sábado, 27 de maio de 2023

Série Diva e as Calins encerra temporada com episódio Terra com Nerana Rodrigues

 

Tia Nerana Rodrigues sempre trabalhou como agricultora e é reconhecida pela amorisidade

Cada semana de maio estamos lançando um dos cinco episódios da minissérie no canal do YouTube da AEEC-MT, em comemoração ao Dia Nacional dos Ciganos

O quinto episódio desta temporada da série Diva e as Calins de MT, com a agricultora Nerana Rodrigues (Tangará da Serra) vai ao ar às 14h da próxima quarta-feira (31 de maio). O mês de maio foi escolhido para a divulgação da série por ser quando comemoramos o dia Nacional dos Ciganos (24 de maio), desde 2006.

Com o título “Terra”, o episódio encerra a temporada da série, pode ser acessado no link: https://www.youtube.com/watch?v=hm2c3L4ESaE 

Tia Nerana, como é mais conhecida, nasceu em Minas Gerais e passou boa parte da vida vivendo nas barracas e viajando nos lombos dos cavalos, pelos sertões goianos e mato-grossenses, até fixar residência, no município de Tangará da Serra.



Uma das mais respeitadas matriarcas calin em MT, tia Nerana é casada com Eurípedes Alves Pereira e reconhecida pela amorosidade, pela generosidade e as mãos boas para as plantas, fala sobre como era a vida das mulheres ciganas no passado e como atualmente, conseguem estudar e se empregam no mercado de trabalho formal.

Temporada 1 - A série começou a ser exibida em 04 de maio (quinta-feira), com o episódio 1, que conta a história de vida da raizeira e benzedeira de etnia Calon, Maria Divina Cabral, a Diva, reconhecida como Mestra da Cultura Mato-grossense.

O episódio (2) Água trouxe as narrativas da assistente social, Terezinha Alves, que atualmente é diretora de Habitação e Assistência Social da AEEC-MT, é conselheira nacional de Igualdade Racial (CNPIR-Ministério da Igualdade Racial) e integra o Comitê Estadual dos Povos e Comunidades Tradicionais de MT (CEPCT-MT).

O episódio (3) ar aborda as memórias da comerciante e viúva, Nilva Rodrigues Cunha, do município de Rondonópolis. Ela é uma exímia contadora de causos e faz questão de manter os trajes tradicionais e a língua cigana.

O episódio (4) Fogo retrata a professora Irandi Rodrigues Silva estrela o episódio e conta como aprendeu a ler escrevendo o nome no chão e depois passou 25 anos alfabetizando numa escola estadual.

Todos os episódios podem ser acessados no canal do YouTube da AEEC-MT: https://www.youtube.com/@aeecmt7993 

A série integra o projeto “Diva e as calins de Mato Grosso: Ontem, Hoje e Amanhã”, aprovado no Edital Conexão Mestres da Cultura, da lei Aldir Blanc, da Secel-MT. 

Para saber mais sobre o projeto basta acessar o link: www.galeriacalin.com.

Ineditismo e reconhecimento nacional pelo IPHAN 

Pelo ineditismo no reconhecimento e na conservação do patrimônio imaterial brasileiro e da diversidade cultural nacional, a iniciativa e seus produtos transmídias, incluindo a série, foi uma das cinco vencedoras do prêmio Rodrigo Mello Franco / 2033, concedido pelo IPHAN.



#ciganas #mulheresciganas #gitanas #calins #calin #cigano #povosciganos #romani #dianacionaldosciganos #24demaio #cultura #cinema #série #audiovisual #filme #arte #matogrosso #mt #cuiaba #rondonópolis #tangarádaserra #gypsy #gitanos #gitano #romah #brasil #secelmt #aeecmt

Ficha Técnica

Realização: Lei Aldir Blanc, SECEL-MT

Apresentação: Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso (AEEC-MT)

Direção Geral: Aluízio de Azevedo

Codireção: Rodrigo Zaiden e Karen Ferreira

Roteiro e Pesquisa: Aluízio de Azevedo

Produção Executiva: Fernanda Alves Caiado e Lucélia Márcia Pereira de Lima

Assistente de Produção Executiva: Jéssika Lorraine

Produção: Kaiardon Produções

Produções locais: Nilva Rodrigues, Suiany Pereira, Rosana Cristina Alves de Matos, Audelena Dias Cabral

Direção de Fotografia: Karen Ferreira

Direção de Arte: Rodrigo Zaiden

Direção de Programação: Terezinha Alves

Edição: Juliana Corso

Montagem: Aluízio de Azevedo e Juliana Corso

Trilha Sonora Original: Aline Miklos e Arian Houschmand

Finalização e Colorização: Isabela Padilha

Assessoria de Comunicação: Aluízio de Azevedo

Lay out e Identidade Visual: Vicente Albuquerque de Maranhão

Assistente de arte e caracterização: Alisson Rangel

Som Direto e Desenho de som: Manoel Neto

Parceria musical:  projeto Kalo Chiriklo / Banda Pájaro Negro: Ramajana, Canto Del Gitano, Clavo Santo, Fantasía e Vanushka

Contabilidade: Adriana Rodrigues Angola

Texto: Assessoria para Ciência e Comunicação da AEEC-MT

Fotos: Karen Ferreira

 

 

quarta-feira, 24 de maio de 2023

24 de Maio Dia Nacional dos Ciganos

Lu Ynaiah, cigana de etnia Rom Kalderash, comenta sobre o dia nacional dos ciganos


O dia 24 de Maio foi instituído como Dia Nacional do Cigano em 25 de Maio de 2006 pelo então Presidente Luiz Inácio Lula Da Silva. Em 2013, ocorreu o Brasil Cigano quando se discutiu Políticas de atendimento à População Cigana, mas quais foram as mudanças concretas desde então?

No Brasil afora, nos deparamos com situações discriminatórias dirigidas aos ciganos. Vários municípios da União têm a política de que os ciganos são bem-vindos, desde que, não seja em suas cidades; são considerados "gatunos", enganadores, etc.

É cantado em verso e prosa o quão bela é a cultura cigana. Obviamente, desde que atendam aos estereótipos e a imagem social que lhes foi atribuída: povo pacífico, com suas roupas coloridas, com seus violinos, ao redor da fogueira com suas belas mulheres a executar passos de dança.

Há que se saber que muitos ciganos se dedicam as artes da música e da dança como sobrevivência, assim como ao circo e outras modalidades artísticas. Mas nem todos os ciganos são profissionais da arte.

Muitos dedicam-se ao comércio, a fabricação de utensílios, muitos hoje estão "bem adaptados" a sociedade e passam desapercebido aos olhos dos não-ciganos. Porém, muitos existem, persistem, resistem e continuam a divulgar a cultura.

Também temos ciganos que sobrevivem em acampamentos e, neste caso, são os mais vulneráveis a discriminação, descaso, falta de políticas sociais; que vivem nas barracas muitas vezes sem saber se terão alguma comida no prato no dia seguinte.

Há que se valorizar todos esses que divulgam a Cultura; mas não podemos esquecer de forma alguma do segmento mais sofrido e temos o dever de seguir adiante buscando a garantia dos direitos básicos enquanto cidadãos brasileiros.

Infelizmente, além de todas essas dificuldades temos que lidar com a distorção e apropriação cultural. Neste Dia Nacional do Cigano deixarei meu abraço aos irmãos que: existem, insistem, persistem e resistem!

Texto: Lu Ynaiah

Foto: Arquivo Lu Ynaiah

terça-feira, 23 de maio de 2023

Entrevista Assessor para Ciência da AEEC-MT para Rádio Estrela FM

A reportagem foi ao ar nesta terça-feira (24 de maio)

Confira a entrevista exclusiva que o Assessor para Ciência e Comunicação da AEEC-MT, Aluízio de Azevedo, concedeu para a repórter Ana Paula Ziglio, do programa Rádio News, apresentado pelo jornalista Bruno Giannini, na Rádio Estrela FM (94,5 FM).

O programa, que teve como foco a presença dos povos ciganos no Brasil, pode ser conferido na íntegra no site da emissora, no link: www.estrelafm.net

Na entrevista, o cigano e pesquisador de etnia Calon, fala sobre vários assuntos relativos ao universo Romani.

Entre eles, as pautas e demandas dos povos Ciganos no século XXI e ressalta as diferenças étnicas entre os três principais grupos, os Calon, os Rom e os Sinti.

Na pauta, Aluízio, que também é jornalista, alerta para importância da visibilidade e da autorrepresentação para a quebra de preconceitos, estereótipos, discriminações; bem como o combate ao racismo estrutural que atinge essas populações.

Assessoria para Ciência e Comunicação da AEEC-MT

domingo, 21 de maio de 2023

Episódio com professora Irandi Rodrigues estreia no dia nacional dos ciganos

 

Irandi Rodrigues Silva conta como era a vida cigana na sua infância

O dia nacional dos ciganos está chegando, é na próxima quarta-feira, 24 de maio.

Para comemorar a data, a AEEC-MT lança o quarto episódio da série Diva e as Calins de MT.

A professora aposentada Irandi Rodrigues Silva estrela o episódio e conta como aprendeu a ler escrevendo o nome no chão e depois passou 25 anos alfabetizando numa escola estadual, no município de Tangará da Serra (MT).

A estreia está prevista para às 14h, no link: https://www.youtube.com/watch?v=gowc7oQWnRI

Os outros três episódios podem ser acessados no canal do YouTube da AEEC-MT: https://www.youtube.com/@aeecmt7993

Cada semana de maio estamos lançando um dos cinco episódios da minissérie no canal do YouTube da AEEC-MT, em comemoração ao Dia Nacional dos Ciganos.

A minissérie integra o projeto “Diva e as calins de Mato Grosso: Ontem, Hoje e Amanhã”, aprovado no Edital Conexão Mestres da Cultura, da lei Aldir Blanc, da Secel-MT.

O projeto na íntegra, que inclui a Exposição Multimídia CALIN, pode ser acessada na plataforma: www.galeriacalin.com. 

O projeto Diva e as Calins também contou com a Exposição Multimídia Calin, que trouxe 35 mulheres ciganas de Tangará, Cuiabá e Rondonópolis, entre elas, a Servidora Pública, Erlaine Rodrigues

Ineditismo e reconhecimento nacional pelo IPHAN

Pelo ineditismo no reconhecimento e na conservação do patrimônio imaterial brasileiro e da diversidade cultural nacional, a iniciativa e seus produtos transmídias, incluindo a série, foi uma das cinco vencedoras do prêmio Rodrigo Mello Franco / 2033, concedido pelo IPHAN.

#ciganas #mulheresciganas #gitanas #calins #calin #cigano #povosciganos #romani #dianacionaldosciganos #24demaio #cultura #cinema #série #audiovisual #filme #arte #matogrosso #mt #cuiaba #rondonópolis #tangarádaserra #gypsy #gitanos #gitano #romah #brasil #secelmt #aeecmt

 Sinopse

O quarto episódio enfoca nas memórias da professora aposentada, Irandi Rodrigues Silva (Cuiabá-Tangará da Serra), exemplo de superação de todas as barreiras da exclusão e dos estereótipos acerca das mulheres ciganas. 

Prima-irmã de Diva, Irandi aprendeu a ler e a escrever o nome aos 8 anos, com um graveto no chão, após uma moça não cigana casar-se com o seu tio acompanhar o grupo e ensiná-la. 

O primeiro contato com lápis e caderno foi aos 13 anos, quando o pai contratou essa tia para ensiná-la e os seis irmãos o básico da escrita em casa. 

Após casar-se estudou, graduou-se e trabalhou 25 anos alfabetizando numa escola estadual. 

Ficha Técnica

Realização: Lei Aldir Blanc, SECEL-MT

Apresentação: Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso (AEEC-MT)

Direção Geral: Aluízio de Azevedo

Codireção: Rodrigo Zaiden e Karen Ferreira

Roteiro e Pesquisa: Aluízio de Azevedo

Produção Executiva: Fernanda Alves Caiado e Lucélia Márcia Pereira de Lima

Assistente de Produção Executiva: Jéssika Lorraine

Produção: Kaiardon Produções

Produções locais: Nilva Rodrigues, Suiany Pereira, Rosana Cristina Alves de Matos, Audelena Dias Cabral

Direção de Fotografia: Karen Ferreira

Direção de Arte: Rodrigo Zaiden

Direção de Programação: Terezinha Alves

Edição: Juliana Corso

Montagem: Aluízio de Azevedo e Juliana Corso

Trilha Sonora Original: Aline Miklos e Arian Houschmand

Finalização e Colorização: Isabela Padilha

Assessoria de Comunicação: Aluízio de Azevedo

Lay out e Identidade Visual: Vicente Albuquerque de Maranhão

Assistente de arte e caracterização: Alisson Rangel

Som Direto e Desenho de som: Manoel Neto

Parceria musical:  projeto Kalo Chiriklo / Banda Pájaro Negro: Ramajana, Canto Del Gitano, Clavo Santo, Fantasía e Vanushka

Contabilidade: Adriana Rodrigues Angola

Texto: Assessoria para Ciência e Comunicação da AEEC-MT

Fotos: Karen Ferreira 

 

segunda-feira, 15 de maio de 2023

Episódio 3 da Série Diva e as Calins chega ao YouTube nesta quinta

O episódio 3 traz a história de vida de Nilva Rodrigues Cunha, Calin de Rondonópolis,

Em comemoração ao Dia Nacional dos Ciganos (24 de maio), nesta semana lançaremos o terceiro episódio da série Diva e as Calins de MT

O terceiro episódio traz a história de vida da Calin, Nilva Rodrigues Cunha, que mora em Rondonópolis

Não percam, a estreia está prevista para 14h desta quinta-feira (18.05) no seguinte link: https://www.youtube.com/watch?v=aVsRzV9uUYM  

Durante cada semana de maio lançaremos um dos cinco episódios da minissérie no canal do YouTube da AEEC-MT.

Os outros dois episódios, com a Mestra Diva e Terzinha Alves podem ser acessados no Canal do YouTube da @aeecmt no link: https://www.youtube.com/@aeecmt7993

A série integra o projeto “Diva e as calins de Mato Grosso: Ontem, Hoje e Amanhã”, aprovado no Edital Conexão Mestres da Cultura, da lei Aldir Blanc, da Secel-MT

O projeto pode ser acessado na integra no www.galeriacalin.com

Sinopse

O terceiro episódio aborda a história da ativista e negociante, Nilva Rodrigues Cunha, que reside em Rondonópolis. Prima-irmã de Diva; ela é diretora de mulheres da AEEC-MT, é ativista política há mais de 30 anos e uma das principais mantenedoras da tradição cigana no aspecto dos trajes tradicionais femininos. Nilva domina a língua cigana e é uma contadora de histórias natas, transformando-se numa referência de luta e articulação política dentro e fora da comunidade cigana mato-grossense.

#ciganas #mulheresciganas #gitanas #calins #calin #cigano #povosciganos #romani #dianacionaldosciganos #24demaio #cultura #cinema #série #audiovisual #filme #arte #matogrosso #mt #cuiaba #rondonópolis #tangarádaserra #gypsy #gitanos #gitano #romah #brasil #secelmt #aeecmt

Ficha Técnica

Realização: Lei Aldir Blanc, SECEL-MT

Apresentação: Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso (AEEC-MT)

Direção Geral: Aluízio de Azevedo

Codireção: Rodrigo Zaiden e Karen Ferreira

Roteiro e Pesquisa: Aluízio de Azevedo

Produção Executiva: Fernanda Alves Caiado e Lucélia Márcia Pereira de Lima

Assistente de Produção Executiva: Jéssika Lorraine

Produção: Kaiardon Produções

Produções locais: Nilva Rodrigues, Suiany Pereira, Rosana Cristina Alves de Matos, Audelena Dias Cabral

Direção de Fotografia: Karen Ferreira

Direção de Arte: Rodrigo Zaiden

Direção de Programação: Terezinha Alves

Edição: Juliana Corso

Montagem: Aluízio de Azevedo e Juliana Corso

Trilha Sonora Original: Aline Miklos e Arian Houschmand

Finalização e Colorização: Isabela Padilha

Assessoria de Comunicação: Aluízio de Azevedo

Lay out e Identidade Visual: Vicente Albuquerque de Maranhão

Assistente de arte e caracterização: Alisson Rangel

Som Direto e Desenho de som: Manoel Neto

Parceria musical:  projeto Kalo Chiriklo / Banda Pájaro Negro: Ramajana, Canto Del Gitano, Clavo Santo, Fantasía e Vanushka

Contabilidade: Adriana Rodrigues Angola

Texto: Assessoria para Ciência e Comunicação da AEEC-MT

Fotos: Karen Ferreira


quinta-feira, 11 de maio de 2023

Assista ao segundo Episódio da Série Diva e as Calins de MT com Terezinha Alves

 

Terezinha Alves (creme ao centro) foi a primeira cigana em MT a cursar o ensino superior na UFMT

No próximo dia 24 de maio comemoramos no Brasil o Dia Nacional dos Povos Ciganos.

Para comemorar a data, estabelecida pelo Decreto presidencial de 25 de maio de 2006, a AEEC-MT lança durante este mês a série Diva e as Calins de MT.

O segundo episódio aborda a vida da assistente social e diretora de habitação e assistência social da AEEC-MT, Terezinha Alves.

O episódio estará disponível a partir de 14h desta quinta-feira (11.05) no seguinte link: https://www.youtube.com/watch?v=WI3olqKywzg

 Durante cada semana de maio lançaremos um dos cinco episódios da minissérie no canal do YouTube da AEEC-MT.

O primeiro episódio que traz vida da Mestra da Cultura Mato-grossense, a raizeira e benzedeira de etnia Calon, Maria Divina Cabral, a Diva, no link: : https://www.youtube.com/@aeecmt7993.

A série, que integra o projeto “Diva e as calins de Mato Grosso: Ontem, Hoje e Amanhã”, aprovado no Edital Conexão Mestres da Cultura, da lei Aldir Blanc, da Secel-MT. 

O segundo episódio traz as narrativas da assistente social Terezinha Alves (Cuiabá). Prima de Diva, também nascida em uma barraca, ela foi a primeira calin em MT a cursar o ensino superior, graduando-se em serviço social na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). 

Uma das fundadoras e diretora de mobilização da AEEC-MT, Terezinha atualmente representa os povos ciganos como conselheira do Conselho Nacional de Igualdade Racial (CNPIR), bem como no Comitê Estadual dos Povos e Comunidades Tradicionais de Mato Grosso (CEPCT-MT).

Reconhecimento nacional pelo IPHAN

Pelo ineditismo no reconhecimento e na conservação do patrimônio imaterial brasileiro e da diversidade cultural nacional, a iniciativa e seus produtos transmídias, incluindo a série, foi uma das cinco vencedoras do prêmio Rodrigo Mello Franco / 2033, concedido pelo IPHAN.

Ficha Técnica

Realização: Lei Aldir Blanc, SECEL-MT

Apresentação: Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso (AEEC-MT)

Direção Geral: Aluízio de Azevedo

Codireção: Rodrigo Zaiden e Karen Ferreira

Roteiro e Pesquisa: Aluízio de Azevedo

Produção Executiva: Fernanda Alves Caiado e Lucélia Márcia Pereira de Lima

Assistente de Produção Executiva: Jéssika Lorraine

Produção: Kaiardon Produções

Produções locais: Nilva Rodrigues, Suiany Pereira, Rosana Cristina Alves de Matos, Audelena Dias Cabral

Direção de Fotografia: Karen Ferreira

Direção de Arte: Rodrigo Zaiden

Direção de Programação: Terezinha Alves

Edição: Juliana Corso

Montagem: Aluízio de Azevedo e Juliana Corso

Trilha Sonora Original: Aline Miklos e Arian Houschmand

Finalização e Colorização: Isabela Padilha

Assessoria de Comunicação: Aluízio de Azevedo

Lay out e Identidade Visual: Vicente Albuquerque de Maranhão

Assistente de arte e caracterização: Alisson Rangel

Som Direto e Desenho de som: Manoel Neto

Parceria musical:  projeto Kalo Chiriklo / Banda Pájaro Negro: Ramajana, Canto Del Gitano, Clavo Santo, Fantasía e Vanushka

Contabilidade: Adriana Rodrigues Angola

Texto: Assessoria para Ciência e Comunicação da AEEC-MT

Fotos: Karen Ferreira

 

 

domingo, 7 de maio de 2023

Artigo Contextos Existenciais e culturais da Identidade Romani pela filosofia Calon

 

Artigo apresenta a identidade Romani pela filosofia Calon

Para quem quer conhecer mais sobre uma perspectiva própria do universo cigano, acaba de sair artigo publicado na Revista Mnemosine, abordando a temática.

Com o título "Contextos Existenciais e culturais: a identidade Romani pela filosofia Cigana", o trabalho é escrito pelo Assessor para Ciência e Comunicação da AEEC-MT, Aluízio de Azevedo, em coautoria com Inesita Araujo (Fiocruz-RJ) e Natália Ramos (Universidade Aberta de Lisboa – UaB).

O artigo integra o dossiê História, Educação nas Lutas dos Povos e Comunidades Tradicionais (V. 13, N. 2, JUL-DEZ, 2022).

Resumo

Partindo do Campo da Comunicação & Saúde (C&S) abordamos nesse artigo os arranjos epistemológicos de uma pesquisa de doutorado que enfocou nos processos interculturais e mediações presentes na apropriação das políticas públicas de saúde para ciganos no Brasil e em Portugal e que articulam quatro matrizes: a filosofia cigana, os Estudos semiológicos, os Estudos Culturais e os Estudos Anticoloniais. 

Especificamente, analisamos os contextos existenciais-culturais, com foco na produção da identidade cigana na perspectiva da filosofia Kalon. Começamos por questionar os processos de invisibilidade e silenciamento, bem como de desigualdade e exclusão sociais, que historicamente foram aplicados contra os povos e pessoas romani. 

Apresentamos o modo como construímos o diálogo com a filosofía de vida cigana. 

Na sequência, para dar concretude à filosofía, aprofundamos o olhar para o modo como a produção social da ciganidade, isto é, das identidades ciganas do tronco étnico, ocorrem na fricção entre “kalons e gadjons”, por meio de disputas entre as próprias associações ciganas pelo direito de autonomeação e definição identitária. 

Por fim, refletimos em especial sobre o modo como as pessoas das comunidades ciganas utilizam as identidades romani como uma “tática coringa” para ocupar melhores lugares de interlocução no mercado simbólico da saúde cigana nos dois países e, consequentemente, combater as estratégias opressoras e excludentes.

Palavras-chave: ciganos, comunicação e saúde, identidade romani, filosofia cigana, interculturalidade

O artigo completo está disponível no seguinte link: http://mnemosinerevista.com/index.php/revista/article/view/121

Assessoria de Comunicação AEEC-MT

terça-feira, 2 de maio de 2023

AEEC-MT lança série Diva e as Calins de MT em comemoração ao Dia Nacional dos Ciganos

 

A Mestra da cultura mato-grossense, raizeira e benzedeira de etnia Calon, Maria Divina Cabral, a Diva, ao lado das filhas, netas e bisnetas, estreia o primeiro episódio da série que leva seu nome

No próximo dia 24 de maio comemoramos no Brasil o Dia Nacional dos Povos Ciganos. Para comemorar a data, que foi estabelecida por meio do Decreto presidencial de 25 de maio de 2006, a Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso (AEEC-MT) lançará a minissérie “Diva e as Calins de Mato Grosso”.

O primeiro episódio traz a história de vida da Mestra da Cultura Mato-grossense, a raizeira e benzedeira de etnia Calon, Maria Divina Cabral, a Diva. A estreia está programada para ocorrer às 14h da próxima quinta-feira (14.05), no seguinte link: https://youtu.be/atq6-dEt_XY

Durante cada semana de maio lançaremos um dos cinco episódios da minissérie no canal do YouTube da AEEC-MT, que pode ser acessado no seguinte link: https://www.youtube.com/@aeecmt7993.

A série, que integra o projeto “Diva e as calins de Mato Grosso: Ontem, Hoje e Amanhã”, traz a força, a beleza e a sabedoria de cinco mulheres ciganas, que tanto estruturam suas famílias e comunidades, quanto fazem a diferença na realidade social do Estado e do país.

Tradição e identidade

Cada episódio da série enfoca na história de vida de uma mulher cigana que vive em MT. O primeiro traz a história de Diva e os outros quatro são compostos por uma tia, Venerana Rodrigues (Tangará da Serra, episódio 5) e três primas: Terezinha Alves (Cuiabá – Episódio 2), Nilva Rodrigues (Rondonópolis, episódio 3) e Irandi Rodrigues (Tangará e Cuiabá – Episódio 4).

“Assim como a raizeira, consideramos que essas outras quatro lideranças, são mestras da cultura cigana. É que os saberes femininos e elementos das identidades ciganas se ramificam em inúmeros outros elementos culturais, a exemplo da união familiar, da liderança política, da língua e da filosofia de vida”, explica o diretor e roteirista, Aluízio de Azevedo.

Segundo o codiretor e diretor de arte, Rodrigo Zaiden, “Diva e as Calins de MT” aborda aspectos que tangem a circularidade do tempo. “A vida rural e nômade nas barracas, mais próxima à natureza, por exemplo, no passado; os modos de organização social nas cidades e cosmovisão que se hibridizam ou confrontam ao estilo de vida das sociedades mato-grossense/brasileira nos dias de hoje; ou ainda a visão que as mulheres Calins (modo como as mulheres do tronco étnico Calon se autodenominam) almejam conquistar e/ou conservar como traços identitários e culturais no futuro”, pondera.

Para a diretora de fotografia e codiretora, Karen Ferreira, a série busca suprir uma lacuna de representação artística no campo do audiovisual acerca dos povos ciganos, que historicamente foram ou invisibilizados e silenciados, ou sofreram inúmeras violências físicas e simbólicas, como a construção de estereótipos extremamente negativos ou exclusão social. Mas que mesmo assim, resistiram como identidade e culturas de resistência.

“Um dos maiores desafios da obra foi retratar as mulheres ciganas a partir do modo como elas queriam ser vistas. Outro desafio, em sua opinião, "foi romper com preconceitos e estereótipos existentes no imaginário social sobre as mulheres ciganas”. A diretora de fotografia lembra que "a proposta nasceu dentro da própria comunidade, buscando romper com paradigmas racistas e machistas, a partir de um material transmidiático, baseado em múltiplas linguagens, mas, sobretudo, ancorado no diálogo com as participantes e nos modos como elas queriam ser representadas”.

Realizado por meio da Lei Aldir Blanc, da Secretaria de Estado de Cultura, Esportes e Lazer de Mato Grosso (SECEL-MT), o projeto premiou a raizeira e benzedeira Maria Divina Cabral, a Diva, como mestra da cultura mato-grossense.

Além da minissérie, o projeto contou também com o I Encontro de Mulheres Ciganas, que ocorreu em Rondonópolis em 2021; e a Exposição Multimídia Calin, que trouxe 30 mulheres ciganas residentes nas cidades de Rondonópolis, Cuiabá e Tangará da Serra e pode ser acessada no link www.galeriacalin.com.

Saberes e Re-existências

O primeiro episódio (Card abaixo) adentra ao universo romani trazendo como foco a história da Mestra Diva, que nasceu a 25 de setembro de 1954, em uma barraca, num acampamento na cidade de Mineiros (GO). Filha de Lázaro Alves Pereira e Lourdes Rodrigues Pereira, casou-se dentro da tradição cigana, com o seu primo (filho da irmã do pai), Jair Alves Cabral, construindo e mantendo um profundo conhecimento da filosofia Calon e seu sistema de ação e organização sociocultural. 



A mestra viveu boa parte de sua vida nos lombos dos cavalos, trafegando pelos Estados da região Centro-oeste, até fixar residência com a família e parte de sua comunidade no município de Rondonópolis (a 210 km ao sul de Cuiabá), onde se concentra a maior comunidade cigana de MT – 150 pessoas. Atualmente, a calin mora em uma modesta residência de apenas três cômodos, na Vila Poroxo e ajuda a todos que chega com rezas, benzeções, aconselhamentos e remédios naturais. O principal deles é garrafada, composta por diversidade de raízes do cerrado, indicada para várias enfermidades. 

O segundo episódio (Card acima) traz as narrativas da assistente social Terezinha Alves (Cuiabá). Prima de Diva, também nascida em uma barraca, ela foi a primeira calin em MT a cursar o ensino superior, graduando-se em serviço social na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Uma das fundadoras e diretora de mobilização da AEEC-MT, Terezinha atualmente representa os povos ciganos como conselheira do Conselho Nacional de Igualdade Racial (CNPIR), bem como no Comitê Estadual dos Povos e Comunidades Tradicionais de Mato Grosso (CEPCT-MT).

O terceiro episódio (Card acima) aborda a história da ativista e negociante, Nilva Rodrigues Cunha, que reside em Rondonópolis. Prima-irmã de Diva; ela é diretora de mulheres da AEEC-MT, é ativista política há mais de 30 anos e uma das principais mantenedoras da tradição cigana no aspecto dos trajes tradicionais femininos. Nilva domina a língua cigana e é uma contadora de histórias natas, transformando-se numa referência de luta e articulação política dentro e fora da comunidade cigana mato-grossense.

O quarto episódio (Card acima) enfoca nas memórias da professora aposentada, Irandi Rodrigues Silva (Cuiabá-Tangará da Serra), exemplo de superação de todas as barreiras da exclusão e dos estereótipos acerca das mulheres ciganas. Prima-irmã de Diva, Irandi aprendeu a ler e a escrever o nome aos 8 anos, com um graveto no chão, após uma moça não cigana casar-se com o seu tio acompanhar o grupo e ensiná-la. O primeiro contato com lápis e caderno foi aos 13 anos, quando o pai contratou essa tia para ensiná-la e os seis irmãos o básico da escrita em casa. Após casar-se estudou, graduou-se e trabalhou 25 anos alfabetizando numa escola estadual. 

 

O quinto e último episódio (Card acima) traz a história de vida da agricultora Venerana Rodrigues Pereira (Tangará da Serra). Tia de Diva, Tia Nerana, como é mais conhecida, é casada com Eurípedes Alves Pereira, é uma das mais respeitadas matriarcas calin em MT. Reconhecida pela amorosidade, pela generosidade e as mãos boas para as plantas, tia Nerana fala sobre como era a vida das mulheres ciganas no passado e como elas atualmente, conseguem estudar e se empregam no mercado de trabalho formal.

 

Ineditismo e reconhecimento nacional pelo IPHAN

 

Pelo ineditismo no reconhecimento e na conservação do patrimônio imaterial brasileiro e da diversidade cultural nacional, a iniciativa e seus produtos transmídias, incluindo a série, foi uma das cinco vencedoras do prêmio Rodrigo Mello Franco / 2033, concedido pelo IPHAN.

“Ter este reconhecimento de que estamos fazendo preservação do patrimônio cultural brasileiro, no primeiro projeto que executamos com recursos públicos, nos encheu de orgulho em sermos ciganos e ciganas e mantermos nossas raízes e costumes”, emociona-se a presidente da AEEC-MT e produtora executiva da série, Fernanda Alves Caiado.

Para ela, o diferencial do projeto “foi unir arte, tecnologia e tradição para registrar e fortalecer conhecimentos ciganos, que são transmitidos de forma oral e centrados nas mulheres, por meio de uma interlocução com Diva e suas parentas que vivem em três municípios: Rondonópolis, Cuiabá e Tangará da Serra”.

 

Ficha Técnica

Realização: Lei Aldir Blanc, SECEL-MT

Apresentação: Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso (AEEC-MT)

Direção Geral: Aluízio de Azevedo

Codireção: Rodrigo Zaiden e Karen Ferreira

Roteiro e Pesquisa: Aluízio de Azevedo

Produção Executiva: Fernanda Alves Caiado e Lucélia Márcia Pereira de Lima

Assistente de Produção Executiva: Jéssika Lorraine

Produção: Kaiardon Produções

Produções locais: Nilva Rodrigues, Suiany Pereira, Rosana Cristina Alves de Matos, Audelena Dias Cabral

Direção de Fotografia: Karen Ferreira

Direção de Arte: Rodrigo Zaiden

Direção de Programação: Terezinha Alves

Edição: Juliana Corso

Montagem: Aluízio de Azevedo e Juliana Corso

Trilha Sonora Original: Aline Miklos e Arian Houschmand

Finalização e Colorização: Isabela Padilha

Assessoria de Comunicação: Aluízio de Azevedo

Lay out e Identidade Visual: Vicente Albuquerque de Maranhão

Assistente de arte e caracterização: Alisson Rangel

Som Direto e Desenho de som: Manoel Neto

Parceria musical:  projeto Kalo Chiriklo / Banda Pájaro Negro: Ramajana, Canto Del Gitano, Clavo Santo, Fantasía e Vanushka

Contabilidade: Adriana Rodrigues Angola

 

Texto: Assessoria para Ciência e Comunicação da AEEC-MT

Fotos: Karen Ferreira

 

 

Prêmio Rodrigo Franco 2022: Em MT, mulheres ciganas são protagonistas de minissérie

Diva e as Calins de Mato Grosso traz a cultura cigana com base na história de uma família do interior do estado

Com o objetivo de promover a emancipação das mulheres ciganas, por meio da valorização e registro de suas culturas e saberes, a Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso (AEEC-MT) produziu a minissérie para a web Diva e as Calins de Mato Grosso - ontem, hoje e amanhã. Dividida em cinco episódios, a série traz a força, a beleza e a sabedoria das mulheres ciganas que vivem nos municípios de Rondonópolis, Cuiabá e Tangará da Serra . O projeto foi um dos vencedores da 35ª edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 2022.

De acordo com a presidente da AEEC-MT e produtora executiva do projeto, Fernanda Caiado, a websérie dialoga com o modo de vida da comunidade cigana no passado e futuro. “A série aborda aspectos que tangem ao passado, como a vida rural e nômade nas barracas, mais próxima à natureza; os modos de organização social que confrontam o estilo de vida das sociedades mato-grossense/brasileira nos dias de hoje; ou ainda a visão que as mulheres Calins almejam conquistar e/ou conservar como traços identitários e culturais no futuro”, explicou.

O termo Calins está relacionado ao modo como as mulheres ciganas do tronco étnico Calon se autodenominam. “Existem troncos étnicos ciganos, o Calon, Rom e Sinti. As mulheres do tronco Calon se autodenominam Calin, daí veio o nome do projeto”, contou o diretor e roteirista, Aluízio de Azevedo.

Cada episódio foca na história de vida de uma mulher cigana: Diva, sua tia e três primas. As mulheres são mestras da cultura cigana, que se ramifica em inúmeros outros elementos culturais, a exemplo da união familiar, da liderança política, da língua e da filosofia de vida.

O diretor da minissérie destacou que o objetivo principal é romper com paradigmas racistas e machistas, além do preconceito que, historicamente, atinge as comunidades ciganas pelo mundo. “A sociedade enxerga a comunidade cigana de dois modos. O primeiro é a romantização das belas mulheres que estão sempre viajando, com liberdade e misticismo. A outra é a visão de que ciganos são trapaceiros, que são sequestradores, sujos. Nem uma nem outra é correta”, explicou Aluízio de Azevedo.

Realizado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o Prêmio Rodrigo tem como objetivo valorizar e promover ações que atuam na preservação dos bens culturais do Brasil. Em 2022, teve como tema a Sustentabilidade Socioeconômica do Patrimônio Cultural e foram escolhidos 10 projetos vencedores. 

Assessoria de Comunicação Iphan

Guilherme Gomes - guilherme.gomes@iphan.gov.br

Disponível em: https://www.gov.br/iphan/pt-br/assuntos/noticias/em-mato-grosso-mulheres-ciganas-sao-protagonistas-de-minisserie