quarta-feira, 2 de abril de 2025

Curitiba ganha museu virtual que resgata a memória dos povos ciganos

Acervo Museu: 

Redação Bem Paraná com assessoria 01/04/2025 às 09:51

Curitiba ganha um novo museu no dia 8 de abril, o Dia Internacional dos Povos Ciganos. Nesta data será inaugurado o primeiro Museu Virtual de Memórias da Imigração Cigana na capital, o Museu Romanô Curitiba. O projeto, pioneiro no Brasil quando o assunto é registro dessa cultura, foi idealizado pela cigana Hayanne Iovanovitchi, neta de Cláudio Iovanovitchi, que faleceu na última semana, no dia 28 de março. Cláudio era um grande nome na luta pela preservação dos povos ciganos, representante da Associação de Preservação da Cultura Cigana (APRECI) e o Museu era um grande sonho. 

“Esse museu foi construído pelas mãos do meu avô, em cada detalhe, cada história e cada lembrança. Dois dias antes de ele falecer inesperadamente, ele fez a aprovação final do projeto, e ele estava animado com o lançamento. Agora, estamos lutando para que ainda mais a cultura cigana e, sobretudo a trajetória dele, seja valorizada”, lamenta a neta e executora do Museu, Hayanne.

O projeto, que vinha sendo pensado há mais de um ano, foi viabilizado por meio da Lei de Incentivo à Cultura da Fundação Cultural de Curitiba (FCC) e tem curadoria de Neiva Camargo Iovanovitchi e conta com o patrocínio da PESA-Cat – Paraná Equipamentos S.A.

O Museu Virtual de Memórias da Imigração Cigana em Curitiba, que teve um investimento de cerca de R$ 80 mil, surge como uma iniciativa inovadora para registrar e preservar a história da comunidade cigana no estado, que tradicionalmente se baseia na oralidade e que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Brasil chega a quase 1 milhão de pessoas.

“A nossa história, quando registrada, foi muitas vezes contada por não ciganos, carregada de estereótipos e fantasias. Com o Museu, finalmente temos a chance de narrar nossa trajetória com nossa própria voz, sem distorções. Era esse o desejo do meu avô, trazer protagonismo para os povos ciganos e, sobretudo, entender que o povo de Curitiba também é formado por essas culturas”, afirma Hayanne.

O acervo, disponibilizado de forma 100% online, é estimado em cerca de 180 peças e reúne documentos históricos, fotografias, vídeos e relatos exclusivos, incluindo materiais inéditos sobre a chegada dos ciganos da etnia Rom ao Paraná. A curadoria foi conduzida com base na pesquisa de Cláudio, neto de Duchan Iovanovitch – cigano que chegou da Iugoslávia em terras paranaenses em 1926.

Por muitos anos, Cláudio conservou e resgatou a história da família a partir de documentos herdados de seus avós. “A vida do meu avô foi dedicada em valorizar o nosso povo, e apesar da tristeza, temos certeza que será um momento inclusive, de celebrar a sua vida”, diz Hayanne. O Museu Virtual contará com recursos de acessibilidade e registros audiovisuais para proporcionar uma experiência inclusiva e interativa.

A inauguração oficial acontecerá no dia 08 de abril no Museu Paranaense, a partir das 19h, em um evento aberto ao público e que contará com uma roda de conversa sobre o processo de criação do museu e exposição de algumas peças físicas do acervo. A cerimônia, que seria conduzida por Cláudio, terá a participação da antropóloga do Museu Paranaense Josi Spenassatto, da proponente do projeto Hay Iovanovitchi, além de autoridades convidadas do governo estadual e federal. “Para nós, povos ciganos, vai ser um momento de homenagear meu avô e o legado que ele deixou. Ainda, vai ser um momento de fortalecer ainda mais a necessidade de valorizar a cultura cigana”, celebra Hayanne. 

O projeto busca ampliar o conhecimento sobre a cultura cigana e combater preconceitos por meio da preservação da memória e do acesso à informação verídica. Além do público em geral, o museu pretende engajar pesquisadores, estudantes, professores e agentes públicos que trabalham com os direitos dos povos ciganos. “Nossa ideia é mostrar ao público uma nova perspectiva dos povos ciganos e das nossas histórias. Tenho certeza que o Museu Romanô trará uma contribuição significativa para a cultura do estado”, finaliza a idealizadora do projeto.

Sobre Hayanne Iovanovitchi
Cigana de etnia Rom, Hayanne Iovanovitchi é trineta de Duchan Iovanovitch e pertence à quinta geração da Família Iovanovitchi em Curitiba. Bacharel em Direito, atriz e produtora cultural, é idealizadora do Coletivo de Mulheres Ciganas do Brasil e membro do Coletivo Ciganagens.

Sobre Cláudio Iovanovitchi (in memoriam)

Cláudio Iovanovitchi era importante liderança cigana Rom, fundador da Associação de Preservação da Cultura Cigana no Paraná (APRECI/PR) e defensor incansável da valorização das tradições ciganas. Cláudio também integrava o Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR) e atuava como vice-presidente do Sindicato dos Produtores Culturais do Estado do Paraná. Natural de Ponta Grossa e residente em Curitiba desde a década de 1970, Cláudio desenvolveu uma forte relação com o teatro e a pesquisa histórica. Deixa um legado importante para a preservação e difusão da cultura cigana no Brasil.

Serviço:
Evento de lançamento do Museu Romanô de Curitiba
Data: 08/04/2025
Horário: 19h
Local: Museu Paranaense – R. Kellers, 289 – São Francisco, Curitiba – PR

https://www.museuromanocuritiba.com/

Disponível em: https://www.bemparana.com.br/noticias/parana/curitiba-ganha-museu-virtual-que-resgata-a-memoria-do-povo-cigano/ 

sexta-feira, 28 de março de 2025

Nota de Pesar Cláudio Domingos Iovanovitchi

 

A comunidade cigana está em luto, Cláudio Domingos Iovanovitchi grande homem, marido, pai, avô e ativista cigano, fez sua última viagem, sua partida representa o encerramento de uma geração de ativistas.

Sua história de vida se confunde com a do movimento cigano no Brasil: foi um dos primeiros a se levantar e reivindicar os direitos do povos ciganos.

Produtor cultural cigano num país de invisibilização da história e cultura cigana, enfrentou desafios para que a voz dos povos ciganos fosse ouvida.

Até o último dia aqui na terra compartilhava os sonhos ,o anseio do reconhecimento e respeito a sua cultura.

Agradecemos por ter dedicado toda uma vida a causa cigana, sentiremos sua falta!

Vá ...a carroça está pronta, descanse em paz, nobre amigo e companheiro de luta.

Vai se o homem fica o legado
...

COLETIVO CIGANOS JUNTOS SOMOS MAIS FORTES.

sábado, 15 de março de 2025

Câmara de Cuiabá aprova criação do dia Municipal dos Ciganos

De autoria do vereador Mario Nadaf (PV - foto de terno), o projeto foi aprovado em segunda votação por 19 vereadores da Casa Parlamentar

A Câmara municipal de Cuiabá aprovou, no último dia 11 de março (terça-feira), após segunda votação em plenário, projeto de lei que institui o Dia Municipal dos Ciganos, a ser comemorado anualmente, no dia 24 de maio, mesma data do Dia Nacional dos Ciganos.

Proposto pelo vereador Professor Mario Nadaf (PV), o projeto de lei inclui o Dia Municipal dos Ciganos no Calendário Oficial de Eventos do Município de Cuiabá e foi aprovado com o apio de 19 vereadores da Casa Legislativa Cuiabana.

O projeto foi articulado pelo representante dos povos ciganos no Conselho Nacional de Promoção de Igualdade Racial (CNPIR), Marcos Gattas, por meio do seu Instituto Cultural das Etnias ciganas em Mato Grosso.

“Para a gente foi uma grande surpresa de ir duas sessões e das pessoas entenderem que hoje os povos ciganos tem decretos nacionais e leis que nos amparam e agora vem mais este no município. Os vereadores compreenderam que nós queremos políticas públicas específicas e o direito de viver e passar. Muito importante para nossa cultura, para saúde, para educação dos povos ciganos. Temos esperança que seremos vitoriosos nas nossas lutas e militâncias”, destaca Marcos.

Justificativa para aprovação do projeto

A justificativa do vereador para aprovação do projeto, destaca que a propositura “tem como objetivo principal incluir a data de 24 de maio como Dia Municipal dos Ciganos no Calendário Oficial de Eventos do Município de Cuiabá. Inicialmente, o povo cigano só foi reconhecido como minoria étnica no Brasil com a Constituição de 1988”.

Além disso, a justificativa destaca que “a escolha da data deve-se ao fato de o dia 24 de maio ser dedicado à Santa Sara Kali, padroeira dos povos ciganos. A população cigana inclui os grupos Rom, Sint e Calon formados pela diáspora de um povo nômade originário do norte da Índia, que passou por várias regiões do Oriente Médio e Europa, e depois espalhou-se por outros continentes”.

Por fim, o documento, pontua que “a população cigana está em constante movimento, seja pela sobrevivência ou pelo simples direito de existir em conformidade com suas tradições e valores. Não raro, é vista como intrusa e como ameaça à sociedade. Instituir uma data para homenagear os ciganos é também uma ação política, um esforço para que essa população se aproxime do Estado, tornando-se alvo de políticas públicas de inclusão, além de ser uma forma de se promover sua participação em conselhos e órgãos colegiados”.

quinta-feira, 13 de março de 2025

Vem aí o Museu Virtual de Memórias da Imigração cigana em Curitiba

 
Evento de lançamento ocorrerá marcando o dia Internacional dos Povos Ciganos, de forma presencial e por meio de live

No próximo dia 08 de Abril, Dia Internacional dos Povos Ciganos, ocorrerá o lançamento do site do Museu Virtual de Memórias da Imigração Cigana em Curitiba.

A cerimônia de lançamento será realizada a partir de 19 horas, no Museu Paranaense @museuparanaense. 

Ao mesmo tempo, será realizada uma live no IG do Museu Virtal @museuromano. O Museu é um projeto cultural aprovado no Edital Mecenato susbidiado 2021, da Fundação Cultural de Curitiba.

O evento contará com uma mesa de conversas, ministrada pelo pesquisador e ativista Rom, @claudio.iovanovitchi; pela idealizadora do projeto cultural, @hay.iovanovitchi; e mediada pela antropóloga do Museu Paranaense, @josispenassatto .

A programação do lançamento conta ainda com a exposição física das peças que compõe o acervo do Museu Virtual e conta parte da história Curitibana.

De acordo com Hayanne Iovanovitchi, a iniciativa é interessante, pois nasce da própria comunidade cigana de Curitiba. “Por sermos um povo de tradição oral, ínfimo ainda é o registro de nossa história nesse país, os registros que existem são de dentro da academia e em sua maioria vindos de pesquisas realizadas por não ciganos”, comenta.

Idealizadora do projeto, Hayanne no dia da defesa de seu TCC no curso de Direito, que trabalhou também o tema dos povos ciganos

De etnia Rom-Kalderashita, para Hay, é justamente “nisso que está o problema”. A nossa tradição é oral, e por muitos anos não foi escrita por nós mesmos”.

“Diante dessa problemática de memorialização e registro escrito das histórias que escutamos dos nossos mais velhos, tendo acesso aos documentos da família que ficaram com o meu avô, decidimos usar a tecnologia ao nosso favor para conectar os ciganos e não ciganos de todo o mundo à nossa história. Asim nasceu a ideia de criação do Museu Virtual de Memórias da Imigração Cigana em Curitiba”, conclui Hay.

Para acessar o insta do Museu: https://www.instagram.com/museuvirtualromano 


quarta-feira, 12 de março de 2025

AEEC-MT abre 20 vagas para plano de formação do Programa Gambira

 

Inscrições exclusivas para pessoas ciganas Calon, Rom e Sinti, no período entre 12 e 27 de março

Você é cigano/cigana das etnias Calon, Rom ou Sinti e tem interesse em ampliar a formação profissional nos campos da gestão de instituições sociais, elaboração e produção de projetos culturais, de comunicação, incluindo redes sociais e de audiovisual?

Se respondeu sim, essa é a sua oportunidade!

A AEEC-MT está com inscrições abertas, no período entre 12 e 27 de março, para o programa de formação do seu Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) para os próximos dois anos: o Programa Gambira.

O PDI será desenvolvido ofertando formação técnica e profissional aos quadros de associados da AEEC-MT e o fomento à melhoria dos processos internos e externos da instituição, garantindo sua sustentabilidade.

O Plano visa a formação de profissionais de origem cigana para atuar nas ações, programas e projetos da instituição, gerando renda nas próprias comunidades ciganas de MT e, ao mesmo tempo, promovendo a inserção das pessoas ciganas nas cenas culturais e artísticas de MT.

Programa Gambira - As formações ocorrerão no formato online, via plataforma zoom (cursos, rodas de diálogos, workshops, oficinas) ao longo dos próximos dois anos. Com aula inaugural prevista para 08 de abril, às 19h30, a formação será certificada como curso de extensão universitário pela Universidade Federal de Goiás (UFG).

Serão abordados temas como estratégias de advocacy, ativismo em prol dos direitos humanos dos povos ciganos; gestão e planejamento de instituições culturais e sociais; e elaboração e produção de projetos culturais, comunicacionais, audiovisuais e sociais em todas as fases (captação de recursos, elaboração de projetos, prestação de contas etc).

As aulas terão 2h e ocorrerão no formato virtual, duas vezes por mês.

Queremos ter você conosco nessa jornada de fortalecimento das nossas culturas, identidades, o orgulho em ser cigano, definindo e consolidando novos rumos para a AEEC-MT e as comunidades ciganas no Estado.

Inscrições abertas exclusivas para pessoas ciganas: 12 a 27 de março de 2025.

Confirmação da inscrição e seleção: 27 a 31 de março.

Início das aulas: 08 de abril de 2025, às 19h30 (horário de MT).

Para fazer a inscrição, basta preencher o formulário abaixo e deixar seus contatos, que em breve retornaremos

Para ver o cronograma de aulas acesse ao seguinte link: https://docs.google.com/document/d/1nolDklnM8xwE6_yLUI_waBQvUuPGCN-eI7-oDS58Dhg/edit?usp=sharing

CRITÉRIOS PARA PARTICIPAÇÃO

- Pertencer a uma das três etnias ciganas, Calon, Rom e Sinti

- Ter entre 15 e 70 anos

- Ter disponibilidade para frequentar todas as etapas do curso que ocorrerão durante dois anos, duas vezes por mês, de forma online, no período noturno, durante duas horas cada encontro.

- Dispor de pelo menos 10 horas mensais para as formações e atividades práticas do PDI

- Se comprometer na atuação prática e na melhoria da organização institucional da AEEC-MT

- No mínimo 50% das vagas serão garantidas para mulheres ciganas, garantindo a paridade de gênero

 


PATROCÍNIO

O PDI AEEC/MT/2025-2026 é executado a partir de uma mentoria da Fundação André Lúcia Maggi e a consultoria da Ponte a Ponte, por meio do Edital de Seleção de Organizações, Movimentos Sociais e Coletivos para o Fortalecimento de Capacidades Institucionais 2023/2024.

 

sexta-feira, 7 de março de 2025

Descubra 11 filmes para conhecer melhor os povos ciganos

 

Produções apresentam tradições e costumes desse povo tradicional sem estereótipos. Foto: Juvenil Rodrigues Cunha, da comunidade Calon de Tangará da Serra (MT) - filme É Kalon - Olhares Ciganos (2011).

Por Leonardo Valle, Para o Portal da Claro

Ainda são poucos os filmes, séries e documentários sobre o povo cigano no cinema comercial, como analisa o artista e cineasta de origem cigana calón Aluízio de Azevedo.

“Quando aparecem, são com personagens atravessados por estereótipos. Como a fetichização de mulheres ciganas que leem a sorte como bruxas ou em um papel sensual. Ou como na série britânica Peaky Blinders (2013), em que os ciganos são retratados como parte de uma organização criminosa, como ladrões ou trapaceiros. Há ainda o estereótipo do cigano sujo, com piolho etc.”, analisa.

Em contrapartida, a produção de filmes realizados por diretores de ascendência cigana tem apresentado outras narrativas, como o argelino Tony Gatlif.

“A extensa filmografia de Gatlif apresenta a diversidade e as tradições do povo cigano com um olhar intimista e extremamente poético que só uma pessoa de dentro, que conhece a cultura, conseguiria transmitir”, destaca Azevedo.

Evitando generalizações

No Brasil, os principais grupos ciganos são os Rom, Sinti e Calon. Há ainda subgrupos, como Kalderash, Lovara e Matchuara (Rom) e Manouche (Sinti). E, mesmo dentro de um mesmo grupo, as tradições familiares podem variar.

Por esse motivo, ao assistir a um filme, documentário ou série sobre o povo cigano, Azevedo alerta para tomar cuidado com generalizações.

“Por exemplo, ao assistir ao reality show estadunidense Meu Grande Casamento Cigano (2012), é preciso ter em mente que se trata de uma família, de uma etnia, de um país e de uma classe social, que não representa toda a diversidade de ciganos no mundo”, contextualiza.  

“No Brasil, por exemplo, há uma grande parte da população cigana que não acessa nem saneamento básico, que é uma realidade de exclusão social diferente da que será vista neste produto, no qual as famílias retratadas são ricas”, compara.

A seguir, confira 11 filmes para conhecer o povo cigano.

Latcho Drom (1993)

O premiado filme de Tony Gatlif acompanha músicos e dançarinos ciganos itinerantes enquanto viajam pela Europa e partes da Ásia. “Ele conta a história dos povos ciganos por meio da música”, resume Azevedo,

DEBAIXO DAS LONAS tudo é mais bonito! (2022)

Dirigido pelo cineasta cigano calón Roy Rogeres Filho, o documentário aborda as tradições do povo cigano circense ao contar a história de Irisma Fernandes, irmã do diretor. Ela viveu itinerante, passando por mais de 20 circos. Após o assassinato de seu pai durante uma apresentação, ela assumiu a responsabilidade de transmitir as tradições ciganas e circenses para seus irmãos, filhos e netos.

Meu grande casamento cigano (2012)

Reality show com seis temporadas no qual ciganos dos Estados Unidos mostram seus costumes, trabalhos e casamentos.

OLHO A’DENTRO (2013)

Curta-metragem documental de Camila Camila que fala de cultura cigana por meio do olhar feminino. Filmado na comunidade cigana do município de Santo Antônio de Jesus, na Bahia.

Diva e as Calins de MT (2021)

Mestra da cultura mato-grossense, Maria Divina Cabral, a Diva

Cinco ciganas da etnia calón moradoras do Mato Grosso são retratadas em episódios específicos nesta série-documentário de Aluízio Azevedo. O público pode conhecer Mestre DivaTerezinha AlvesNilva RodriguesIrandi Rodrigues e Nerana Rodrigues Pereira.

O estrangeiro louco (1997)

Dirigido pelo cineasta cigano Tony Gatlif, conta a história de um jovem francês que viaja para a Romênia em busca de uma cantora cigana que ele ouviu em uma fita cassete e se envolve com a comunidade local.

O Tempo dos Ciganos (1988)

Filme do cineasta sérvio Emir Kusturica que mistura realismo mágico, música e crítica social.  Nele, um jovem cigano com poderes telecinéticos se envolve com o crime em busca de uma vida melhor.

É Kalon: Olhares Ciganos (2011)

Dirigido por Aluízio Azevedo, o documentário retrata a vida de um grupo calón, que percorre o Mato Grosso há mais de 80 anos.

Transylvania (2006)

No filme de Tony Gatlif, uma mulher grávida viaja com sua amiga Marie para a Romênia, em busca de seu namorado, que a rejeita. Em sua jornada, ela interage com a comunidade cigana.

Rio cigano (2013)

Da diretora Julia Zakia, conta a história de Kaia, uma jovem cigana que viaja por diferentes mundos para resgatar sua amiga de infância. O filme, inspirado nas tradições da narrativa oral cigana, aborda questões contemporâneas, como vaidade e laços de amizade.

Terra de ciganos (2024)

O documentário de Naki Sidik percorreu dez mil quilômetros e gravou comunidades ciganas rom, sinti e calon dos estados de Minas Gerais, Paraíba, Alagoas, Bahia, Rio Grande do Norte e São Paulo.

Disponível em: https://www.institutoclaro.org.br/cidadania/nossas-novidades/reportagens/descubra-11-filmes-para-conhecer-melhor-o-povo-cigano/

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025

CARTA ABERTA ACAMPAMENTO CIGANO DE ITAIM PAULISTA

 

O Coletivo Roda Cigana – Rede Humanitária vem a público externar sua indignação e preocupação, referente a condução e forma de tratamento que vem sendo destinado aos irmãos ciganos acampados no bairro de Itaim Paulista, na cidade de São Paulo (maior capital do país e o maior centro econômico do Brasil e da América do Sul.)

O Acampamento existe há mais de 55 anos nesse bairro em terreno “cedido” por um vizinho particular, entretanto, sempre esteve INVISIVEL aos olhos do poder público. Somente em 2020 com a pandemia foram acionados para atender com segurança alimentar.

Desde então a Secretaria Municipal de Direitos Humanos, mais especificamente a Coordenação de Promoção de Igualdade Racial, vinha atendendo através do Programa Cidade Solidária fornecendo cestas básicas e por meio de articulações realizando ações de saúde; tendo sido criado um Grupo de Trabalho para a discussão das pautas ciganas.

Recentemente, como é de conhecimento público a cidade de São Paulo foi atingida por fortes chuvas, principalmente, na zona leste no bairro Pantanal e entorno. O Prefeito liberou auxílio emergencial destinado a famílias atingidas e através da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social (SADS) os denominados insumos (materiais de higiene).

Entretanto, desde o dia 08 de fevereiro nossos irmãos ciganos vêm tendo dificuldades em acessar esses “direitos”, incluindo o acesso a água potável. Fato é, que toda a região atingida em suas torneiras não existe água própria para consumo; no caso dos irmãos ciganos, desnecessário, dizer que estão em situação de vulnerabilidade e que o acesso a água não se dá de forma regular.

O que temos observado é a “inércia” quando se refere a atender aos povos ciganos; o discurso de tratativas, diálogos, ofícios, é uma constante; esquecem-se que ÁGUA é direito a vida!

Às pessoas ciganas historicamente são negados os direitos enquanto cidadãos e enquanto povos tradicionais e étnico-raciais; observa-se todo tipo de EXCLUSÃO quando se refere a questão de moradia digna, acesso à educação, saúde e demais direitos amparados pela Constituição. Diariamente convivem com discriminação, presenciam a apropriação cultural; a EXCLUSÃO em cotas na educação e na cultura.

No caso do ACAMPAMENTO CIGANO DE ITAIM, nesse momento, em decorrência do exposto, além de SOFREREM TODO ESSE PROCESSO DE EXCLUSÃO, também, estão tendo que LUTAR PARA GARANTIR A SOBREVIVÊNCIA.

ÁGUA É VIDA - “Somos ciganos brasileiros...Exigimos respeito...Não seremos SILENCIADOS!”


ASSINAM JUNTO:

1)     Coletivo do Acampamento Cigano de Itaim Paulista

Email: leobabanon@gmail.com

2)     ACIRGS Associação Ciganos Itinerantes do Rio Grande  do Sul

Email: ciganositinerantesrs.winter@gmail.com

3)     Associaçao de Preservação da Cultura Cigana do Parana – APRECI

Email: claudioiovanovitchi@gmail.com

4)     Associação Vicente Vidal de Negreiros – Sousa/PB.

Email: ciganosidney6@gmail.com

           Ciganosousajp@gmail.com

5)     Associação Nacional das Etnias Ciganas

Email: anecnacional@outlook.com

6)     Associação Centro de Estudos e Discussões Romani – CEDRO

Email:      cedroeseupovocigano4@gmail.com

7)     Associação Pedro Benício Maia – Sousa/PB

Email: figs1lacerda@gmail.com

8)     Associação Cigana Cambre

Email: associacaociganacambre@gmail.com

9)     Associação Comunitária Otávio Maia – Sousa/PB

Email: ciceroromaobatistachico@gmail.com

10)   Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso

Email:  aeecmt@gmail.com

11)   Associação Cigana Aurora         Martim PB

Email: adelinoroque609@gmail.com

12)    Coletivo da Familia Claudomiro Cigano – Conselheiro Lafaiete

Email: pantaleaomarcos36@gmail.com

13)    Comunidade Eugenio Lacerda

Email: odiliomangueira75@gmail.com

14)    Comcib – Coletivo das Mulheres Ciganas do Brasil

Email: iovanovitchitatiane@gmail.com

15)   Associação Nacional das mulheres ciganas

Email: dinhavieiras@outlook.com

16)    Associação Pedro Bernardone Cabral– Sousa/PB

   Email: nestorcigano133@gmail.com 

17)    União Cigana do Brasil Presidente: Marcelo Vacite

Email: djzingaro@hotmail.com

18)   Confederação Brasileira Cigana CBC

Emails: confederacaobrasileiracigana@gmail.com                

                   nardisecretariacasanova@gmail.com    

19)   Federação Cigana de Minas Gerais – FEMICI

Email: leomg35@hotmail.com

20)   Associação de Preservação de Cultura Cigana do Estado do Ceará – ASPRECCEC

Email: joseeudo1963@gmail.com

21)    Associação Comunitária de Igualdade Racial dos Povos Tradicionais Iporá – Goiás – ACOPT –

Email: ademirb889@gmail.com

22)   Associação Estadual Cultural de Direitos e Defesa do Povo Cigano de Alagoas  -  Email: acddpcal@gmail.com

23)   Centro Calon de Desenvolvimento Integral – C.C.D.I

Email: figs1lacerda@gmail.com

24)   Comunidade Valério Carreira

Email: romaobatistac659@gmail.com

25)    Comunidade Cigana Vicente Adelino – RN

Email.: Francisco@gmail.com

26)   Associação dos Ciganos de Pernambuco

       Email: uniaociganapernambuco@hotmail.com

27)    Associação municipal de etnia cigana de São Mateus

        Email: Amec.associaçãosm@gmail.com

28)   Associação do Centro de Referência Cigana de Santa Catarina

Email: Calonrogerio.sc@hotmail.com

29)    Coletivo Cigano de João Pessoa

Email: lucianorocha.pe@gmail.com

30)   Instituto Cultural das Etnias ciganas em Mato Grosso

Email: marcosgattass@hotmail.com

31)    Comunidade Cigana Lopes – Campina Grande

Email: lhlucasbatista@gmail.com

 

Brasil, 26 de fevereiro de 2025