segunda-feira, 31 de outubro de 2022

Projeto Diva e as Calins de MT foi selecionado na etapa regional do prêmio Rodrigo Franco

 

Prêmio está em sua 35ª edição e é realizado pelo IPHAN para premiar iniciativas que auxiliam na preservação do patrimônio imaterial e cultural brasileiro

O projeto “Diva e as Calins de Mato Grosso: Ontem, Hoje e Amanhã” foi selecionado entre os cinco finalistas na etapa regional da 35ª edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade. Financiado pela Lei Aldir Blanc, por meio do Edital Conexão Mestres da Cultura, da Secretaria de Estado de Cultura, Esportes e Lazer (SECEL-MT), o projeto premiou a raizeira e benzedeira cigana, Maria Divina Cabral, a Diva, como mestra da cultura mato-grossense.

Realizada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a premiação reconhece, em nível nacional, ações de excelência para preservação e promoção do Patrimônio Cultural Brasileiro. Trata-se de um importante reconhecimento ao projeto “Diva e as Calins de MT”, que foi executado pela Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso (AEEC-MT) e se dividiu em três produtos artísticos multimídia, em torno dos conhecimentos da Mestra Diva. Foram eles:

O I Encontro de Mulheres Ciganas de Mato Grosso, realizado entre 23 e 25 de abril, em Rondonópolis, município onde Diva reside há mais de 40 anos; a “Exposição Multimídia Calin”, que retrata 35 mulheres ciganas mato-grossenses de três municípios, além de Rondonópolis, Tangará da Serra e Cuiabá. E a minissérie “Diva e as Calins de MT”, que em cinco episódios, aborda os saberes femininos a partir da visão da raizeira e benzedeira e de outras quatro de suas parentas, uma tia e três primas, que por suas histórias de vida e conhecimento da cultura Calon, também foram consideradas como mestras da cultura cigana pelo projeto.

A exposição multimídia Calin pode ser acessada no seguinte link: www.galeriacalin.com 


Agora, o projeto Diva e as “Calins de MT: Ontem, Hoje e Amanhã” vai concorrer à etapa nacional do prêmio, com outros 24 projetos, sendo cinco de cada região do país. Os projetos aprovados para a etapa nacional, foram selecionados por comissões regionais, compostos por servidores do IPHAN e curadores convidados. Na etapa nacional serão premiadas 10 (dez) ações na etapa Nacional, 05 (cinco) em cada categoria: cinco pessoas jurídicas e cinco pessoas físicas.

 

O projeto da AEEC-MT concorre na categoria pessoas jurídicas. Uma comissão nacional julgadora fará a seleção dos projetos premiados. Considerando o caráter excepcional de determinadas iniciativas voltadas à promoção do Patrimônio Cultural Brasileiro, em razão de sua originalidade, criatividade e relevância na preservação e salvaguarda de bens culturais, O Prêmio Rodrigo Mello Franco prevê ainda outorga de menção honrosa, atribuindo merecido reconhecimento público.

O resultado da etapa regional do prêmio e outras informações como o edital podem ser conferidos no link: https://www.gov.br/iphan/pt-br/acesso-a-informacao/acoes-e-programas/premios/premio-rodrigo-melo-franco-de-andrade

Cartaz da minissérie Diva e as Calins de MT, com a raizeira e benzedeira, Maria Divina Cabral, a Diva

Texto: Aluízio de Azevedo

Assessoria para Ciência e Comunicação da AEEC-MT

quinta-feira, 27 de outubro de 2022

REM-MT e CEPCT-MT promovem oficina para fortalecer diálogo com comunidades tradicionais de MT

 

O Assessor para Ciência e Comunicação da AEEC-MT, Aluízio de Azevedo (camiseta azul), mediou a oficina, que ocorreu na SEMA-MT

O Comitê Estadual de Povos e Comunidades Tradicionais de Mato Grosso (CEPCT-MT) e o Programa REM-MT (REDD Early Movers Mato Grosso) realizam, nesta terça-feira (25.10.22), das 8h às 12h, na Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA-MT), a Oficina Grupo de Acompanhamento dos PCTs -REM MT. O objetivo é fortalecer o diálogo institucional entre os dois órgãos e as ações em prol dos povos e comunidades tradicionais mato-grossenses. 

Contando com a parceria da Cooperação Técnica Alemã (GIZ) e o apoio de Consultoria da Kaiardon Produções, o evento ocorrerá de forma híbrida, sendo presencial na Sala de Reunião Plenário Cleverson Cabral da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA), ao qual o programa REM-MT é vinculado. Os que não puderem participar presencialmente poderão acompanhar o evento por meio do link. A programação contará com a participação dos conselheiros do CEPCT-MT, bem como lideranças dos PCTs que ainda não estão incluídas no comitê. 

Pela manhã, os participantes conhecerão e aprofundarão o debate acerca dos resultados do “Relatório de análise e diagnóstico sobre a consolidação e estruturação do Grupo de Acompanhamento junto ao Comitê Estadual dos Povos e Comunidades Tradicionais de Mato Grosso (CEPCT-MT) e Coordenação Geral do Programa REM-MT (CGP-REM)”. 

Pela tarde, o encontro visa debater a proposta da SEMA-MT para a fase dois do programa REM-MT, que está sendo construída no âmbito do subprograma II) Agricultura Familiar e de Povos e Comunidades Tradicionais. A ideia é ouvir os PCTs para a construção conjunta desta proposta, inclusive, com a participação integral do CEPCT-MT.

Além disso, o evento tem como intuito aprimorar a comunicação entre os dois órgãos e suas atuações e articulações junto aos diversos segmentos de PCTs, de maneira a ampliar a visibilidade dessas comunidades, que reúnem inúmeros grupos diferenciados no território mato-grossense. Entre eles: povos de matriz africana, quilombolas, povos ciganos, morroquianos, indígenas, retireiros do Araguaia, extrativistas e seringueiros, pescadores e ribeirinhos, pantaneiros, raizeiros e benzedores, quebradeiras de castanhas e de coco babaçu, agricultores familiares entre muitos outros.

Terezinha Alves, representante dos povos ciganos e da AEEC-MT no CEPCT-MT também participou da oficina

Aproximação CEPCT-MT e REM-MT

O Grupo de Acompanhamento junto ao CEPCT-MT e o Programa REM-MT foi composto em 2020, durante oficina destinada aos PCTs e construção do seu diagnóstico socioprodutivo, quando as próprias lideranças presentes elegeram cinco membros para representá-las, funcionando como insumo para estratégia de inclusão dos PCTs ao Programa REM MT. Entretanto, passados mais de 30 meses e uma pandemia, apenas o diálogo e a parceria entre o Programa REM e o CEPCT-MT avançou, mas o grupo não teve prosseguimento.

Neste contexto, nasceu a contratação da consultoria da Kaiardon Produções no âmbito do programa REM MT, com o objetivo de “Apoiar a comunicação dos Povos e Comunidades Tradicionais de Mato Grosso junto ao Programa REM-MT”, a partir do levantamento de possibilidade de efetivação do grupo, bem como a identificação de problemas, lacunas e falhas, tendo como intuito as suas superações, por meio de recomendações às coordenações do Programa REM-MT e do CEPCT-MT.

O relatório foi desenvolvido por meio de uma investigação científica no campo da comunicação, realizada junto à 11 lideranças PCTs de vários segmentos, pelo Doutor em Informação e Comunicação e Saúde pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Aluízio de Azevedo, que pertence à etnia cigana Calon, também uma comunidade tradicional. E durante a oficina, os participantes terão a oportunidade de validar e ajustar olhares acerca do trabalho e de suas próprias análises.

Disponível em: https://www.remmt.com.br/index.php/pt/noticias/item/287-encontro-contara-com-a-participacao-de-liderancas-de-segmentos-como-indigenas-ciganos-povos-de-matriz-africana-quilombolas-ribeirinhos-pantaneiros-extrativistas 

sábado, 24 de setembro de 2022

Tereza Albues: Mestra da Cultura Mato-Grossense

Filme-ensaio Albuesas será lançado na próxima terça (27.09) no teatro do Sesc Arsenal e aborda diferentes aspectos da vida e obra de Tereza Albues

“Minha mãe me pariu de pé, tanta pressa tinha eu de vir ao mundo”. A frase, da genial romancista Tereza Albues, é um dos primeiros impactos que temos ao assistir “Albuesas”, curta-metragem de Glória Albues, que terá estreia na próxima terça-feira (27.09), no teatro do Sesc Arsenal. Quando conheci Glória em 2007 – amiga querida e parceira de primeira hora, dada nossas afinidades, inclusive a ascendência cigana –, sua “mais que irmã, amiga de nascença”, a escritora e poeta, Tereza Albues, lamentavelmente, já não estava mais entre nós.

Com a mesma pressa com que veio ao mundo, também já o deixou (2005), no auge de sua produção literária e reconhecimentos, vítima de um câncer. Embora nunca tenha encontrado Tereza pessoalmente, posso dizer que a conheço bem pelas memórias e narrativas de Glória, que sempre escutei com o maior carinho e admiração. Agora tive a oportunidade de conhecê-la um pouco mais, pela maneira sensível, delicada e poética em “Albuesas”, que mostra a ligação entre as duas irmãs e, ao mesmo tempo, nos desperta uma imensa curiosidade para conhecer mais a autora e suas obras.

A literatura de Tereza Albues é mato-grossense, brasileira e universal, com obras que estão ambientadas em diferentes cenários e países. Entre elas, “A Dança do Jaguar”, também lançada em versão impressa na próxima terça, cuja história se passa toda ambientada em São Francisco, onde a autora viveu, ou “O Berro do Cordeiro em Nova York”, obra que conecta dois mundos, sua terra natal, o pantanal mato-grossense, onde foi “parida de pé”, à moderna Nova York, onde viveu 25 anos e consolidou a carreira internacional, sendo homenageada como patrona das Letras Brasileiras pela Brazilian Endowment for the Arts.

Apesar de todo esse talento, Tereza ainda é pouco conhecida do público em geral, inclusive dentro de seu próprio Estado. Assim, com o filme, Glória honra a memória da irmã e mantém vivo seu legado, imortalizando-a nas telas. Mas atenção, Albuesas não é uma cinebiografia”, como a própria Glória faz questão de ressaltar.

Glória Albues honra a memória da irmã, Tereza Albues, levando ao público a face íntima e pessoal da brilhante escritora

Trata-se de um filme arte, um ensaio leve e fresco, que vai desvendando uma Tereza humana, vivaz e misteriosa. Em 20 minutos, o filme-ensaio adentra não apenas o universo literário, trazendo várias reflexões inéditas de Tereza Albues, como também enfoca seu universo existencial, especialmente, por suas ligações íntimas e afetivas que fazia questão de manter com a sua terra natal.

“São duas realidades distintas, Mato Grosso e a cosmopolita Nova York, que se confrontam e convivem simultaneamente, quase que numa dimensão paralela, num discurso inacabado, misterioso e evocativo como a própria existência e que permite revelar momentos de incisiva reflexão em meio ao preconceito e as humilhações que pontuaram a vida da protagonista”, destaca Glória.


Veja acima o teaser de Albuesas

“As histórias podem não ter sentido, mas qual é o sentido do mundo?”

As histórias contadas por Tereza em seus livros, algumas delas tão belamente trazidas por Glória em Albuesas, podem até não ter sentido, como a própria autora descreve. Entretanto, o mundo, como ela mesma diz, também não faz sentido e esse é o mistério da vida e da arte. “Tem muita tristeza, mas ao mesmo tempo é assim um hino de amor, um hino de luta, porque eu sou uma mulher guerreira, inclusive esse filme, esse filme não, ah tomara que dê filme, né?”

Como previu Tereza sua vida e obra, deu filme e dos bons! Aliás, se levarmos em conta toda a sua produção literária, que ainda guarda ineditamente sete obras completas, seus escritos dão muitos filmes. Em Albuesas, Glória constrói uma linguagem imagética muito próxima do surrealismo. 

Em conjunto com o olhar aguçado da direção de fotografia de Luzo Reis e do cineasta Murat Eyuboglu, com o apoio da câmera de Felipe Albues, que aos nove anos já revelava seu talento captando imagens da tia, como se pode ver no próprio filme, Glória elabora um roteiro que prima pela construção de uma rede de afetos que circundam a personagem (irmã, sobrinho, marido, cunhado e amigos), excluindo entrevistas, textos laudatórios de personalidades, tão presentes em filmes dessa natureza. A montagem aprimora esse contexto trazendo ao filme uma intimidade enternecedora.

"Eu me sinto liquefeita, escorro por todos os cantos de mim, sem pudor, desaguando de sal, as lágrimas...” Tereza Albues (à direita de azul), Robert Eisenstat, Alfredo Martins e Glória Albues, no casamento de Tereza, em São Francisco (1980).

Entre imagens de acervo pessoal e cenas capturadas no Pantanal e em Nova York, a narrativa hibridiza a força da menina preta mato-grossense à brilhante escritora cidadã do mundo e os seus locais de pertencimento, que oram saltam aos olhos por meio de um caminhar furtivo e frio nas ruas congelantes de Nova York e noutra navega nas gigantes asas da “Cabeça Seca”, garça que sobrevoa as águas da Bahia de Chacororé, em pleno pantanal de Barão de Melgaço.

A inspirada trilha sonora original congrega e une algumas realidades e sentimentos, que por vezes, parecem inconciliáveis, como o fogo no pantanal, que remete ao preconceito intrafamiliar sofrido pela autora por ser negra; ou a neve em Nova York, que nos traz a superação da vida acima dos tempos fechados e tempestades.

Mesclando influências do jazz, blues e ritmos latino-americanos aos sons dos bichos do pantanal, especialmente, aves e a onça pintada, o trabalho é fruto de uma parceria entre os músicos sul mato-grossenses Lenilde Ramos (comadre de Tereza) e Anderson Rocha. A força literária dos escritos de Tereza, encontram ecos na comovente narração da atriz Fernanda Marimmon. E a sensível consultoria do cineasta Joel Pizzini acompanha a roteirista e diretora na intencionalidade de realizar um filme que ao fugir do didatismo, transgride a realidade dita objetiva e cria uma linguagem audiovisual intensamente poética , com evidente sucesso.

Tal como Tereza, que viaja “em direção ao infinito e pelo caminho vai recolhendo pedaços de sonhos, em forma de contos e romances”; em Albuesas vamos navegando na fluidez das águas pantaneiras ao encontro das águas do Hudson, ouvindo a sua voz: “Eu me sinto liquefeita, escorro por todos os cantos de mim, sem pudor, desaguando de sal, as lágrimas...”

Capa do livro A Dança do Jaguar

Literatura  - O livro e o filme integram o projeto “Conexão Tereza Albues”, proposto pela editora da Entrelinhas, Maria Teresa Carrión Carracedo, em que ao lado de outras 70 personalidades, Teresa foi reconhecida como Mestra da Cultura Mato-grossense, por meio do edital Conexão Mestres da Cultura, da Lei Aldir Blanc da Secretaria de Estado de Cultura, Esportes e Lazer de Mato Grosso (Secel-MT).

Natural de Várzea Grande (MT), foi em Nova York, que Tereza escreveu toda sua obra, que será reeditada pela editora Entrelinhas, inclusive vários livros ainda inéditos. A Dança do Jaguar, por exemplo, foi lançado somente em formato digital, no Salão do Livro de Paris, em 2002 e agora será publicado em formato impresso.

Em 2020, a Editora Entrelinhas já havia lançado quatro de suas obras, Pedra Canga, Chapada da Palma Roxa, “Travessia dos Sempre Vivos” e O Berro do Cordeiro em Nova York, em edição no formato box, cada um dos livros com a capa assinada por um artista plástico de MT, como era o desejo da autora.

Graduada em Direito, Letras e Jornalismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a escritora tem reconhecimentos importantes, como do editor Ênio Silveira, que publicou seus primeiros livros: "- Tereza tanto pode ser vista como escritora quanto uma força da natureza, por sua prosa de ficção ser tão rica e surpreendente”. Já para o diretor de teatro e ópera Gerald Thomas, “Tereza é uma escritora fenomenal”, “é um terremoto literário”.

Em A Dança do Jaguar, o leitor acompanha uma trama de mistério, suspense e sensualidade ambientada em São Francisco, na Califórnia. A jovem pintora Nayla Malloney aluga um espaço no Solar Maltesa, casa vitoriana de três andares, que aos poucos tem sua história sombria e sinistra revelada. Dividindo o lugar com o excêntrico e recluso botânico Tristan O’Hara, Nayla embarca em uma jornada repleta de aparições, sonhos e pressentimentos.

Serviço

O que: lançamento do filme Albuesas e do livro A Dança do Jaguar

Quando: terça-feira (27 de outubro de 2022)

Onde: Teatro do Sesc Arsenal, em Cuiabá

Horário: 19h

Por Aluízio de Azevedo

Livros de Tereza publicados pela Editora Entrelinhas em 2020


sexta-feira, 23 de setembro de 2022

Atriz global Carol Macedo divulga Exposição Multimídia Calin

A divulgação pode ser conferida na página do insta de Carol: https://www.instagram.com/carolinemacedo/

A Atriz global, Caroline Macedo, publicou nesta quinta-feira (23.09), em seu canal no Instagram, cinco fotos e um texto divulgando a Exposição Multimídia Calin, que homenageia a mestra da cultura mato-grossense, Maria Divina Cabral, a Diva e mulheres do tronco étnico Calon que vivem em Mato Grosso.

Carol Macedo ficou conhecida nacionalmente com papéis de destaque como Kelly Miranda, da novela Passione (2010) e a funkeira Solange, de Fina Estampa (2011), ou Katiane, da 22 temporada de  Malhação em 2017, ou Inês de Éramos Seis (2019).

Uma admiradora dos povos ciganos, Carol postou cinco fotos da Exposição e lembrou os preconceitos e discriminações que ainda pairam sobre os povos ciganos e destacou a importância de trabalhos que abordem essas comunidades sem estereótipos.

Diz ela no texto: “hoje trago um pouquinho de algo de muita importância para mim, que é bastante ausente das mídias e redes sociais e que muita gente tem curiosidade, mas também preconceitos e discriminação: o universo cigano”.

Segundo a atriz, a Exposição é “um trabalho sensacional, totalmente fora do estereótipo que as pessoas imaginam, porque foi produzido, dirigido e auto representado pela própria comunidade, com profissionais como Fernanda Caiado que preside a Associação cigana de Mato Grosso, a fotógrafa Karen Ferreira e o diretor e cineasta, Aluízio de Azevedo, com direção de arte e coprodução de Rodrigo Zaiden”.

Ao final, Carol Macedo divulga o link da exposição, que pode ser acessado no link: www.galeriacalin.com . Acesse e confira, a dica de Carol é imperdível.

A Exposição Multimídia Calin integra o projeto "Diva e as Calins de Mato Grosso: Ontem, Hoje e Amanhã", aprovado no edital Conexão Mestres da Cultura, da Lei Aldir Blanc, da Secretaria de Estado de Cultura, Esportes e Lazer de Mato Grosso (SECEL-MT).

Assessoria para Ciência e Comunicação da AEEC-MT



quinta-feira, 15 de setembro de 2022

Ciganos pedem apoio à presidente da comissão de Cultura da Câmara para aprovação de Estatuto

Deputada Federal Rosa Neide garante realização de audiência pública na Comissão de Cultura da Câmara para debater o projeto em tramitação na Casa de Leis

Da Assessoria para Ciência e Comunicação da AEEC-MT

Integrantes da Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso (AEEC-MT) participaram nesta quarta-feira (14.09) de reunião com a deputada federal professora Rosa Neide (PT), presidente da Comissão de Cultura da Casa, para discutir a tramitação do projeto de Lei 1.387/2022, que cria o Estatuto dos Povos Ciganos. A reunião ocorreu no escritório da parlamentar em Cuiabá.

Na ocasião, o Secretário da AEEC-MT, professor Aluízio de Azevedo Silva, em conjunto com a diretora de mobilização e a conselheira da instituição, respectivamente, Terezinha Alves e Irandi Rodrigues Silva, protocolaram ofício à deputada solicitando um olhar especial na defesa e aprovação do projeto na Comissão de Cultura e na Casa de Leis. Também protocolizaram ofício endereçado ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP), ampliando a solicitação de celeridade em todas as comissões, por onde deve passar para análise dos parlamentares.

Assista abaixo ao vídeo com o número de dança apresentado pelos bailarinos Jaqueline Roque e Marcos Gattas durante a reunião: 



Rosa Neide e sua equipe acompanharam uma apresentação de dança com os bailarinos ciganos, Marcos Gattas e Jaqueline Roque, que também participaram da reunião. Duas lideranças nacionais integrantes da Roda Cigana – Rede Humanitária acompanharam a reunião, de forma online. Marcos Pantaleão, da zona da mata mineira (MG) e Francisco Lacerda de Figueira, da cidade de Sousa, na Paraíba, onde situa-se a maior comunidade cigana da América Latina, com mais de cinco mil pessoas.

O ofício é assinado em conjunto com a Associação Nacional das Etnias Ciganas (DF), demandante do projeto junto ao seu autor, o senador Paulo Paim (PT). Com o número PLS 248/2015, o projeto já foi aprovado no Senado Federal e está tramitando na Câmara dos Deputados desde o final de maio, quando o presidente Arthur Lira (PP), o despachou para ser analisado em várias comissões, incluindo a comissão de cultura.

Os presentes solicitaram à deputada a realização de audiência pública convidando lideranças ciganas de todas as unidades da federação, para debater a matéria, conforme estabelece a OIT 169, no caso dos povos tradicionais. Rosa Neide garantiu que será uma defensora do projeto na Câmara e ressaltou a importância do Estatuto para quebrar estereótipos históricos e ampliar a visibilidade dos povos ciganos, especialmente na educação, onde não são referidos nos livros didáticos e nem constam nos currículos.

“Os povos ciganos brasileiros podem contar com a nosso apoio ao projeto, principalmente nas áreas de educação e cultura. A matéria já chegou na comissão de Cultura e faremos o debate necessário, convocando uma audiência pública para quando voltar o recesso e convidando a todas as ciganas e ciganos brasileiros a participarem para discutir em conjunto”, garantiu Rosaneide, ao lembrar a importância da Lei Paulo Gustavo, que está sendo debatida na comissão, para o acesso à cultura de populações específicas.

“Estamos debatendo a criação da Lei Paulo Gustavo, que terá enfoque no audiovisual e as comunidades ciganas poderão participar, prevendo filmes para divulgação da sua rica cultura, até porque não temos nenhum material educacional e as comunidades ainda são invisíveis perante ao Estado e sofrem preconceitos”, declarou a parlamentar, informando que a secretária da comissão de cultura estava acompanhando a reunião e já está tomando todas as providências necessárias.

De acordo com o secretário da AEEC-MT, Aluízio de Azevedo, o projeto do Estatuto é estratégico para os povos ciganos. “O Estatuto é de suma para todos os três troncos étnicos ciganos brasileiros, os Calon, os Rom e os Sinti e seus inúmeros subgrupos, que atualmente, somam entre 500 mil a um milhão de pessoas, vivendo em todos os Estados Brasileiros. Estamos muito satisfeitos com o resultado da reunião”, destaca.



Estatuto dos Povos Ciganos

A propositura estabelece diretrizes para a garantia de direitos básicos para os povos ciganos em todos as áreas, como saúde, educação, habitação, esporte e lazer, cultura, trabalho, entre outros. De acordo com consulta realizada no último dia 11 de julho no Portal da Câmara, a proposição está sujeita à apreciação do plenário, com regime de tramitação definido como prioridade pelo Art. 151, II, RICD.

Consta também despacho da mesa diretora de 02 de junho, encaminhando às Comissões de Cultura; Educação; Seguridade Social e Família; Direitos Humanos e Minorias; Finanças e Tributação (Art. 54 RICD) e Constituição e Justiça e de Cidadania (Mérito e Art. 54, RICD). Em razão da distribuição a mais de três Comissões de mérito, a mesa diretora determinou a criação de Comissão Especial para analisar a matéria, conforme o inciso II do art. 34 do RICD.

A mesa também solicitou apensar-se a este a(o)PL-2703/2020, de autoria do deputado Filipe Barros (PSL), que também tem como objetivo a criação de um Estatuto Nacional dos Povos Ciganos.

Histórico

O projeto de Lei 248/2015, que cria o Estatuto dos Povos Ciganos, nasceu da vontade popular do movimento social cigano, uma iniciativa provinda do diálogo entre esta Associação Nacional das Etnias Ciganas (ANEC-DF) junto ao senador Paulo Paim.

Para debater a propositura durante sua tramitação no Senado Federal, com o apoio daquela Casa de Leis e do Ministério Público Federal, foi criado um grupo de trabalho no Whats App com a participação de lideranças ciganas brasileiras de várias etnias e diversos Estados, que puderam ler artigo por artigo do documento e contribuir com a análise dos digníssimos senadores.

Por causa da pandemia da Covid-19, o diálogo só ocorreu de forma online, não havendo possibilidade de debate e reflexão e contribuições presenciais. Diante deste cenário, a necessidade uma audiência pública desta Câmara dos Deputados de forma presencial, com transmissão online em tempo real e a participação do maior número de lideranças ciganas brasileiras, para debater o tema.

segunda-feira, 12 de setembro de 2022

Exposição Fotográfica: estudantes ciganos de Goiás são destaque em evento da UFSCAR

 Minissérie Diva e as Calins de MT: exibida na abertura do evento, às 14h30 (Brasília) na Biblioteca

Produtos Culturais abordam a etnia Calon dos Estados de Goiás e Mato Grosso. Interessados podem conferir a exposição no período entre 08h e 21h.

A comunidade acadêmica da Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR), terá a oportunidade de conferir a partir desta segunda-feira (12.09), no piso 2 da Biblioteca Central, a exposição fotográfica “Quebrando o Estereótipo Cigano: enxergando através dos olhos das crianças Calon em Trindade, Goiás”.

Contando com fotos de autoria de estudantes ciganos da etnia Calon, do município de Trindade Goiás (GO), a exposição tem curadoria e organização de Mariana Sabino Salazar, do departamento de Espanhol e Português, da Universidade do Texas em Austin, Estados Unidos. Mariana está cumprindo uma extensa agenda de trabalho no Brasil e aproveitou para pesquisar a temática que aborda no trabalho de doutorado na instituição.

A sua pesquisa sobre estereótipos e autorrepresentação também será discutida no curso Tópicos de Cinema na América Latina, quando o Prof. Arthur Autran e Mariana abordarão amplamente o estereótipo do negro e a cigana nos cinemas mexicano e brasileiro.

A abertura do evento ocorrerá na terça-feira (13/09) e contará com a exibição de três curtas-metragens abordando mulheres ciganas de Mato Grosso. Os curtas são episódios da série Diva e as Calins de Mato Grosso, que integra o projeto “Diva e as Calins de MT: Ontem, Hoje e Amanhã”. Aprovado no Edital Conexão Mestres da Cultura, da Lei Aldir Blanc, da Secretaria de Estado de Cultura, Esportes e Lazer de MT (SECEL-MT), o projeto premiou, por seus relevantes serviços prestados, como mestra da cultura mato-grossense, a raizeira e benzedeira cigana, Maria Divina Cabral, a Mestra Diva.

A Exposição segue até o dia 14/10 e é aberta também ao público em geral. De acordo com Mariana, será uma oportunidade muito rico levar para a academia trabalhos imagéticos que foram construídos por uma equipe cigana, como no caso do projeto Diva e as Calins, que foi executado pela Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso, com produção da Kaiardon Produções.

As fotografias expostas foram tiradas por alunos do 3º e 4º ano matriculados na Escola Municipal Juvenil de Freitas em Trindade durante a oficina “estereótipo e autorrepresentação” organizada por Maria Lucia Rodrigues a Mariana durante maio de 2022. “O nosso propósito é questionar a imagem do cigano na cultura popular brasileira. Uma imagem criada e promovida por pessoas pouco informadas que não pertencem a este grupo. Para desmontar o estereotipo do cigano, acredita-se na autorrepresentação como um potente antídoto. Nessa exposição, um grupo de crianças calon se mostram com seus próprios sonhos e dúvidas, assistindo a escola, fazendo parte da vida comunitária, divertindo-se com outras crianças”, explica a pesquisadora.

As crianças calon participaram de uma aula de fotografia e usaram câmeras descartáveis para obterem as imagens dessa exposição. Fotografaram em dois lugares e momentos específicos: Em um dia de atividades escolares e durante a celebração de Santa Sara Kali (dia do Povo Cigano no Brasil), celebrado a 24 de maio. Os seus nomes são: Renan Gabriel Suarez, Leandro Filho, Marcos Vinicius, Vitória Zamoro, Bruna Soares, Vitor Zamoro, Fernando Ferreira e Kave Soares.

Sinopse Diva e as Calins de Mato Grosso

Dirigido pelo cigano cineasta, Aluízio de Azevedo e com cinco episódios (8’ a 9’), a série homenageia, além de Diva, cinco mulheres ciganas raizeira e benzedeira, que reside no município de Rondonópolis (MT), também consideradas como mestras ciganas, cada uma delas foi homenageada com um episódio: sua tia Nerana Rodrigues (Tangará da Serra) e três primas, Irandi Rodrigues Silva (Cuiabá-Tangará da Serra), Nilva Rodrigues Cunha (Rondonópolis) e Terezinha Alves (Cuiabá).

Serviço

O que: Abertura da Exposição “Quebrando o Estereótipo Cigano: enxergando através dos olhos das crianças Calon em Trindade, Goiás”.

Quando: 13/09 Abertura e entre 12/09 e 14/10 aberta à visitação

Onde: Piso 2 da BCO

Horário da Abertura: 14h30 (horário de Brasília)

 


segunda-feira, 29 de agosto de 2022

Simpósio e mesa da 33ª Reunião da ABA debate temática cigana e Antropologia

Simpósio ocorre entre 10h e 12h (horário de Brasília) e será transmitido ao vivo pela TV ABA, no You Tube, https://www.youtube.com/c/TVABA

O Assessor para Ciência e Comunicação da AEEC-MT, Aluízio de Azevedo, participa nesta terça-feira (30.08) e quarta-feira (01.09) em duas mesas da 33ª Reunião da Associação Brasileira de Antropologia (ABA).

A primeira delas ocorrerá no período entre 10h às 12h (horário de Brasília) do dia 30, abrindo os Simpósios Especiais do Evento, quando o assessor para ciência da AEEC-MT participa da Sessão 1  “10 Anos das Ações Afirmativas no Brasil: Impactos e Desdobramentos na Antropologia” que integra a parte 1 do simpósio “10 anos das Ações Afirmativas no Brasil: Permanência, Continuidades e Perspectivas numa prática de uma Antropologia Antirracista”.

Coordenada pelas professoras doutoras, Sônia Beatriz dos Santos (UERJ) eSuzana Cavalheiro de Jesus (UNIPAMPA), o simpósio integra a programação o Simpósio conta com a participação de Carlos Benedito Rodrigues da Silva (NEAB-UFMA) Gersem José dos Santos Luciano (UnB). O debatedor será Debatedor(a): Guillermo Vega Sanabria (UFBA).



Já no dia primeiro de setembro, entre 17h e 19h (horário de Brasília) Aluízio integrará a Mesa Redonda 46 “Povos Ciganos, contranarrativas ciganas, produção de conhecimento e perspectivas comparadas”.

Coordenada pela professora doutora Edilma Nascimento, a mesa é composta por outros três participantes, entre eles, o Assessor para Ciência e Comunicação da AEEC-MT, Aluízio de Azevedo.

As outras duas palestrantes são a calin Marcylânia Alcântara, professora da Secretaria Municipal de Educação de Sousa (Paraíba) e a professora universitária Juliana Miranda Soares Campos, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Com o tema “Defender Direitos e Fazer Antropologia em Tempos Difíceis a reunião da ABA ocorrerá de forma online no período entre 28 de agosto a 03 de setembro e traz uma programação recheada de discussões antropológicas e suas interfaces.

Inscrições e outras informações no site do evento: https://www.33rba.abant.org.br/

Ascom/AEEC-MT

sexta-feira, 19 de agosto de 2022

AEEC-MT é parceira de curso de extensão em patrimônio cultural lançado pela UFMT

Gratuita, a formação ocorrerá de forma online, com início em setembro e término em dezembro. Inscrições abertas entre 22 e 29 de agosto

Política, Gestão e Inovação do Patrimônio Cultural na Amazônia Legal e Pantanal

AEEC-MT colabora com a Assessoria de Comunicação do Evento, além da participação no conteúdo programático do curso

A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), por meio dos Departamentos de História e de Antropologia, oferece o curso de extensão “Política, Gestão e Inovação do Patrimônio Cultural na Amazônia Legal e no Pantanal”. Realizada de forma virtual, a formação conta com 50 vagas destinadas para pesquisadores e estudantes do patrimônio cultural, organizações e lideranças de movimentos sociais e povos e comunidades tradicionais, bem como trabalhadores e gestores do campo da cultura e do patrimônio.

Interessados podem fazer a inscrição entre os dias 22 e 29 de agosto, por meio de formulário online: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSf0stAFyobFrDDiHC08_EWlEJdOnDN3il0ht74bCzuNPgPPug/viewform . As aulas ocorrerão aos sábados, entre 14h e 17h e tem previsão para começar no primeiro sábado de setembro, encerrando em 18 de dezembro.

Coordenado pelas professoras doutoras Ana Carolina da Silva Borges, do departamento de História; e Flávia Carolina da Costa, do Curso de Pós-Graduação em Antropologia Social, o curso de extensão, terá 80h e conta com a parceria do Fórum de Entidades em Defesa do Patrimônio Cultural e Imaterial – Seção Mato Grosso, da Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso (AEEC-MT), da Organização Operação Amazônia Nativa (Opan) e Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat).

A extensão busca construir espaços colaborativos para que os diferentes sujeitos que trabalham no âmbito da cultura e do patrimônio, possam se apropriar de ferramentas legais e normativas; desenvolvendo de maneira autônoma pesquisas, documentação e inventários de suas referências culturais, bem como instrumentalizá-los das possibilidades de conquistas envolvendo o poder público perante o reconhecimento de seus bens materiais e imateriais enquanto patrimônio cultural brasileiro.

Além disso, os encontros serão voltados para compreender a nossa diversidade cultural, formas, metodologias e instrumentos de proteção e salvaguarda do nosso patrimônio cultural. “Essa demanda é fruto de mapeamento desenvolvido pelo Fórum de Entidades em Defesa do Patrimônio Cultural, sobre a baixa institucionalização das políticas de preservação e a ausência de cursos em níveis de extensão, pesquisa, técnicos, graduação e especialização, voltados para formação específica nas áreas diversas de política, inovação e gestão da preservação”, explica a coordenadora, Ana Carolina.

Conteúdo

De forma multidisciplinar, o curso de extensão contará com apresentação seguida por breve apanhado histórico das populações tradicionais de Mato Grosso, realizada pela Prof. Dra. Ana Carolina da Silva Borges e outros cinco módulos, que contarão com diferentes professores. O primeiro módulo “Patrimônio Imaterial e Antropologia” ficará a cargo da Profa. Dra. Patrícia Silva Osorio, do Departamento de Antropologia da UFMT.

O segundo módulo “Comunicação, Patrimônio Imaterial e Populações Tradicionais” será realizado pelo Prof. Dr. e ativista cigano de etnia Kalon, Aluízio de Azevedo Silva Junior. Já a Prof. Dra. Flávia Carolina da Costa, do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da UFMT e a prof. Dra. Ana Carolina da Silva Borges, trabalharão o terceiro módulo, com o tema “Comunidades quilombolas na perspectiva de Patrimônio”

Já o quarto módulo “Patrimônio Cultural, Populações Tradicionais e Políticas Indigenistas” ficará a cargo do engenheiro de pesca, especialista em gestão ambiental e ativista indigenista da OPAN, Ricardo Costa Carvalho. Encerrando o curso de extensão, o quinto módulo “Sistemas de preservação do patrimônio Cultural: instrumentos, valores, assimetrias e disputas” contará com três professores: Dr. Renato Fonseca de Arruda (FEDPCB/MT); Prof. Ms. Saulo Augusto de Moraes e Prof. Ms. Luciano Pereira da Silva (UNEMAT).

Por Aluízio de Azevedo

Da Assessoria do Curso de Extensão 

sábado, 13 de agosto de 2022

PPGECCO da UFMT cria vagas afirmativas para povos ciganos

Interessados para ingressar no mestrado ou doutorado em Estudos de Cultura Contemporânea têm entre os dias 19/09 e 07/10 para realizar a inscrição

O Programa de Pós-graduação em Estudos de Cultura Contemporânea (PPGECCO) incluiu os povos ciganos nas políticas afirmativas dos cursos de mestrado e doutorado ofertado na instituição.

Pioneiramente, este é o primeiro curso da UFMT a incluir as comunidades Romani nas políticas de cotas e a inclusão ocorreu após uma solicitação da Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso (AEEC-MT), que desde 2020 iniciou o diálogo com a UFMT para a criação de vagas afirmativas destinadas aos povos ciganos mato-grossenses e brasileiros.

No total, o PPGECCO está oferecendo 35 vagas, das quais 20% (sete) serão destinadas aos distintos públicos que podem concorrer as vagas afirmativas. Apesar dos povos ciganos não constarem oficialmente na resolução do Conselho de Ensino Superior (Consepe) nº 197/2021 que indica o público que tem direito às cotas, os povos ciganos foram incluídos por uma iniciativa do colegiado do curso do ECCO por meio da criação adicional de uma vaga.

Além dos Romani, também são elegíveis à candidatura das vagas de ações afirmativas candidatos negros autodeclarados (pretos e pardos), quilombolas, indígenas, pessoas com deficiência, pessoas trans. Por sua vez, na condição de sobrevaga adicional ofertará 01 (uma) vaga para o grupo minoritário cigano/a.

Linhas de Pesquisa

As vagas para discentes regulares ingressantes no primeiro semestre de 2023 são disponibilizadas nas seguintes linhas de pesquisa: Poéticas Contemporâneas, Epistemes Contemporâneas e Comunicação e Mediações Culturais. As vagas não poderão ser transferidas entre linhas de pesquisa/área de concentração, mesmo tendo candidatos classificados.

Os cursos de mestrado (24 meses) e de doutorado (48 meses) do ECCO objetivam investigar os novos modos de fazer, de pensar e de se vincular socialmente. E é oferecido para candidatos com curso de graduação na área de Estudos Interdisciplinares e áreas afins e requer dedicação integral dos alunos para o cumprimento da programação didática, que compreende aulas teóricas e práticas, seminários, trabalhos de campo e de laboratório, desenvolvimento de pesquisas, elaboração de relatórios, exame de qualificação, elaboração e defesa de dissertação e tese.

Os candidatos a vagas de ações afirmativas são responsáveis pela leitura integral da INSTRUÇÃO NORMATIVA PROPG Nº 2, de 23 de junho de 2022, Anexo IV deste edital, e, do preenchimento do Anexo I, atentando para as especificidades dos processos de heteroidentificação e/ou verificação de candidatos para o(s) grupo(s) de ações afirmativas cujas vagas pleiteiam.

Inscrições

Podem concorrer às vagas de mestrado do PPGECCO estudantes com ensino superior completo. As inscrições ocorrem entre 19 de setembro e 07 de outubro, exclusivamente por meio de processo protocolado via Sistema Eletrônico de Informação (SEI) da UFMT.

A taxa para inscrição é de R$221,50. deverá ser efetuado em favor da Fundação Uniselva, pago exclusivamente por meio de Boleto Bancário para pagamento da taxa de inscrição e ficará disponível na página da Fundação Uniselva (http://www.fundacaouniselva.org.br/novoSite/) no menu CURSOS. Há também a possibilidade de solicitar a isenção da inscrição em processo próprio, indicado no edital de abertura das vagas.

A lista com o resultado final do Exame de Seleção, em ordem decrescente, com suas respectivas notas, será publicado até 25/11/2022 nos sites divulgado no site (https://ufmt.br/publicacoes?page=1 e www.ufmt.br/ecco). O período letivo 2023/1 iniciará em 06/03/2023.

Confira todos os documentos necessários para a inscrição baixando o edital no site do programa: https://ufmt.br/ecco/editais/

Esclarecimentos e informações acerca do Processo Seletivo devem ser feitos através do contato seminarioeccoufmt@gmail.com.

Instruções no uso do SEI

Para candidatos que estão utilizando o SEI pela primeira vez, é necessário efetuar cadastro na categoria de usuário externo pela página da UFMT (https://www.ufmt.br/site/sei/pagina/acessos-1603224167/1737). Após o cadastro, o sistema SEI enviará um e-mail com orientações para ativação do cadastro ao usuário externo solicitante.

A liberação do cadastro é realizada no prazo de 48 (quarenta e oito) horas. Para agilizar a liberação do acesso, enviar cópia do e-mail com as informações solicitadas para ativação do cadastro para a Secretaria do Programa de Pós-graduação em Estudos de Cultura Contemporânea (seminarioeccoufmt@gmail.com).

O candidato deverá efetuar a solicitação de inscrição no SEI por meio de peticionamento com anexo dos documentos, conforme instruções contidas no Anexo V. Após efetuada a inscrição, o candidato deverá acompanhar o andamento do processo pelo número de protocolo emitido pelo SEI na página oficial da UFMT (https://www.ufmt.br/site/sei/pagina/acessos-1603224167/1737).

Imediatamente após registro da inscrição no sistema SEI, o candidato deverá encaminhar e-mail para a Secretaria do Programa de Pós-graduação em Estudos de Cultura Contemporânea (seminarioeccoufmt@gmail.com) informando o nome completo, nome e nível do programa de pós-graduação para o qual está se candidatando e número do processo para a confirmação da inscrição.

Será considerado somente o número do processo enviado pelo candidato por email à Secretaria do Programa de Pós-graduação em Estudos de Cultura Contemporânea (seminarioeccoufmt@gmail.com). No processo, deverá constar a documentação completa para análise da inscrição.

Para maiores orientações, acessar o Material de Apoio para usuários do SEI (https://www.ufmt.br/site/sei/pagina/materiais-de-apoio-1603225285/1744) e/ou contatar o Suporte para Usuários Externos do SEI pelo número +55 (65) 3313-7380.

Texto: Aluízio de Azevedo, Assessoria para Ciência e Comunicação da AEEC-MT

Com Informações do Edital