Andréa Haddad | Secel-MT, 16 de Outubro de 2026 às 15:29
A
programação foi elaborada pedagogicamente em diálogo com a cultura e a
identidade Calon. O projeto conta com materiais didáticos inéditos
desenvolvidos por uma equipe de consultoria pedagógica formada por mestres do
idioma.
“A oficina
foi estruturada em formato de gincana. A programação está muito leve e
divertida, pensada com carinho para um público com idades entre cinco e 80
anos. Um dos materiais é o Caderno de Atividades em Chibe, que conta com
exercícios linguísticos de fixação, como caça-palavras, complete e ligue as
frases, numerais e dicas de gênero”, explica Aluízio.
De acordo
com a presidente da AEEC-MT, Taize Aracelli Alves Caiado, o Chibe é um dos
principais patrimônios culturais imateriais dos ciganos Calon e precisa ser
reconhecido nos inventários de línguas brasileiras. “Esta é a segunda edição do
projeto em Tangará da Serra, e queremos levar a iniciativa a outros municípios
do Estado, principalmente Cuiabá e Rondonópolis, que reúnem grandes comunidades
e também precisam fortalecer essa tradição”, ressalta.
Além da
presidente da AEEC-MT, a oficina contará com a participação da
primeira-secretária e da segunda-secretária da instituição, Irandi Rodrigues
Silva e Orceni Rodrigues Angola, ambas integrantes da comunidade local. A
programação cultural inclui apresentação especial do grupo de dança “Calins do
Cerrado” e a exibição do documentário “Oficina de Chibe”, que registra a
primeira edição do projeto, realizada em 2024.
Em
respeito às diretrizes das lideranças locais de não ensinar o Chibe a não
ciganos, o curso é exclusivo para cerca de 50 integrantes da comunidade, entre
adultos, crianças e adolescentes. Uma das participantes é Aldi Rodrigues,
produtora e mediadora do evento, que destaca o valor imaterial do idioma.
“O Chibe
carrega a expressão genuína do sentimento do nosso povo. É a perpetuação da
nossa história de sobrevivência, cumplicidade e conexão com os antepassados.
Para existir, é preciso proteger e perpetuar”, afirma.
Para
Simone Carla Rodrigues, também produtora local, a iniciativa incentiva a troca
de conhecimentos entre gerações. “Este segundo encontro acontece justamente
porque nossos filhos, sobrinhos e até nós, adultos, ainda não temos o domínio
completo do Chibe. Entendemos algumas expressões, mas falamos poucas palavras.
Como a língua vem de uma tradição oral, esses encontros nos permitem reviver
memórias e fortalecer nossa identidade”, conclui.
Com
informações da assessoria
Disponível em: https://www.secel.mt.gov.br/w/secel-apoia-realiza%C3%A7%C3%A3o-do-segundo-m%C3%B3dulo-de-l%C3%ADngua-cigana-em-tangar%C3%A1-da-serra
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