sábado, 24 de dezembro de 2022

A Pandemia da COVID-19 e a Potencialização das Desigualdades: Comunidades Ciganas e Meios de Comunicação

Trabalho também traz a dimensão das desigualdades na comunicação e saúde cigana

A Revista Comunicação e Sociedade, vinculada à Universidade do Minho, Portugal, publicou em seu volume 42 (Dezembro de 2022), texto abordando “A Pandemia da COVID-19 e a Potencialização das Desigualdades: Comunidades Ciganas e Meios de Comunicação”.

De autoria do Assessor para Ciência e Comunicação da AEEC-MT, Aluízio de Azevedo e da pesquisadora do universo Romani, ativista negra, Gabriela Marques, o trabalho pode ser acessado e baixado no seguinte link: https://revistacomsoc.pt/index.php/revistacomsoc/article/view/3825?fbclid=IwAR2nbaRRRncsrFNmK2jJpQOU2os0wcnYQFMtajVco5QH1x0Bp94XhZOn72U

O trabalho é um dos poucos que traz essa relação entre os povos ciganos, a comunicação e saúde no viés midiático e a pandemia da Covid-19.

Trazendo uma reflexão comparando abordagens de como a imprensa tradicional tratou o tema, especificamente, aprofundando a análise comparativa entre dois jornais, um espanhol e outro brasileiro.

Acompanhe abaixo o Resumo da publicação:

A Revista Comunicação e Sociedade, é vinculada à Universidade do Minho. Foto de reportagem realizada pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva sobre os povos ciganos e a pandemia

Os povos ciganos são uma minoria historicamente excluída, invisibilizada e perseguida nos diferentes países onde se encontram, especialmente se considerarmos o contexto de sua chegada à Europa e os processos de colonização desenvolvidos por esse continente.

Diante disso, trabalhamos neste texto os modos como as comunidades ciganas estão sendo impactadas pela pandemia da COVID-19, a partir de discussões das áreas da comunicação e da saúde, bem como de uma visão crítica dos processos mencionados anteriormente.

Refletimos teoricamente sobre como essas etnias são atravessadas por múltiplas opressões que as colocam em situação de desigualdade e qual o papel da comunicação em sua inclusão social ou na manutenção de sua exclusão. ]

Destacamos como sua invisibilidade e estereótipos históricos foram aflorados durante a pandemia, aprofundando as relações de desigualdades. A partir de um olhar crítico sobre as relações discursivas, analisamos duas reportagens jornalísticas publicadas ainda em 2020, uma, no Brasil, do jornal goiano O Popular, e outra, em Espanha, do jornal ABC de circulação nacional.

A culpabilização das populações ciganas pela disseminação do vírus e seu silenciamento enquanto sujeitos capazes de articular e de refletir discursivamente sobre suas condições e situações no contexto da pandemia foram alguns dos resultados encontrados, mostrando semelhanças nas representações dos povos ciganos no contexto ibero-americano.

Sobre os Autores

Aluízio de Azevedo Silva Júnior: 

Centro de Estudos das Migrações e Relações Interculturais, Universidade Aberta de Lisboa, Lisboa, Portugal. Pós-doutorando do Laboratório de Comunicação e Saúde (LACES) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz, Rio de Janeiro). Orcid: https://orcid.org/0000-0001-8544-4134

Gabriela Marques Gonçalves:

Institut de Comunicació, Universitat Autònoma de Barcelona, Cerdanyola del Vallès, Espanha. Orcid: https://orcid.org/0000-0002-9964-7757

Como Citar

De Azevedo Silva Júnior, A., & Marques Gonçalves, G. . (2022). A Pandemia da COVID-19 e a Potencialização das Desigualdades: Comunidades Ciganas e Meios de Comunicação. Comunicação E Sociedade, 42, 259–273. https://doi.org/10.17231/comsoc.42(2022).3825

Assessoria para Ciência e Comunicação da AEEC-MT

Imagem 1 disponível em: https://www.carneiros.al.gov.br/artigo/semas-realiza-acao-de-prevencao-a-covid-19-nas-comunidades-cigana-e-quilombola 

Imagem 2 disponível em: https://www.abrasco.org.br/site/noticias/especial-coronavirus/a-inacreditavel-invisibilidade-que-cobre-os-povos-ciganos/47544/

Nenhum comentário:

Postar um comentário