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sexta-feira, 20 de junho de 2025

AEEC participa de Encontro de Gestores da Cultura e Esporte de MT

Vice-presidente da AEEC, Jéssika Lorrayne Leme, Primeira-dama Virgínia Mendes e a presidente da AEEC, Rosana Matos Cruz na feira do evento

A Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso (AEEC-MT) foi uma das organizações convidadas pela Secretaria de Estado de Cultura, Esportes e Lazer de Mato Grosso (Secel-MT) para integrar o pavilhão da Feira Cultural do I Encontro de Gestores da Cultura e do Esporte de Mato Grosso.

A AEEC contou com stand na Feira cultural do evento, onde apresentará seus trabalhos principais, como a manutenção e a conservação dos saberes femininos, especialmente, a medicina tradicional Calon, a produção de eventos culturais, como os Encontros de Cultura Cigana de MT e os Encontros de Mulheres Ciganas de MT.

Além disso, a instituição integrou a programação artística do evento e indicamos a participação do grupo As Babanins, que às 17h do dia 24 de junho, fizeram uma apresentação de dança cigana no palco principal do evento.

A presidente da AEEC-MT, Rosana Cristina Alves de Matos Cruz, a tesoureira, Fernanda Caiado e o Gerente de Projetos, Aluízio de Azevedo, participam do evento representando a organização, pelo município de Cuiabá.

Já  a vice-presidente da AEEC-MT, Jéssika Lorrayne Alves Cabral Lima Leme, veio de Rondonópolis, especialmente, para participarem do Encontro

Organizado pela Secel-MT, o encontro ocorreu no período entre 23 e 25 de junho, no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá e contou com a presença da Ministra da Cultura, Margareth Menezes.

Também estiveram presentes o governador Mauro Mendes, o Secretário da Secel, David Moura, deputados estaduais, vereadores, prefeitos, trabalhadores da cultura, artistas e mestres populares de diversos segmentos.

Músicos, cineastas, artistas plásticos, artistas visuais, profissionais das artes cênicas, do circo e produtores culturais em geral, além de patrocinadores e apoiadores vindos de quase todos os municípios mato-grossenses, estiveram em ebulição durante o Encontro, que teve programação diversificada, intensa e variada, incluindo, a participação da atriz global, Denise Fraga.

Com informações do Site da Secel: www.secel.mt.gov.br/-/encontro-de-gestores-de-cultura-e-esporte-de-mt

sexta-feira, 17 de janeiro de 2025

NOTA DE PESAR EUNICE RODRIGUES TEIXEIRA

A Comunidade Cigana de Mato Grosso, especialmente, a Tangaraense, amanheceu mais triste nesta sexta-feira (17.01).

Com pesar, anunciamos o falecimento da querida Eunice Rodrigues Teixeira nesta quinta-feira (16.01), devido a complicações de um câncer.

Filha de Eurípedes Alves Pereira (in memorian) e Venerena Rodrigues Pereira, deixa o esposo Dirceu Teixeira, três filhos, Lara, Eduardo e Otávio e uma neta, Laura, a quem consternados, expressamos os nossos mais profundos sentimentos e pêsames.

Nice e a sua mãe Venerana Rodrigues

Eunice era professora pedagoga concursada do município de Tangará da Serra, lecionava numa creche e estava afastada para tratamento desde o mês de julho. Também formou-se em Direito..

Aos 45 anos era uma destacada liderança da comunidade cigana do município de Tangará e mato-grossense, sempre participando ativamente de todos os eventos da AEEC-MT.

Foi uma das quatro organizadoras da Oficina de Chibe: Reavivando a Língua Calon, que ocorreu em maio de 2024, no município  (foto abaixo). Também participou do II Encontro de Mulheres Ciganas de Mato Grosso, em Cuiabá, no mesmo mês e ano.

Eunice participou ainda da oficina da plataforma de Territórios tradicionais, ocorrida em setembro de 2023, em Rondonópolis, com a presença do Ministério Público Federal (MPF) e da oficina do projeto de mapeamento dos Povos e Comunidades Tradicionais (PCTs) de Mato Grosso, realizada pela Unemat, por uma encomenda do Comitê Estadual dos PCTs.

Nice e o filho Eduardo durante a oficina do MPF, em Rondonópolis (Setembro 2023)

A ativista Calin também foi uma das 35 mulheres ciganas mato-grossenses fotografadas para a Exposição Multimídia Calin.

Eunice era uma mulher inteligente, sensível, aguerrida, cheia de vida e alegria. Tinha uma presença que não passava despercebida e sempre trazia comentários que agregavam e faziam crescer a todos que estavam por perto.

Ela não aceitava as desigualdades sociais e lutava por uma educação justa e de qualidade. Vai fazer muita falta.

Oramos ao nosso Senhor Jesus Cristo que a receba de braços abertos, descansando na paz dos justos.

Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso (AEEC-MT)

quarta-feira, 5 de junho de 2024

Luzia e as Calins do Cerrado estreou em 25 de maio

Público mato-grossense conferiu a projeção de dois episódios da série que no total é composto por cinco. Na foto: Audelena (vermelho no centro) ao lado da prima Joeda, filha Carol (blusa branca) e mãe Elídia (fundo)

Estreou no dia 25 de maio (sábado), na praça Silva Freire, em Cuiabá, a minissérie "Luzia e As Calins do Cerrado". Cerca de 40 pessoas compareceu ao evento, que ocorreu em conjunto com o lançamento da Exposição Diquela, que retrata em lambes, a vida Calon a partir de fotografias e textos de pessoas pertencentes a esta etnia de Brasil e Portugal. 

Composta por cinco episódios, esta é a segunda temporada produzida pela AEEC-MT abordando mulheres ciganas Calins. A primeira temporada, Diva e As Calins de Mato Grosso, também em cinco episódios, está disponível no Canal do YouTube da AEEC-MT e no site da Exposição Multimídia Calin, no link www.galeriacalin.com

O termo "Calin" é uma autodenominação das mulheres do tronco étnico Calon, representando um forte senso identitário e valorização de conhecimentos, tradições, narrativas e memórias femininas, que enfrentam não apenas o racismo, mas também o machismo.

A nova temporada da minissérie ampliou sua perspectiva, incluindo Calins de Goiás e chegando a outros territórios Calon do cerrado, como Sinop. Na primeira temporada, estrelaram mulheres de Cuiabá, Rondonópolis e Tangará da Serra, em Mato Grosso. 

Sara Macedo, de Goiás, estrela um dos episódios da minissérie

Agora, o trabalho destaca a importância desse bioma na série e sua ligação com os costumes e estilo de vida dos grupos ciganos vivem em MT, em Rondonópolis e Cuiabá, além de Sinop e em Goiás, na Capital e arredores.

O financiamento desta segunda temporada é realizado por meio do edital Mulheres em Movimento 2023 – por Solidariedade, Justiça e Democracia, uma ação do Fundo Social Elas + - Doar para Transformar: https://fundosocialelas.org/

A produção tem a direção da Kaiardon Produções e apoio no lançamento da Assembleia Social, Casa Silva Freire, Casa das Pretas e Bar Mandioca Pub.

De acordo com a presidente da AEEC-MT e produtora executiva da minissérie, Rosana Matos Cruz, o projeto visa “promover o reconhecimento das mulheres ciganas, por meio da valorização e registro de suas manifestações culturais, práticas e conhecimentos, garantindo que eles continuem a existir, salvaguardados como parte do rol de conhecimentos que a sociedade mato-grossense e a sociedade brasileira possuem”.

Rosana Cristina, presidente da AEEC-MT e produtora executiva da minissérie

Já o diretor da série, Rodrigo Zaiden, pondera que o trabalho fortalece as lideranças ciganas, especialmente as anciãs e seus saberes tradicionais, figuras centrais para a continuidade das próprias comunidades romanis. Em suas palavras, a obra busca “impactar positivamente nas pessoas ciganas, especialmente as mulheres jovens, mais suscetíveis a perda dos costumes tradicionais, sensibilizando-as para a importância da manutenção de suas culturas, identidades e narrativas”.

Personagens - A matriarca Maria Luzia Alves, de Sinop (MT), será a figura simbólica desta temporada e que dá nome à série. Os outros episódios serão estrelados por Zilma Rodrigues (Rondonópolis), Sara Macedo (Goiânia), Audelena Dias (Rondonópolis) e Fernanda Caiado (Cuiabá).

Luzia e As Calins do Cerrado aborda aspectos históricos, a vida rural e nômade em barracas, a organização social nas cidades que dialogam ou contrastam com a sociedade mato-grossense atual, e a visão das mulheres Calins para preservar identidades e cultura no futuro.

Rompendo com paradigmas racistas e machistas, a produção busca um diálogo empoderado com as participantes, respeitando a forma como desejam ser representadas.

A serie será lançada no Canal do YouTube da AEEC-MT no segundo semestre deste ano. Na foto Tia Luzia Alves, de Sinop, que estrela o episódio 1.

Texto: Aluízio de Azevedo
Fotos: Karen Ferreira

Ficha Técnica

Realização: Núcleo de Audiovisual da AEEC-MT

Patrocínio: Edital Mulheres em Ação 2022 – Fundo Elas +

Direção Geral – Rodrigo Zaiden

Codireção – Aluízio de Azevedo e Karen Ferreira

Pesquisa e Roteiro – Aluízio de Azevedo

Produção Executiva – Rosana Cristina Alves de Matos Cruz e Fernanda Caiado

Direção de Fotografia – Karen Ferreira

Edição, Montagem e Finalização – Raquel Beatriz

Captação de Som Direto – Rodrigo Zaiden

Elaboração do projeto, Assessoria de Comunicação e Imprensa – Aluízio de Azevedo

Trilha Sonora Original e Designer de Som – Caju

Parceria Musical Kalo Chiriklo – Aline Miklos

Designer e Identidade Visual – Rodrigo Zaiden

Consultoria de Roteiro – Irandi Rodrigues Silva

Apoio – Assembleia Social, Casa Silva Freire, Casa das Pretas, Secel-MT

Mulheres Ciganas nos Episódios

Luzia Alves

Zilma Rodrigues

Audelena Dias Cabral

Sara Macedo

Fernanda Caiado

quinta-feira, 23 de maio de 2024

Exposição Diquela e Mostra Calon Lachon encerram programação do Maio Cigano em MT

 
Ranulfo Rodrigues Cunha e sua esposa Alda Alves Cunha batizam o neto Fernando Carlos
Foto-montagem: Rodrigo Zaiden. Texto: Nilva Rodrigues Cunha. Foto de Arquivo: Aluízio de Azevedo

No próximo sábado (25 de maio), os povos ciganos ocuparão o Centro de Cuiabá. Mais especificamente o Espaço Silva Freira – Casa de D. Janoca e a Praça da mandioca, onde ocorrerá o encerramento do IV Encontro de Cultura Cigana de Mato Grosso, com o lançamento da Exposição Diquela e a realização da Mostra Calon Lachon.

O IV Encontro teve início em 01 de maio com o lançamento de campanha virtual "Maio Cigano: O que você conhece sobre os povos ciganos?" 

A campanha visa a valorização das culturas ciganas e o combate aos preconceitos e estereótipos e já contou também com a realização da Oficina de Chibe: Reavivando a Língua Calon, em Tangará da serra, no dia 11 de maio. 

Também no sábado, dia 25 de maio, no horário entre 08h e 15h30, acontece o II Encontro de Mulheres Ciganas de MT.

Obras fotográficas e textos de pessoas ciganas brasileiras e portuguesas integram a exposição em formato de lambes afixada nos muros do espaço Silva Freire - Casa de D. Janoca, Centro de Cuiabá

Graças a uma parceria com a Casa Silva Freire, a Exposição Diquela  ocupará os muros do Espaço Silva Freire – Casa de D. Janoca, que está localizado na Rua Pedro Celestino Esquina com a Rua 12 de Outubro.  

No espaço onde o Poeta Silva Freire passou a infância na casa de sua avó D. Janoca, também ocorre a Mostra Calon Lachon que contará com a exibição de três curtas produzidos pelo núcleo de audiovisual da Associação das Etnias Ciganas de Mato Grosso (AEEC-MT), que também coordena o IV Encontro de Cultura Cigana de MT.

Na Mostra Calon Lachon, serão lançados dois episódios que compõem a minissérie Luzia e As Calins do Cerrado: o episódio Luzia, estrelado pela anciã Calin que dá nome a esta temporada da série e o episódio Zilma, com a Calin de Rondonópolis. Fechando a mostra, será exibido o filme Caminhos Ciganos (2023), dirigido por Aluízio de Azevedo.

As fotografias da exposição são de Karen Ferreira e revelam as comunidades ciganas do tronco étnico Calon de Brasil e Portugal.

A exposição conta com textos de pessoas ciganas, que foram diagramadas em formato de poemas visuais pelos artistas Tamii e Rodrigo Zaiden, que também assinam a identidade visual e a expografia do projeto.

Em formato de lambes, Diquela ocupa os muros do Espaço Silva Freire durante 30 dias. Mas quem não estiver por Cuiaba ou não passar pelo centro da cidade, pode conferir a exposição no formato virtual, pois o catálogo com as obras  será disponibilizado no Blog da AEEC-MT, com algumas peças divulgadas no Instagram da instituição.

A curadoria das fotos é de Aluízio de Azevedo, com colaboração de Rodrigo Zaiden. A produção executiva do trabalho é assinada por Rosana Matos Cruz e Fernanda Alves Caiado, respectivamente, presidente e tesoureira da AEEC-MT.

O Fundo Elas + Doar para Transformar é o patrocinador da nova temporada da minissérie com as Calins do Cerrado, por meio de seleção na chamada pública Mulheres em Movimento 2023.

terça-feira, 7 de maio de 2024

IV Encontro de Cultura Cigana de MT

 MAIO CIGANO

Programação ocorrerá durante todo o mês de maio e envolve encontro de mulheres, oficina de Chibe, lançamento da minissérie Luzia e As Calins do Cerrado e campanhas de valorização dos povos ciganos

A Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso (AEEC-MT) preparou para este mês de maio, quando comemoramos no Brasil o Dia Nacional dos Povos Ciganos (24 de maio), uma série de atividades visando marcar a data. Trata-se do IV Encontro de Cultura Cigana de Mato Grosso, um evento que reúne programações paralelas que ocorrem em Cuiabá, Rondonópolis e Tangará da Serra.

Por meio de duas iniciativas, uma física e outra virtual, a AEEC-MT realiza uma campanha de valorização dos povos ciganos e disseminação de suas culturas, histórias e tradições. A primeira delas, a campanha “O que você conhece sobre os povos ciganos”, começa logo no início do mês.

Foram elaborados cards que serão postados nas redes da AEEC-MT durante o mês, com informações qualificadas do universo cigano e uma foto exclusiva da comunidade cigana mato-grossense e sua participação no III Encontro de Cultura Cigana de MT, que ocorreu em 2023, também nestes três municípios. 

As imagens são assinadas pela fotógrafa Ju Queiroz, a identidade visual campanha é de Tamii, projeto expográfico de Rodrigo Zaiden, com curadoria de Aluízio de Azevedo.

Além disso, a campanha conta ainda com a Exposição Diquela, que ganhará as ruas da Capital Mato-grossense a partir do dia 24 de maio. 

Em formato de lambes que no conjunto trazem uma narrativa próxima e intimista do universo dos Calon, um dos três troncos étnicos ciganos – os outros dois troncos são os Rom e os Sinti. As fotos da exposição são da fotógrafa Karen Ferreira, com identidade visual de Tamii, projeto expográfico de Rodrigo Zaiden e curadoria de Aluízio de Azevedo.

Já no dia 11 de maio, ocorre a Oficina de Chibe, em Tangará da Serra e no dia 25 de maio, o II Encontro de Mulheres Ciganas de Mato Grosso e o lançamento da minissérie Luzia e As Calins do Cerrado, em Cuiabá.

Oficina de Chibe: Reavivando a Língua Calon

A I Oficina de Chibe: Reavivando a Língua Calon envolve 50 pessoas Calon de Tangará da Serra. Iniciativa inovadora no Brasil, é dedicada exclusivamente às pessoas ciganas e realizada no dia 11 de maio, por meio do Edital Viver Cultura 2022, da Secel-MT. 

A Chibe é um dos elementos culturais mais significativos dos Calon, servindo como um marcador cultural e de proteção. O evento visa promover a interação e a troca de conhecimento entre jovens e anciãos ciganos para preservar a Chibe. 

Quinze líderes ciganos idosos foram incluídos no projeto como mestres da cultura cigana, por serem guardiões da Chibe e responsáveis por transmiti-la à juventude. Para isso, a oficina disponibiliza materiais pedagógicos exclusivos, desenvolvidos com base na lógica de pensamento da Chibe e da cultura Calon.

II Encontro de Mulheres Ciganas de MT

Os encontros de mulheres ciganas têm como objetivo o reconhecimento das mestras Calins e de seus conhecimentos como manifestações importantes do patrimônio cultural cigano, mato-grossense e brasileiro. 

O primeiro encontro ocorreu em Rondonópolis, em 2021, com a participação de 15 mulheres Calins. Agora, o evento será em Cuiabá, em 11 de maio, com a presença de 20 participantes. 

Financiado pelo edital Viver Cultura 2022 da Secel-MT, essa iniciativa fortalece os laços entre as mulheres ciganas, promovendo a troca de experiências entre elas. A programação inclui uma roda de diálogo sobre a medicina tradicional cigana, uma especialidade de muitas mestras ciganas. 

O objetivo é valorizar e preservar as expressões culturais mantidas pelas mulheres Calins e combater os estereótipos racistas e discriminatórios contra elas.

Luzia e As Calins do Cerrado

A série "Luzia e As Calins do Cerrado", composta por cinco episódios, é a segunda temporada produzida pela AEEC-MT  que retrata as mulheres ciganas Calins.

O termo "Calin" é uma autodonominação das mulheres do tronco étnico Calon, representando um forte senso identitário e valorização de conhecimentos, tradições, narrativas e memórias femininas, que enfrentam não apenas o racismo, mas também a opressão machista.

A primeira temporada, intitulada "Diva e as Calins de MT", em 5 episódios, fazia parte do projeto "Diva e As Calins de Mato Grosso: Ontem, Hoje e Amanhã", financiado pela Lei Aldir Blanc da Secel-MT, que reconheceu a raizeira e benzedeira Maria Divina Cabral, a Diva, como mestra da cultura mato-grossense.

A nova temporada ampliou sua perspectiva, incluindo Calins de Goiás e chegando a outros territórios Calon do cerrado, destacando a importância desse bioma na série e sua ligação com os costumes e estilo de vida cigano destes grupos que vivem em MT e GO.

A matriarca Maria Luzia Alves, de Sinop (MT), será a figura simbólica desta temporada, acompanhada por Zilma Rodrigues (Rondonópolis), Sara Macedo (Goiânia), Audelena Dias (Rondonópolis) e Fernanda Caiado (Cuiabá), que estrelam os outros episódios.

A obra aborda aspectos históricos, a vida rural e nômade em barracas, a organização social nas cidades que dialogam ou contrastam com a sociedade mato-grossense atual, e a visão das mulheres Calins para preservar identidades e cultura no futuro.

Rompendo com paradigmas racistas e machistas, a produção busca um diálogo empoderado com as participantes, respeitando a forma como desejam ser representadas. 

O financiamento da série é realizado por meio do edital Mulheres em Movimento 2023 – por Solidariedade, Justiça e Democracia, uma ação do Fundo Social Elas + - Doar para Transformar: https://fundosocialelas.org/.

Rosana Cruz, presidente da AEEC-MT e coordenadora do II Encontro de Mulheres Ciganas de MT

Ficha Técnica IV Encontro de Cultura Cigana de MT

Realização – Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso (AEEC-MT) e Secretaria de Estado de Cultura, Esportes e Lazer de Mato Grosso (Secel-MT)

Apoio – Assembleia Social – Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT)

Coordenação Geral – Aluízio de Azevedo e Fernanda Alves Caiado

Coordenação Geral Adjunta – Rodrigo Zaiden

Produção Executiva – Rosana Cristina Alves de Matos Cruz e Fernanda Caiado

Assistente de Produção Executiva – Nilva Rodrigues Cunha, Adriana Rodrigues Angola e Jéssika Loraynne Cabral Lima Leme

Fotografias: Karen Ferreira e Ju Queiroz

Direção de Produção – Rodrigo Zaiden

Assistência de Direção de Produção - Tamii

Produção Local – Rosana Cristina Alves de Matos Cruz, Adriana Rodrigues Angola, Simone Carla Rodrigues de Oliveira, Aldi Rodrigues e Eunice Alves. 

Assessoria de Comunicação e Imprensa – Aluízio de Azevedo

Direção de Arte – Rodrigo Zaiden

Designer Gráfico e Idendidade Visual – Tamii

Consultorias ciganas: Terezinha Alves, Irandi Rodrigues Silva, Nilva Rodrigues Cunha

Grupo de Danças Tradição Cigana: Audelena Dias Cabral

Contabilidade: Jéssika Lorrayne Cabral Lima Leme


Ficha Técnica Oficina de Chibe

Realização: Secretaria de Estado de Cultura, Esportes e Lazer de MT (Secel-MT)

Proponente: Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso (AEEC-MT)

Coordenação Geral – Adriana Rodrigues Angola e Aluízio de Azevedo

Coordenação Pedagógica – Eunice Alves

Direção de Programação – Aldi Rodrigues

Direção de Produção – Simone Carla Rodrigues Oliveira

Direção de Arte – Rodrigo Zaiden

Consultoria Pedagógica e Assessoria de Comunicação – Aluízio de Azevedo

Produção Executiva – Adriana Rodrigues Angola, Fernanda Caiado e Rosana Cruz

Identidade Visual e lay out – Tamii e Rodrigo Zaiden

Videomaker – João Aquino


Ficha Técnica II Encontro de Mulheres ciganas de MT

Realização: Secretaria de Estado de Cultura, Esportes e Lazer de MT (Secel-MT)

Proponente: Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso (AEEC-MT), por meio de sua representada, Rosana Cristina Alves de Matos Cruz

Coordenação Geral: Rosana Cristina Alves de Matos Cruz e Aluízio de Azevedo

Produção Executiva: Fernanda Caiado e Rosana Cristina Alves de Matos Cruz

Direção de Arte e Direção de Produção: Rodrigo Zaiden

Assistente de Produção - Tamii

Consultoria Pedagógica e Assessoria de Comunicação – Aluízio de Azevedo

Identidade Visual e lay out – Tamii e Rodrigo Zaiden


Ficha Técnica Luzia e As Calins

Realização: Núcleo de Audiovisual da AEEC-MT

Patrocínio: Edital Mulheres em Ação 2022 – Fundo Elas +

Direção Geral – Rodrigo Zaiden

Codireção – Aluízio de Azevedo e Karen Ferreira

Pesquisa e Roteiro – Aluízio de Azevedo

Produção Executiva – Rosana Cristina Alves de Matos Cruz e Fernanda Caiado

Direção de Fotografia – Karen Ferreira

Edição, Montagem e Finalização – Raquel Beatriz

Captação de Som Direto – Rodrigo Zaiden

Elaboração do projeto, As


sessoria de Comunicação e Imprensa – Aluízio de Azevedo

Trilha Sonora Original e Designer de Som – Caju

Parceria Musical Kalo Chiriklo – Aline Miklos

Designer e Identidade Visual – Rodrigo Zaiden

Consultoria de Roteiro – Irandi Rodrigues Silva

Mulheres Ciganas nos Episódios

Luzia Alves, Sara Macedo, Zilma Rodrigues, Audelena Dias Cabral e Fernanda Caiado


Você sabia que o IBGE não contabiliza povos ciganos no censo populacional brasileiro?

Apesar de estarmos no Brasil desde os primórdios da colonização (o primeiro registro escrito da chegada de um Calon ao país é de 1.574), o IBGE não faz a contagem dos povos ciganos no censo populacional?

Desde os anos 2000, o movimento cigano brasileiro tem pressionado o governo federal para que o IBGE faça essa contagem dos povos ciganos no censo.

Em 2020, o Ministério Público Federal (MPF) recomendou ao órgão que incluísse os povos ciganos no censo, entretanto, à revelia, o IBGE descumpriu a recomendação.

Como o IBGE não faz essa contagem, tudo fica dificultado para elaboração de políticas públicas afirmativas.

Saber informações confiáveis e seguras é super importante para que o poder público, em suas três esferas, promova políticas específicas, que atendam às nossas necessidades.

A invisibilidade histórica afeta os povos ciganos não apenas nos sistemas de informação oficiais do governo brasileiro.

As culturas e histórias ciganas estão ausentes dos livros didáticos, de história, de literatura e outros produtos simbólicos e culturais.

Nilva Rodrigues Cunha (Ronodonópolis) e Eduardo Alves Teixeira (Tangará da Serra) durante oficina realizada com o MPF em 2023

E quando aparecemos, somos citados de forma estereotipada e preconceituosa, que não corresponde com as nossas realidades.

Essas estratégias de opressões simbólicas, se combinam com o racismo estrutural, e a realidade hoje é de excluso e desigualdade social para a maioria dos grupos Romani.

Mas seguimos resistindo como identidades de resistência: com culturas milenares, mantendo valores, tradições, cosmologias e mitologias.

Apesar da perseguição estatal, nós contribuímos com a cultura, a identidade, a economia e a cultura nacional, enriquecendo a diversidade cultural do país.

Acompanhem nossas postagens, compartilhem e nos ajudem a quebrar estereótipos e preconceitos históricos sobre os três troncos étnicos ciganos, os Calon, os Rom e os Sinti.

Durante todo o mês de Maio publicaremos cards e carrosséis trazendo diversas informações qualificadas acerca dos povos ciganos.

Fotos: @Juqueiroz; Artes: @Rodrigozaiden e @apenasTamii; textos: @aluiziodeazevedo

#povosciganos #ciganos #ciganas #Calon #Rom #Sinti #Romah #gypsy #gitanos #povostradicionais #tradição #cultura #maiocigano #24demaio #Matogrosso #Brasil #anticiganismonuncamais #combateaoracismo #dianacionaldosciganos #aeecmt



sábado, 4 de maio de 2024

Você sabia que o correto é falar Povos Ciganos no plural e não povo cigano no singular?

Calon, Rom e Sinti são os três principais troncos étnicos que conformam os povos ciganos no Brasil 

Pois é, o nome “ciganos” é um genérico criado pelos portugueses para denominar diversos grupos e três grandes troncos étnicos, os Calon, os Rom e os Sinti, que por sua vez se subdividem em outros inúmeros subgrupos.

Também não é correto falar em etnia cigana no singular. Podemos falar em etnias ciganas no plural, dada essa diversidade interna.

Os Calon têm um longo período e histórico com países da Península Ibérica como Espanha e Portugal e foi de lá que chegaram no Brasil desde os primórdios da colonização, justamente expulsos, degredados, por serem ciganos.

Na foto três mulheres Calins, isto é, pertencentes à etnia Calon da comunidade de Tangará da Serra

Os Rom tem um longo histórico de contato com países do Leste Europeu e Balcânicos, e se subdividem em uma infinidade de ramos internos como os Lovari, os Boiashi, os Ursari, os Hohoranê e os Kalderash, em maior número no Brasil.

Já os Sinti têm maiores contatos históricos com países como Itália, Alemanha e Europa Central e Norte.

Mas esta não é uma regra absoluta. Há Roms convivendo em toda Europa, assim como Sintis e Calons.

No Brasil, os Calon adquiriram características próprias e se subdividem territorialmente pelos estados e regiões brasileiras. Também são conhecidos como ciganos tropeiros.

Cada Tronco étnico e seus subgrupos têm histórias, memórias e tradições próprias, que por vezes se assemelham, mas mantém aspectos completamente diferentes, a exemplo das línguas e dos modos como vivenciam o casamento ou o luto, por exemplo.

Do mesmo modo, os Calon de Brasil, são diferentes dos Calon de Portugal e dos Kalé, de Espanha, ou os Kalé de países da América, como Argentina e Chile, apesar de serem do mesmo tronco étnico.

Saber essas diferenças é importante, principalmente, quando vamos falar de serviços e políticas públicas, em áreas como saúde e educação.

Também para ajudar a quebrar estereótipos e preconceitos seculares que insistem em permanecer no imaginário social brasileiro, reforçando o racismo estrutural.

Acompanhem nossas postagens, compartilhem e nos ajudem a quebrar estereótipos e preconceitos históricos sobre os três troncos étnicos ciganos, os Calon, os Rom e os Sinti.

Durante todo o mês de Maio publicaremos cards e carrosséis trazendo diversas informações qualificadas acerca dos povos ciganos.

Fotos: @Juqueiroz; Artes: @Rodrigozaiden e @apenasTamii; textos: @aluiziodeazevedo

#povosciganos #ciganos #ciganas #Calon #Rom #Sinti #Romah #gypsy #gitanos #povostradicionais #tradição #cultura #maiocigano #24demaio #Matogrosso #Brasil #anticiganismonuncamais #combateaoracismo #dianacionaldosciganos #aeecmt

quarta-feira, 27 de dezembro de 2023

Retrospectiva 2023 AEEC-MT

 

III Encontro de Cultura Cigana de MT que ocorreu em Rondonópolis no período de 04 a 06 de setembro e reuniu mais de 120 pessoas de comunidades ciganas de 6 cidades

O ano de 2023 foi bastante especial para a Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso (AEEC-MT) e, consequentemente, de vitórias e conquistas para as comunidades ciganas que vivem no Estado.

Encerramos, por exemplo, o ano com a boa notícia de que fomos reconhecidos como Ponto de Memória pelo Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM) e recebemos o prêmio Ponto de Memória do órgão, pela execução do projeto Diva e as Calins de MT: Ontem, Hoje e Amanhã. Este é o segundo prêmio que a AEEC-MT recebe pelo projeto, que em 2022, recebeu o prêmio Rodrigo Mello Franco, concedido pelo IPHAN.

Além do reconhecimento nacional do IBRAM, conseguimos firmar com a Secel-MT, por meio de aprovação no Edital Viver Cultura 2022, termos de compromisso para a realização de dois projetos, que serão executados no primeiro semestre de 2024: o II Encontro de Mulheres Ciganas de Mato Grosso, em Cuiabá; e a I Oficina de Chibe: Reavivando a Língua Calon, em Tangará da Serra.

Também garantimos em 2023 a continuidade da série com as mulheres Calins, aprovada em edital do Fundo Elas +; a implementação do Núcleo de Artes Cênicas Tradição Cigana em Rondonópolis, por meio de aprovação do Edital Move MT 2, ofertado pela Secel-MT, Oi Futuro e Instituto Eklloos. E fomos aprovados no edital da Fundação André Lúcia Maggi (FALM) para fortalecimento do nosso núcleo de audiovisual.

Quer saber mais sobre a atuação da AEEC-MT, acompanhe nossas redes sociais e canais no Instagram, Facebook e YouTube


No âmbito político e representativo, participamos das atividades do CEPCT-MT, que incluíram oficinas para a construção do plano de comunicação, do programa REM-MT e também participação do Assessor para Ciência e Comunicação da AEEC-MT, Aluízio de Azevedo, na COP28, que ocorreu em Dubai, em dezembro.

Em maio de 2023 concluímos nosso mandato iniciado em maio de 2021 no Conselho Nacional de Promoção de Políticas de Igualdade Racial (CNPPIR), órgão vinculado ao Ministério da Igualdade Racial (MIR). Encerramos o nosso mandato em reunião realizada com a Ministra do MIR, Anielle Franco, em que apresentamos as demandas dos povos ciganos.

Além disso, executamos quatro grandes projetos culturais e eventos políticos: O projeto Juventude Cigana: da Invisibilidade à Comunicação Popular em Saúde; o III Encontro de Cultura Cigana de Mato Grosso; três oficinas do projeto de Mapeamento do CEPCT-Unemat; e a Oficina da Plataforma de Territórios Tradicionais do MPF.

Confira abaixo a nossa retrospectiva 2023 e as principais ações executadas ao longo do ano.

Janeiro, Fevereiro e Março

Juventude Cigana: da invisibilidade à comunicação popular em saúde



Começamos 2023 com o pé direito, executando o projeto “Juventude Cigana: da invisibilidade à comunicação popular em Saúde”, por meio de uma parceria com o D
epartamento de História da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

O projeto formou 21 jovens ciganos, ciganas e ciganes de 10 estados brasileiros para a produção de conteúdos digitais nas áreas de saúde considerando o combate à fake news e a consolidação de modelos de comunicação que se preocupem com as realidades das comunidades romaníes no Brasil.

O curso foi organizado partir de chamada pública da Organização Pan Americana de Saúde (OPAS) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)  com financiamento do governo do Canadá, que selecionou projetos de comunicação popular em saúde de todo o país.

Foram oito sessões online, com especialistas e profissionais, sobre temas relativos à comunicação e saúde das comunidades ciganas, partindo do olhar crítico às mídias e a desinformação em saúde.

Os encontros aconteceram entre 28/02 e 23/03 com uma hora e meia de duração cada. Participantes receberam ajuda de custo como incentivo à participação. Após o encerramento do curso e foi elaborado um guia online de reaplicabilidade do curso.

Abril

 

Cerimônia do Prêmio Rodrigo Mello Franco

 

O projeto Diva e as Calins de Mato Grosso: Ontem, Hoje e Amanhã, foi uma das 10 iniciativas vencedoras da 35ª edição do Prêmio Rodrigo Mello Franco 2022, concedido pelo IPHAN. Para saber mais: https://aeecmt.blogspot.com/2023/04/calins-de-mt-participam-da-cerimonia-do.html

A cerimônia oficial de entrega do prêmio ocorreu nesta terça-feira (18.04), de forma online, com a participação do presidente do órgão, Leandro Grass. Também na ocasião, representantes de todas as iniciativas vencedoras tiveram direito a fala. Entre elas, duas integrantes do projeto Diva e as Calins de Mato Grosso: a mestra da cultura mato-grossense, raizeira e benzedeira, Maria Divina Cabral e a professora aposentada, Irandi Rodrigues Silva.

A cerimônia pode ser vista na íntegra no seguinte link: https://youtu.be/iT2GrD0s9JI

Campanha Juventude Cigana

Peça da Campanha Ciganos no IBGE desenvolvida pelos estudantes do curso Juventude Cigana e lançada em maio de 2023 nas redes sociais

Vinte e um jovens ciganos concluintes do curso de extensão “Juventude Cigana: da Invisibilidade à Comunicação Popular em Saúde” apresentaram nesse mês de abril, cinco campanhas de comunicação voltadas para as redes sociais.

Os produtos fazem parte do trabalho final da formação e trazem temáticas que visam a cidadania e a inclusão social dos povos ciganos, por meio do combate ao racismo, discurso de ódio contra pessoas ciganas, desinformação e fake news em saúde. Para saber mais e conhecer as campanhas: https://aeecmt.blogspot.com/2023/04/jovens-romani-criam-campanhas-de.html

Maio

Lançamento da Minissérie Diva e As Calins de MT

No mês de maio, quando comemoramos o Dia Nacional dos Ciganos (24 de maio), concluímos com maestria o projeto “Diva e as Calins de Mato Grosso: Ontem, Hoje e Amanhã”, com o lançamento da minissérie Diva e as Calins de MT. A minissérie que pode ser acessada no link do projeto, www.galeriacalin.com e também no canal do YouTube da Associação.

CNPPIR 2021/2023

Em maio de 2023, encerramos o nosso mandato no Conselho Nacional de Promoção de Políticas de Igualdade Racial, órgão vinculado ao atual Ministério da Igualdade Racial (MIR), com reunião com a ministra do MIR, Anielle Franco, onde apresentamos demandas dos povos ciganos. O cargo de titular foi ocupado por Terezinha Alves e o de suplente por Aluízio de Azevedo. Para ver mais: https://aeecmt.blogspot.com/2023/03/cnpir-realiza-reuniao-com-presenca-de.html

Guia de Reaplicabilidade do Curso Juventude Cigana

 

A Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso (AEEC-MT) lançou em 30 de maio, o “Guia Prático para replicação para Povos Ciganos e Povos Tradicionais” do Curso de extensão “Juventude Cigana: da Invisibilidade à Comunicação Popular em Saúde”. A ação encerra as atividades do curso, que foi ofertado em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e teve como objetivo o combate às fake news e desinformação no campo da saúde pública. O documento está disponível para baixar no seguinte link.

Junho

Aprovação no Move MT 2

Grupo de Danças Tradição Cigana representa a AEEC-MT no Move MT

A Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso (AEEC-MT) foi uma das 20 instituições/projetos aprovadas na 2ª edição do Projeto de Aceleração de Negócios Criativos, de Inovação e/ou Impacto Sociocultural de Mato Grosso – MOVE_MT 2. 

Desenvolvido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esportes e Lazer de Mato Grosso (Secel-MT), em parceria com a Oi Futuro, nesta segunda edição o Programa ofertará mentoria para a AEEC-MT com o objetivo de implementação do Núcleo de Artes Cênicas Tradição Cigana, em Rondonópolis. 

 O resultado pode ser conferido no site da Move_MT: https://oifuturo.org.br/editais/move_mt  

 Agosto

 Aprovação no Edital Elas +

 A Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso (AEEC-MT) tem uma super novidade para 2024: vem aí a segunda temporada da minissérie Diva e as Calins. Desta vez, serão produzidos cinco novos episódios com mulheres ciganas de três Estados do cerrado: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás.

O financiamento para garantir a continuidade da temporada 2 da série veio por meio da seleção da AEEC-MT no edital Mulheres em Movimento 2023 – por Solidariedade, Justiça e Democracia, uma ação do Fundo Social Elas + - Doar para Transformar: https://fundosocialelas.org/. 

Para conferir a lista de organizações contempladas Clique aqui. 

Além dos cinco episódios, com o recurso que receberá do Fundo Elas +, a AEEC-MT terá a oportunidade de construir um site institucional. O projeto deverá ser desenvolvido em 10 meses.

Setembro Cigano

III Encontro de Cultura Cigana de MT: Assembleia Geral e Eleições AEEC-MT

A Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso (AEEC-MT) completou em 17 de outubro seis anos de fundação. Para comemorar a data, a diretoria da organização realizou uma série de eventos em Rondonópolis, cidade com maior concentração de pessoas ciganas no Estado, cerca de 200.

Realizamos o III Encontro de Cultura Cigana de Mato Grosso, evento que reuniu mais de 120 pessoas e contou com programação que contemplou questões políticas e culturais dos povos ciganos mato-grossenses.

Como por exemplo, a nossa Assembleia Geral Ordinária, no acampamento cigano no Bairro Colina Verde, em Rondonópolis em 06 de setembro, com a presença de mais de 50 associados, onde foi eleita a nova diretoria da instituição, que continua em sua maioria composta por mulheres, incluindo a presidência, vice-presidência, secretaria e tesouraria.

Conheça a nova diretoria da AEEC-MT aqui.

Plataforma de Territórios Vivos - MPF

Outro evento que integrou a programação do III Encontro foi a Oficina da Plataforma de Territórios Tradicionais do Ministério Público Federal (MPF). O evento ocorreu em Rondonópolis, no dia 05 de setembro, ocasião em que participaram 18 pessoas ciganas, de várias cidades mato-grossenses, com a presença do procurador da república da 6ª Câmara do MPF, Ricardo Pael e a superintendente da Secel-MT, Keiko Okamura.

plataforma é um projeto do Ministério Público Federal (MPF) executado em parceria com o Conselho Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais (CNPCT), a Rede de PCTs e a empresa de cooperação alemã GIZ Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit.

Veja mais em Procuradoria da República em Mato Grosso: em: https://www.mpf.mp.br/mt/sala-de-imprensa/noticias-mt/mpf-recebe-reivindicacoes-de-povos-ciganos-durante-oficina-realizada-em-rondonopolis-mt

Circuito de Lançamento do  Filme Caminhos Ciganos

A programação do III Encontro, contou ainda com a exibição do Filme Caminhos Ciganos em 05 de setembro em Rondoonópolis, que por sua vez, integrou o Circuito de Lançamento do Filme Caminhos Ciganos, que a AEEC-MT apoio e ocorreu ainda em Tangará da Serra (30 de outubro) e Cuiabá (09 de setembro). Saiba mais em: https://aeecmt.blogspot.com/2023/09/filme-caminhos-ciganos-estreia-em.html

Dirigido pelo cineasta cigano, Aluízio de Azevedo e patrocinado pela Secretaria de Estado de Cultura, Esportes e Lazer de Mato Grosso (Secel-MT), a obra transita por comunidades ciganas de Brasil, Portugal e França, incluindo lideranças romani de Tangará da Serra, Cuiabá e Rondonópolis.

Programa Avisa Lá que Eu Vou

Além disso, a comunidade participou de forma muito especial no dia 06 de setembro do programa Avisa Lá que Eu Vou, com o apresentador Paulo Vieira, que será exibido no canal GNT, com janela para o programa Fantástico da Rede Globo. O programa deve ir ao ar em maio de 2024. Saiba mais: https://aeecmt.blogspot.com/2023/09/oficina-do-mpf-lancamento-do-curta-e.html


Outubro

Aprovação no Edital da FALM: núcleo de audiovisual

A Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso (AEEC-MT) foi uma das 40 organizações, movimentos sociais ou coletivos selecionados no Edital de Fortalecimento das Capacidades Institucionais da Fundação André Maggi (FALM).

A proposta da AEEC-MT no edital é o fortalecimento de seu núcleo de audiovisual, uma vez que esta é uma das principais áreas de atuação da associação, especialmente, no trabalho de registro, reconhecimento, salvaguarda e divulgação das tradições, saberes, costumes e manifestações culturais ciganas. Saiba Mais: https://aeecmt.blogspot.com/2023/10/aeec-aprovada-no-edital-da-fundacao.html

Novembro

Prêmio Ponto de Memória

AEEC é selecionada para o prêmio Ponto de Memória do IBRAM A Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso (AEEC-MT) foi uma das 60 iniciativas contempladas para receber o prêmio Pontos de Memória 2023, concedido pelo Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM). O resultado da premiação, que está em sua quarta edição, foi divulgado nesta terça-feira (28.11) e pode ser acessado aqui, onde as outras iniciativas contempladas também podem ser conhecidas.

A ação museológica inscrita pela AEEC-MT no prêmio foi o projeto Diva e as Calins de Mato Grosso: Ontem, Hoje e Amanhã, que reconheceu a raizeira e benzedeira cigana, Maria Divina Cabral, a Diva, como mestra da cultura mato-grossense, por seus relevantes serviços prestados na manutenção da medicina tradicional cigana e da cultura Calon.

Dezembro

AEEC-MT envia representante para COP28

Três representantes do Comitê Estadual dos Povos e Comunidades Tradicionais de Mato Grosso (CEPCT-MT), órgão vinculado à Secretaria de Estado de Trabalho, Ação Social e Cidadania de Mato Grosso (SETASC-MT), participaram da 28ª Conferência das Partes (COP28) das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC). O evento aconteceu nos Emirados Árabes, em Dubai, entre 30 de novembro e 12 de dezembro de 2023.

Laura Ferreira, da comunidade Ribeirão da Mutuca, território quilombola de Mata Cavalo; Lidiane Taverny Sales, Retireira do Araguaia da comunidade de Mato Verdinho; e Aluízio de Azevedo, Calon da comunidade cigana de Cuiabá, foram a COP28 para debater as questões ambientais e climáticas que afetam suas comunidades. A participação dos PCTs mato-grossenses foi financiada por duas ações do governo do estado: o programa REM e o projeto Janela B, ambos executados pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA-MT).

O representante dos povos ciganos de MT na COP28, apontou para a necessidade que os Estados e governos têm em conhecer e reconhecer a contribuição dos povos e comunidades tradicionais brasileiros, especialmente, os pertencentes aos três troncos étnicos Romani, os Calon, os Rom e os Sinti, tanto para o desenvolvimento econômico, histórico, cultural e social do país, quanto para a conservação da natureza.

Saiba mais em: https://aeecmt.blogspot.com/2023/12/representantes-de-povos-e-comunidades.html

Assessoria para Ciência e Comunicação da AEEC-MT