quinta-feira, 8 de abril de 2021

“O que mais temos a comemorar é a capacidade que a gente sempre teve de transformação, de adaptação e de renascer das cinzas”, diz Aline Miklos

 

A cantora, compositora, ativista e pesquisa Rommi brasileira, Aline Miklos ressalta que acha importante a data “porque é o dia da institucionalização da nossa luta”.

“Além da luta do dia a dia, do cotidiano, a gente precisa de uma institucionalização para que essa luta seja reconhecida pelo Estado e pela sociedade. A gente tem que utilizar essa data para reivindicar os nossos direitos para o Estado, para mim isso é fundamental e importante”, pondera Aline.

Para a cantora, a resiliência das comunidades e etnias romani é o ponto central que temos a comemorar: “a primeira coisa vem na cabeça é o nosso sincretismo, a nossa resiliência. Por mais que esteja hoje na moda, uma palavra chave, a mais importante hoje em dia, com a pandemia, com tudo que está acontecendo é a resiliência. O que mais temos a comemorar é a capacidade que a gente sempre teve de transformação, de adaptação e de se renascer das cinzas”.

“Muito importante ser lembrado hoje em dia no contexto que estamos vivendo, mas não só, como também, a resiliência está relacionada com os 50 anos de realização do primeiro congresso internacional romani, que estabeleceu várias coisas, mas a gente precisa também readaptar essas coisas e renovar essas discussões e psnar muito no que vamos fazer para os próximos 50 anos”, destaca.

Ouça aqui o novo CD lançado por Aline Miklos, Kalo Chiriklo: https://www.youtube.com/playlist?list=PLRjsCGDQ4xosKP9NuK7fpL720blhTUhZD

Texto: Aluízio de Azevedo
Assessor para Ciência e Comunicação da AEEC-MT

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