domingo, 18 de maio de 2025

Ancestralidade Viva: Mirian Stanescon Batuli

Mirian foi uma das primeiras ciganas a cursar nivel superio no Brasil, formando-se em direito nos anos de 1970 e foi quem indicou  24 de maio como dia nacional dos ciganos

De etnia Rom Kalderash, brasileira, viúva, mãe de cinco filhos, neta de Nicolas Michael Stanescon e Iordana Stanescon, filha de Lhuba Stanescon - conhecida como BIBI LHUBA.

Técnica em contabilidade, formada pelo Instituto Filgueiras, Rio de Janeiro, e Advogada formada pela Universidade Gama Filho (UGF), uma das primeiras mulheres ciganas a cursar nível superior no Brasil.

Autora do livro “Lilá Romaí – Cartas Ciganas. Delegada Nacional dos Direitos Humanos representando o Povo Cigano e Delegada Nacional da 1ª Conferência de Discriminação e Promoção de Igualdade Racial.

Foi Indicada pela Coordenação Geral da UNESCO, no Rio de Janeiro, como Embaixatriz da Paz. Fundadora da Fundação Santa Sara Kalí, criou 1º templo de Sara Kali na América Latina.

No dia 25 de maio de 2006, em audiência com o Presidente LULA, conseguiu a aprovação do dia Nacional dos Povos Cignaos (24 de maio - Dia de Santa Sara Kalí).

De 2008 à 2012 representou os povos ciganos como Conselheira da CNPIR – Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial.

Escritora da CARTILHA CIGANA: “POVO CIGANO – O DIREITO EM SUAS MÃOS”, a convite da Secretaria de Direitos Humanos do Governo Federal.

Recebeu várias premiações como: medalha de Ordem ao Mérito Cultural 2014, pela Presidente Dilma Rouseff; e Moção e troféu DESTAQUE da Câmara Municipal do Rio de Janeiro..

No mesmo ano, aceitou o convite para integrar a Comissão do Conselho e cadeira de Delegada da OAB/RJ.

Em 2013, teve seu livro “Lila Romaí” como fonte de pesquisa para o Enredo “Cavalo Fiela” da Escola de Samba Beija-Flor de Nilópolis.

Em 2019, instituiu no Rio de Janeiro, o Dia Estadual do Cigano e conseguiu o Tombamento da Gruta de Santa Sara Kali, em Patrimônio Histórico-Cultural.

Foi Consultora da Comissão Nacional de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil e da Subcomissão de Povos e Comunidades Tradicionais da OAB Nacional.

Em 06 de setembro de 2022, Mirian fez sua passagem deixando na Terra o legado de seu árduo e importante trabalho.

#povosciganos #ciganos #Calon #Rom #Sinti #Romah #ancestralidadeviva #cultura #24demaio #dianacionaldosciganos #Brasil #MT #aeecmt #secelmt



quinta-feira, 15 de maio de 2025

Ancestralidade Viva: Venerana Rodrigues Cunha Pereira

 

Tia Nerana estrelou o Episódio Terra da minissérie Diva e As Calins de MT, em 2022.

Venerana Rodrigues Cunha, a “tia Nerana”, nasceu em uma barraca, no município de São Roque de Minas (MG), no dia 02 de novembro de 1951.

Filha de Anésio Rodrigues Cunha e Madalena Maria de Jesus, primos e de etnia Calon, tem 12 irmãos e irmãs.

Viveu muitos anos ao estilo de vida itinerante e desde cedo manifestou o dom do amor, como uma cuidadora nata das sobrinhas.

Casou-se também com seu primo Calon, Eurípedes Alves Pereira no dia 17 de maio de 1969, já vivendo na cidade de Rondonópolis em Mato Grosso.

Com Eurípedes (in memorian), teve três filhos: Romeu, Eurides e Eunice e tem cinco netos: Roger, Rafaela, Lara, Eduardo e Otávio e dois bisnetos, Laura e Benjamim.

Tia nerana e Tio Eurípedes viveram em várias cidades de Mato Grosso como Cuiabá, Juscimeira, até fixarem residência há cerca de 30 anos em Tangará da Serra.

Sempre trabalhou na vida rural, como agricultora com o esposo, até muito recentemente, quando de sua passagem no ano de 2024.

Tia Nerana é uma das mais respeitadas matriarcas calin em MT e é  reconhecida pela amorosidade, pela generosidade, pelo cuidado com as pessoas e as mãos boas para as plantas e para cozinha.

Quer saber mais da história da tia Nerana e também de narrativas ciganas? Basta acessar o episódio Terra da minissérie Diva e As Calins do Cerrado, que ela estrela no Canal do YouTube da AEEC-MT: https://www.youtube.com/watch?v=hm2c3L4ESaE&t=156s

Viva Tia Nerana!  Viva a Ancestralidade Calon!

#povosciganos #ancestralidadeviva #ancestralidade #vida #ciganos #ciganas #MT #Calon #Rom #Sinti #Romah #Romani #Brasil #Maiocigano #24demaio #dianacionaldosciganos #gitanos #gypsy #cultura #identidade #culturacigana



quarta-feira, 14 de maio de 2025

AEEC prepara programação especial em comemoração ao Dia Nacional dos Ciganos

Lançamentos audiovisuais, encontro de mulheres e lançamento de campanha nas redes sociais marcam programação do V Encontro de Cultura Cigana de MT

Neste mês de maio, mais especificamente no dia 24 (sábado), comemoramos no Brasil o Dia Nacional dos Povos Ciganos. Para comemorar a data, a Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso (AEEC-MT), em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura, Esportes e Lazer de Mato Grosso (Secel-MT), preparou uma programação especial de valorização e reconhecimento à contribuição dos três troncos étnicos ciganos, os Calon, os Rom e os Sinti, às culturas e às sociedades mato-grossense e brasileira.

Denominadas como “Maio Cigano – V Encontro de Cultura Cigana de Mato Grosso”, as comemorações ao Dia Nacional dos Povos Ciganos já são tradicionais na AEEC-MT desde sua fundação em 2017. O evento é composto por várias atividades paralelas e ocorre ao longo do ano, com ações concentradas em datas importantes para os povos ciganos. Neste ano, em maio, por exemplo, conta com três ações importantes, sendo duas presenciais e uma online.

A primeira ação, que iniciou no dia 01 de maio, é a Campanha de Valorização dos Povos Ciganos e combate aos preconceitos, racismo e estereótipos, que vem sendo veiculada nas redes sociais da AEEC-MT (@aeecmt). Realizada desde 2021, neste ano o tema da campanha é “Ancestralidade Viva!”, numa referência e homenagem a lideranças ciganas qu contribuíram e contribuem, pois ainda estão vivas, ao movimento social cigano brasileiro e/ou ás comunidades ciganas mato-grossenses.

A atividade ocorre durante todo o mês, com publicações com informações verdadeiras sobre os povos ciganos e biografias das pessoas homenageadas na campanha. Além disso, outras duas programações ocorrerão no município de Tangará da Serra (a 240 km de Cuiabá), entre os dias 23 e 25 de maio. São elas: o III Encontro de Mulheres Ciganas de Mato Grosso e a Mostra Calon Lachon de Audiovisual.

O objetivo principal do V Encontro de Cultura Cigana de MT e também do Encontro de Mulheres Ciganas de MT (que neste ano conta também com o patrocínio do Fundo Casa), é valorizar a ancestralidade dos povos ciganos, especialmente, as mulheres e as lideranças mais antigas, reconhecendo em vida as contribuições e construções que fizeram para a manutenção das culturas, tradições, modos de vida e do patrimônio imaterial ciganos.

“Nas filosofias de vida ciganas, as pessoas mais velhas são respeitadas e valorizadas, pois são os nossos mestres e mestras, que mantiveram tradições e o orgulho em sermos ciganos. Assim, escolhemos lideranças pioneiras, tanto nas comunidades mato-grossenses, quanto em nível nacional, para homenageá-las e reconhecer a contribuição e o reconhecimento dessas pessoas em vida. É também um ato de valorização aos nossos antepassados, que resistiram e possibilitaram que hoje aqui estejamos”, explica a presidente da AEEC-MT, Rosana Matos Cruz.

Mulheres Ciganas

O III Encontro de Mulheres Ciganas de MT deve reunir em torno de 80 a 100 pessoas ciganas em Tangará da Serra, em sua maioria mulheres. Neste ano, com a novidade que terá algumas convidadas ciganas nacionais, que virão de outros Estados especialmente, para participarem do evento.

Entre elas, a Conselheira Nacional de Promoção de Igualdade Racial (CNPIR), representando os povos ciganos, Edvalda Bispo Santos (Bahia), a coordenadora da Roda Cigana – Rede Humanitária e representante dos povos ciganos no Comitê que acompanha o Plano Nacional de Políticas Públicas para Povos Ciganos do Ministério da Igualdade Racial (MIR), Lourdes Côrrea (São Paulo) e a advogada popular Sara Macedo (Goiás).

Já está confirmada também a participação de aproximadamente 30 pessoas da comunidade cigana de Rondonópolis no encontro, sendo uma boa parte delas integrantes do grupo de danças Tradição Cigana, que estão na programação cultural do evento. A programação terá a participação de representantes de instituições como a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) e Secretaria de Estado de Cultura, Esportes e Lazer de Mato Grosso (Secel-MT), parceiras e apoiadoras do projeto.

A programação do III Encontro de Mulheres Ciganas, contará ainda com apresentações culturais com artistas ciganos, oficinas de medicina tradicional cigana, com a Mestra da Cultura Mato-grossense, Maria Divina Cabral, a Mestra Diva e oficinas de danças ciganas, com Sara Macedo (Goiânia), e oficina de circo para crianças com Jaque Roque (Cuiabá).

Mostra Calon Lachon – Outro ponto alto deste mês de maio será a exibição de várias produções audiovisuais que abordam a temática dos povos ciganos, na Mostra Calon Lachon de Audiovisual, que ocorre também nos dias 23 e 24 de maio, em Tangará da Serra, complementando a programação cultural do III Encontro de Mulheres ciganas de MT.

A programação da mostra conta com o lançamento de seis curtas metragens produzidos pela AEEC-MT nos últimos dois anos, dos quais cinco são episódios da minissérie “Luzia e As Calins do Cerrado” e sexto é o vídeo “Chibe”. O média-metragem convidado especial da mostra será “De Baixo Das Lonas, Tudo É Mais Bonito!” (2022), dirigido pelo cineasta Calon circense, Roy Rógeres (Bahia). Essa última obra cinematográfica projeta luz para as culturas e tradições do povo cigano e circense ao descortinar a história de Irisma Fernandes, mais conhecida como “Tati, à Cigana”.

Pertencente a etnia “Calon”, Tati é artista da terceira geração dos Fernandes – uma das maiores e mais tradicionais famílias Ciganas e Circenses do Brasil – viveu itinerante em mais de vinte circos, passando por diversos estados brasileiros, até que para assegurar a formação escolar das filhas abdicou da vida nos circos e fixou acampamento na comunidade “Umburaninha”, povoado “Crenguenhem”, na região de Tucano-Bahia/Território Identitário do SISAL, onde as cenas foram gravadas.

Filha primogênita dentre seis, Irisma Fernandes assumiu grandes responsabilidades após a morte precoce do pai – Roy Rogeres Fernandes, assassinado aos 33 anos, durante o espetáculo de matinê do Circo Mexicano. A ela coube manter e repassar as tradições ciganas e circenses aprendidas com o pai, avós, tios e tias para filhos, irmãos e netos.


Luzia e As Calins do Cerrado - Patrocinada pelo Fundo Elas +, a minissérie Luzia e As Calins do Cerrado (2025). aborda em cinco episódios a relação das mulheres do tronco étnico Calon, as Calin, com a natureza e a cultura cigana, consideradas por elas como inseparáveis e únicas. Esta relação inclui a medicina tradicional cigana, um conhecimento transmitido de geração em geração pelas mulheres Calins em Mato Grosso.

A série abre sua temporada no episódio 1, com a matriarca, Luzia Alves Porto, que atualmente reside no município de Sinop. Ela é uma das anciãs mais respeitadas da comunidade Calon mato-grossense. O episódio dois é estrelado com muito bom humor por Zilma Rodrigues Cunha, de Rondonópolis.  O episódio 3 traz os esforços de Audelena Dias Cabral, sua mãe Elídia e sua sogra Francisca, de manterem as tradições ciganas. Elas também vivem em Rondonópolis.

No episódio quatro temos a novidade desta segunda temporada, com a participação especial da ativista e advogada popular de Goiânia (GO), Sara Macedo. Encerrando a temporada, trazemos a empresária e ativista, Fernanda Caiado, de Cuiabá.

Chibe - O último lançamento audiovisual, é o vídeo “Chibe”, que traz um registro da I Oficina de Chibe: Reavivando A Língua Calon”, realizada nas comemorações do Maio Cigano em 2024, também no município de Tangará da Serra.

A programação do V Encontro de Cultura Cigana de MT neste mês de maio, conta ainda com a realização da Assembleia Geral Ordinária da associação, no dia 25 de maio, também em Tangará da Serra, no período entre 08h e 09h. Das programações, apenas as da Mostra Calon Lachon são abertas ao público. As demais são exclusivas para pessoas ciganas e convidadas.

Serviço

O que: V Encontro de Cultura Cigana de MT

Quando: Maio Cigano, concentrado nos dias 23, 24 e 25 de maio

Onde: Chácara WR, Tangará da Serra

Horário: 23/05 – 19h; 24/05 – 08h às 22h; 25/04 – 08h às 09h.

Outras informações:

Redes da AEEC-MT: @aeecmt

Email: aeecmt@gmail.com

Contato de whats: (65) 99911-3473 – Aluízio de Azevedo, Assessoria para Ciência e Comunicação da AEEC-MT

Ficha Técnica:

- Realização: Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso (AEEC-MT) e Secretaria de Estado de Cultura, Esportes e Lazer de Mato Grosso (Secel-MT)

- Presidente da AEEC-MT e produção Executiva: Rosana Cristina Alves de Matos Cruz

- Coordenação Geral e Assessoria de Comunicação: Aluízio de Azevedo

- Tesoureira da AEEC-MT e produção Executiva: Fernanda Caiado

- Coordenação Pedagógica e Direção de Produção: Rodrigo Zaiden

- Produção: kaiardon Produções

- Assistente de Produção Executiva: Jéssika Lorrayne Cabral Lima Leme

- Produções Locais: Aldi Rodrigues, Adriana Angola, Leida Rodrigues Cunha

- Direção de Arte e Designer Gráfica: Tami Gondo

- Assistente de Produção: Kamila Amorim

- Assistente de Produção Local: Simonte Carla Rodrigues

- Fotografia: Maria Clara Aquino

- Mestra da Cultura Mato-grossense: Maria Divina Cabral

- Coordenação de Alimentação: Orceni Rodrigues e Daniel Angola

Ancestralidade Viva: Jucelho Dantas

Jucelho Dantas: Da vida itinerante nômade ao doutorado, uma vida de superação e luta em defesa dos povos ciganos

De etnia Calon, Jucelho é o exemplo de superação viva! Nasceu em 15/09/1962, em Ubaitaba-Ba, às margens do Rio de Contas, dentro de uma barraca cigana. É o sexto filho de 11 irmãos, sendo 9 homens e 2 mulheres.

Filho de Jaconilho Marques da Cruz (Jacó) e Alvaci Ribeiro Dantas, foi nômade até os 15 anos de idade quando o pai, seu Jacó, fixou residência em Ibirapitanga-Ba e aí começou a frequentar a escola e, graças ao apoio da família, superou a falsa ideia que “ciganos não gostam de estudar”.

Primeiro Calon da Bahia e um dos primeiros do Brasil a ter curso de nível superior, formando-se Engenheiro Agrônomo em 1.990. Desde 1997 é Professor Titular do DCBIO/UEFS, possuindo formação como Mestre em Ciências Agrárias pela Ufba (1995) e doutorado em Zoologia pela Unesp-Rio Claro-SP (2006).

Atua como pesquisador nas áreas de Biologia e Ecologia de Insetos Sociais, Manejo Integrado de Pragas e Ecologia Humana: Povos e Comunidades Tradicionais (PCT), com ênfase na cultura cigana.

Foi Coordenador da Associação dos Docentes da Uefs (ADUFS) por 3 gestões, representante dos Povos Ciganos no Conselho Estadual para a Sustentabilidade dos Povos e Comunidades Tradicionais (CESPCT/SEPROMI-BA) de 2016 a 2020 e, atualmente, é suplente do Conselho.

Vencedor do Prêmio Bahia Sustentável 2023: Categoria Ideia Sustentável, da Secretaria do Meio Ambiente da Bahia – INEMA.

Vencedor do Prêmio Culturas Ciganas das edições 2007 e 2014 promovidos pelo Ministério da Cultura e Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural é Mestre da Cultura Pelo Prêmio Paulo Gustavo 2023.

Viva Jucelho Dantas! Viva a Sabedoria Calon!

#povosciganos #ancestralidadeviva #ancestralidade #vida #ciganos #ciganas #MT #Calon #Rom #Sinti #Romah #Romani #Brasil #Maiocigano #24demaio #dianacionaldosciganos #gitanos #gypsy #cultura #identidade #culturacigana

terça-feira, 13 de maio de 2025

Ancestralidade Viva: Francisca Pereira Dos Santos

 
Tia Chica mora em Rondonópolis desde o início da década 80 e é uma das principais lideranças da comunidade cigana local

Filha de José Alves Pereira e Izaura Cabral Pereira, primos e de etnia Calon, nasceu em 16/10/1956, em Guiratinga (MT).

Viveu ao estilo itinerante de barraca até 15 anos, percorrendo cidades da região são José do Povo, Guiratinga, Pedra Preta, Galileia, Juscimeira, Rondonópolis, sempre na zona rural desta cidades.

Dos 15 anos até 26 viveu em propriedade rural de seu pai, que era comerciante de terras, comprava, formava e vendia.

Mora em rondonopolis desde que se casou no ano de 1983, onde é uma das principais lideranças da comunidade cigana local.

Chica, ou tia Chica, como mais é conhecida pelos parentes, é casada há 41 anos com Francisco De Assis Santos, com quem tem dois filhos, Uanderson e Joniques e seis netos: Arthur, Higor Benicios, Maria Joeda, Ana Carolina, Júlio Cezar e João Miguel.

Faz questão de manter as tradições ciganas, sabe falar a Chibe e ao lado do marido, é uma das conselheira locais.

Junto com a nora, Audelena, toca o grupo de Danças Tradição Cigana e busca manter e conservar esse traço artístico cigano.

Também ao lado de Audelena e de sua prima Elídia (mãe de Audelena), estrela um dos episódios da minissérie Luzia e As Calins do Cerrado.

Viva a tia Chica! Viva a Ancestralidade Calon!

#povosciganos #ciganos #ciganas #rom #calon #sinti #romah #romani #sp #brasil #dianacionaldosciganos #24demaio #maiocigano #ancestralidadeviva #ancestralidade #viva #aeecmt #mt #culturacigana



segunda-feira, 12 de maio de 2025

Ancestralidade Viva: Durvalina Alves Pereira

Tia Tita, que é versada na Chibe e na medicina Calon, atualmente vive com a filha Selma, em Guiratinga (MT).

Mais conhecida como Tita, é filha de Jordelina Alves e Jerônimo Alves Pereira, primos de etnia Calon, nasceu na barraca a 15 de novembro de 1950, na cidade de Perdizes, Minas Gerais. 

Viveu ao estilo de vida tradicional itinerante até a juventude, junto com os pais, tios e irmãos e irmãs (tinha 12 irmãos e irmãs), quando se casou com Sebastião Germano Ribeiro, na cidade de São José do Povo, em MT.

Depois mudaram-se para Pedra Preta, onde também viveu muitos anos, mas sempre na roça, trabalhando nas lavouras ou cozinhando nas cantinas das fazendas.

Tem seis filhas: Aparecida, Nadir, Lucilene, Selma, Telma e Alessandra.

Trabalhou toda vida na lavoura ou nas cantinas das fazendas. Conhecida pela extrema limpeza e a comida tradicional cigana. 

Sabe os costumes Calon, como falar a Chibe e também aprendeu a fazer remédios, garrafadas e conhece as raízes do cerrado.

Viva tia Tita! Viva a Ancestralidade Calon!

#povosciganos #ciganos #ciganas #rom #calon #sinti #romah #romani #sp #brasil #dianacionaldosciganos #24demaio #maiocigano #ancestralidadeviva #ancestralidade #viva #aeecmt #mt #culturacigana



sábado, 10 de maio de 2025

Ancestralidade Viva: Luh Ynaiah

 
Luh Ynaiah foi eleita representante da etnia Rom no Comitê que vai acompanhar o Plano Nacional de Políticas Públicas para Povos Ciganos do MIR.

Ativista de direitos humanos com ênfase nos direitos dos povos ciganos, Lourdes Corrêa, ou Luh Ynaiah, como mais é conhecida, tem 61 anos, natural de São Paulo, é de etnia Rom – Kalderash - Família Volcov- Peicev.

Uma das primeiras ativistas ciganas do país, durante a pandemia fundou e é coordenadora do coletivo Roda Cigana - Rede Humanitária, que reúne mais de 50 entidades e coletivos de diversos movimentos sociais, especialmente ciganos.

Possui formação acadêmica em Psicologia, com especialização em Violência Doméstica, violência social, saúde mental, psicodiagnóstico e psicopedagogia.

Atualmente, pesquisadora na Equipe Sudeste do Mapeamento e registros de famílias ciganas das etnias Calon, Rom e Sinti, de territórios e rotas dos povos ciganos.

Recentemente foi eleita representante dos povos ciganos no Comitê Estadual que vai acompanhar o Plano Nacional de Políticas Públicas do Ministério da Igualdade Racial (MIR).

Recebeu várias homenagens como SP 2024 - Condecoração com Medalha Teresa Benguela – Guarujá, 2024 - Homenagem Ministério de Igualdade Racial – Mestra.

 Homenagens recebidas:

2007 – Troféu Estrela de Oya – Personalidade Cigana, 2008 – Prêmio João Torres – Cultura Cigana, 2009 – Troféu The Gyspy – Melhor Mística, 2014 - Homenagem pela Gêneros e Etnias de São Paulo, 2016 – Troféu Mulher Destaque – Peruíbe, 2019 – Troféu Mio Vacite – Ativista, 2020 – Homenagem pela Direitos Humanos Município de SP, 2022 - Homenagem Coletivo de Mulheres Ciganas – Santos, SP 2024 - Condecoração com Medalha Teresa Benguela – Guarujá, 2024 - Homenagem Ministério de Igualdade Racial – Mestra.

#povosciganos #ciganos #ciganas #rom #calon #sinti #romah #romani #sp #brasil #dianacionaldosciganos #24demaio #maiocigano #ancestralidadeviva #ancestralidade #viva #aeecmt #mt #culturacigana



quinta-feira, 8 de maio de 2025

Ancestralidade Viva: Claudio Iovanovitchi

Pioneiro no ativismo cigano brasileiro, Cláudio dedicou a vida pela inclusão e direitos humanos dos povos ciganos

A história de vida de Claudio se confunde com a história do movimento cigano nacional. Pela sua importância e pioneirismo é uma das quatro pessoas in memorian homenageadas na campanha Ancestralidade Viva. As outras 12 estão vivas.

Cigano pertencente a etnia Rom, subgrupo Matchuaia foi ativista, artista, sindicalista, apaixonado pela vida e pela luta.

Foi o fundador da associação de preservação da cultura cigana - APRECI no ano de 1995.

Respeitado entre as diferentes etnias ciganas, deixou um legado que agora é tocado pela família, que vive em Curitiba

No ano de 1996, revoltado com a obrigatoriedade de leitura do livro “Memórias de um sargento de milícias” no vestibular da UFPR, Cláudio procurou Dora Bertulio, a pioneira na implementação de cotas raciais na UFPR, que indicou a Claudio procurar o governo federal para início da discussão da pauta dos povos ciganos.

Assim, Cláudio começou a se articular e no ano de 1997 conseguiu apoio de Luciano Mariz Maia e de Frans Moonen para enviar propostas específicas de inclusão aos povos ciganos no PNDH I, o que não foi possível, mas no ano de 1998 as propostas encaminhadas foram incorporadas ao PNDH II.

Desde então, o ativista nunca parou, foi o primeiro conselheiro cigano do CNPIR, teve participação ativa em momentos muito importantes para o reconhecimento dos povos ciganos enquanto sujeitos de direitos neste país.

Cláudio viveu uma vida em luta, e seu legado seguirá vivo através de cada um de nós que entendemos e valorizamos a necessidade de seguirmos nela.

Seu último projeto foi a criação do Museu Romanó de Curitiba – Memórias da Imigração. O trabalho concretizou um sonho de Cláudio para a conservação da memória e da história dos povos ciganos.

Para saber mais sobre Cláudio e o povo Rom: https://museuromanocuritiba.com/

Viva Claudio Domingos Iovanovitchi!

Viva a Ancestralidade Rom!

#povosciganos #ciganos #ancestralidadeviva #ancestralidade #24demaio #dianacionaldosciganos #Rom #Calon #Sinti #Romah #Romani #gitanos #gypsy #Brasil #MT #culturacigana #identidade #tradição



terça-feira, 6 de maio de 2025

Ancestralidade Viva: Maria Luzia Alves Porto

Viva tia Luzia, literalmente uma luz nos caminhos dos Calon de MT mato-grossenses!

Maria Luzia Alves Porto, mais conhecida como Tia Luzia, pelos inúmeros sobrinhos, sobrinhos-netos e afilhados, é filha de Jordelina Rodrigues Cunha e Jerônimo Alves Pereira, primos de primeiro grau.

Tia Luzia nasceu na barraca em 15 de outubro de 1944 e tem 11 irmãos entre mulheres e homens: José, Izidorio, Euripedes, Lázaro, João, Aparecido, Elza, Alda, Lídia, Durvalina e Jorvina.

Natural de Uberlândia (MG), é casada com Juventino Porto há mais de 60 anos, com quem tem quatro filhos:  Alcemiro, Adeilson, Ademilson e Luzinete. Tem 12 netos e dois bisnetos.

Luzia chegou a MT, migrando com os outros 11 irmãos, nos lombos dos cavalos, viajando por Goiás, mais especificamente, pela fronteira entre Santa Rita do Araguaia (GO) e Alto Araguaia (MT).

Fixou residência em Guiratinga na década de 70, onde residiu por mais de 30 anos e realizou o curso de Auxiliar de Enfermagem, sendo a primeira mulher cigana mato-grossense a tirar um curso de nível técnico – ensino médio.

Trabalhou durante muitos anos como enfermeira na cidade, até que nos anos 2000 se mudou com a família para Sinop, onde vive atualmente.  Atuou em vários ramos do comércio, incluindo supermercado e farmacêutico.

É escritora e artesã e trabalhou por anos como vendedora ambulante de enxovais, roupas e outras mercadorias cosméticas e perfumes, uma tradição entre as Calin.

Foi criada na tradição Calon, com a mãe lendo mão e fazendo garrafadas, de quem herdou esses conhecimentos. É mestre em chibe e do alto dos seus 80 anos é uma das matriarcas Calins mais respeitadas, de honra e valor da comunidade Calon de MT, GO e MG.

Tia Luzia dá nome (Luzia e As Calins do Cerrado) da segunda temporada da série com mulheres Calin, que será lançada na web neste mês de maio, estrelando um dos cinco episódios.

Viva tia Luzia, literalmente uma luz nos caminhos ciganos mato-grossenses!

Viva a ancestralidade Calon!

#povosciganos #ancestralidadeviva #ancestralidade #vida #ciganos #ciganas #MT #Calon #Rom #Sinti #Romah #Romani #Brasil #Maiocigano #24demaio #dianacionaldosciganos #gitanos #gypsy #cultura #identidade #culturacigana



domingo, 4 de maio de 2025

Ancestralidade Viva: Tio Xide, baluarte da cultura Calon em MT

 

O tio Xide é uma das lideranças ciganas mais antigas e respeitadas da comunidade Calon de Tangará da Serra e da Comunidade Calon mato-grossense.

Filho de Maria Madalena de Jesus e Anésio Rodrigues Cunha, líderes  de sua linhagem Calon, Araxides Rodrigues Cunha nasceu na barraca, em Uberlândia em 14 de janeiro de 1945.

Foi casado com Maria Fausta Diniz Cunha de quem é viuvo e é pai de dois filhos: Ney Wagner Diniz Cunha e Ronisvaldo Diniz Cunha e avô de uma neta, Talita Cunha.

Tio Xide chegou ao Mato Grosso, migrando no lombo dos cavalos, de Minas Gerais, passando por Goiás, e entrando pela região de Alto Araguaia, junto com os pais e os 12 irmãos, além de vários outros primos e tios.

Viveu muitos anos na vida de barraca ou trabalhando na lida rural, inclusive em cidades mato-grossenses como Rondonópolis, São José do Povo, Juscimeira, até chegar no município de Tangará da Serra em 1972, onde fixou da residência, junto com os pais e alguns irmãos, incluindo o irmão mais velho Ranulfo Rodrigues Cunha.

Trabalhou a vida toda no ofício tradicional Calon, amassando, negociando cavalos, burros e equinos e nunca deixou de usar os trajes tradicionais, como chapéu de pelica, camisas xadrez ou floridas e cinto ao estilo cowboy. 

Mestre na chibe e exímio cantor, compunha uma dupla sertaneja com o seu irmão mais velho, Albano Rodrigues Cunha (in memorian) e é um orgulho e um homem muito respeitado, de honra e valor, no sistema de ação Calon, o “Lage no mui”.

Em 2023, aos 78 anos, Tio Xide sofreu um AVC e, atualmente, encontra-se impossibilitado de andar e passa os dias em sua casa, aos cuidados do filho e da nora.

Apesar de estar na cama continua lúcido e é um poço de sabedoria, que sabe narrar uma vida cigana raiz, cheia de tradições.

Inclusive, mantendo a veia negociante, insiste em negociar objetos como relógios e o rádio de sua casa com os amigos e os mais de 100 sobrinhos e sobrinhos-netos que vão visita-los.

Em nome de tio Xide louvamos a nossa ancestralidade cigana viva!

#povosciganos #ciganos #dianacionaldosciganos #24demaio #culturacigana #Calon #Rom #Sinti #Romah #Romani #Brasil #gitanos #gypsy #políticaspublicas #identidade #mt