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quinta-feira, 12 de setembro de 2024

Jovens Ciganas ocupam vaga no Conselho Estadual de Juventude de MT

Rayanne (terceira da esquerda para direita) será uma das representantes da AEEC-MT no Conjuv-MT. Foto dos jovens entrevistados para o programa Avisa Lá que Eu Vou, com Paulo Vieira.

De maneira inédita, os povos ciganos mato-grossenses passarão a ocupar vaga no Conselho Estadual de Juventude de Mato Grosso (Conjuv-MT).

O órgão é vinculado à Secretaria de Estado de Trabalho, Ação Social e Cidadania de Mato Grosso e tem a responsabilidade de formular e monitorar as políticas públicas para a juventude em âmbito estadual.

As duas vagas, titular e suplente no conselho relativas aos povos ciganos, serão ocupadas, respectivamente, pelas jovens Rayanne Alves Pereira (município de Guiratinga) e Maria Clara Rodrigues Aquino (município de Tangará da Serra).

De etnia Calon, as duas jovens representam a Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso (AEEC-MT) no Conjuv-MT, que se habilitou nas eleições deste ano.

Elas ocuparão o mandato no período entre 2024 e 2026.

Mandato no Conjuv-MT será entre 2024 e 2026: órgão visa formular e monitorar políticas públicas para a juventude mato-grossense

Conheça Maria Clara Rodrigues

Maria Clara de Aquino é estudante de psicologia, estagiária em saúde e atualmente exerce a função de Analista de Pesquisa de Mercado com experiência em marketing e RP. Paralelamente, dedica-se à fotografia com enfoque em expressões artísticas culturais e eventos. Ela possui também experiência em direção fotográfica e cinegrafia, tendo participado de projetos significativos, como o II Encontro de Mulheres Ciganas de MT, a Mostra Calon Lachon, o minidocumentário Belina 5&15am e o documentário Joeli Siqueira. Seus projetos destacam artistas e figuras tradicionais do estado de Mato Grosso, bem como as riquíssimas expressões étnicas e plurais da região. Residente no município de Tangará da Serra (MT)

Conheça Rayanne Alves

Advogada graduada em 2019 no Centro Universitário Leonardo Da Vinci – UNIASSELVI. Tem pós-graduação em Direito Penal (2021 - Centro Universitário UniFAVENI) e pós-graduação em Docência no Ensino Superior – (2022 Centro Universitário Leonardo Da Vinci – UNIASSELVI). Atuou como advogada na Indústria e Comércio de Cereais Luciana Ltda (Produtos São Joao) – (2020/2022) / Rondonópolis-MT e na Empresa Agiliza Isenções / Rondonópolis-MT (2021). Atualmente, é advogada autônoma. Integra desde a AEEC-MT desde o início da fundação, atuando na Coordenação de Juventude da instituição. Residente no município de Guiratinga (MT).

 

 

quarta-feira, 10 de abril de 2024

Coletivo Ciganagens lança campanha para impressão de Guia da Saúde da Mulher Cigana

O Ciganagens lançou campanha virtual no site Benfeitoria para a impressão do Guia da Saúde da Mulher Cigana e outros materiais institucionais do Coletivo.

Voltado para a saúde sexual e reprodutiva das mulheres ciganas, o guia  será distribuído em três comunidades.

A outra parte do recurso será utilizada para materiais gráficos intitucionais de identificação para uso em atos e encontros de cunho político e ativista, como bandeiras, blusas e bolsas. Nenhum material será comercializado.

No texto divulgado na postagem de lançamento da campanha em sua página no Insta, o coletivo reforça que este “é um projeto muito trabalhado por três primas do coletivo no ano passado e que espera conseguir fundos para que no próximo dia 24 de maio, o material possa rodar em 3 comunidades no Brasil, para estimular a autonomia das nossas primas nos territórios tradicionais. Infelizmente, nossos povos não estão incluídos em nenhuma política pública de saúde sexual e reprodutiva do governo, um fato que gera diversas comorbidades e nos afasta da sociedade enquanto povos que a compõem”.

Além desse modelo confeccionado para mulheres ciganas, o Coletivo também elaborou um guia destinado aos gestores e profissionais da saúde, que pode ser também baixado de forma online no site do grupo.

Os dois guias da saúde da mulher foram produzidos como atividade final do curso de Extensão Juventude Cigana: da Invisibilidade à Comunicação Popular em Saúde, realizado em parceria entre a Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso (AEEC-MT), o Coletivo Ciganagens, a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e o Coletivo Orgulho Romani, com financiamento de chamada pública da Fiocruz-Brasília, OPAS e governo do Canadá.

Responsáveis pela campanha: Sara Macêdo kali (Responsável pelo guia de saúde da mulher cigana); Desirée Mattos Almeida (Responsável pelo guia de saúde da mulher cigana); Hayanne Iovanovitchi (Responsável pelo guia de saúde da mulher cigana); e Danillo Kalón (Responsável pelo material gráfico do coletivo).

Outras Informações pelo email
coletivociganagens@gmail.com.

Ciganagens

O Coletivo nasce em 2020, em um momento de pandemia, em que as relações orgânicas presenciais estavam prejudicadas, com o objetivo de formar uma rede apoio mútuo, com informação, arte, direito e educação atuando em prol dos direitos dos Povos Ciganos no Brasil, por meio da promoção de ações e de narrativas de pessoas ciganas pautadas pelo ativismo anticolonial, antirracista e antissexista, bem como pela via da integração LGBTQIAPN+.

O coletivo é formado por ciganes de diversas áreas profissionais, como jornalismo, artes, direito e pedagogia. Atualmente tem 7 integrantes, oriundos da Bahia, Goiás, Paraíba, Mato Grosso, Paraná e Rio de Janeiro.

segunda-feira, 2 de outubro de 2023

Curso Juventude Cigana será apresentado no Congresso de Estudos Ciganos da Gypsy Lore

 

Evento ocorre no SESC SP entre 03 e 06 de outubro e reúne pesquisadores de 24 países

O curso de extensão “Juventude Cigana: da Invisibilidade à Comunicação Popular em Saúde” será apresentado no congresso de Estudos Ciganos da Gypsy Lore Society. O evento ocorre no SESC SP entre 03 e 06 de outubro e reúne pesquisadores dos povos ciganos de 24 países.

Ofertado pela AEEC-MT, em parceria com o departamento de História da UFMT, o projeto, que visou o combate às fake news em saúde e a valorização das culturas ciganas, beneficiando 21 estudantes ciganos de 10 Estados brasileiros, foi selecionado para ser apresentado na modalidade comunicação oral – relato de experiência.

Com o título “Formação em comunicação com jovens ciganos: perspectiva de gênero na Espanha e perspectiva da saúde no Brasil”, o relato de experiência trará ainda experiência de um curso semelhante em Espanha, coordenador por Gabriela Marques.

O relato de experiência será apresentado às 15h no dia 04 de outubro, pelos coordenadores do projeto, Aluízio de Azevedo e Gabriela Marques na Parte 4 do congresso, sala 3, dentro da mesa B “Interseccionalidades e comportamento contemporâneo”, cuja mediação será realizada por Sabrina Brésio.

A mesa contará ainda com a apresentação de outros dois trabalhos. O primeiro deles será o trabalho “Conceito de "branquitude" e assimetrias estruturais de poder no espaço interétnico. Abertura de novas possibilidades de pesquisa e interpretações nos Estudos Romanis”, apresentado por Daniel Škobla & Richard Filčák (Eslováquia). E o segundo “Atual comportamento de consumo da classe média roma rumungre”, apresentado por Zdeněk Uherek (República Tcheca).

Juventude Cigana – O curso foi organizado pela AEEC-MT em parceria com a UFMT, Coletivos Orgulho Romani e Ciganagens, a partir de chamada pública da Organização Pan Americana de Saúde (OPAS) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), com financiamento do governo do Canadá, que selecionou projetos de comunicação popular em saúde de todo o país.

O objetivo do curso foi formar jovens ciganos, ciganas e ciganes para a produção de conteúdos digitais nas áreas de saúde considerando o combate à fake news e a consolidação de modelos de comunicação que se preocupem com as realidades das comunidades romaníes no Brasil.

Foram realizadas oito sessões online, com especialistas e profissionais, sobre temas relativos à comunicação e saúde das comunidades ciganas, partindo do olhar crítico às mídias e a desinformação em saúde.

Entre eles, a informação e a comunicação no campo da saúde; o que é desinformação e fake news, identificando racismo e anticiganismo: discursos de ódio e violências simbólicas; uso seguro das redes: midiatização e juventude; e produção de conteúdo para redes sociais: desafios para a autorrepresentação.

Os encontros ocorreram entre 28/02 e 23/03 com uma hora e meia de duração cada. Participantes com pelo menos 70% de presença receberam ao final da formação uma ajuda de custo como incentivo à participação.

Após o encerramento do curso, foi elaborado um guia online sobre produção de conteúdos em saúde para populações ciganas.

Congresso

O congresso é realizado pelo SESC SP em parceria com a Gypsy Lore Society, mais antiga sociedade científica que pesquisa os povos ciganos, fundada na Grã-Bretanha em 1888 com o objetivo de unir pesquisadores interessados na cultura e na história Romanis.

Reunindo participantes de 24 países, o congresso abordará temas como: Holocausto, língua romani, identidades, circo, música, literatura, racismo, escravidão, entre outros.

Acesse ao programa completo com todos os trabalhos apresentados aqui.

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terça-feira, 30 de maio de 2023

Acesse o Guia de replicação do curso Juventude Cigana

Formação é voltada para jovens ciganos ou pertencentes a povos e comunidades tradicionais

A Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso (AEEC-MT) lança, nesta terça-feira (30.05), o “Guia Prático para replicação para Povos Ciganos e Povos Tradicionais” do Curso de extensão “Juventude Cigana: da Invisibilidade à Comunicação Popular em Saúde”. A ação encerra as atividades do curso, que foi ofertado em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e teve como objetivo o combate às fake news e desinformação no campo da saúde pública.

O documento está disponível para baixar no seguinte link.

O curso ocorreu via Departamento de História da UFMT, por meio de Chamada Pública da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Brasília e Organização Pan-Americana de Saúde, com financiamento do governo do Canadá. O projeto contou ainda com as parceiras dos coletivos Orgulho Romani e Ciganagens e do projeto Mapas da Vida, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR).

O Guia de Replicação apresenta o passo-a-passo para que associações, coletivos e movimentos sociais de povos ciganos e/ou povos tradicionais possam reproduzi-lo em condições semelhantes aos que foram executados no curso de extensão. A formação ocorreu de forma online e beneficiou 21 jovens ciganos brasileiros, oriundos de 10 unidades federativas brasileiras: DF, GO, ES, MT, PA, PB, PE, PR, RJ e RN. 

Além do conteúdo das oficinas, o guia conta com objetivos, metodologia, avaliação e programa, além de dicas para antes de começar o projeto e conselhos práticos referentes também a cada uma das oito sessões sugeridas, a exemplo de dinâmicas e exercícios. No caso do Juventude Cigana, as sessões ocorreram entre 28/02/2023 e 23/03/2023, com uma hora e meia de duração, às terças e quintas-feiras, entre 19h e 20h30 (horário de MT).

Sugere-se que os participantes recebam uma bolsa como ajuda de custo e que ao final sejam formados para a produção de conteúdos digitais nas áreas de saúde, considerando o combate à fake news e levando em conta modelos de comunicação e saúde que se preocupem com as realidades dos povos tradicionais. 

O conteúdo apresentado foi construído pelos/as oficineiros/as: Aluízio Azevedo (AEEC-MT e Orgulho Romani), Aline Miklos (ativista Rom), Danillo Kalón (Ciganagens), Elisama Ximenes (Jornalista), Gabriela Marques (Orgulho Romani) e Roy Rogeres (Ciganagens). Já a diagramação é do artista visual Danillo Kalón, que também produziu a logomarca do projeto. A identidade visual e o social media do curso ficou a cargo de Rodrigo Zaiden, Diretor de Arte e Cultura da AEEC-MT.

Assessoria para Ciência e Comunicação da AEEC-MT


quinta-feira, 2 de março de 2023

Jovens Ciganos participam de curso para combate às fake news em saúde

INTEGRAÇÃO:Exclusivo para juventude romani, encontros começaram nesta terça (28.02) e ocorrerão online até o próximo dia 23 de março

O curso de extensão Juventude Cigana: da Invisibilidade à Comunicação Popular em Saúde teve sua sessão inaugural nesta terça-feira (28.02). É a primeira sessão de uma programação que contará com oito encontros, voltados para o combate às fake news em saúde e a valorização das identidades e culturas ciganas. A formação é voltada para 30 jovens ciganos oriundos de 14 Estados brasileiros e pertencentes aos três troncos étnicos, os Calon, os Rom e os Sinti, que possuem culturas e identidades diferenciadas.

Nascida e criada no interior de Goiás e atualmente moradora de Goiânia (GO), a advogada e mestre em Direito Agrário, Sara Macedo, 26 anos, é uma das 30 jovens selecionadas para participar do curso. Pertencente ao tronco étnico Kalon, ela pondera que a relação entre a saúde dos povos ciganos, a comunicação e a saúde são pontos centrais. 

“A saúde sempre foi um debate que me atravessou de uma maneira muito grande. Toda minha família é usuária do SUS. Ninguém tem plano de saúde, no máximo aqueles planos funerários e a gente sabe que a saúde é um indicador importantíssimo das desigualdades em todas as comunidades historicamente perseguidas”, reflete Sara (foto).

Advogada popular ligada à Pastoral da Terra e atuando em Rondônia e Pará com casos de massacre no campo, Sara lembra que dados fidedignos são importantes para que os trabalhadores do SUS reconheçam os povos ciganos. “Quando a gente fala do SUS e dos profissionais destinados ao trabalho de unidades básicas de atendimento e nos postinhos do interior, a gente sabe que esse pessoal chega a partir dos dados e quando a gente fala da população cigana esses dados não existem. Então, como a gente faz?”, questiona a advogada Romani e complementa:

“A pauta da comunicação ou outra forma de comunicação para os nossos povos, que não fale de nós de maneira estereotipada e criminalizando, mas de outra forma de abordar, como a gente vai ver aqui, a partir da saúde. Este espaço do curso vai ser riquíssimo para a gente criar de fato alternativas de sobrevivência neste mundo”, conclui a participante.

Cursando o último ano do ensino médio e trabalhando como jovem aprendiz na área de direitos humanos, Renata Letícia Beserra de Matos, 16 anos, de Cuiabá, também participou da abertura do curso e está animada com a possibilidade de aprendizado. “A minha expectativa para este curso é poder adquirir mais conhecimento como jovem cigana e fazer com que a cultura da nossa etnia continue crescendo e não seja deixada de lado”, comentou.

Integração entre jovens ciganos brasileiros

Durante a abertura, a presidente da AEEC-MT, Fernanda Alves Caiado, abriu a sessão inaugural destacando a felicidade em reunir participantes ciganos e ciganas de todo o Brasil. Ela também ressaltou a importância do curso, inédito no país, que também objetiva a produção de conteúdos digitais nas áreas de saúde, a consolidação de modelos de comunicação dialógicos e comunitários, que reconheçam e dialoguem com as realidades das comunidades romanis e debatam o conceito ampliado de saúde.

“Estamos muito felizes com a presença de todos esses jovens de vários Estados, para aprendermos e refletirmos conjuntamente o que é fake news e como enfrentá-la, a ligação entre informação, comunicação e saúde e a valorização das identidades e das culturas ciganas. Agradeço a todos que se dedicaram a este momento, em especial à Fiocruz, ao governo do Canadá, à UFMT e todas as organizações parceiras.  Estamos aqui com vocês, por vocês e para vocês. Que o curso fortaleça a comunicação e integração entre os ciganos brasileiros”, ponderou Fernanda.

Também na oportunidade, esteve presente a assessora sociotécnica do projeto pela Fiocruz Brasília, Aedê Cadaxa. Em sua fala, a jornalista e servidora pública, enfatizou que o projeto Juventude Cigana integra um projeto maior, com 15 instituições não governamentais, que trabalham com a proposta da comunicação e saúde, pró direitos humanos. Aedê desejou a todos “momentos de muito aprendizado, troca, conhecimentos e fortalecimento, especialmente porque a partir deste curso poderão criar uma rede de jovens ciganos comunicadores populares”. 


Segundo Aedê (foto acima), o objetivo da chamada é “justamente trabalhar a comunicação popular, comunitária, feita por vocês, por quem vivencia as realidades e busca espaço, a garantia dos seus direitos, respeito à sua cultura e modos de viver. A partir do governo federal, não conseguiríamos potencializar ou trabalhar formadores para trabalhar desta forma. Acreditamos muito no território, nas pessoas fazendo por elas, e é isso que a gente quer que instituições como a de vocês criem redes, formem vocês, para serem as vozes dos seus povos”, ressaltou.

Por fim, Aedê Cadaxa comentou sobre a importância do debate do conceito ampliado de saúde e o envolvimento dos jovens no enfrentamento às fake news neste campo. “Vemos em vocês jovens e que trabalham com as redes sociais muita potência, para que todos posam alcançar uma saúde de forma equânime e universal e não apenas o conceito de saúde que se vincula a doença, mas também o conceito de saúde que tem o direito, à identidade, às escolhas, aos modos de viver, trabalho, transporte, moradia e ser reconhecido como é”, concluiu.

Encerrando a abertura da sessão inaugural, a Coordenadora Pedagógica do projeto pela UFMT, a professora do Departamento de História da instituição, Ana Carolina Borges Nascimento, destacou que está participando com uma ponte para garantir que ele seja registrado e institucionalizado e o certificado saia em tempo hábil. Também representante do Fórum de Entidades em Defesa do Patrimônio Cultural e Imaterial de Seção Mato Grosso, Ana Carolina ponderou sobre a importância de cursos de extensão para trazer os povos ciganos para o ambiente acadêmico e também fortalecer as pautas da visibilidade romani e as questões de cidadania.

“Sabemos que vocês têm pautas e demandas complexas, envolvendo sobretudo as questões de cidadania e de território e também da fake news. Estou para parabenizar e mais para aprender, para escutar, fazer trocas. A discussão que venho envolvendo raça, gênero e este mundo do trabalho está mais realocado para populações indígenas e negras e agora conhecendo mais e trabalhando também com os povos romanis. Minha mãe é descendente de Boé Bororo e eu sou preta, então, espero poder partilhar e me coloco à disposição”, finaliza Ana Carolina.

Professora do Departamento de História da UFMT e coordenadora pedagógica do Projeto Juventude Cigana, Ana Carolina Borges

Juventude Cigana

Organizada pela Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso (AEEC-MT) e o Departamento de História da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), a formação oferece 30 vagas para pessoas ciganas entre 15 e 35 anos. 

Online, o curso é ofertado por meio de chamada pública lançada pela Fiocruz Brasília, em parceria com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e financiamento do Governo do Canadá. Também conta com as parcerias dos coletivos ciganos “Orgulho Romani” e “Ciganagens”, bem como o projeto Mapas da Vida, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR). A solenidade de abertura do curso, que é online, contou com a participação de representantes de todas as instituições parceiras do curso.

Texto: Assessoria para Ciência e Comunicação da AEEC-MT

Fotos: Arquivos pessoais e Karen Ferreira


quinta-feira, 2 de fevereiro de 2023

Curso Juventude Cigana recebe 63 inscrições e organização amplia 10 vagas

Ação tem como objetivo formar membros da comunidades Romani brasileiros para o combate à fake News no campo da saúde e a valorização de suas identidades e culturas

A Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso (AEEC-MT), a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e a Fundação Oswaldo Cruz Brasília (Fiocruz Brasília) informam que o número de inscritos no Curso de Extensão “Juventude Cigana: da Invisibilidade à Comunicação Popular em Saúde” chegou a um total de 63 pessoas, superando a expectativa das instituições.

Desta forma, a coordenação do curso, em diálogo com os Coletivos Orgulho Romani e Ciganagens e a Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), por meio do projeto Mapas da vida, decidiu ampliar de 20 para 30 o número de vagas ofertadas. O curso é realizado por meio de chamada pública da Fiocruz Brasília em parceria com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e financiamento do governo do Canadá,

As inscrições começaram no dia 28 de dezembro de 2022 e encerraram em 31 de janeiro de 2023. O curso é online e terá início em 28 de fevereiro às 19h (horário de Mato Grosso) e 20h (horário de Brasília). Serão oito encontros de uma hora e trinta minutos, sempre às terças e quintas-feiras. A última aula ocorrerá em 23 de março.

Na ocasião, ocorrerá uma abertura com a presença de representantes de todas as instituições envolvidas, como a presidente da AEEC-MT, Fernanda Caiado, a professora do Departamento de História da UFMT, Ana Carolina Borges, a Assessora Técnica da Fiocruz Brasília, Aede Cadaxa e a representante do Coletivo Ciganagens e participante do curso, Sarah Macedo.

A maioria dos participantes são da etnia Kalon, seguido pelo tronco étnico Rom. Há apenas uma pessoa inscrita da etnia Sinti. Além disso, a maioria dos inscritos são do Estado de Mato Grosso. O critério de participação de todas as regiões brasileiras e diversidade de estados foi cumprida, alcançando um total de 14 unidades da federação e mais o Distrito Federal (DF).

Entre as cidades e Estados, temos pessoas oriundas de: Sousa (Paraíba), Natal (Rio Grande do Norte), São Sebastião do Passé (Bahia), São Luis (Maranhão), Olinda e Igarassu (Pernambuco), Ananindeua (Pará), Cuiabá, Tangará da Serra e Rondonópolis (Mato Grosso), Rio de Janeiro e Campo dos Goytacazes (Rio de Janeiro), Porto Alegre (Rio Grande do Sul), Goiânia (Goiás), Florianópolis (Santa Catarina), Curitiba (Paraná), Vitória (Espírito Santo) e Aracaju (Sergipe).

Objetivo

Em um contexto em que a pandemia da Covid-19 acentuou as desigualdades sociais, ampliando o negligenciamento em comunicação e saúde dos povos tradicionais, em especial, os povos ciganos, este curso tem como objetivo oferecer uma formação online de curta duração (15h) em comunicação popular em saúde para 30 jovens romani brasileiros para atuação junto às suas comunidades no uso das ferramentas digitais e sua importância para o enfrentamento ao racismo, ao anticiganismo e o combate à desinformação e fake news no campo da saúde pública.

Oficinas e Oficineiros

Quatro oficineiros são membros da comunidade Romani: Aluízio de Azevedo, Roy Rógeres e Danillo Kalon, são do tronco Kalon; e Aline Miklos, do tronco Rom, etnia Kalderash

28/02: Apresentação do projeto, dos facilitadores, oficineiros e participantes: Gabriela Marques (Orgulho Romani), Aluízio de Azevedo (AEEC-MT), Fernanda Alves (AEEC-MT), Ana Carolina Borges (UFMT) e Aede Cadaxa (Fiocruz).

02/03: A informação  e a comunicação no campo da saúde (Aluízio de Azevedo)

07/03: O que é desinformação e fake news? Como identificar? (Roy Rogeres) 

09/03: Definindo e identificando racismo e anticiganismo: discursos de ódio e violências simbólicas (Aline Miklos)

14/03: Fact-checking: fontes, canais, legitimidade e representatividade (Karla Araújo)

16/03: Uso seguro das redes: midiatização e juventude (Gabriela Marques)

21/03: Produção de conteúdo para redes sociais: desafios para a autorrepresentação (Danillo Kalón)

23/03: Encerramento, apresentação de propostas e avaliação: Gabriela Marques (Orgulho Romani), Aluízio de Azevedo (AEEC-MT), Fernanda Alves (AEEC-MT), Ana Carolina Borges (UFMT) e Aede Cadaxa (Fiocruz).

Texto: Assessoria para Ciência e Comunicação da AEEC-MT

sexta-feira, 13 de janeiro de 2023

Departamento de História da UFMT abre curso para comunicação popular em saúde para jovens ciganos

O curso consiste em oito sessões online, com especialistas e profissionais, sobre temas relativos à comunicação e saúde das comunidades ciganas

união entre o Departamento de História da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e a Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso (AEEC-MT) promove as inscrições até 31 de janeiro do curso voltado para a comunicação popular em saúde. A iniciativa faz parte do projeto “Juventude Cigana: da invisibilidade à comunicação popular em saúde” está com inscrições abertas a partir de formulário eletrônico.  

A organização do curso está a cargo dos jornalistas e pesquisadores Aluízio de Azevedo e Gabriela Marques, do coletivo Orgulho Romani e a partir de chamada pública da Organização Pan Americana de Saúde (OPAS) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O financiamento do projeto acontece a partir do governo do Canadá, que selecionou projetos de comunicação popular em saúde. A professora Ana Carolina da Silva Borges, chefe de Departamento de História, conta que a ideia do curso surgiu a partir de parcerias.

“Conheci o Aluízio através do Fórum de Patrimônio Cultural de Mato Grosso, onde atualmente estou na presidência. A partir de várias ações que o fórum faz, principalmente voltada para a invisibilidade das populações tradicionais de Mato Grosso, a gente montou um cronograma de ações que vieram de várias frentes de atuação que tem funcionado desde a pandemia de forma bastante intensa”, explica a professora (foto abaixo). 


A professora conta que há várias áreas de conhecimento, como antropologia, história e organizações não governamentais presentes desenvolvendo ações como projetos de extensão e projetos de pesquisa. “A gente viu a necessidade de mapeamento e formação para as populações tradicionais em situação de vulnerabilidade e que também tem certa invisibilidade no âmbito social”, relata Ana Carolina da Silva Borges acrescentando que as atividades já tem visibilidade nacional.

Curso surgiu para superar desinformação sobre população cigana

O curso consiste em oito sessões online, com especialistas e profissionais, sobre temas relativos à comunicação e saúde das comunidades ciganas, partindo do olhar crítico às mídias e a desinformação em saúde. Entre 28 de fevereiro e 23 de março entram em discussão a informação e a comunicação no campo da saúde; o que é desinformação e fake news, identificando racismo e anticiganismo: discursos de ódio e violências simbólicas; uso seguro das redes: midiatização e juventude; e produção de conteúdo para redes sociais: desafios para a autorrepresentação.

“Vimos que há certa demanda sobre essas discussões e há uma certa má informação sobre a populações ciganas. Veio a parceria junto com o Departamento de História para desmontar as imagens pré-concebidas, estigmatizadas e distorcidas sobre as populações ciganas. É deixar de criminalizá-los pelo foco do combate às fake news. Temos esse propósito dentro do projeto com a formação em caráter informativo e de capacitação para que as pessoas possam manejar informações para quebrar os pré-conceitos com impacto social significativo”, pontua a professora Ana Carolina da Silva Borges.

A organização informa que participantes com pelo menos 70% de presença recebem certificado ao final da formação emitido pela UFMT. Após o encerramento do curso, será elaborado um guia online sobre produção de conteúdos em saúde para populações ciganas.

Outras parcerias estão em construção

A professora  Ana Carolina da Silva Borges pontua ainda que projetos estão em reposicionamento para 2023 como o Mapas da Vida, já desenvolvido com a Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) e a Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat). “Novas parcerias estão em costura para 2023 como o projeto Mapas da Vida. É um projeto que é interinstitucional e interdisciplinar, já realizado com a UFR e Unemat, além de pessoas com engajamento político em Mato Grosso para o mapeamento das populações tradicionais em situação de vulnerabilidade”, relata.

A ideia consiste em um levantamento gráfico com dados quantitativos com quantidade de mortos e infectados recortando algumas cidades que tinham populações tradicionais de Mato Grosso. “A gente montou vários gráficos e temos produção de material audiovisual, com pessoas que estiveram na frente. Tinham algumas temática que a gente recortava com pandemias, queimadas, dengue e a zika para saber como as populações tradicionais montam estratégias de sobrevivência diante do descaso do poder público”, conta a professora.

Um site especialmente preparado para populações tradicionais foi o resultado do projeto. “A gente montou um site para disponibilizar os materiais e as populações tradicionais saberem como está o contexto deles e foi pedido que pós pandemia o projeto não se encerrasse por conta dos produtos audiovisuais construídos como podcasts, entrevistas e rodas de conversa em formas de aulas que são pedidos das comunidades tradicionais”, destaca sobre a parceria com a AEEC.

Disponível em: https://ufmt.br/noticias/departamento-de-historia-abre-curso-para-comunicacao-popular-1672922378#top_page 

sexta-feira, 30 de dezembro de 2022

AEEC-MT e UFMT abrem inscrições para curso Juventude Cigana: da Invisibilidade à comunicação popular em saúde

 

A formação é online, gratuita e destinada exclusivamente para jovens romani de todo o Brasil. Inscrições começam nesta sexta-feira, 30/12/22 e vai até 20/01/2023. No Card os oficineiros do curso.

            A Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso (AEEC-MT), em parceria com o Departamento de História da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), abriu inscrições para o curso online e gratuito realizado dentro do projeto “Juventude Cigana: da invisibilidade à comunicação popular em saúde". O objetivo é formar jovens ciganos, ciganas e ciganes para a produção de conteúdos digitais nas áreas de saúde considerando o combate à fake news e a consolidação de modelos de comunicação que se preocupem com as realidades das comunidades romaníes no Brasil.

            O curso é organizado pelos jornalistas e pesquisadores Aluízio de Azevedo e Gabriela Marques, do coletivo Orgulho Romani e  a partir de chamada pública da Organização Pan Americana de Saúde (OPAS) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)  com financiamento do governo do Canadá, que selecionou projetos de comunicação popular em saúde de todo o país.

            Serão realizadas oito sessões online, com especialistas e profissionais, sobre temas relativos à comunicação e saúde das comunidades ciganas, partindo do olhar crítico às mídias e a desinformação em saúde. Entre eles, a informação e a comunicação no campo da saúde; o que é desinformação e fake news, identificando racismo e anticiganismo: discursos de ódio e violências simbólicas; uso seguro das redes: midiatização e juventude; e produção de conteúdo para redes sociais: desafios para a autorrepresentação.

            Os encontros acontecerão entre 28/02 e 23/03 com uma hora e meia de duração cada. As inscrições estão abertas até 31/01 pelo link no formulário do Google Forms: https://forms.gle/saeZ9cXWa4gbXhQc9.                

Participantes com pelo menos 70% de presença receberão certificado ao final da formação emitido pela Universidade Federal do Mato Grosso e uma ajuda de custo como incentivo à participação. Após o encerramento do curso, será elaborado um guia online sobre produção de conteúdos em saúde para populações ciganas.

Critérios para seleção

-        Curso exclusivo para pessoas ciganas;

-        Faixa etária preferencial: 15 a 35 anos;

-        A seleção buscará paridade de gênero e diversidade sexual entre participantes;

-        Disponibilidade para participação nos horários do curso (19h às 20h30 - horário de MT e 20h às 21h30 - horário de Brasília);

-        A seleção buscará equidade étnica entre participantes proporcional às populações ciganas no Brasil;

-        A seleção buscará uma maior distribuição territorial com participantes das cinco regiões brasileiras

-        Em caso de alto volume de inscrições, será elaborada uma lista de espera, podendo haver abertura de mais vagas.

Programação

28/02 - Apresentação do projeto, dos facilitadores, oficineiros e participantes

02/03 – A informação  e a comunicação no campo da saúde - com Aluízio de Azevedo , Dr. em Informação, Comunicação e Saúde - Fiocruz/RJ, conselheiro Nacional de Promoção de Políticas de Igualdade Racial (CNPPIR), assessor para Ciência e Comunicação da AEEC-MT.

07/03 –   O que é desinformação e fake news? Como identificar?  - com Roy Rógeres, cigano – jornalista da etnia Calon e tradição circense. Multiartista e mestrando no Programa de Pós-Graduação em Estudos Interdisciplinares Sobre a Universidade(PPGEISU)

09/03 - Definindo e identificando racismo e anticiganismo: discursos de ódio e violências simbólicas - com a Dra. Aline Miklos, cantora, defensora dos direitos humanos, Senior Fellow na Oficina do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (OACNUDH/ América do Sul).

14/03 - Fact-checking: fontes, canais, legitimidade e representatividade - com Karla Araújo: jornalista formada pela Universidade Federal de Goiás (UFG), com experiência nas áreas de política, economia, cidades e fact-checking, em trabalho desenvolvido em sites e jornal impresso.

16/03 - Uso seguro das redes: midiatização e juventude - com Gabriela Marques: jornalista e professora, com Mestrado em Comunicação pela Universidade Federal de Juiz de Fora e doutorado em Comunicação Audiovisual e Publicidade pela Universidade Autônoma de Barcelona (Espanha). Trabalha com populações ciganas desde 2015, membro do coletivo Orgulho Romani.

21/03 - Produção de conteúdo para redes sociais: desafios para a autorrepresentação - com Danillo Kalon: artista visual e tatuador. Formação audiovisual, no Riomarket Jovem em parceria com o Festival de Cinema do Rio para jovens periféricos. Produtor Cultural e fotógrafo, artista plástico autodidata.

23/03 – Encerramento, apresentação de propostas e avaliação.

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Serviço

O que: Inscrições Curso “Juventude Cigana: da Invisibilidade à Comunicação Popular em Saúde

Quando: 30/12/2022 a 20/01/2023

Inscrições: https://forms.gle/saeZ9cXWa4gbXhQc9

Formato: online, 15h, terças e quintas entre 28/02 a 24/03/23

Texto: Assessoria para Ciência e Comunicação da AEEC-MT

Artes: Rodrigo Zaiden

Dúvidas: aeecmt@gmail.com

domingo, 25 de julho de 2021

AEEC-MT realiza reunião para construir projeto para concorrer ao edital Fundo Demas 2021

Encontro ocorreu no bairro do Tijucal, em Cuiabá e decidiu que o projeto aliará o fortalecimento institucional à formação audiovisual para jovens ciganos

A diretoria da Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso (AEEC-MT) realizou neste sábado (24 de julho) reunião com famílias ciganas que residem em Cuiabá para a construção coletiva do projeto de implementação do núcleo de audiovisual da instituição, que concorrerá ao Edital lançado pelo Fundo Demas, cuja inscrição se encerra no próximo dia 30 de julho.

O encontro contou com a participação de 12 pessoas representando seis famílias ciganas pertencentes a uma única família extensa da etnia Calon, que vivem na região do Coxipó, em Cuiabá, há mais de 40 anos. Ocorrida na casa da matriarca Olga Alves Pereira de Matos, no bairro Tijucal, a reunião contou com a presença da presidente da AEEC-MT, Fernanda Caiado, que também reside na mesma região (Residencial Santo Antônio).

Na ocasião, ficou decidido que o projeto será estruturado seguindo a linha 1 do edital “Fortalecimento das Organizações Locais e suas Articulações”, com foco nos itens “apoio à aquisição de equipamentos de gestão, ação e incidência” e “apoio ao fortalecimento de ações à afirmação cultural, identitária, religiosa e/ou artística de resistência e luta contra o racismo, desmatamento, crise climática e violência”; se concentrando em três objetivos/ações principais.

São eles: compra de equipamentos audiovisuais para composição do núcleo de audiovisual da AEEC-MT; realização de oficinas audiovisuais para cinco jovens ciganos; que depois serão contratados para a execução prática de vídeos institucionais relacionando a temática da valorização da cultura cigana, o reconhecimento das identidades da juventude romani; e o combate ao preconceito social e o racismo ambiental das comunidades romanis.

Também durante a reunião firmou-se um acordo no sentido de fortalecimento da rede de povos e comunidades tradicionais de Mato Grosso, especialmente no compartilhamento de experiências e diálogo com outras associações como a Xaraés, que atua no município de Cáceres junto a populações ribeirinhas e pantaneiras, para o desenvolvimento de ações de comunicação, focadas no audiovisual e redes sociais e o Fórum de Entidades em Defesa do Patrimônio Cultural e Imaterial Brasileiro – Seção Mato Grosso.

De acordo com a presidente da AEEC-MT, ao longo dos quatro anos de existência da instituição, um dos principais focos de atuação “é a criação de conteúdo comunicacional e audiovisual abordando o universo cigano, com temáticas acerca do combate ao racismo e aos estereótipos; e a luta pelos direitos humanos dos povos romanis”.  “Caso aprovemos esse projeto, teremos a oportunidade de aliar o fortalecimento desta ação, com a criação do núcleo de audiovisual, com a formação e o envolvimento de jovens, de maneira a fortalecer o senso comunitário e identitário cigano no município de Cuiabá”, pondera.

Texto: Aluízio de Azevedo

Assessor para Ciência e Comunicação da AEEC-MT