sexta-feira, 19 de abril de 2024

Comunidade Cigana de Rondonópolis participa de oficina do CEPCT e programa REM-MT

Grupo de Danças Tradição Cigana fez uma participação especial no evento

Um total de 10 pessoas ciganas oriundas de Rondonópolis, Cuiabá e Tangará da Serra, participam, desde o último 17 (quarta-feira) até hoje (19/04), de oficina regional do Processo de Consulta aos Povos e Comunidades Tradicionais de Mato Grosso para o Programa REM/MT – Fase II e divulgação do processo de eleição do Conselho Estadual de Povos e Comunidades Tradicionais de Mato Grosso (CEPCT-MT).

O evento ocorre no hotel Horto, em Rondonópolis e reúne 12 segmentos de Povos e Comunidades Tradicionais (PCTs) mato-grossenses, como indígenas, quilombolas, ribeirinhos, pantaneiros, morroquianos, extrativistas, seringueiros, retireiros do Araguaia, rezadeiros, benzedeiros, etc.

Capitaneadas pela vice-presidente da AEEC-MT, Jéssika Lorrayne Cabral Lima Leme, a mestra da cultura mato-grossense Maria Divina Cabral, a Mestra Diva e a coordenadora de mulheres da instituição, Nilva Rodrigues Cunha, que residem em Rondonópolis, participam sete pessoas do município no encontro.

Entre elas, Hérica Esteves Cunha, Edione Martins Cunha, Leidiane Alves Pereira, Normeci Pinheiro, AmandaPinheiro e Audelena Dias Cabral. Além disso, participam do encontro Leida Alves Cunha, de Tangará da Serra e Marcos Gattas e Adriana Achla, de Cuiabá.

Na manhã desta sexta-feira, o grupo de danças Tradição Cigana realizou uma apresentação no evento, que é organizado pelo governo do Estado, por meio das Secretarias de Estado de Meio Ambiente (SEMA) e Trabalho e Cidadania (SETASC) e financiado via programa REM.

O encontro preparatório regional de Rondonópolis faz parte de uma série de oficinas com o objetivo de proporcionar um espaço de diálogo, e consolidar a consulta quanto ao fortalecimento da participação dos PCTs na segunda fase do Programa REM, além de apoiar a divulgação do processo de eleição para a composição dos novos membros do CEPCT/MT.

#povosciganos #ciganos #ciganas #Calon #Rom #Sinti #Romah #MT #Matogrosso #Cuiabá #cultura #PCT #PCTs #povosecomunidadestradicionais #povostradicionais #gitanos #gitanas #gypsy #tradiçãocigana #culturacigana #política #programaREM #REM

Assessoria para Ciência e Comunicação da AEEC-MT

Livro publicado pelo Ministério da Saúde aborda em ensaio humanização na saúde cigana

 

Publicação pode ser baixada no site da BVS

Acaba de sair publicado pela Editora do Ministério da Saúde o livro "Encontros de cultura e saúde : como a antropologia pode ajudar a pensar o SUS hoje”.

Realizada em parceria com a Unirio, a obra conta com ensaio escrito pelo Assessor para Ciência e Comunicação da AEEC-MT, Aluízio de Azevedo.

O ensaio é intitulado “Para além da diversidade cultural, a perspectiva êmica e ética nos caminhos para humanização e pesquisa na saúde cigana”.

A obra já está disponível online na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e pode ser baixada no seguinte link: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/encontros_cultura_saude_antropologia_sus.pdf

O livro integra uma coletânea, cuja Curadoria foi realizada por Ildenê Guimarães Loula, Rosamelia Queiroz da Cunha, Tania Cristina de Oliveira Valente e Thiago Petra da Silva.

O primeiro volume deste trabalho consiste em 11 ensaios que abordam diversas questões relacionadas à cultura, experiência da doença e práticas terapêuticas alternativas. O foco principal é analisar esses temas sob a perspectiva da antropologia da saúde.

Os Encontros de Cultura e Saúde, organizados por um coletivo multidisciplinar, visam fortalecer e defender o Sistema Único de Saúde (SUS) através da produção e disseminação de informações relevantes. Além disso, buscam criar conteúdos colaborativos em saúde, cultura e arte para apoiar o ensino em saúde.

A coletânea explora as interseções entre saúde, história, memória, cultura e arte, destacando a dimensão estética da vida.

Os ensaios discutem crenças, valores, espiritualidade e fé em relação à saúde, bem como os danos causados pela exploração utilitária dos recursos naturais e as ameaças representadas pela crise ambiental, incluindo reflexões sobre a era do Antropoceno.

Essa obra também apresenta análises sobre ações urgentes e possíveis soluções para enfrentar essa realidade preocupante.

A imagem da capa, que ilustra esse post, foi produzida com as mãos dos pacientes do Centro de Convivência Antônio Diogo, no Ceará. Mãos com as marcas da hanseníase.

O livro contou ainda com a colaboração de Edson Mendes de Oliveira, Raquel da Silva Teixeira e Pâmela Pinto.

Veja abaixo o resumo do ensaio Para além da diversidade cultural, a perspectiva êmica e ética nos caminhos para humanização e pesquisa na saúde cigana”.

Resumo

Quais desafios e oportunidades a relação entre os campos da saúde pública e da antropologia podem proporcionar no âmbito da saúde cigana? Que camadas de diálogos interculturais se estabelecem entre pesquisadores(as) e pessoas ciganas, ou entre usuários(as) ciganos(as) e profissionais de saúde? Quais perspectivas os contextos culturais apresentam na visão das determinações sociais da saúde? Essas e outras questões são abordadas de forma ensaística neste texto, que busca reforçar a importância do foco na perspectiva êmica do campo antropológico para o campo da saúde pública (estudos e práticas) e das políticas afirmativas de saúde para os povos ciganos. Palavras-Chave: Povos ciganos. Êmica. Ética. Antropologia. Saúde pública.

Obra Disponível para baixar no site da BVSMS:

 https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/encontros_cultura_saude_antropologia_sus.pdf

Assessoria para Ciência e Comunicação da AEEC-MT

quarta-feira, 10 de abril de 2024

Coletivo Ciganagens lança campanha para impressão de Guia da Saúde da Mulher Cigana

O Ciganagens lançou campanha virtual no site Benfeitoria para a impressão do Guia da Saúde da Mulher Cigana e outros materiais institucionais do Coletivo.

Voltado para a saúde sexual e reprodutiva das mulheres ciganas, o guia  será distribuído em três comunidades.

A outra parte do recurso será utilizada para materiais gráficos intitucionais de identificação para uso em atos e encontros de cunho político e ativista, como bandeiras, blusas e bolsas. Nenhum material será comercializado.

No texto divulgado na postagem de lançamento da campanha em sua página no Insta, o coletivo reforça que este “é um projeto muito trabalhado por três primas do coletivo no ano passado e que espera conseguir fundos para que no próximo dia 24 de maio, o material possa rodar em 3 comunidades no Brasil, para estimular a autonomia das nossas primas nos territórios tradicionais. Infelizmente, nossos povos não estão incluídos em nenhuma política pública de saúde sexual e reprodutiva do governo, um fato que gera diversas comorbidades e nos afasta da sociedade enquanto povos que a compõem”.

Além desse modelo confeccionado para mulheres ciganas, o Coletivo também elaborou um guia destinado aos gestores e profissionais da saúde, que pode ser também baixado de forma online no site do grupo.

Os dois guias da saúde da mulher foram produzidos como atividade final do curso de Extensão Juventude Cigana: da Invisibilidade à Comunicação Popular em Saúde, realizado em parceria entre a Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso (AEEC-MT), o Coletivo Ciganagens, a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e o Coletivo Orgulho Romani, com financiamento de chamada pública da Fiocruz-Brasília, OPAS e governo do Canadá.

Responsáveis pela campanha: Sara Macêdo kali (Responsável pelo guia de saúde da mulher cigana); Desirée Mattos Almeida (Responsável pelo guia de saúde da mulher cigana); Hayanne Iovanovitchi (Responsável pelo guia de saúde da mulher cigana); e Danillo Kalón (Responsável pelo material gráfico do coletivo).

Outras Informações pelo email
coletivociganagens@gmail.com.

Ciganagens

O Coletivo nasce em 2020, em um momento de pandemia, em que as relações orgânicas presenciais estavam prejudicadas, com o objetivo de formar uma rede apoio mútuo, com informação, arte, direito e educação atuando em prol dos direitos dos Povos Ciganos no Brasil, por meio da promoção de ações e de narrativas de pessoas ciganas pautadas pelo ativismo anticolonial, antirracista e antissexista, bem como pela via da integração LGBTQIAPN+.

O coletivo é formado por ciganes de diversas áreas profissionais, como jornalismo, artes, direito e pedagogia. Atualmente tem 7 integrantes, oriundos da Bahia, Goiás, Paraíba, Mato Grosso, Paraná e Rio de Janeiro.

quarta-feira, 13 de março de 2024

Lideranças Ciganas participam de seminário do Programa REM e CEPCT

 

Evento ocorre entre 13 e 15 de março no Hotel Fazenda Mato Grosso, em Cuiabá

Seis Lideranças ciganas mato-grossenses participam, em Cuiabá, do Seminário Preparatório do Processo de Consulta aos Povos e Comunidades Tradicionais de Mato Grosso para o Programa REM/MT – Fase II e divulgação do processo de eleição do Conselho Estadual de Povos e Comunidades Tradicionais de Mato Grosso (CEPCT-MT).

Entre elas, a presidente a vice-presidente da Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso (AEEC-MT), respectivamente, Rosana Cristina Alves de Matos Cruz (Cuiabá) e Jésssika Lorrayne Cabral (Rondonópolis). 

Jéssika Lorrayne, Fernando Carlos, Terezinha Alves e Mestra Diva

A Mestra da Cultura Mato-grossense, raizeira e benzederia Cigana, Maria Divina Cabral, a Diva, de Rondonópolis, participa do evento representando o segmento das raizeiras e raizeiros. 

Também representando os povos ciganos mato-grossenses, participam do evento a coordenadora de Assistência Social da AEEC-MT, Terezinha Alves (Cuiabá) e os ativistas, Fernando Carlos Angola (Juína) e Marcos Gattas (Cuiabá). 

Fernando representou os povos ciganos na mesa de abertura do evento. Veja abaixo o vídeo com sua fala na abertura:

Organizado pelo governo do Estado, por meio das Secretarias de Estado de Meio Ambiente (SEMA) e Trabalho e Cidadania (SETASC), o evento começa hoje (13.03) e acontece até 15 de março de 2024, no Hotel Fazenda Mato Grosso.

O Seminário Preparatório faz parte de uma série de oficinas com o objetivo de proporcionar um espaço de diálogo, e consolidar a consulta quanto ao fortalecimento da participação dos PCTs na segunda fase do Programa REM, além de apoiar a divulgação do processo de eleição para a composição dos novos membros do CEPCT/MT.

Assessoria para Ciência e Comunicação da AEEC-MT

 

 

domingo, 3 de março de 2024

Programa Calon Lachon: registro, conservação e disseminação das culturas ciganas

Calon Lacho, que na língua Romanó-Caló quer dizer “Cigano Bom”, ou “Bom Cigano”, é um programa que tem como objetivo registrar (vídeos, áudio, fotos, documentos escritos), valorizar, conservar e divulgar as narrativas, saberes, práticas e memória oral de comunidades ciganas contadas por elas mesmas.

O Programa tem um site próprio que pode ser acessado no seguinte link: https://calonlachon.com.br/ 

A ideia é realizar registros fílmicos e a divulgação a partir de dentro, com olhares próprios e junto COM as pessoas ciganas e não SOBRE elas. Um dos diferenciais da metodologia é o retorno aos participantes, que auxiliam a si mesmos, com a possibilidade de autoanálise e de autocrítica, podendo complementar, detalhar ou refutar suas próprias considerações.

Propomos uma escuta aprofundada, que proporcione o diálogo sensível entre pessoas ciganas de diferentes famílias e grupos. Trata-se de um olhar dialógico, que valoriza os conhecimentos e saberes, costumes e tradições Romani, registrando suas vozes e olhares, potencializando lutas e demandas políticas e culturais.

Buscamos busca estabelecer pontes entre pessoas romani, registrando e divulgando suas ricas tradições e culturas, conhecimentos e saberes. Uma experiência cinematográfica que promove diálogos interculturais e interpolíticos entre diferentes grupos ciganos no Brasil em Portugal, para o fortalecimento de suas causas e lutas.

Calon Lachon é uma produção coletiva e sem fins lucrativos, coordenada pelos cineastas Aluízio de Azevedo e Rodrigo Zaiden  que contribuíram para o início dos trabalhos em 2017, durante seis meses no Brasil e durante seis meses em Portugal.

O registro etnográfico  é feito com a participação ativa das pessoas ciganas, que ajuda a definir desde o fechamento do roteiro e das temáticas abordadas, até as formas de linguagens, imagéticas e locais de participação.

Neste sentido, o trabalho conta principalmente com a direção e criação de pessoas ciganas, como os irmãos Stoesse e Araxides, em Tangará da Serra (MT), ou os irmãos Wanderley e Jefferson, no acampamento Nova Canaã, Sobradinho I (Brasília, DF).

Objetivo geral 

Construção de um acervo fílmico e fotográfico dos povos ciganos brasileiros e portugueses, silenciados e invisibilizados na história oficial, ainda que contribuíram imensamente para a economia, a cultura, a identidade e a sociedade brasileiras.

Objetivos Específicos

Desconstruir estigmas, estereótipos, racismos e preconceitos historicamente arraigados sobre as culturas e etnias Romani, seja nas mídias, na literatura, na ciência ou até mesmo nos dicionários,

Construir coletivamente com as próprias pessoas ciganas um novo e melhorado imaginário, tornando visíveis suas histórias de vida, tradições, modos de organização sociocultural, de ver, viver, sentir e estar

Histórico e Conceito

O programa nasceu em 2017, ano sabático em que o cineasta Cigano, Aluízio de Azevedo, realizou sua pesquisa de campo do doutorado. 

Na ocasião, pesquisou a comunicação e saúde, mediações e interculturalidades e produção social de sentidos identitários e emancipatórios, anticoloniais, por meio da metodologia fílmica e a construção de uma matriz própria, inspirada no método compartilhado de Jean Rouch e no cinema intertextual de Judith e David Mac Dougall.

O audiovisual foi um instrumento de diálogo, primeiro entre grupos ciganos de comunidades ciganas em diferentes unidades federativas brasileiras, Mato Grosso e Distrito Federal e depois entre ciganos portugueses e brasileiros, permitindo um reencontro e uma tradução intercultural e interpolítica.

Pessoas separadas por um oceano, de repente, puderam ver, conhecer e trocar mensagens e intercâmbios, utilizando o audiovisual. O conceito passa por produzir materiais que combatem estereótipos, preconceitos, construindo novos e melhores imaginários sobre os povos ciganos, que historicamente foram invisibilizados.

Percorremos quatro comunidades ciganas brasileiras: Nova Canaã (DF), Tangará da Serra, Cuiabá e Rondonópolis, em MT. Em Portugal: Águeda, Lisboa, Figueira da Foz, Ericeira, Moura, Beja, Porto, Elvas, Espinho, Algarve.

O princípio da confiança, do respeito e da ética, do improviso e da autorrepresentação foram alinhados ao tempo todo com a quebra de estereótipos e preconceitos. Neste sentido, a ideia de caminhos, de conexão, de confiança e de reencontro permeiam todo o projeto Calon Lachon e o filme Caminhos Ciganos. Claro que agora estamos produzindo arte pura e não mais arte no diálogo com a ciência.

Além do curta-metragem Caminhos Ciganos, o programa Calon Lachon se divide em outros projetos como a série Diva e as Calins de Mato Grosso, a Exposição Multimídia CALIN, o programa de entrevistas para web, Odova Romani e o longa-metragem Calon Lachon. O programa inclui também uma série com ciganos do Brasil, Portugal, Espanha e França.

Teaser: https://www.youtube.com/watch?v=Af3ANELEPT8&t=16s 

Rosto: https://www.facebook.com/CalonLachon 

Catarse: https://www.catarse.me/calonlachon  

 

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2024

AEEC-MT recebe Prêmio Ponto de Cultura Viva do Ministério da Cultura

 

A AEEC-MT foi selecionada na categoria Pontos de Cultura, com a nota 99,5

A Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso (AEEC-MT) foi uma das 22 iniciativas na região Centro-Oeste selecionadas para receberem o prêmio Ponto de Cultura Viva, Edital Sérgio Mamberti, do Ministério da Cultura (Minc).

O prêmio Ponto de Cultura “objetiva reconhecer, valorizar, incentivar, ativar e potencializar, em todas as Unidades da Federação, atividades culturais desenvolvidas e articuladas por Pontos de Cultura em suas comunidades, os quais atuam em rede, promovendo a transmissão, o fazer cultural e o intercâmbio de saberes, experiências de formação, criação e fruição artístico-cultural”.

O resultado da seleção foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (27/02) e também no site do Minc e pode ser acessado aqui.

A AEEC-MT foi selecionada na categoria Pontos de Cultura, com a nota 99,5, na 9ª posição da região Centro-Oeste.

Além da AEEC-MT, outras duas instituições mato-grossenses também foram selecionadas no edital: Associação Cultural Flor Ribeirinha, de Cuiabá e o Instituto Semente Brasil, de Várzea Grande.

No último dia 23 de janeiro, a AEEC-MT já havia sido reconhecida pelo Ministério da Cultura (MINC), por meio da Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural, como Ponto de Cultura, recebendo o selo do órgão, o certificado reconhecendo que contribuímos para a promoção de direitos, cidadania e diversidade cultural do país.

Prêmios

Em 2022, a AEEC-MT recebeu o prêmio Rodrigo Mello Franco, concedido pelo IPHAN e em 2023, o prêmio Ponto de Memória, concedido pelo Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM).

Ambos os prêmios tiveram a iniciativa “Diva e as Calins de Mato Grosso: Ontem, Hoje e Amanhã” como vitrine principal para o recebimento da homenagem.

Assessoria para Ciência e Comunicação da AEEC-MT

 

 

 

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024

Conheça a Exposição Multimídia Calin vencedora do prêmio Rodrigo Mello Franco

 

Nilva Rodrigues Cunha: estrelou um o episódio "Ar" da minissérie Diva e as Calins de MT, outro produto integrado na Exposição

Você sabia que a Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso (AEEC-MT), desde o ano de 2021, mantém uma Exposição Multimídia com fotos, textos e vídeos, envolvendo 35 mulheres ciganas?

A exposição integra o projeto “Diva e as Calins de Mato Grosso: Ontem, Hoje e Amanhã”,  que premiou a raizeira e benzedeira, Maria Divina Cabral, a Diva, como mestra da cultura mato-grossense e pode ser acessada no seguinte link: https://galeriacalin.com/

O trabalho é um dos três produtos transmídias do projeto envolvendo os saberes da Mestra Diva e das mulheres ciganas do tronco étnico Calon, que vivem nos municípios de Tangará da Serra, Rondonópolis e Cuiabá.

A raizeira e benzedeira cigana do tronco étnico Calon, Maria Divina Cabral, a Diva, reconhecida pelo governo do estado de MT como mestra da cultura mato-grossense

A exposição é composta por quatro galerias fotográficas: Diquela Calin, Tali Lachin, Lage no Mui e IEncontro das Mulheres Ciganas de Mato Grosso (um dos outros três produtos transmidiáticos do projeto).

Além das quatro galerias fotográficas, o site reúne todas as informações do projeto e também os cinco episódios da Minissérie Diva e as Calins de Mato Grosso, o terceiro produto transmídia do projeto.

Cada episódio da série traz uma mulher cigana anciã e liderança de suas comunidades. 

O primeiro episódio com a Mestra Diva (Rondonópolis), o segundo com Terezinha Alves (Cuiabá), o terceiro com Nilva Rodrigues Cunha (Rondonópolis), o quarto com Irandi Rodrigues Silva (Tangará da Serra e Cuiabá) e o quinto com Nerana Rodrigues Pereira (Tangará).

Essas cinco mulheres, suas filhas e netas são as ciganas que estrelam as fotos da Exposição.

A agricultora Nerana Rodrigues Pereira estrelou o quinto e último episódio da minissérie Diva e as Calins de MT

O projeto foi todo executado em conjunto com as próprias mulheres ciganas, tendo a fotógrafa Karen Ferreira como diretora de fotografia.

O trabalho foi coordenado por Fernanda Alves Caiado, com organização, curadoria e projeto expográfico de Aluízio de Azevedo e Rodrigo Zaiden.

Patrocinado pela Secretaria de Estado de Cultura, Esportes e Lazer de Mato Grosso (Secel-MT), por meio de seleção no Edital Conexão Mestres da Cultura, da Lei Aldir Blanc, o projeto recebeu em 2022 o prêmio Rodrigo Mello Franco, concedido pelo IPHAN, que reconheceu a importância da iniciativa para a salvaguarda do patrimônio cultural, artístico, histórico e imaterial brasileiro.

A iniciativa também foi vencedora do Prêmio Ponto de Memória do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), em 2023.

Acesse aqui a minissérie Diva e as Calins de Mato Grosso.

Acompanha nossos canais nas redes sociais: Face, Insta e YouTube.

Assessoria para Ciência e Comunicação da AEEC-MT

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2024

Mudanças Climáticas Um Cigano na COP 28

As discussões sobre o clima que ocorreram em Dubai sob o olhar de um cigano calon mato-grossense 

Aluízio de Azevedo*

 

segunda-feira, 29 de janeiro de 2024

AEEC é reconhecida pelo Ministério da Cultura como Ponto de Cultura

No último dia 23 de janeiro, a Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso (AEEC-MT) foi reconhecida pelo Ministério da Cultura (MINC), por meio da Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural, como Ponto de Cultura.

Para receber o selo, a AEEC-MT realizou cadastro na Plataforma Cultura Viva, seguindo critérios estabelecidos na Lei Cultura Viva (13.018/2014), que incluem a comprovação de atividades culturais nas comunidades ciganas mato-grossenses e brasileiras.

O certificado reconhece ainda que contribuímos para a promoção de direitos, cidadania e diversidade cultural do país.

Diz o certificado:

“Este certificado comprova que a iniciativa desenvolve e articula atividades culturais em sua comunidade, e contribui para o acesso, a proteção e a promoção dos direitos, da cidadania e da diversidade cultural no Brasil”.

“Estamos muito felizes e honrados com a certificação, pois reconhece os relevantes serviços prestados que estamos desenvolvendo desde a nossa fundação em 2017. Além disso, poderemos concorrer a alguns editais específicos do órgão que fomentam a continuidade e a valorização das tradições e manifestações culturais dos povos ciganos, garantindo a diversidade cultural brasileira”, destaca a presidente da AEEC-MT, Rosana Matos.

Recentemente a AEEC-MT também foi reconhecida pelo Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), como Ponto de Memória, reconhecendo especialmente o trabalho desenvolvido no projeto "Diva e as Calins de Mato Grosso: Ontem, Hoje e Amanhã".

 Assessoria para Ciência e Comunicação

domingo, 7 de janeiro de 2024

Em Janeiro: AEEC encerra participação no Move MT 2 e produz segunda temporada da série com as Calins

O Grupo de Danças Tradição Cigana é o beneficiário principal da iniciativa aprovada pela AEEC no programa Move MT 2, com a criação do Núcleo de Artes Cênicas

O ano de 2024 começou a todo vapor na Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso (AEEC-MT). O mês de janeiro encerra consolidando e concluindo etapas de dois ciclos de produção iniciados em 2023.

No dia 18 de janeiro, o Núcleo de Artes Cênicas (NAC) Tradição Cigana encerrará sua participação no programa Move MT 2, uma realização da Secretaria de Estado de Cultura, Esportes e Lazer de Mato Grosso (Secel-MT) executada em parceria com a Oi Futuro e o Instituto Ekloos.

Nessa data, o NAC e outras 19 iniciativas que participam do Move MT 2, participarão de banca de pitching com representantes das três instituições executoras. Cinco iniciativas serão selecionadas para receber recursos do programa e iniciarem suas atividades. Elas também participarão de um intercâmbio na Oi Futuro do Rio de Janeiro.

O programa começou em julho e ofereceu formações e mentorias em diversas áreas como captação de recursos, comunicação, preparação para pitching, elaboração de projetos, gestão, planejamento e avaliação de projetos, ações e atividades.

Quatro pessoas do NAC/AEEC-MT participaram do programa: a coordenadora do grupo de Danças Tradição Cigana, Audelena Dias Cabral e o integrante do grupo, José Arthur Pereira dos Santos, o coordenador de arte e cultura da AEEC-MT, Rodrigo Zaiden e o Assessor para Ciência e Comunicação, Aluízio de Azevedo.

O objetivo principal da participação da AEEC no Move MT 2 é a profissionalização e estruturação do grupo de Danças Tradição Cigana, que nasceu há mais de 10 anos na comunidade Calon do município de Rondonópolis.

Vem aí: Luzia e As Calins do Cerrado

Já durante os dias 11 a 25 de janeiro, a equipe do núcleo de audiovisual da instituição estará em campo nos Estados de Goiás e Mato Grosso para captar a segunda temporada da série com as mulheres Calins do Cerrado.

Desta vez, o projeto tem o patrocínio do Fundo Social Elas +, por meio de aprovação no Edital “Mulheres em Movimento 2023”. “Calin” é o modo como as mulheres do tronco étnico Calon se autodenominam e pode ser traduzido como “cigana”.

Assim como na primeira temporada da série, Diva e as Calins de Mato Grosso (2022),a temporada 2024 conta com cinco episódios e trará uma matriarca cigana da etnia Calon, Luzia Alves Porto, como personagem central.

Episódio Terra da série Diva e as Calins de MT, com a agricultora Nerana Rodrigues, de Tangará da Serra. Projeto foi vencedor do prêmio Rodrigo Mello Franco 2022.

Residente no município de Sinop, os ensinamentos, saberes, memórias e narrativas de Luzia, perpassam o imaginário comum das outras mulheres ciganas, que estrelarão os outros quatro episódios. Além de mulheres Calins de MT, o projeto trará um episódio abordando mulheres ciganas que vivem no Estado de Goiás, tendo a ativista e pesquisadora Calin, Sarah Macedo, como participante central.

Além desta etapa de captação em janeiro, o núcleo de audiovisual da AEEC realizou em setembro de 2023 gravações em Rondonópolis com Zilma Rodrigues Cunha, que também estrelará um episódio nesta segunda temporada.

A previsão é de que a produção seja lançada em maio de 2024, marcando o Dia Nacional dos Povos Ciganos, comemorado no Brasil desde 2006. O projeto contempla ainda a construção do novo portal da AEEC-MT, que também será lançado na mesma data.

A cantora, compositora e multiartista Romi, Aline Miklos, também fará a trilha sonora original da segunda temporada da série, que conta ainda com a direção de fotografia de Karen Ferreira, com direção geral de Rodrigo Zaiden e roteiro e codireção de Aluízio de Azevedo.

Para assistir a primeira temporada da série Diva e As Calins de MT, basta acessar a página do YouTube da AEEC-MT ou o site do projeto, no link: www.galeriacalin.com.

Assessoria para Ciência e Comunicação da AEEC-MT