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sexta-feira, 19 de abril de 2024

Livro publicado pelo Ministério da Saúde aborda em ensaio humanização na saúde cigana

 

Publicação pode ser baixada no site da BVS

Acaba de sair publicado pela Editora do Ministério da Saúde o livro "Encontros de cultura e saúde : como a antropologia pode ajudar a pensar o SUS hoje”.

Realizada em parceria com a Unirio, a obra conta com ensaio escrito pelo Assessor para Ciência e Comunicação da AEEC-MT, Aluízio de Azevedo.

O ensaio é intitulado “Para além da diversidade cultural, a perspectiva êmica e ética nos caminhos para humanização e pesquisa na saúde cigana”.

A obra já está disponível online na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e pode ser baixada no seguinte link: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/encontros_cultura_saude_antropologia_sus.pdf

O livro integra uma coletânea, cuja Curadoria foi realizada por Ildenê Guimarães Loula, Rosamelia Queiroz da Cunha, Tania Cristina de Oliveira Valente e Thiago Petra da Silva.

O primeiro volume deste trabalho consiste em 11 ensaios que abordam diversas questões relacionadas à cultura, experiência da doença e práticas terapêuticas alternativas. O foco principal é analisar esses temas sob a perspectiva da antropologia da saúde.

Os Encontros de Cultura e Saúde, organizados por um coletivo multidisciplinar, visam fortalecer e defender o Sistema Único de Saúde (SUS) através da produção e disseminação de informações relevantes. Além disso, buscam criar conteúdos colaborativos em saúde, cultura e arte para apoiar o ensino em saúde.

A coletânea explora as interseções entre saúde, história, memória, cultura e arte, destacando a dimensão estética da vida.

Os ensaios discutem crenças, valores, espiritualidade e fé em relação à saúde, bem como os danos causados pela exploração utilitária dos recursos naturais e as ameaças representadas pela crise ambiental, incluindo reflexões sobre a era do Antropoceno.

Essa obra também apresenta análises sobre ações urgentes e possíveis soluções para enfrentar essa realidade preocupante.

A imagem da capa, que ilustra esse post, foi produzida com as mãos dos pacientes do Centro de Convivência Antônio Diogo, no Ceará. Mãos com as marcas da hanseníase.

O livro contou ainda com a colaboração de Edson Mendes de Oliveira, Raquel da Silva Teixeira e Pâmela Pinto.

Veja abaixo o resumo do ensaio Para além da diversidade cultural, a perspectiva êmica e ética nos caminhos para humanização e pesquisa na saúde cigana”.

Resumo

Quais desafios e oportunidades a relação entre os campos da saúde pública e da antropologia podem proporcionar no âmbito da saúde cigana? Que camadas de diálogos interculturais se estabelecem entre pesquisadores(as) e pessoas ciganas, ou entre usuários(as) ciganos(as) e profissionais de saúde? Quais perspectivas os contextos culturais apresentam na visão das determinações sociais da saúde? Essas e outras questões são abordadas de forma ensaística neste texto, que busca reforçar a importância do foco na perspectiva êmica do campo antropológico para o campo da saúde pública (estudos e práticas) e das políticas afirmativas de saúde para os povos ciganos. Palavras-Chave: Povos ciganos. Êmica. Ética. Antropologia. Saúde pública.

Obra Disponível para baixar no site da BVSMS:

 https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/encontros_cultura_saude_antropologia_sus.pdf

Assessoria para Ciência e Comunicação da AEEC-MT

terça-feira, 29 de março de 2022

Mesa da Reunião de Antropologia Equatorial debate saúde cigana no Brasil

Evento ocorre de forma online e debate a produção em antropologia nos países equatorianos

“Ciganos e Política de Saúde Pública no Brasil”. Este é o tema de mesa redonda (MR20) que será realizada no dia próximo dia 25 de abril (segunda-feira) durante a VII Reunião Equatorial lde Antropologia (REA): Migrações, Deslocamentos e Diásporas: Violações de Direitos”, que ocorrerá de forma online entre os dias 25 e 29 de abril.

A Mesa redonda será coordenada pelos professores doutores Maria Patrícia Lopes Goldfarb (UFPB) e Felipe Berocan Veiga (UFF). Já o debate ficará por conta de Mércia Rejane Rangel Batista (UFCG).

Entre os convidados para participar da mesa estão: o Assessor para Ciência e Tecnologia da Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso (AEEC-MT), Aluízio de Azevedo.

Além disso, também participarão como convidados o doutor Suderlan Sabino (UNB); a mestre Luana Medeiros (UFPB); e a mestranda Cicera Mangueira.

Interessados em participar têm de se inscrever na VII REA, que tem políticas de incentivo a estudantes de graduação e pós-graduação de etnias indígenas, quilombolas e ciganas.

Para inscrição, basta acessar o site do evento: https://www.even3.com.br/7rea/

Veja abaixo o resumo da proposta:

Dentre as Ciências Humanas, a Antropologia tem se voltado para a realização de estudos etnográficos, históricos ou documentais sobre os grupos Rom/ Ciganos no Brasil. Observamos a produção de pesquisas etnográficas que nos informam sobre as situações sociais em que vivem tais grupos, destacando aquelas que versam sobre as questões identitárias, os processos diaspóricos e as complexas formas de interação com a população não-cigana (gadjé). 

Apesar da crescente quantidade e qualidade das produções, ainda são poucos os diálogos entre pesquisadores de diferentes áreas do saber, especialmente no campo da saúde, em um contexto nacional drasticamente afetado pela pandemia de covid-19. 

A proposta desta Mesa Redonda é discutir questões que envolvem a saúde da população cigana no Brasil, de modo que ativistas e pesquisadores de diferentes áreas encontrem nesta oportunidade um espaço de debate, visando discutir transversalmente questões que envolvem a identidade étnica cigana e o acesso problemático às políticas de saúde pública no Brasil, no contexto de relações de poder e de dominação historicamente construídas, que por um lado reproduzem modos de subjetivação e de sujeição na qual foram e são forjados, mas que por outro também ensejam novas formas de resistência e demandas por direitos, visibilidade e reconhecimento.