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segunda-feira, 27 de maio de 2024

IV Encontro de Cultura Cigana de MT encerrou com lançamento de Exposição e Minissérie

 

Exposição Diquela permanecerá 30 dias nos muros do Espaço Silva Freire - Casa de Janoca - Centro de Cuiabá, à Rua 12 de outubro, esquina com a Pedro Celestino

Mesmo com a garoa e o frio de 13 graus (com sensação térmica de menos 10) atípicos na noite do último sábado (25 de maio) em Cuiabá, a AEEC-MT encerrou com chave de ouro a programação do IV Encontro de Cultura Cigana de MT.

Cerca de 40 pessoas compareceram ao Espaço Silva Freire – Casa de D. Janoca, no centro de Cuiabá, para o lançamento de dois produtos culturais da instituição, que integram o IV Encontro: a Exposição Diquela e a minissérie Luzia e As Calins do Cerrado.

O IV Encontro de Cultura Cigana de MT reuniu uma série de eventos durante todo o mês de maio, visando marcar o dia Nacional dos Povos Ciganos (24 de maio).

Em formato de lambes, a Exposição Diquela é composta por fotografias de comunidades ciganas de Brasil (Tangará, Rondonópolis, Brasília) e Portugal (Beja).

Apesar do frio, publico cuiabano comparece ao evento

Assinadas por Karen Ferreira, as fotografias foram afixadas nos muros do Espaço Silva Freire – Casa de D. Janoca, Centro de Cuiabá, onde permanecerão por 30 dias.

O trabalho tem projeto expográfico e identidade visual assinados por Rodrigo Zaiden e Tami e curadoria de Aluízio de Azevedo. Além de fotografias, a exposição conta com frases de pessoas ciganas de MT.

 O evento contou com a participação da Coordenadora Geral de Equidade do Ministério da Saúde (MS) Lilian Gonçalves (à direita) e a ponto focal para saúde cigana do órgão, Rafaela Barros. Ao centro, o Assessor para Ciência e Comunicação da AEEC-MT e servidor do MS, Aluízio de Azevedo 

Para sua realização, a AEEC-MT contou com o apoio da Assembleia Social da Assembleia Legislativa de MT

Também na noite deste sábado, foram exibidos dois episódios da minissérie “Luzia e As Calins do Cerrado”, realizada pela AEEC-MT, com financiamento do Fundo Elas +, por meio de edital Mulheres em Movimento 2023. Os episódios Luzia e Zilma foram exibidos.

Grupo de Danças Tradição Cigana, de Rondonópolis, marca presença no encerramento do IV Encontro de Cultura Cigana de MT, em Cuiabá

A noite cultural contou com apresentação do Grupo de Danças Tradição Cigana, de Rondonópolis, com a participação especial do artista cigano de Cuiabá, Marcos Gattas.

Pela manhã do sábado, a AEEC-MT, realizou o II Encontro de Mulheres Cigana de MT, que também integra a programação do IV Encontro de Cultura Cigana de MT

Participantes do II Encontro de Mulheres Ciganas de MT confeccionam garrafada para saúde da mulher

Outro evento que integra a programação do IV Encontro foi a Oficina de Chibe, que ocorreu no dia 11 de maio, para 50 pessoas Calon da comunidade de Tangará da Serra.

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Muros do Espaço Silva Freire ganha os lambes da Exposição Diquela

terça-feira, 23 de abril de 2024

Caminhos Ciganos é selecionado para o FICA 2024

O curta-metragem concorrerá na Mostra de Cinema Indígena e de Povos Tradicionais do 25 Festival Internacional de Cinema Ambiental

Caminhos Ciganos (24’, 2023) foi um dos curta-metragens selecionados para participar no 25º Festival Internacional de Cinema Ambiental (FICA), com o tema “Tecnologia, Inovação e Mudanças Climáticas”.

O filme será exibido na Mostra de Cinema Indígena e de Povos Tradicionais. Novidade neste ano, a mostra é dedicada a exibição de filmes de cineastas indígenas e de comunidades tradicionais, com premiação para longas e curtas-metragens.

53 produções audiovisuais se inscreveram para a Mostra Indígena e de Povos Tradicionais. Do Brasil, de estados como Roraima, Amazonas, Bahia, São Paulo, Mato Grosso e Minas Gerais e apenas seis foram selecionados.

Dirigido por Aluízio de Azevedo e codirigido por Rodrigo Zaiden e Karen Ferreira, Caminhos Ciganos aborda e tece relações, por meio do audiovisual entre diferentes comunidades ciganas brasileiras do tronco étnico Calon e entre distintas comunidades de Brasil e Portugal.

Para saber mais, acesse o site do filme Caminhos Ciganos.

A produção é realizada por meio de seleção no edital Cine Motion 2021 da Secretaria de Estado de Cultura, Esportes e Lazer de Mato Grosso (Secel-MT), com o apoio da AEEC-MT, GIZ, Ministério Público Federal (MPF), Assembleia Social, Prefeitura Municipal de Tangará da Serra.

Para conhecer todos os filmes selecionados para as mostras competitivas, basta acessar ao link: https://fica.go.gov.br/filmes-em-competicao/

Panorama da produção cinematográfica ambiental

Neste ano, 1.078 produções foram inscritas para participação no Festival, que será realizado de 11 a 16 de junho, na cidade de Goiás (GO e vai destinar premiações que variam de R$ 5 mil a R$ 35 mil, além de troféus e menções honrosas.

As comissões responsáveis pela avaliação do material audiovisual são formadas por profissionais com notória experiência e conhecimentos na área e, em sua maioria, estão compostas por membros escolhidos a partir de chamada pública, contando também com indicações da Universidade Estadual de Goiás (UEG) e do Conselho Estadual de Cultura do Estado de Goiás.

De acordo com o site do festival, a temática foi escolhida para fazer coro com as metas da COP30, que ocorrerá em 2025, em Belém do Pará, no Brasil.

“o objetivo é trazer para os holofotes o debate sobre o papel da tecnologia na transição em direção a uma economia de baixo carbono e alinhar o festival com os debates que ocorrem rumo à COP-30, em 2025, na cidade de Belém”, diz trecho no site.

O FICA - 25 Anos de História

O primeiro festival de cinema a abordar a temática ambiental do Brasil e um dos pioneiros no mundo, completa bodas de prata no ano de 2024. Consolidado como um dos eventos mais expressivos no gênero, o festival é referência tanto no cenário nacional quanto internacional.

A cada ano, nas telas do histórico Cine Teatro São Joaquim, na cidade de Goiás, é exibido um recorte do que há de mais novo, relevante e inquietante em termos de filmes que tratam da relação entre ser humano e natureza.

O Fica é um fórum de debates ambientais de alto nível, reunindo sempre grandes pensadores e líderes internacionais para discutir o presente e o futuro do planeta e da humanidade.

Por suas sessões de cinema e debates ambientais já passaram os mais importantes nomes do cinema e do meio ambiente no Brasil e no mundo, como Arnaldo Jabor, Cacá Diegues, Eduardo Escorel, Nelson Pereira dos Santos, João Batista de Andrade, Marina Silva, Miriam Leitão, Washington Novaes, entre outros.

Imagem do filme em Saintes-Maries-De-La-Mer, França, na Festa de Santa Sara kali

O Fica é inseparável da cidade de Goiás. Foi parte importante do processo que levou ao reconhecimento da cidade como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco e segue contribuindo com a economia e a cultura da antiga capital do estado, parceira de sua realização.

Realizado pelo Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), o festival conta com a correalização da Universidade Federal de Goiás (UFG) e da Fundação de Rádio e Televisão Educativa e Cultural (Fundação RTVE).

Assessoria de Comunicação do filme Caminhos Ciganos, com informações do Site do FICA

domingo, 3 de março de 2024

Programa Calon Lachon: registro, conservação e disseminação das culturas ciganas

Calon Lacho, que na língua Romanó-Caló quer dizer “Cigano Bom”, ou “Bom Cigano”, é um programa que tem como objetivo registrar (vídeos, áudio, fotos, documentos escritos), valorizar, conservar e divulgar as narrativas, saberes, práticas e memória oral de comunidades ciganas contadas por elas mesmas.

O Programa tem um site próprio que pode ser acessado no seguinte link: https://calonlachon.com.br/ 

A ideia é realizar registros fílmicos e a divulgação a partir de dentro, com olhares próprios e junto COM as pessoas ciganas e não SOBRE elas. Um dos diferenciais da metodologia é o retorno aos participantes, que auxiliam a si mesmos, com a possibilidade de autoanálise e de autocrítica, podendo complementar, detalhar ou refutar suas próprias considerações.

Propomos uma escuta aprofundada, que proporcione o diálogo sensível entre pessoas ciganas de diferentes famílias e grupos. Trata-se de um olhar dialógico, que valoriza os conhecimentos e saberes, costumes e tradições Romani, registrando suas vozes e olhares, potencializando lutas e demandas políticas e culturais.

Buscamos busca estabelecer pontes entre pessoas romani, registrando e divulgando suas ricas tradições e culturas, conhecimentos e saberes. Uma experiência cinematográfica que promove diálogos interculturais e interpolíticos entre diferentes grupos ciganos no Brasil em Portugal, para o fortalecimento de suas causas e lutas.

Calon Lachon é uma produção coletiva e sem fins lucrativos, coordenada pelos cineastas Aluízio de Azevedo e Rodrigo Zaiden  que contribuíram para o início dos trabalhos em 2017, durante seis meses no Brasil e durante seis meses em Portugal.

O registro etnográfico  é feito com a participação ativa das pessoas ciganas, que ajuda a definir desde o fechamento do roteiro e das temáticas abordadas, até as formas de linguagens, imagéticas e locais de participação.

Neste sentido, o trabalho conta principalmente com a direção e criação de pessoas ciganas, como os irmãos Stoesse e Araxides, em Tangará da Serra (MT), ou os irmãos Wanderley e Jefferson, no acampamento Nova Canaã, Sobradinho I (Brasília, DF).

Objetivo geral 

Construção de um acervo fílmico e fotográfico dos povos ciganos brasileiros e portugueses, silenciados e invisibilizados na história oficial, ainda que contribuíram imensamente para a economia, a cultura, a identidade e a sociedade brasileiras.

Objetivos Específicos

Desconstruir estigmas, estereótipos, racismos e preconceitos historicamente arraigados sobre as culturas e etnias Romani, seja nas mídias, na literatura, na ciência ou até mesmo nos dicionários,

Construir coletivamente com as próprias pessoas ciganas um novo e melhorado imaginário, tornando visíveis suas histórias de vida, tradições, modos de organização sociocultural, de ver, viver, sentir e estar

Histórico e Conceito

O programa nasceu em 2017, ano sabático em que o cineasta Cigano, Aluízio de Azevedo, realizou sua pesquisa de campo do doutorado. 

Na ocasião, pesquisou a comunicação e saúde, mediações e interculturalidades e produção social de sentidos identitários e emancipatórios, anticoloniais, por meio da metodologia fílmica e a construção de uma matriz própria, inspirada no método compartilhado de Jean Rouch e no cinema intertextual de Judith e David Mac Dougall.

O audiovisual foi um instrumento de diálogo, primeiro entre grupos ciganos de comunidades ciganas em diferentes unidades federativas brasileiras, Mato Grosso e Distrito Federal e depois entre ciganos portugueses e brasileiros, permitindo um reencontro e uma tradução intercultural e interpolítica.

Pessoas separadas por um oceano, de repente, puderam ver, conhecer e trocar mensagens e intercâmbios, utilizando o audiovisual. O conceito passa por produzir materiais que combatem estereótipos, preconceitos, construindo novos e melhores imaginários sobre os povos ciganos, que historicamente foram invisibilizados.

Percorremos quatro comunidades ciganas brasileiras: Nova Canaã (DF), Tangará da Serra, Cuiabá e Rondonópolis, em MT. Em Portugal: Águeda, Lisboa, Figueira da Foz, Ericeira, Moura, Beja, Porto, Elvas, Espinho, Algarve.

O princípio da confiança, do respeito e da ética, do improviso e da autorrepresentação foram alinhados ao tempo todo com a quebra de estereótipos e preconceitos. Neste sentido, a ideia de caminhos, de conexão, de confiança e de reencontro permeiam todo o projeto Calon Lachon e o filme Caminhos Ciganos. Claro que agora estamos produzindo arte pura e não mais arte no diálogo com a ciência.

Além do curta-metragem Caminhos Ciganos, o programa Calon Lachon se divide em outros projetos como a série Diva e as Calins de Mato Grosso, a Exposição Multimídia CALIN, o programa de entrevistas para web, Odova Romani e o longa-metragem Calon Lachon. O programa inclui também uma série com ciganos do Brasil, Portugal, Espanha e França.

Teaser: https://www.youtube.com/watch?v=Af3ANELEPT8&t=16s 

Rosto: https://www.facebook.com/CalonLachon 

Catarse: https://www.catarse.me/calonlachon