as angústias, as necessidades, as intencionalidades, como é que a gente pode fazer esse alinhamento para já pensar na institucionalização deste comitê”, informou Lilian.

Saúde Cigana – na ocasião, representantes ciganos reforçaram algumas demandas que já haviam encaminhado ao Ministério da Saúde em abril, por meio de um ofício à Ministra Nísia Trindade. Entre as questões estavam a implementação das políticas específicas de saúde, como a portaria 4348 ou a portaria 940 de 2011, que dispensa pessoas ciganas de apresentarem comprovante de endereço nos serviços do SUS. Também falaram sobre a composição do comitê que será criado e relativo aos medicamentos da farmácia popular.

O representante da comunidade Otávio Maia, de Sousa (PB), Francisco Bozzano, ressaltou que esta foi a primeira reunião que o MS realiza com o movimento cigano para discutir a saúde cigana.

“Se for criado for um comitê com pessoas ciganas, que seja por região e não por etnia, porque assim conseguiremos uma representatividade melhor. Espero e acredito neste governo, que vai dar visibilidade para o nosso povo, luta pelos povos tradicionais e foi para este governo que nós do sertão confiamos. Outra coisa que sinto descuidada aqui em Sousa, é quando destinado uma receita para pessoas ciganas da farmácia popular, que o MS pudesse fazer uma investigação nestas farmácias populares, porque o farmacêutico para não fornecer o medicamento, diz que não tem, para a pessoa poder comprar. Isso aconteceu comigo”, ponderou Francisco.

Por sua vez, a representante da Roda Cigana Rede Humanitária, Lu Ynaiah, algumas questões são prementes, como a inclusão dos povos ciganos como públicos prioritários do Plano Nacional de Imunização (PNI). A ativista também destacou a importância do MS realizar reuniões presenciais com os povos ciganos, para inclusive discutir de forma setorial, a partir da interseccionalidades, questões específicas relativas a pessoas ciganas neuro-divergentes, com autismo, saúde da mulher cigana, das pessoas idosas, crianças, adolescentes e LGBTQIAPN+.

“O Ministério poderia promover um plano de ação de forma transversal a partir das realidades regionais, étnicas, sociais e culturais dos povos ciganos que são bastante diferenciadas, pensando por eixos e áreas de atuação. Também acredito que o diálogo presencial, com a realização de um seminário nacional para discutir a saúde das comunidades e povos ciganos é fundamental, até para tratar de algumas demandas pontuais, como o atendimento as pessoas ciganas de forma diferenciada, respeitando por exemplo, os casos de familiares de uma pessoa internada que vão sempre aos serviços de saúde juntos e as regras e protocolos de visitas não conseguem resolver”, destaca Lu.

APS - Além disso, os participantes ciganos trouxeram questões quanto ao atendimento nos serviços da Atenção Primária em Saúde (APS). A enfermeira e Calin, Suênia Soares, pesquisadora de saúde, com mestrado pesquisando o acesso da população Calon de Sousa à APS, por exemplo, reforçou a importância do diálogo entre a gestão do SUS e os povos ciganos.

“Sou mulher cigana e profissional de saúde, então, consigo me colocar nesses dois lugares e externar meu amor pelo SUS, que é grandioso.  Esse diálogo pode subsidiar novas políticas públicas. Por isso, é tão importante que sejamos ouvidos, externar nossas especificidades e necessidades, para que as políticas cheguem de maneira efetiva”.

Segundo Suênia, várias questões necessitam serem levadas em conta na APS. “Quando falamos para preencher de acordo com a raça cor, muitas vezes, podemos sugerir, mas os ciganos têm cautela em se apresentar como cigano, porque na maioria das vezes sofremos preconceito no atendimento, principalmente na APS”.

Para a profissional de saúde, “é preciso trabalhar educação em saúde para profissionais e incluir a educação popular em saúde que traz o indivíduo como protagonistas, trabalhar com os profissionais a busca ativa na comunidade, porque a gente sabe e reconhece que os ciganos têm resistência em procurar os serviços de saúde, seja por causa do preconceito, falta de acolhimento ou uma questão cultural, pois acreditam muito na medicina tradicional”, conclui.

domingo, 19 de março de 2023

Unilab abre edital com vagas remascentes para ações afirmativas e inclui povos ciganos

 

Um total de 80 vagas são oferecidas no Ceará e 70 na Bahia para acesso em 23 cursos de graduação: inscrições de 17 a 22 de abril

A Pró-Reitoria de Graduação da Universidade da Integração da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), abre inscrições, de 17 a 22 de março, para realização de processo seletivo especial destinado ao preenchimento de 1.088 vagas remanescentes dos semestres 2020.1 e 2020.2, nos cursos de graduação presencial, para ingresso no período letivo 2022.2, nos Campus das Auroras, em Redenção/Ceará, e no Campus dos Malês, em São Francisco do Conde/Bahia, para atendimento ao Programa de Ações Afirmativas da Unilab, conforme o Edital 02/2023.

Entre as vagas, 150 são destinadas para pessoas ciganas, sendo 80 vagas no Ceará e 70 na Bahia. A Seleção de que trata este Edital consistirá no aproveitamento de resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) referente aos anos de 2015, 2016, 2017, 2018, 2019, 2020 e 2021 para o preenchimento de vagas na modalidade cotas estabelecidas pelo Programa de Ações Afirmativas da Unilab.

A Unilab, no campo da autonomia, conforme estabelece o art. 5º do Decreto nº 7.824, de 11 de outubro de 2012, ofertará no certame vagas para indígenas, quilombolas, ciganos, povos e comunidades tradicionais, refugiados, pessoas com identidades trans e pessoas em situação de privação de liberdade ou egressas do sistema prisional.

Confira o Quadro das modalidades:

Inscrições

As inscrições para ocupar as vagas remanescentes acontecerão exclusivamente pela Internet, via Sistema de Seleção Especial Utilizando os Resultados do Enem (SISURE), no período de 17 a 22 de março.

Pré-Matrículas

O procedimento de matrícula na Unilab, de acordo com a resolução do Consuni nº 30/2013, de 25/11/2013, acontecerá, necessariamente, em duas etapas:

Pré-matrícula: a pré-matrícula será realizada de maneira virtual nas datas previstas no cronograma (item 3.1) por meio de sistema eletrônico que será disponibilizado no site do SISURE.

Matrícula Curricular: a matrícula curricular será realizada presencialmente nas coordenações de curso, em disciplinas a partir do 2º semestre conforme o PPC de cada curso, nas datas e horários a serem comunicados aos(às) candidatos(as) pré-matriculados(as). É responsabilidade do interessado estar atento aos informes para manter-se atualizado.

A UNILAB lança semestralmente   dois editais  de inscrição aos auxílio estudantis.

São várias modalidades de Auxílios:

- Instalação 380,00

- Moradia 380,00

- Alimentação 150,00

- Transporte 150,00

- Digital 380,00

- Social 380,00

- Emergencial 380,00

Por ser uma Universidade de Integração  Internacional, São garantidos até 3 auxílios por estudante para garantir a permanência no município de Redencao/CE.

Outras informações na página de Editais – Pró-Reitoria de Graduação. ou via e-mail: (selecao@unilab.edu.br).

Fonte: https://unilab.edu.br/2023/03/17/inscricoes-de-17-a-23-para-1-088-vagas-remanescentes-nos-cursos-presenciais-de-graduacao-destinado-ao-programa-de-acoes-afirmativas-da-unilab-ce-e-ba/ 

quinta-feira, 24 de novembro de 2022

Povos Ciganos reivindicam propostas específicas ao novo governo

 

Para assinar a carta basta acessar o seguinte link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSc1E-IPItFHcohKrSDMfbx2FttAR4vyonpQpDvVhOpckoPpgQ/viewform

Carta ao Presidente Lula e à equipe de transição

Apresentação: em prol do diálogo e da inclusão

Considerando os injustos processos de racialização dos povos ciganos no mundo e no Brasil, vítimas de perseguições e violências históricas, devido às suas origens étnico-raciais, vimos por meio desta solicitar a inclusão de demandas dos povos ciganos nas pautas dos direitos humanos, educação, saúde, cultura, justiça e segurança, trabalho e previdência, entre outros serviços/setores, do futuro governo; bem como a participação de representantes dos ciganos nos Grupos de Trabalho (GTs) de transição de Igualdade Racial e de Direitos Humanos.

A inclusão é de extrema importância para garantir a continuidade de trabalhos de reparação histórica, valorização das culturas e identidades ciganas, assim como o acesso e a garantia de seus direitos, iniciados nos governos do Partido dos Trabalhadores (PT), com a criação do Dia Nacional do Cigano (comemorado em 24 de maio) por meio de Decreto Presidencial de 25 de maio de 2006; o reconhecimento dos grupos ciganos como Povos e Comunidades Tradicionais (PCTs), com o Decreto 6.040 de 2007 e a realização da I Semana Nacional dos Povos Ciganos, em 2013.

Tais ações contribuíram para o melhor conhecimento dos povos ciganos sobre si e alavancaram a auto-estima destes povos que hoje já não aceitam pacificamente as discriminações e o preconceito. Ressaltamos que o diálogo construído entre ativistas ciganas/os e gestoras/es negras/os dos governos do PT para dar início à elaboração de políticas públicas para essas comunidades ocorreu com o apoio fundamental da Secretaria de Promoção de Políticas de Igualdade Racial (SEPPIR) e sua equipe nos debates para a implementação de políticas públicas inéditas no Brasil.

Esperamos, assim, dar continuidade a esse diálogo com outras/os ativistas dos movimentos sociais identitários, como o movimento negro e indígena na construção de uma agenda antirracista no país. Acreditamos ser de grande importância o diálogo e a presença de representantes das populações ciganas nos GTs de transição de Igualdade Racial e de Direitos Humanos. Destacamos abaixo algumas das principais demandas de políticas públicas afirmativas e reparatórias, que consideramos urgentes de serem pensadas e trabalhadas pelo próximo governo, no intuito de garantir a inclusão cidadã.

Pautas e demandas específicas

Educação: criação de cotas nas universidades (graduação e pós-graduação), com a inclusão no ENEM da opção de optante como pessoa pertencente aos Povos Ciganos. Oferecer projetos de escolarização nos acampamentos e territórios ciganos, com a criação de cursos de Educação de Jovens e Adultos (EJA) nas próprias comunidades. Fortalecimento da educação escolar infantil, especialmente, para o atendimento aos grupos itinerantes, circenses, feirantes e comunidades que vivem acampadas e em territórios reconhecidos como ciganos, de acordo com o previsto no PNE (2014-2024). Formações específicas para professores e profissionais (ensino básico a superior) de educação sobre as culturas, as identidades e a história cigana. Inclusão da história e cultura cigana nos materiais didáticos da educação básica. Incentivo à pesquisa, com linhas de financiamento próprias para os estudos ciganos.

Saúde: inclusão dos ciganos como públicos prioritários da vacinação no Programa Nacional de Imunização (PNI). Garantia de recursos do Ministério da Saúde para implementação da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde dos Povos Ciganos/Romani (Portaria MS 4.384 de 28/12/2018), com a criação de uma equipe específica e um comitê de diálogo para auxílio na construção das políticas de saúde, com a presença de lideranças do movimento social cigano e circense, para gestão dessa política. Garantia do cumprimento da portaria do Ministério da Saúde 940 de 2011, com campanha nacional de divulgação, para que a exigência de comprovante de residência não seja um impedimento ao atendimento de ciganos em postos de saúde e unidades hospitalares do SUS.

Cultura: criação de políticas de incentivo a projetos culturais e sociais próprios, executados por produtores e profissionais das próprias comunidades, com vistas a valorização, registro e salvaguarda do patrimônio cultural e imaterial dos povos ciganos e circenses, como suas manifestações culturais e saberes tradicionais, a exemplo das festas de santo, de suas línguas, medicina tradicional, trabalhos tradicionais, como artesanatos etc. Retomada do Prêmio Culturas Ciganas pelo Ministério da Cultura, cuja terceira e última edição foi em 2014. Reconhecer oficialmente o nome do pátio interno do Paço Imperial como “Adro dos Ciganos”, referência utilizada desde o período colonial, conforme demandado pelo movimento cigano desde seus primórdios na década de 1980.

Trabalho, emprego e renda: criação de programas voltados para a formação e a qualificação de pessoas ciganas e circenses para entrada no mercado de trabalho formal, bem como programas de financiamento e incentivo a pequenos negócios, especialmente o comércio de produtos próprios, como o artesanato, remédios naturais, etc, ou de segunda mão, que normalmente, ocorrem de maneira informal. Valorização dos modos de produção, dos produtos e dos conhecimentos, reconhecidos como tradicionais dos Povos Ciganos.

Seguridade social: uma parcela das pessoas ciganas continua sem acesso a direitos sociais básicos por sua triste condição de sub-registro civil, sem documentos como registro de nascimento, RG, CPF, carteira de trabalho, entre outros, o que lhes impossibilita o atendimento sócio-estatal em qualquer nível. Assim, é urgente levar atendimentos de seguridade social aos ciganos e circenses, que alcancem essa inclusão documental, para acessar direitos sociais básicos como bolsa família, auxílios emergenciais, incentivos sociais, previdência social e aposentadoria.

Direito à habitação e à terra: Uma das principais demandas dos povos ciganos é o direito à habitação digna, com infraestrutura necessária de água, luz, esgoto, coleta de lixo etc, especialmente, para os grupos que continuam em situação de itinerância, mas também em acampamentos fixos ou em territórios ciganos urbanos, em geral nas periferias e áreas carentes de estrutura básica. Para atender aos grupos itinerantes e circenses demanda-se a disponibilidade nas cidades de um espaço com essa infraestrutura para recebê-los. Além disso, muitas famílias ciganas são de pequenos agricultores familiares, possuindo a cultura rural como principal elemento, a exemplo, do tronco étnico Calon, que estão culturalmente, muito vinculados aos equinos, criação, doma, compra e venda de animais de tração. Uma forma de manter e preservar esta cultura é pensar formas de se assegurar o acesso à terra a esses grupos e a garantia à regularização fundiária e territorial.

Direitos Humanos: historicamente, os povos ciganos e circenses sofreram processos racistas e discriminatórios, que permeiam um imaginário social bastante negativo e equivocado. Assim, é urgente construir campanhas públicas de combate ao racismo, ao preconceito e às discriminações, que sejam voltadas não apenas ao público em geral, como também a servidores públicos de todas as áreas, instâncias e níveis, para combater o racismo institucional, especialmente, junto às polícias, adotando medidas para prevenir o abuso de poder policial contra ciganos.

Justiça e segurança pública: pensando a justiça, a segurança pública e a integridade das pessoas ciganas, é necessário implementar medidas adequadas para garantir que tenham acesso a medidas judiciais efetivas em casos relacionados a violações dos seus direitos e liberdades fundamentais; para garantir a ação imediata, seja da Polícia, do Ministério Público ou do Judiciário, para que se possa investigar e punir violações a direitos humanos dos ciganos. Necessidade de sensibilizar as polícias para garantir e preservar suas vidas quando submetidos a investigações criminais, e que operações policiais não sejam mais nomeadas por expressões anticiganas. É necessário garantir também a inviolabilidade do lar cigano, ainda que este lar seja uma barraca, em um acampamento à beira de uma estrada ou um circo.

Contexto histórico, cultural e político

Os povos ciganos estão no Brasil desde os primórdios da colonização portuguesa, contribuindo para sua formação. O primeiro registro da chegada de uma família cigana de etnia Calon data de 1574, sendo João de Torres, sua esposa Angelina e filhos expulsos de terras ibéricas com base em políticas e leis anticiganas do período inquisitorial. Durante os mais de 300 anos de colonização, milhares de pessoas ciganas foram expulsas de Portugal e degredadas para o Brasil, geralmente para as províncias mais distantes, simplesmente pelo fato de serem ciganas.

Autoridades portuguesas emitiram inúmeras leis persecutórias, racistas e colonialistas, que visavam ou assimilar os grupos ciganos, ou mantê-los forçosamente nômades, numa política de expulsão constante. Por aqui chegando, autoridades coloniais praticavam as mesmas ordens e leis anticiganas. Essas normativas proibiam o uso das línguas ciganas, a prática de ofícios tradicionais, reunir-se, morar e andar “em bando”, vestir-se de modo próprio, em síntese, de praticar a ciganidade ou permanecer nos mesmos locais, numa política de estigmatização e de expulsão contínua.

A partir do final do século XIX, com mais força durante as grandes guerras mundiais, chegaram ao Brasil milhares de famílias ciganas, principalmente do tronco étnico Rom, e em menor número do tronco Sinti. Assim, vivem atualmente no país grupos pertencentes aos três principais troncos étnicos romani: os Calon, os Rom e os Sinti, espalhados por todos os estados brasileiros.

Enquanto Estado independente, tanto no final do Império quanto no início da República, o Brasil praticou inúmeras políticas persecutórias contra os povos ciganos, sendo os episódios que ficaram conhecidos como “correrias ciganas” uma das faces mais violentas e cruéis dessas ações. Consistiam nas polícias invadirem os acampamentos e assassinar grupos inteiros, provocando a fuga desesperada dos sobreviventes, que se embrenhavam pelas matas, deixando pertences e familiares mortos para trás, sem o direito de praticar sequer rituais fúnebres adequados.

De forte herança colonial, um imaginário estereotipado e extremamente negativo sobre os povos ciganos se perpetuou junto à população brasileira, justificando a perseguição e as discriminações históricas. O resultado é que atualmente, uma imensa parcela das pessoas ciganas vive em situação de desigualdade ou exclusão social, privada do acesso a direitos básicos garantidos pela Constituição Federal, como educação, saúde, segurança social, aparatos de lazer e cultura, trabalho formal, entre outros serviços cidadãos.

Um primeiro esforço de ativistas ciganos para sair da invisibilidade e lutar contra estereótipos negativos que frequentemente recaem sobre o grupo ocorreu no Rio de Janeiro em meados da década de 1980, acompanhando a emergência de outros movimentos identitários internacionais e a redemocratização do País. Demandas por uma política de lugares de memória, como nomear o Adro dos Ciganos no Paço Imperial (o que jamais foi respondido), pela criação de um grupo de estudos ciganos e de eventos temáticos e ainda pela eliminação dos sentidos negativos da palavra “cigano” nos dicionários marcaram o início de suas mobilizações identitárias no Brasil, antes mesmo de qualquer forma de reconhecimento oficial.

Ao longo do tempo, há períodos cíclicos em que a violência contra a pessoa cigana/romani e seus modos de vida emerge com mais força, a partir de várias estruturas e mecanismos que acionam tipos de violências (física, psíquica, estatal, patrimonial) contra esses povos. Nos últimos anos, diante do avanço de ideologias políticas de base conservadora, vimos um aumento sistemático da violência de base étnico-racial e da ação política anticigana contra diversas famílias que habitam o território nacional, sendo os episódios recentes mais graves ocorridos em Vitória da Conquista - BA em julho de 2021, resultando em diversas mortes.

Dos casos de omissão e de uma intervenção mais direta nos eventos de violência radical ocorridos no Estado da Bahia, aos processos de esbulho num momento de total fragilidade, em meio à pandemia de Covid-19, famílias ciganas foram desabrigadas nos municípios de Dois Vizinhos - PR e Guarapuava - PR. Com a presença de policiais e representantes das prefeituras, os chefes ciganos foram intimados a se retirarem com seus acampamentos dos territórios ocupados nos municípios, deixando à força seus locais de "pouso" costumeiro. Desse modo, no período auge da pandemia, não só houve total ausência sanitária no processo de intervenção em cuidados preventivos e imediato, com a negação do Estado em garantir prioridade aos povos ciganos/romani no processo de vacinação, como também recrudesceram os casos de violência, racismo e anticiganismo.

Ao analisar as formas como foram se desenhando as interações oficiais com os Direitos e Povos Ciganos no Brasil nos últimos anos, a partir da lógica da evitação e da exclusão, podemos ressaltar que o Estado fatalmente estaria se valendo da estratégia definida como necropolítica, chegando às raias do etnocídio. Porque negar o direito de políticas de atenção e atendimento a pessoas pertencentes a um ethos, ou negar seu direiro ao justo processo legal em casos criminais, é negar sua existência como sujeitos vivendo em sua coletividade própria. Tal procedimento levou à morte de muitas pessoas ciganas, provocada pela ausência na prática de seus direitos mínimos e básicos.

Resistência, direitos e desafios

Infelizmente, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) não faz a contagem dos povos ciganos no censo populacional, o que inviabiliza saber com exatidão o número exato desta população. Desde 2012, o governo federal considera a estimativa de que somam em torno de 500 mil pessoas vivendo em todos os 26 Estados brasileiros e no Distrito Federal. Apesar da invisibilidade histórica e do não reconhecimento estatal, ao longo destes cinco séculos contribuíram para o desenvolvimento econômico e auxiliaram a construir a identidade e a cultura nacionais.

Mantiveram culturas e identidades de resistência, com tradições, filosofias, saberes, costumes, visões de mundo, modos de organização social próprios e distintos entre as diferentes etnias Romani. O reconhecimento a esta contribuição dos povos ciganos à identidade, à cultura e à História nacionais, bem como a busca pela reparação histórica e sua inclusão social, começou a ocorrer a partir do Governo Lula, que iniciou um frutuoso diálogo com o movimento social cigano, emergido no país somente a partir da redemocratização do país, com a criação de inúmeras associações ciganas.

Como vimos, as primeiras políticas públicas afirmativas criadas em prol dos povos ciganos foram editadas a partir de 2006 pelo presidente Lula. Desde então, o Estado brasileiro, por meio do Ministério da Saúde, editou apenas uma política pública, a portaria 4.384 de 2018, que criou a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Povo Cigano/Romani. Mas a política, de fato, nunca saiu do papel e a prova disso foi o descaso que o atual governo tratou os povos ciganos durante a pandemia da Covid-19, incapaz de criar um plano específico de enfrentamento à doença voltada para os povos ciganos.

Aliás, desde 2019, o desmonte de direitos, de ações e de instâncias representativas dos povos tradicionais como um todo, incluindo os povos ciganos, foi uma constante. Mesmo com a recomendação do Ministério Público Federal (MPF), por exemplo, não foram incluídos como públicos prioritários da vacinação. Na ocasião, a ex-ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos veio a público em vídeo e defendeu que os ciganos “não eram povos tradicionais”, por isso não seriam incluídos como público prioritário da vacinação do coronavírus, à revelia do Decreto 6.040.

Outro ponto grave foi a extinção, em 2019, da SECADI/MEC - Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão, com prejuízo para as políticas inclusivas de educação. O próprio ministro da Educação à época manifestou forte preconceito contra ciganos em reunião ministerial, referindo sua oposição ao uso do termo “povo cigano”.

Por fim, a ONU vem alertando desde 2015 para a alarmante situação de alta vulnerabilidade que enfrentam as comunidades ciganas na América Latina, em especial no Brasil. Além disso, a situação estará em evidência internacional em 2023, quando pela primeira vez o congresso mundial mais importante de estudos ciganos, organizado pela Gypsy Lore Society, será realizado fora da Europa e o país selecionado foi o Brasil, com sede na cidade de São Paulo. Outros eventos internacionais relacionados aos povos Romani no Brasil e na América Latina também estão programados para 2023. Junto com a comunidade internacional, esperamos que o novo governo responda às nossas demandas e que os próximos quatro anos sejam de grandes avanços rumo à garantia dos direitos fundamentais dos povos ciganos no Brasil.

Brasília, Distrito Federal (DF), 24 de novembro de 2022.

Assinam esta carta as associações, coletivos, grupo, lideranças, pesquisadores e apoiadores do movimento cigano/romani no Brasil:

- Associação Nacional das Etnias Ciganas (ANEC-DF)

- Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso (AEEC-MT)

- Coletivo Brasileiro de Estudos Ciganos (COBEC)

- Roda Cigana - Rede Humanitária

- Coletivo Orgulho Romani

- Comitê Estadual dos Povos e Comunidades Tradicionais de Mato Grosso (CEPCT-MT)

- Ginga UFF

- Grupo Pesquisador em Educação Ambiental, Comunicação e Artes (GPEA) da UFMT

- Fórum de Entidades em Defesa do Patrimônio Cultural e Imaterial Brasileiro - Seção Mato Grosso

- Instituto de Estudos Comparados em Administração de Conflitos (INCT-InEAC)

- Laboratório de Etnografia Metropolitana (LeMetro/IFCS-UFRJ)

- Núcleo Fluminense de Estudos e Pesquisas (NUFEP-UFF)

- Observatório da Educação Ambiental, OBSERVARE

- Programa de Pós-Graduação em Antropologia (PPGA-UFF)

- Rede Internacional de Educação Ambiental e Justiça Climática, REAJA

- Rede Mato-grossense de Educação Ambiental, REMTEA

- Rede Xaraiés - Mato Grosso

- União Cigana do Brasil (UCB)

- Federação Romani do Estado do Rio de Janeiro

- Confederação Brasileira Cigana - CBC

- Associação estadual Cultural de Direitos e Defesa do Povo Cigano de Minas Gerais-kalon

- Agência nacional de desenvolvimento e recursos assistenciais do Povo Cigano

- Grupo de Pesquisa em Memória, Identidade e Território-GPMIT/UFAL

- Associação Ciganos Itinerantes do Rio Grande do Sul

- Coletivo Ciganagens

- Associação Nacional das Mulheres Ciganas

- Grupo de estudos e pesquisa Consciência da Faculdade de Educação UNB - Campus Darcy Ribeiro

- Grupo de Diversidade Religiosa e Intolerância (GEDRI)

- Centro de Direitos Humanos e Memória Popular do RN

- Associação Estadual das Etnias Ciganas do Estado de Goiás

- Associação municipal cultural de Direitos e defesa do povo cigano de Conselheiro Lafaiete Mg

- Associação Comunitária dos Ciganos de Condado – PB (ASSOCIC-PB)

- Gec-Grupo de estudos culturais/UFPB

- Associação dos Ciganos de Pernambuco

- Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Etnicidade (NEPE) Universidade Federal de Pernambuco